4 de junho de 2026

A volta por cima de Yamandu, por Luís Nassif

Dentro em breve, também, será desvendada a trama em torno das denúncias sobre suposto estupro praticado por ele.
Foto de Rodrigo Lopes - Divulgação

Saiu o Grammy Latino. O brasileiro Yamandu Costa foi indicado duas vezes, com “Saga” e “Ida e Volta”  para “Melhor Álbum Instrumental”. 

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Dentro em breve, também, será desvendada a trama em torno das denúncias sobre suposto estupro praticado por ele. Por estratégia jurídica, os advogados impediram até agora a divulgação dos dados. Quando as informações vierem à tona, haverá dois efeitos. O primeiro, o constrangimento dos músicos que passaram a evitar Yamandu, sem procurar saber dos detalhes da armação. O segundo, uma revisão da maneira como a mídia trata denúncias do tema, condenando a priori os acusados, sem direito à defesa.

Quando a Justiça se pronuncia, em cima das provas levantadas, pouco importa se o acusado é inocente ou não: já terá sido condenado no Tribunal da Mídia.

Nesse episódio, um caso clássico de “stalker”, de perseguição digital, transformou a vitima em suspeito. E quase liquida com a carreira de um gênio do violão.

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Luis Nassif

Jornalista, com passagens por diversos meios impressos e digitais ao longo de mais de 50 anos de carreira, pelo qual recebeu diversos reconhecimentos (Prêmio Esso 1987, Prêmio Comunique-se, Destaque Cofecon, entre outros). Diretor e fundador do Jornal GGN.

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7 Comentários
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  1. vandro

    18 de setembro de 2025 10:22 pm

    Nassif, só posso acreditar que sabes o que os advogados ainda não divulgaram.

  2. Miguel Poggi Amorim Zinet

    19 de setembro de 2025 7:14 am

    Gostei da abordagem da matéria sobre Yamandu.

  3. bcosta

    19 de setembro de 2025 7:40 pm

    Só quem viveu esse inferno sabe. Sua vida revirada APENAS com base na declaração irresponsável e sem provas.

  4. Iuri Simões

    20 de setembro de 2025 11:50 am

    Não ficou claro, está somente a defesa de stalkeamento sem outras explicações. O próprio sigilo é aparentemente estranho, pois, na inocência, seria interessante divulgar para a opinião pública os fatos. E, na culpa, vai se contar com veemência uma história de inocência. As pessoas são complexas e com muitas facetas, então não poria a mão no fogo. Dói quando sabemos de uma faceta monstro nos artistas geniais de quem gostamos. Recentemente li um livro absolutamente maravilhoso, ‘Viagem ao fim da noite’, fiquei encantado com o gênio que o escreveu, para depois descobrir que esse gênio era uma figura muito pra lá de controversa. Não sei se esse é o caso, até mesmo porque não li muita coisa sobre o assunto do Yamandu, mas é uma possibilidade. Há que esperar a divulgação do processo para se ter uma ideia melhor do que houve.

    1. Ronaldo Neves

      21 de setembro de 2025 3:20 pm

      Sou advogado e sei que nem sempre o que parece óbvio ou correto é o melhor para uma boa estratégia de defesa. O processo deve seguir até sua resolução final de preferência sem muita informação para uma mídia que invariavelmente é sedenta de cliques, quando não, de sangue.

  5. emerson57

    21 de setembro de 2025 8:06 pm

    De um povo que fala com e.t. com o celular na cabeça, ora para peneu, crê em bosta de elefante, Ferrari de ouro e vive dando tiro no próprio pé não se pode esperar nada melhor.
    Para esses a verdade não importa, o importante é lacrar.
    Sinal dos tempos.

  6. Frederico Firmo

    25 de setembro de 2025 2:41 pm

    Mais uma herança dos tempos de Lava Jato, quando todos eram culpados até prova em contrário. Isto se ampliou com a cultura do lacrei,do cancelamento, dos influencers. Uma cultura que levou muitos a usarem as ideias de Goebbels: uma mentira repetida muitas vezes se torna verdade. Isto é vulgarizado por grupos ,alguns organizados, que fazem da mentira o cotidiano da política,dos negócios e as vêzes da vida. Isto também é fruto dos que mesmo diante de fatos, mentem. Estamos na era do cinismo, onde alguem ofende, calunia inventa, faz bullying, de forma explícita usando a rede ou meios de comunicação. Um exemplo disto é Nikolas Ferreira, do Val .Fãs do presidente não se contentam em segui-lo, ou adorá-lo, contra todas as provas e evidências e fatos, teimam em dizer que não houve tentativa de golpe, ou que o Bolsonaro não tinha nada a ver com nada. Discutir a existência de organização criminosa chega a ser ridiculo. Mas nas redes, na mídia se tem especialistas em mentir. Temos o presidente americano, que mente sem o menor receio de ser desmascarado, chama todos os imigrantes de criminosos. Todos usam mentira como método e isto influencia a sociedade que vive numa bipolaridade. De um lado se acredita em tudo e do outro não se acredita em nada. Um exemplo foi a operação Ouvidos Moucos, a desconfiança e acusações e julgamentos prévios, explodiram na sociedade e deram sustento a uma acusação fraudulenta e mal intencionada que levou ao suicidio de um reitor. Eu me pergunto porque tantos acreditaram, de partida, nas acusações contra Yamandu. Me parece que tudo vem deste maldito contexto. E vai piorar, pois com auxílio da IA, a mentira vai sempre evocar a realidade virtual como realidade.

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