5 de junho de 2026

Trump adota estratégia de Orbán contra críticos na mídia

Avanço do presidente contra críticos leva a interrupção de dois dos mais vistos talk shows noturnos do país
Gage Skidmore - Flickr

O presidente norte-americano Donald Trump adotou abertamente a estratégia usada pela extrema-direita da Hungria para controlar a opinião pública a seu favor.

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Basicamente, o plano que deu à Viktor Orbán o controle da mídia húngara – e que está sendo seguido de perto por Trump – consiste em estruturar os mecanismos governamentais para ganho político partidário; pressionar os donos de mídia privada para seguir a linha do governo; e punir os opositores e premiar os aliados.

Análise da CNN norte-americana afirma que Trump e seus aliados estão adotando plano semelhante: com o uso de manobras legais, incentivos financeiros e campanhas de pressão pública, Trump está persuadindo as empresas a fazer mudanças que beneficiam seu partido e reforçam seu próprio poder.

Para analistas, a tomada de decisões da emissora ABC sobre o programa “Jimmy Kimmel Live!” quanto a decisão da CBS em julho passado para cancelar o “The Late Show with Stephen Colbert” cheira a o que às vezes é chamado de “orbanismo” – enfraquecimento da radiodifusão pública, amordaçamento da mídia independente via “censura e atos autocráticos” e atração de proprietários de emissoras.

David Pressman, o mais recente embaixador dos EUA na Hungria, destaca que as corporações norte-americanas estão se apegando ao conceito de que “podem preservar sua independência e integridade enquanto fazem acordos com um homem forte, assim como a elite da Hungria acreditava que eles também poderiam emergir ilesos”.

“O presidente Trump, como o senhor Orban, sem dúvida, acredita que todos podem ser comprados. As elites americanas estão provando que ele está certo”, escreveu Pressman, em ensaio publicado no jornal The New York Times no mês de julho. “Há uma frase húngara que eu ouvia com frequência: ‘Van az a penz’ – ‘Há sempre um preço’”.

Tatiane Correia

Jornalista, MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Com passagens pela revista Executivos Financeiros e Agência Dinheiro Vivo. Repórter do GGN desde 2019.

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Carla Castanho é repórter no Jornal GGN e produtora no canal TVGGN

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  1. Rui Ribeiro

    19 de setembro de 2025 9:54 am

    “O presidente [dos EUA, Donald Trump] não tem medo de usar meios econômicos nem militares para proteger a liberdade de expressão ao redor do mundo. A liberdade de expressão é a questão mais importante dos nossos tempos. Presidente Trump leva isso muito a sério, e por isso tomamos ações contra o Brasil” — Leavitt

    Eles querem proteger a liberdade de expressão apenas ao redor do mundo, mas não domesticamente. Demitiram o Jimmy Kimmel apenas por se expressar.

    Não enganam ninguém. Suas bundas flácidas já estão expostas nas vitrines mundiais.

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