10 de junho de 2026

Zambelli participa por videoconferência de oitiva de Delgatti na CCJ

Advogado de Zambelli agradeceu a oportunidade de defesa das acusações de um mentiroso contumaz, negada no STF
Crédito: Reprodução/ Youtube Câmara dos Deputados

A deputada federal Carla Zambelli (PL-SP), condenada a dez anos de prisão pelo Supremo Tribunal Federal (STF) e atualmente detida na Itália, participou nesta terça-feira (10) por videoconferência da oitiva do hacker Walter Delgatti na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados. Durante sua fala, Zambelli afirmou que o depoente “mentiu bastante” à Polícia Federal (PF).

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A parlamentar aproveitou o espaço para comentar sua condenação, relacionada à inserção de 16 mandados falsos no sistema do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Questionou Delgatti sobre a autoria desses documentos. O hacker confirmou que ela apenas solicitou a inclusão de um mandado de prisão contra o ministro do STF Alexandre de Moraes.

Zambelli também rebateu outras declarações de Delgatti, como a de que teria passado 15 dias hospedado em seu apartamento funcional, em Brasília. Segundo a deputada, a visita durou “apenas algumas horas”. Ela ainda mencionou o encontro do hacker com o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), realizado para discutir supostas vulnerabilidades das urnas eletrônicas.

A participação de Zambelli foi autorizada pela Justiça italiana após solicitação de seu advogado, Fábio Pagnozzi. Nas redes sociais, o defensor agradeceu ao presidente da CCJ, Paulo Azi (União-BA), e ao relator do processo de cassação, Diego Garcia (Republicanos-PR), pela permissão de fala. Segundo ele, a comissão proporcionou à deputada “a oportunidade que lhe foi negada no STF: a de se defender das acusações de um mentiroso contumaz”.

Durante seu depoimento, Delgatti reafirmou que invadiu o sistema do CNJ a pedido da parlamentar, com o objetivo de expor fragilidades na segurança digital e descredibilizar o sistema. Ele acrescentou que recebeu de Zambelli a garantia de que ela assumiria a responsabilidade caso fosse descoberto. Também afirmou ter sido dele a ideia de inserir uma falsa ordem de prisão contra Moraes, em tom de ironia, para reforçar a alegação de vulnerabilidade.

O presidente da CCJ, Paulo Azi, destacou que o caso “não tem precedente” e que o processo exige cautela. Ele também defendeu a decisão do presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), de encaminhar o caso à comissão, afirmando que a medida segue o que prevê a Constituição.

Zambelli foi presa em Roma em junho, após deixar o Brasil sem autorização. Considerada foragida pela Justiça brasileira, teve o nome incluído na lista de difusão vermelha da Interpol, por determinação do ministro Alexandre de Moraes.

Conforme o regimento, em casos de condenação criminal com trânsito em julgado, o processo de análise sobre a perda do mandato parlamentar tem início na CCJ e segue para votação no plenário da Câmara.

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Camila Bezerra

Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É repórter do GGN desde 2022.

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Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

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