A Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP) anunciou na última segunda-feira (29) a criação de 34 novos Centros de Ciência para o Desenvolvimento (CCDs). O investimento será de R$ 256 milhões em pesquisas colaborativas voltadas a problemas sociais e econômicos do Estado.
Os novos centros, que terão prazo de até cinco anos para apresentar resultados, reúnem pesquisadores de universidades paulistas, gestores públicos, empresas e ONGs. O objetivo é gerar conhecimento e apoiar políticas públicas em áreas estratégicas.
Os projetos aprovados no 4º edital do programa envolvem 17 órgãos do governo estadual, prefeituras e instituições municipais, com os temas de mobilidade e resiliência urbana; transição energética; produção de alimentos e segurança alimentar; inclusão de pessoas com deficiência; inovação no ensino; segurança digital; e uso de inteligência artificial na gestão pública.
Com essa chamada, a FAPESP passa a apoiar 83 CCDs, sendo 49 de editais anteriores. O próximo edital será lançado em outubro, com previsão de R$ 200 milhões em investimentos.
Durante a cerimônia, o presidente da FAPESP, Marco Antonio Zago, destacou que o programa mostra a confiança da comunidade científica no futuro. Ele lembrou que, em 2024, a fundação financiou 27 mil bolsas e auxílios à pesquisa, um aumento de 18% em relação a 2023, com desembolso recorde de R$ 1,7 bilhão.
Zago também ressaltou a expansão do programa desde 2019, quando o primeiro edital destinou R$ 52 milhões. O valor cresceu nos anos seguintes, chegando agora a R$ 256 milhões.
A presidente da Academia Brasileira de Ciências, Helena Nader, classificou a iniciativa como “visionária” e destacou o caráter integrador do programa, que conecta academia, setor produtivo e governo.
O evento também marcou a posse do novo diretor-presidente do Conselho Técnico-Administrativo (CTA) da FAPESP, Carlos Graeff. “É fundamental que a ciência de alta qualidade se transforme em aplicações e em bem-estar social.”
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