Por Motta Araujo
EMPRESAS HISTÓRICAS – THE SIDNEY ROSS COMPANY – A grande impulsionadora da propaganda brasileira, a mais importante empresa estrangeira no Brasil como anunciante em todos os tempos se considerarmos a proporção de seus gastos em publicidade em relação à economia dos anos 30 a 50. A Sidney Ross produzia grande número de marcas de medicamentos leves, como Melhoral, Sonrisal, Leite de Magnésia de Phillips, Sal de Frutas Andrews, Pílulas de Vida do Dr. Ross, bem como cosméticos famosos como Glostora e Talco Ross. Seus produtos alcançavam os mais longínquos rincões do Brasil, tinha 1.000 vendedores-viajantes.
Foi a primeira patrocinadora de uma NOVELA no rádio brasileiro, “Em Busca da Felicidade”, em 1941 na Rádio Nacional do Rio de Janeiro, emissora que teve por décadas a Sidney Ross como sua maior anunciante. Sua house-agency, a IAS, era a maior agência de propaganda brasileira dessa época. Em um só ano a Sidney Ross distribuiu no Brasil 27 milhões de amostras, além do seu famoso Almanaque, que era uma fusão de calendário, estorietas, piadas, citações, propaganda, joguinhos, palavras cruzadas, outros laboratórios tambem editavam bons Almanaques, como Capivarol, Fontoura, etc.
Não se pode esquecer também os ótimos anúncios em bondes que tanto marcaram nossos pais e avós.
Mas foi a Sidney Ross que introduziu as modernas técnicas publicitárias americanas no Brasil, servindo de propagadora desses instrumentos de publicidade, a pesquisa de mercado, a gestão de mídias, o planejamento a longo prazo, a segmentação de verbas, o merchandising, a promoção junto aos médicos e hospitais, etc. Na sua esteira surgiram os primeiros publicitários mais técnicos, deixando para trás os corretores de “reclames” que eram o padrão da época inicial da propaganda brasileira.
The Sidney Ross Co. era uma subsidiária de um grupo muito maior, Sterling Drug Inc., fundado em 1901 por Eihard Weiss, que começou a vida como vendedor de farmácia. Desde o início de sua firma viu que a alma do negócio era a propaganda, investia em publicidade muito mais que qualquer outro fabricante de medicamentos.
Seu grande golpe de sorte foi em 1918 quando comprou do Governo americano a firma American Bayer Co, empresa alemã que tinha sido confiscada quando os EUA entrou contra a Alemanha na Primeira Guerra Mundial em 1917.
A Bayer produzia desde 1893 o remédio mais vendido no mundo, a Aspirina, e a Sterling passou a produzir e vender nos EUA e América Latina a ASPIRINA BAYER. Com o fim da Primeira Guerra, a Bayer voltou a poder vender seus produtos no mundo inteiro e encontrou a Sterling usando legalmente sua marca e patentes na América Latina. Criou-se um complicado impasse terminado com um acordo pelo qual a Sterling e a Bayer dividiram o mercado da Aspirina meio a meio, tendo a Sterling vendido 25% de sua subsidiária Wintrhop à I.G. Farben, o truste químico alemão dono da Bayer.
Essas transações entre Sterling e Bayer não foram muito claras para o Governo americano, que teve por décadas conflitos legais com a Sterling por causa desses obscuros acordos de divisão de mercados.
Após muitas voltas e reviravoltas a Sterling Drug foi finalmente comprada pela Bayer em 1994, desaparecendo como empresa americana independente, alguns de seus produtos tornaram-se obsoletos mas alguns continuam até hoje, mais do que centenários, como o Leite de Magnésia.
Hoje a Sidney Ross é apenas memoria, muitas marcas famosas foram vendidas para outros fabricantes mas fica o registro de sua importanci para a construção da midia eletronica brasileira, foi ela tambem a primeira grande anunciante da TV Tupi que foi inaugurada no Brasil em 1950, pode-se dizer que suas verbas publicitarias foram fundamentais para o deslanche do radio e da televisão no Brasil.
Nem é preciso dizer que graças a esse anunciante muitos brasileiros dessa época foram batizados com o nome de Sidney, sobrenome que nada tem a ver com o Brasil exceto pela presença aqui dessa inovadora empresa.
Os jungles da Sidney Ross estão hoje em todos os museus de propaganda, sites de memoria da publicidade e na vasta bibliografia sobre a historia da publicidade brasileira, hoje uma das maiores e mais importantes do mundo.
Passageiro Ilustre
26 de fevereiro de 2014 3:41 pmDenunciando a idade (ou andei muito em estribo de bonde)
“Veja ilustre passageiro
o belo tipo faceiro que está ao seu lado.
No entanto, acredite,
quase morreu de bronquite.
Salvou-o o Rhum Creosotado.”
iron
26 de fevereiro de 2014 7:49 pmE há que seja ainda contra
E há que seja ainda contra a presença das multinacionais no país, ou contra a internacionalização da economia.Não conseguem enxergar o quanto o pais ganha de know how .
Alfredo Ribeiro
10 de junho de 2020 2:31 pmFui gerente-geral transporte pesado com especialidades na área dê cargas super pesadas indivisives e gerenciei varios contratos firmados com multinacionais pelo Brasil e acho que são elas que impulsiona o desenvolvimento do pais desde de sua fundação criando impregno e bem estar social.
Irapuan
27 de maio de 2015 9:07 pmpedido de informação
Sou comunicador ha muitos anos e gostaria de pedir uma informação: vocês teriam aí, ainda, os “scripts” (roteiros) de um programa de rádio que, se não me engano, chamava-se “AS MAIORES DORES DE CABEÇA ” (talvez o título não seja bem esse). Era uma história radioteatralizada, muito interessante e que despertava um grande interesse do público e, consequentemente, uma excelente audiência. Foi, sinceramente, um momento de destaque no rádio brasileiro e já procurei conseguir cópias de aludido programa e não tenho conseguido. Eu sei bem que o patrocinio era do analgésico MELHORAL, ao tempo do “Melhoral é melhor e não faz mal, da Sidney Ross Company.
Agradeço, antecipadamente, o retorno dessa minha solicitação,
e-mail : [email protected]
Ângelo José dos Santos
25 de junho de 2019 9:00 amEu trabalhei na The Sydney Ross Co, e na IAS. Entrei na empresa como office boy e saí como chefe de seção. Foi uma grande empresa que me ensinou de tudo na área contábil. Eu trabalhava no centro da cidade do Rio de Janeiro. Muitas saudades de colegas que se foram e os que ainda estão vivo. Pena o whatssapp ser recente.
Valter felix
4 de outubro de 2025 7:20 amBom dia também trabalhei the Sidney ross.com.
Estou precisando de um contato de funcionário que trabalhou entre 1985 a 1990.
Djalma dos Reis
6 de setembro de 2019 9:44 amGostaria de entrar em contato com Ângelo José dos Santos. Também trabalhei na The Sydney Ross Co.
Maria de Fátima
12 de outubro de 2021 11:24 pmTambém trabalhei na Sidey Ross na decada de 73 no setor injetável
Valnete Regina Bianchi
25 de fevereiro de 2024 6:15 pmBoa tarde tudo bem, eu tenho uma casa de repouso que tem senhora que fala que trabalhou nessa empresa. Hoje ela tem 92 anos e tem Alzheimer, chama Dalva Goulart em São Paulo
SEBASTIÃO CARVALHO
20 de setembro de 2022 2:09 pmEu era o carinha que entgregava os discos nas emissoras de rádio e televisão de São Paulo. Cansei de dormir nas redes de rtelevisão e rádio, esperando a gravação de propagandas, em silêncio absoluto. Trabalhava no departamento de publicidade e acompanhava todos os relatórios das pessoas que ficavam escutando o rádio para anotar as propagandas da Sidney Ross. Era um trabalho fantástico. Estive várias vezes no Terraço Itália, para levar material de promoção, nos desfiles de moda que lá ocorriam. teve um dia que me mandaram na casa do Jô Soares, para levar brindes, mas ele não estava em casa, Uma pena.
JOSE AUGUSTO TORRES GONZALEZ
9 de junho de 2024 11:08 amGOSTARI DE TER UMA FOTO SE EXISTIR DO FURGÃO GMC QUE FAZIA PROPAGANDAS ANTIGAMENTE NAS RUAS (MELHORAL )
JOSE AUGUSTO TORRES GONZALEZ
9 de junho de 2024 11:05 amQUANDO EU ERA GAROTO LA PELOS IDOS DE 1950 NA ESQUINA DE MINHA CSA NA RUA BARÃO DE ATALIBA COM DIOGO PRADO E OLAVO BILAC CHEGA UM FURGÃO GMC DA SIDNEY ROSS COM UM ALTO FLANTE EM CIMA DA CARROCERIA E QUANDO ESTACIONADO SEU MOTORISTA CHAMVA ME PARA CANTAR “”MELORAL MELHORAL É MELHOR E NÃO FAZ MAL “” EM SEGUIDA EU COM AS MÃOS ESTENDIDAS RECEBIA DELE MEDICAMENTOS PELO PAGAMENTO DE MINHA APRESENTAÇÃO FIZ ESA PARESENTAÇÃO DIVERSAR VEZES QUANDO LA ELE CHEGAVA TALVEZ EM FUÇÃO DISO SEMPRE FUI UM GRANDE APESENTADOR EM PALCO OU FORA DELE.MESSA AÇANHA CONTO EM MEU LIVRO DIGITAL “”NASCI / VVI /ESCREVI / LI /EDITORA CALAMEO
Rosiane Xavier
13 de março de 2026 7:34 pmMinha mãe Adelina Xavier, trabalhou na seção de ampolas nos anos 70. Risoleta era a chefe.