22 de junho de 2026

Judeus e Judias Pela Democracia e o voto de Luiz Fux

Para a mudança radical de voto, o mais provável é que Fux tenha recebido algum alerta dos EUA, depois da varredura feita pelo governo Trump
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Membros do movimento Judias e Judeus Pela Democracia entram em contato para dois esclarecimentos.

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O primeiro, para protestar contra o Xadrez que escrevi, ligando o voto do MInistro Luiz Fux aos movimentos da entidades como a Conib, de clara adesão à direita.

Protestam contra o uso da palavra “sionismo”, como elemento central da virada de Fux, embora admitindo que, nos últimos tempos, o movimento foi tomado pela direita. Mas, originalmente, o sionismo era a corrente mais progressista de Israel e o uso do antissionismo pode induzir ao anti-semitismo.

Para a mudança radical de voto, o mais provável é que Fux deva ter recebido algum alerta dos Estados Unidos, depois da varredura feita pelo governo Trump nas contas de todos os Ministros do Supremo Tribunal Federal, para aplicação da Lei Magnitski.

Recebo também a manifestação do grupo, em relação à decisão do STF de condenar os golpistas de 8 de Janeiro.

Vitória da democracia!

​​Hoje celebramos uma decisão histórica: o julgamento que condena Bolsonaro e seus cúmplices na trama golpista é o exercício do Estado Democrático de Direito. Sanciona indivíduos que se utilizaram do poder para subverter instituições e comprometer a democracia brasileira.

A decisão sinaliza que as instituições democráticas brasileiras deverão ser intransigentes aos movimentos golpistas e autoritários em curso.

Esta decisão representa uma vitória, ainda que momentânea, contra a extrema direita e suas marcas: militarismo, ofensiva anti gênero, machismo, racismo e neoliberalismo. Não se trata apenas de um julgamento, mas de afirmar que não há espaço para um golpe autoritario, ódio e exclusão em nossa sociedade.

Para o Judias e Judeus pela Democracia SP (JJPD-SP), este julgamento reflete os valores que defendemos: a defesa intransigente do Estado Democrático de Direito, da memória, justiça e a recusa em naturalizar a violência. Defender a democracia é também proteger as populações minorizadas e lutar contra o antissemitismo que se expande em contextos autoritários.

Julgar é lembrar, criar uma memória da nossa história passada e recente, é propiciar as condições para que os erros do passado não se repitam. A anistia, por outro lado, não produz memória.

Que esta decisão seja um marco na construção de um Brasil mais justo, igualitário e verdadeiramente democrático.

#semanistiapragolpista

#brasilsoberano

#ditaduranuncamais

#STF

https://www.instagram.com/p/DOg3qNyiWqK/?igsh=MWhveDM0Z2xqd3l4cw%3D%3D

Luis Nassif

Jornalista, com passagens por diversos meios impressos e digitais ao longo de mais de 50 anos de carreira, pelo qual recebeu diversos reconhecimentos (Prêmio Esso 1987, Prêmio Comunique-se, Destaque Cofecon, entre outros). Diretor e fundador do Jornal GGN.

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9 Comentários
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  1. Eduardo Ramos

    12 de setembro de 2025 8:50 pm

    Também acredito nisso. Ou o ministro possui parte relevante do seu patrimônio familiar nos EUA, e não quis correr o menor risco de confisco. Duvido muito que tenha sido por “ideologia” ou coisa parecida. Uma ação tão radical e extremada parece até ter sido provocada por uma chantagem forte e específica.

  2. Rui Ribeiro

    13 de setembro de 2025 5:46 am

    O Fux disse não caber ao STF julgamento político mas ele julgou outros golpistas politicamente, os condenou apenas ressalvando a desproporcionalidade da pena, mas sem ressalvar julgamento político

  3. JOSE OLIVEIRA DE ARAUJO

    13 de setembro de 2025 8:22 am

    O contorsionismo jurídico feito por Fux para tentar salvar o coiso da condenação, é metaforicamente o suicídio moral de Fux.

  4. ERNESTO

    13 de setembro de 2025 9:01 am

    “…e o uso do antissionismo pode induzir ao anti-semitismo” (JJPD-SP). Como fazer se no atual estágio o sionismo se tornou um importante (se não o principal) indutor do anti-semitismo?

  5. ERNESTO

    13 de setembro de 2025 9:01 am

    “…e o uso do antissionismo pode induzir ao anti-semitismo” (JJPD-SP). Como fazer se no atual estágio o sionismo se tornou um importante (se não o principal) indutor do anti-semitismo?

  6. Carioca

    13 de setembro de 2025 9:37 am

    Follow the money …

  7. Rui Ribeiro

    14 de setembro de 2025 10:44 am

    Quanto de conspirações é necessário para caracterizar o crime de tentativa de golpe de Estado?
    Mauro Viveiros
    19 de fevereiro de 2024, 6h31

  8. Rui Ribeiro

    14 de setembro de 2025 1:15 pm

    A campanha de Nikolas Ferreira para demitir quem comemora o assassinato de ativista ultraconservador
    Deputado usa as redes para expor perfis que fazem apologia à morte de Charlie Kirk e pressionar por …

    https://veja.abril.com.br/politica/a-campanha-de-nikolas-ferreira-para-demitir-quem-comemora-o-assassinato-de-ativista-ultraconservador/

    E ai, Fux, o Nikolas tá querendo punir as pessoas por cogitação, a nenhum resultado prático

    É possivel fazer apologia à morte de quem já tá morto?

    Eu não fiz apologia à morte dele, eu apenas observei que ele provou do próprio veneno.

  9. José Carlos

    15 de setembro de 2025 9:17 am

    Não é nada sobre o medo de aplicação da lei americana. O que o Fux fez foi militância pró-bolsanro. Não precisava de um voto tão extenso para ficar bem com os americanos. Ele militou “pesadamente” manteve por horas em castigo toda turma do STF, aproveitou ao máximo os holofotes.

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