
Saiu o Grammy Latino. O brasileiro Yamandu Costa foi indicado duas vezes, com “Saga” e “Ida e Volta” para “Melhor Álbum Instrumental”.
Dentro em breve, também, será desvendada a trama em torno das denúncias sobre suposto estupro praticado por ele. Por estratégia jurídica, os advogados impediram até agora a divulgação dos dados. Quando as informações vierem à tona, haverá dois efeitos. O primeiro, o constrangimento dos músicos que passaram a evitar Yamandu, sem procurar saber dos detalhes da armação. O segundo, uma revisão da maneira como a mídia trata denúncias do tema, condenando a priori os acusados, sem direito à defesa.
Quando a Justiça se pronuncia, em cima das provas levantadas, pouco importa se o acusado é inocente ou não: já terá sido condenado no Tribunal da Mídia.
Nesse episódio, um caso clássico de “stalker”, de perseguição digital, transformou a vitima em suspeito. E quase liquida com a carreira de um gênio do violão.
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vandro
18 de setembro de 2025 10:22 pmNassif, só posso acreditar que sabes o que os advogados ainda não divulgaram.
Miguel Poggi Amorim Zinet
19 de setembro de 2025 7:14 amGostei da abordagem da matéria sobre Yamandu.
bcosta
19 de setembro de 2025 7:40 pmSó quem viveu esse inferno sabe. Sua vida revirada APENAS com base na declaração irresponsável e sem provas.
Iuri Simões
20 de setembro de 2025 11:50 amNão ficou claro, está somente a defesa de stalkeamento sem outras explicações. O próprio sigilo é aparentemente estranho, pois, na inocência, seria interessante divulgar para a opinião pública os fatos. E, na culpa, vai se contar com veemência uma história de inocência. As pessoas são complexas e com muitas facetas, então não poria a mão no fogo. Dói quando sabemos de uma faceta monstro nos artistas geniais de quem gostamos. Recentemente li um livro absolutamente maravilhoso, ‘Viagem ao fim da noite’, fiquei encantado com o gênio que o escreveu, para depois descobrir que esse gênio era uma figura muito pra lá de controversa. Não sei se esse é o caso, até mesmo porque não li muita coisa sobre o assunto do Yamandu, mas é uma possibilidade. Há que esperar a divulgação do processo para se ter uma ideia melhor do que houve.
Ronaldo Neves
21 de setembro de 2025 3:20 pmSou advogado e sei que nem sempre o que parece óbvio ou correto é o melhor para uma boa estratégia de defesa. O processo deve seguir até sua resolução final de preferência sem muita informação para uma mídia que invariavelmente é sedenta de cliques, quando não, de sangue.
emerson57
21 de setembro de 2025 8:06 pmDe um povo que fala com e.t. com o celular na cabeça, ora para peneu, crê em bosta de elefante, Ferrari de ouro e vive dando tiro no próprio pé não se pode esperar nada melhor.
Para esses a verdade não importa, o importante é lacrar.
Sinal dos tempos.
Frederico Firmo
25 de setembro de 2025 2:41 pmMais uma herança dos tempos de Lava Jato, quando todos eram culpados até prova em contrário. Isto se ampliou com a cultura do lacrei,do cancelamento, dos influencers. Uma cultura que levou muitos a usarem as ideias de Goebbels: uma mentira repetida muitas vezes se torna verdade. Isto é vulgarizado por grupos ,alguns organizados, que fazem da mentira o cotidiano da política,dos negócios e as vêzes da vida. Isto também é fruto dos que mesmo diante de fatos, mentem. Estamos na era do cinismo, onde alguem ofende, calunia inventa, faz bullying, de forma explícita usando a rede ou meios de comunicação. Um exemplo disto é Nikolas Ferreira, do Val .Fãs do presidente não se contentam em segui-lo, ou adorá-lo, contra todas as provas e evidências e fatos, teimam em dizer que não houve tentativa de golpe, ou que o Bolsonaro não tinha nada a ver com nada. Discutir a existência de organização criminosa chega a ser ridiculo. Mas nas redes, na mídia se tem especialistas em mentir. Temos o presidente americano, que mente sem o menor receio de ser desmascarado, chama todos os imigrantes de criminosos. Todos usam mentira como método e isto influencia a sociedade que vive numa bipolaridade. De um lado se acredita em tudo e do outro não se acredita em nada. Um exemplo foi a operação Ouvidos Moucos, a desconfiança e acusações e julgamentos prévios, explodiram na sociedade e deram sustento a uma acusação fraudulenta e mal intencionada que levou ao suicidio de um reitor. Eu me pergunto porque tantos acreditaram, de partida, nas acusações contra Yamandu. Me parece que tudo vem deste maldito contexto. E vai piorar, pois com auxílio da IA, a mentira vai sempre evocar a realidade virtual como realidade.