Da Agência Brasil
Petrobras deve atingir autossuficiência na produção de petróleo em 2015
Por Isabela Vieira
A presidenta da Petrobras, Maria das Graça Foster, disse hoje (26) que o país deve se tornar autossuficiente na produção de petróleo no ano que vem. Segundo ela, a autossuficiência em derivados de petróleo deve ser alcançada em 2020, quando estarão operando todas as refinarias atualmente em construção.
“É. Sempre estaremos importando petróleo, porque produzimos, importamos e exportamos de acordo com [a capacidade das] nossas refinarias. Então, é isso: existe uma autossuficiência líquida entre o que se importa e se exporta”, acrescentou Graça. A partir de 2020, pode até sobrar excedente do refino, mas isso dependerá o crescimento do consumo do brasileiro, acrescento a presidenta da Petrobras.
A exportação de combustível tem gerado impacto sobre o caixa da estatal. Nos últimos anos, a empresa não repassou a diferença de preços do diesel e da gasolina importados e acabou subsidiando os combustíveis no mercado interno. A situação começa a se inverter no ano passado, com aumento da produção nacional e a correção dos preços nas bombas, autorizados pelo governo.
De acordo com balanço apresentado hoje, a Petrobras espera produzir 3,7 milhões de barris de petróleo por dia entre 2020 e 2030, em média, em comparação com os 2,9 milhões barris atuais. A partir de 2020, a companhia estima que a demanda média por derivados, como diesel e gasolina, fique em torno de 3,4 milhões de barris por dia, com crescimento de 2,3% ao ano.
“Quanto mais o mercado cresce, menos petróleo se exporta. Mas o Brasil, com esses dados, posiciona-se como produtor relevante e também exportador importante dentro do suprimento global de petróleo. É um fato à luz dos números, que não são só da Petrobras”, disse Graça Foster. Ela ressaltou que a empresa detém o monopólio do refino, mas que estuda parcerias com empresas chinesas.
Na apresentação, Graça comunicou que teve sucesso em 75% das ações de exploração e disse acreditar que está acima da média mundial. Nos poços do pré-sal, por exemplo, Graça foi categórica ao afirmar que o sucesso foi de “100%” no ano passado. Das 24 descobertas da companhia nos últimos 14 meses em áreas marítimas, 14 estão no pré-sal, entre São Paulo e Sergipe.
Quanto às operações fora do país, a presidenta da Petrobras disse que manterá o foco em exploração e produção, principalmente na Argentina, onde espera aumentar o contingente de trabalho. Para os próximos anos, não está mais prevista a venda de ativos da companhia.
joao
26 de fevereiro de 2014 11:18 pmA Inflacao e a Petrobras
http://g1.globo.com/economia/negocios/noticia/2014/02/petrobras-gastara-140-mais-com-importacao-de-combustivel-ate-2020.html
Gasto anual com diesel e gasolina deve saltar para US$ 30,42 bi, diz CBIE.
Produção está estagnada há 5 anos e dívidas quadruplicaram desde 2010.
Seis anos após as primeiras extrações das reservas gigantes do pré-sal e quase 8 anos após a anunciada, mas já perdida autossuficiência na produção de petróleo, a Petrobras tem sido vista com desconfiança pelo mercado, por conta da produção estagnada, das importações em alta e das dívidas bilionárias – e que tendem a continuar crescendo.
Desde o fim de 2010, logo após a megacapitalização de R$ 120 bilhões, o endividamento da gigante brasileira de petróleo praticamente quadruplicou, com um aumento médio de mais de R$ 40 bilhões por ano. A produção de óleo e gás, por sua vez, caiu 2,5% em 2013, para 1,93 milhão de barris por dia em 2013. Foi a segunda queda anual consecutiva e o menor resultado desde 2008.
Petrobras deixou de ganhar cerca de R$ 47 bilhões nos últimos 3 anos em função da defasagem do preço da gasolina e do diesel, estima o CBIE
No terceiro trimestre do ano passado, a companhia teve lucro de R$ 3,395 bilhões, uma queda de 45% em relação ao trimestre anterior. Já as dívidas chegaram a R$ 193 bilhões, o que fez com que agências de risco reduzissem a nota da empresa, que passou também a receber da Bloomberg o título de “petroleira de capital aberto mais endividada do mundo”. O resultado consolidado de 2013 será divulgado pela Petrobras nesta terça-feira (25).
Parte dessa dívida tem origem no descompasso entre o crescimento da produção da Petrobras e do consumo de combustíveis no Brasil, que fará com que os gastos com importações de gasolina e diesel da estatal saltem 140% até 2020, passando dos US$ 12,68 bilhões de 2013 para um gasto anual de US$ 30,42 bilhões, segundo cálculo do Centro Brasileiro de Infraestrutura (CBIE), feito a pedido do G1. Enquanto isso, as exportações da estatal – que já caíram 37,4% em 2013 – não devem acompanhar o crescimento das compras externas, já que a produção da Petrobras também não cresce.
Outro lado da conta das perdas, segundo analistas, é a falta de reajustes maiores nos preços dos combustíveis e a interferência do governo, que não abre mão de ter a Petrobras como arma contra a inflação. O CBIE estima que a companhia deixou de ganhar cerca de R$ 47 bilhões nos últimos 3 anos em função da defasagem dos preços da gasolina e do diesel vendidos no Brasil em relação aos valores internacionais.
Endividamento e produção
A Petrobras tem sido obrigada a tomar empréstimos no Brasil e no mercado externo para equilibrar as contas e garantir os investimentos em novas plataformas e campos de exploração. Para o período 2013-2017 estão previstos US$ 236,7 bilhões, anunciados pela estatal como o maior plano de investimentos corporativo do mundo.
“A dívida fechou 2013 acima dos R$ 200 bilhões, a produção não cresce e estamos importando cada dia mais derivados”, resume o diretor do CBIE, Adriano Pires, lembrando que a ação da companhia chegou a ser cotada a quase R$ 50 entre 2007 e 2008 na Bovespa, e atualmente patina entre R$ 13 e R$ 14.
Marcos Antônio
26 de fevereiro de 2014 11:33 pmFaltou incluir na reportagem
Faltou incluir na reportagem do G1 a fonte, que neste caso revela mais que o conteúdo: David Zylbersztajn
joao
27 de fevereiro de 2014 2:21 amque seja!
Pouco importa, olhe os gráficos e veja as fontes, Petrobrás, ANP e por ai vai.
A Petrobrás esta mal está! Está com uma divida alta para investimento está, vai sair desta não sei, pode piorar, pode. Pode atingir suas metas pode, Hoje e por anos tem que ter muito cuidado. Veja o gráfico da produção nestes três últimos anos que diminuiu. As refinarias só daqui a seis anos e ainda assim estamos sujeitos a fatores perigosos e limitadores, um do consumo crescer muito e dois que as refinarias e riscos de acidentes são grandes, paralisar. Finalmente três, não só compramos petróleo, compramos muito outros derivados, gasolina e diesel.
A Petrobras esta em risco! Se não pq as ações e seu valor caiu tanto.
renato arthur
26 de fevereiro de 2014 11:37 pmA Petrobras além do refino da
A Petrobras além do refino da gasolina também ativará toda a industria Petroquímica por meio de suas refinarias, pois gerará excedentes de gases, como Etano, Propano, Butano e hidrocarbonetos olefínicos, base fundamental para indústria de plásticos e derivados ítem fundamental em que se baseia a maioria dos produtos que consumimos. O Brasil não será somente exportador de Petróleo mas de se tornará uma potencia neste segmento, condizente com um país que aspira subir ao patamar das grandes potencias.
ruyacquaviva
27 de fevereiro de 2014 12:15 amE a “falida” Petrobras lucrou 11% a mais em 2013?
E a “falida” Petrobras lucrou 11% a mais em 2013?
Os jornais vão amanhecer com esta informação, seguida ou antecedida dos “mas, porém, entretanto, todavia” que acompanha qualquer notícia econômica boa neste país.
Num ano difícil, com queda na produção (menos 2% na média anual) provocada por uma série de fatores (declínio de poços antigos, atraso na ligação de novos – tanto por dificuldades técnicas quanto por demora na produção de equipamentos nacionais – e mesmo pela natural dificuldade de uma complexa cadeia de equipamentos navais), com valorização do câmbio e com a mais que necessária cooperação para evitar que altas dos combustíveis acirrassem um espasmo inflacionário, com tudo isso, a Petrobras teve um lucro superior em 11,3% em relação ao verificado em 2012, invertendo dois anos consecutivos de queda no lucro da empresa.
Numa empresa que está dobrando de tamanho em poucos anos, com um pesado plano de investimentos que supera US$ 45 bilhões por ano (em 2013 foram R$ 99 bi investidos) nada mais natural que uma oscilação nos lucros.
Se a variação do lucro for medida pelo Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortizações) ajustado, que retira boa parte das oscilações provocadas pela variação cambial – que ninguém sabe se vai continuar ou reverter-se, o lucro da Petrobras cresceu 17,8% em 2013, na comparação com 2012, chegando a R$ 62,967 bilhões.
O que tem de ser olhado pelo investidor – investidor, não especulador – é a perspectiva da empresa no médio e longo prazos, embora estas perspectivas, agora, já sejam grandes também no curto prazo, com uma variação entre a produção de ponta a ponta de 2014 que será superior a 20%, o que dá um incremento de algo em torno de 7,5% na média de sua produção anual.
Haverá, quase que certamente, um erro de leitura do plano de produção da empresa divulgado hoje, em que a empresa estima em 4 bilhões de barris a sua produção de petróleo para 2020.
O número não inclui a parte do petróleo retirado dentro dos contratos de partilha que pertence ao Governo brasileiro. No caso de Libra, por exemplo, 41,65% por cento de tudo o que for retirado, pagos os custos. Deverá ser assim, também, na extensão dos campos das aéreas de cessão onerosa – Florim, Franco e Iara – que estarão em produção nesta data.
A produção brasileira total de petróleo vai superar 5,2 bilhões de barris diários.
150% maior que a de hoje.
É significativo também que a empresa não planeje subir deste patamar. Confirma a decisão brasileira de ser exportador de petróleo bruto apenas em pequena escala, seja para adequar o fornecimento ao parque de refino de derivados, seja para financiar sua caríssima expansão até os 3,9 milhões de barris diários previstos para 2030.
A partir daí é que o país fará a opção entre ampliar exportações de óleo crú ou de derivados ou, ainda, seguir dosando a extração para assegurar suprimento próprio por mais tempo, segundo as disponibilidades e preços internacionais de energia.
Não haverá correria atrás do dinheiro fácil de exportações, como houve com o minério de ferro, mais abundante aqui e no mundo.
A indústria de petróleo não é para ser administrada como “gadgets” de internet, que se compra ou vende de acordo com as oportunidades de mercado.
Ela é a espinha dorsal do desenvolvimento econômico sempre. E a do petróleo será a maior delas, ainda por várias décadas.
http://tijolaco.com.br/blog/?p=14602
ruyacquaviva
27 de fevereiro de 2014 12:23 amRecorde sobre recorde no
Recorde sobre recorde no pré-sal. 407 mil barris por dia, e é só o começo!
Não dá nem tempo direito.
Há cinco dias, a gente anunciou aqui a entrada em produção do maior poço de petróleo do país, no campo de Sapinhoá, na Bacia de Santos.
33 mil barris de petróleo por dia.
Mas com um aviso: “em início de operação, quando o volume ainda é “retido” por razões operacionais”.
Pois é: agora o poço 9-SPS-77 está produzindo 37 mil barris diários.
Os 21 poços do pré-sal bateram a marca média de 407 mil barris diários.
E o número de poços em operação vai dobrar este ano.
E a Petrobras, falida?
Hoje ela anuncia seu plano para 30 anos.
E não é absurdo que se fale em 10 milhões de barris por dia.
Há Franco, há Libra, há Florim, há Iara, há dezenas de campos gigantes que vão chegar á plenitude na próxima década.
Fora o que ainda todos imaginam possa existir na porção Nordeste de nossa plataforma continental, cujo correspondente africano já revelou grandes bacias.
Mas aqui a sabotagem midiática corre solta.
O Estadão diz que sai água dos poços do pós-sal da Bacia de Campos, como se não fosse nomeal infetar água em poços que produzem há 20 ou trinta anos.
Os traíras do pré-sal estão agitados. As turvas águas onde nadam estão ficando cheias de petróleo.
LUCIANO GM
27 de fevereiro de 2014 1:05 amVi ontem o Georges Vidor num
Vi ontem o Georges Vidor num Jornal daqueles da “GroboOlds” – “comandado” pela Leilane “Noiabarth” – dando uma trollada no Alexandre Pires – analista e espacilista em óleo, gases e barro – comentando os resultados da Petrobras – o lucro e a o aumento de produção para 2014 e 2015 em comparação com a cotações das ações.
A espanada – irônica – no Alexandre Pires foi em cima do parque de refino, que seria insuficiente para suprir a demanda interna, pois a política de preço atual desistimularia os investidores privados a construirem refinaria. Aí Vidor lembrou que o mercado po petróleo está aberto a vinte anos e mesmo com a política de preço interno favorável aos combustíveis nenhuma refinaria privada foi erguida. Argumentou que a margem de lucro do refino é pequena para um investiemento grande, e a extração de óleo dá um retorno melhor que o efino. No fim, sugeriu que o Pires, na sociedade com ele, investisse em refinarias, enquanto ele, Vidor, ficava com a extração. Vidro é dos poucos comentaristas pigais que se salvam.
DanielQuireza
27 de fevereiro de 2014 12:03 pmÉ boa notícia mas ninguem usa
É boa notícia mas ninguem usa petróleo cru. Tem que ter autossuficiencia em abastecimento: Gasolina, Alcool, Diesel e Gás. O resto é conversa mole.
Já passou da hora do Governo apresentar um plano para resolver os problemas do setor, que inclui a Petrobrás. Se não fizer, a oposição uma hora ou outra, fará. E ai será tarde.