17 de junho de 2026

Para Moniz Bandeira, estratégia dos EUA está sendo utilizada na Venezuela

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Do Diálogos do Sul

Moniz Bandeira: Venezuela é a próxima vítima dos EUA

Por FC Leite Filho*

O politólogo Moniz Bandeira, autor do livro “A Segunda Guerra Fria”, advertiu que os episódios que acontecem Venezuela são um produto da mesma estratégia aplicada nos países da Eurásia, na chamada “Primavera Árabe” e outra vez na Ucrânia.

Segundo Moniz, autor de mais de 20 livros – sobre as relações dos Estados Unidos com a América Latina e agora com a Europa e a Ásia-, há um esquema de Washington para subverter os regimes, que foi aperfeiçoado, desde o governo de George W. Bush, e começa com o treinamento de agentes provocadores.

Tais agentes infiltrados organizam manifestações pacíficas, com base nas instruções do professor Gene Sharp, no livro From Dictatorship to Democracy, traduzido para 24 idiomas e distribuído pela CIA e pelas fundações e ONGs.

O objetivo é levar os governos a reagirem, violentamente, e assim serem acusados de excessos na repressão das manifestações e de violar os direitos humanos, o que passa a justificar a rebelião armada, financiada e equipada do exterior e, eventualmente, a intervenção humanitária, explica o politólogo.

A estratégia, ainda segundo Moniz Bandeira, hoje residindo na Alemanha,  consiste em fomentar o “Political defiance”, o desafio político, termo usado pelo coronel Robert Helvey, especialista da Joint Military Attaché School (JMAS), operada pela Defence Intelligence Agency (DIA), para descrever como derrubar um governo e conquistar o controle das instituições, mediante o planejamento das operações e a mobilização popular no ataque às fontes de poder nos países hostis aos interesses e valores do Ocidente.

Ela visa a solapar a estabilidade e a força econômica, política e militar de um Estado sem recorrer ao uso da força por meio da insurreição, mas provocando violentas medidas, a serem denunciadas como “overreaction by the authorities and thus discrediting the government”.

A propaganda é “a key element of subversion” e inclui a publicação de informações nocivas às forças de segurança, bem como a divulgação de rumores falsos ou verdadeiros destinados a solapar a credibilidade e a confiança no governo, diz o politólogo brasileiro.

Trata-se do que o coronel David Galula definiu como “cold war revolutionary”, atividades de insurgência que permanecem, na maior parte do tempo, dentro da legalidade, sem recorrer à violência.

Assim aconteceu na Sérvia, na Ucrânia, Geórgia e em outros países, pela Freedom House e outras ONGs americanas, que instigaram e ajudaram com o emprego de ativistas a impulsar as demonstrações na Síria, como expôs Moniz Bandeira documentadamente em “A Segunda Guerra Fria”. Agora está sendo aplicada na Venezuela e, seguramente, tentam aplicar no Brasil com os black block.

As conclusões de Moniz Bandeira estão fartamente no livro “A Segunda Guerra Fria”, editado recentemente pela Editora Civilização Brasileira, inclusive com edição em e-book nas diversas ofertas do mercado.

“A Segunda Guerra Fria”

Os Estados Unidos por trás das revoltas da chamada Primavera Árabe e como mentor dos atos de terrorismo de Estado no Oriente Médio, são algumas das conclusões do novo livro do cientista político Luiz Alberto Moniz Bandeira, há 17 anos residindo na Alemanha, e que chega ao Brasil sob o título “A Segunda Guerra Fria – Geopolítica e dimensão estratégica dos Estados Unidos – Das rebeliões na Eurásia à África do Norte e Oriente Médio”.

É lançado pela Editora Civilização Brasileira, com prefácio do embaixador Samuel Pinheiro Guimarães.

Aprofundando e atualizando as questões apresentadas em “Formação do Império Americano”, seu último livro sobre a região, de 2005, traduzido até para o chinês, o autor de mais de 20 obras e considerado a maior autoridade na análise da influência da política norte-americana no Brasil e no continente, faz algumas revelações, nesta obra, que deixariam pasmado qualquer observador menos atento da cena internacional:

“Foram a CIA e o Inter-Services Intelligence (ISI) do Paquistão e o Ri’ãsat Al-Istikhbãrãt Al-’Ãmah, o serviço de inteligência da Arábia Saudita, que institucionalizaram o terrorismo em larga escala, com o estabelecimento de campos de treinamento no Afeganistão, a fim de combater as tropas da União Soviética (1979-1989), fornecendo aos mujahin toda sorte de recursos e sofisticados petrechos bélicos – de 300 a 500 mísseis antiaéreos Stinger, dos Estados Unidos”. Antes, ele havia assinalado logo no início, à página 37, que o terrorismo, na realidade, não era novo e nos anos 1960 e 1970, tanto a Organização para a Liberação da Palestina (OLP), quanto a Frente de Libertação Nacional (FLN), da Argélia, e a Frente de Libertação da Eritreia (FLE) recorreram a esse método de luta, sem que configurasse ameaça internacional. Tais ações seriam parte da estratégia dos Estados Unidos e da Europa para travar a influência, primeiro da União Soviética, e depois  da Rússia e da China naquela parte do mundo que controla dois terços da produção mundial de petróleo.

Outros dados da operação afegã: ”A CIA forneceu em torno de 3,3 bilhões de dólares, dos quais pelo menos a metade proveio da Arábia Saudita. Mais de US$ 250 milhões fluíam mensalmente, para os mujahidin da Arábia Saudita e de outros países árabes… Entrementes, agentes do ISI e da CIA recrutavam e treinavam entre 16.000 e 18 mil mujahihin, aos quais Usamah (Osama) bin Ladin uniu um contingente de 35.000 árabes-afegãos. O MI6 (Secret Intelligenece Service), da Grã Bretanha, também colaborou na operação, apoiando, com equipamentos de rádio e instrutores, os mujahidin de Ahmad Shah Massoud (1953-2001), um sunita-afegão-tadjique que posteriormente comandaria a Aliança Norte contra os Talibãs”.

O livro, de  714 páginas, é muito minucioso e didático, mostrando, com abundantes mapas, gráficos e documentos confidenciais, cada uma das situações da região, abalada mais recentemente com as revoltas iniciadas na Tunísia, Líbia, Egito, Yemen e Síria. Cada episódio vem encadeado em capítulos sempre precedidos de resumo e de ementas. São exemplos as razões profundas da derrubada e do linchamento físico do ex-homem forte da Líbia, Muammar Gadaffi, , a resistência do presidente da Síria, Bashar Al-Assad, e a impopularidade dos rebeldes sírios, por devastarem as cidades e o embuste dos direitos humanos, usado pelas grandes potências para justificar sua intervenção.

Quanto à Líbia, o livro relata a política de boa vizinhança tentada por Gaddafi, que incluiu a renúncia à energia nuclear, o restabelecimento de relações com Washington, Londres e Paris. Mas o que se viu em seguida foi “a revolução fabricada pelo DSGE da França, a matança de entre 90.000 e 120.000 pessoas, Gaddafi linchado, brutalizado, abusado, assassinado”. O resultado do que ele chama de disputa pelo “sramble” petrolífero foi que a Líbia virou “um país sem governo e sem Estado, o vacuum político e as disputas tribais”.

*Colaborador de Diálogos do Sul – editor do Blog Café na Política.

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Curadoria de notícias, reportagens, artigos de opinião, entrevistas e conteúdos colaborativos da equipe de Redação do Jornal GGN

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  1. nadja

    26 de fevereiro de 2014 1:36 pm

    Exato. Se a Venezuela cair

    Exato. Se a Venezuela cair pelo golpe, não ache estranho o Brasil entrar na fila.

    1. Patricinho

      26 de fevereiro de 2014 3:31 pm

      FILA?

      O Brasil nunca saiu dela. O que os tucanos estão fazendo desde o século passado?

      1. adolpho

        26 de fevereiro de 2014 8:42 pm

        Os tucanos estão exercendo

        Os tucanos estão exercendo uma oposição muito menos truculenta do que aquela que o PT exercia à época do seu Governo. Lembra do “Fora FHC”?

  2. jura

    26 de fevereiro de 2014 1:41 pm

    Psywars

    O nome da brincadeira é psywars. Há batalhões inteiros do exército americano lotados de oficiais psicólogos para atuar em tempos de guerra ou de paz. Desde a segunda guerra ou até mesmo antes.

    Há seminários internacionais, palestras e teses a respeito. Não é mais segredo pra ninguém.

    Busquem no Google e divirtam-se!

  3. emerson57

    26 de fevereiro de 2014 1:56 pm

    pela ordem

    na américa do sul:

    primeiro o Paraguai,

    depois a Venezuela, Argentina, Brasil….

    a filosofia deles é demonstrada no seguinte fato:

    quando fegacê se queixou ao seu idolo, clinton….

    clinton respondeu: ô rapaz, não me venha com chorumelas….. tem a américa do sul inteira, porque você não a “lidera” ? 

  4. Fulvia

    26 de fevereiro de 2014 1:58 pm

    (Sem título)

    Venezuela e Ucrania em conflito

  5. Motta Araujo

    26 de fevereiro de 2014 2:13 pm

    Mestre Moniz Bandeira, a quem

    Mestre Moniz Bandeira, a quem muito admiro está errado na sua avaliação. A crise da Venezuela tem raiz na MÁ GESTÃO da econoia em primeiro lugar e essa má gestão foi criada pelo chavismo como um todo, por essas razões.

    1.De 1998 a 2013 a Venezuela recebeu US$890 bilhões de receitas de petroleo.

    2.Essa imensa massa de recursos inves poderia ser investida visando aumentar a produção de petroleo, especialmente na reserva nova da franja do Orinoco, visto que a produção do Lago Maracaibo está caindo por esgotamento, na expansão da capacidade de refino dentro da Venezuela para poder exportar combustiveis e não  petroleo bruto, na expansão da produção de gas que é a nova fronteira da energia fossil. Nada disso foi feito hoje a Venezuela importa gasolina dos EUA porque suas refinarias estão sucateadas.

    3.Foram desperdiçados mais de 100 bilhões de dolares em ESTATIZAÇÕES absurdas, desnecessarias, sem sentido economico, para que estatizar firmas médias, varejos como a Agro Isleña, lojas de artigos de jardinagem?

    4.Foram desperdiçados valores impossiveis de saber em aventuras no exterior, financiando campanhas por toda a America latina, sem qualquer resultado pratico para a Venezuela.

    5.Chavez logo no poder começo a mandar petroleo de graça para Cuba, começou com 30 mil barris dia, passou logo depois a 50 mil e hoje está em 80 mil, já esteve em 100 mil barris dia. Alem de Cuba manda petroleo de graça para Nicaragua, pobres de Nova York e ilhas do Caribe. O custo disso em receitas perdidas passa dos 50 bilhões de dolares.

    7.Chavez provocou 4 expurgos na PDVSA, a nata dos engenheiros de petroleo formados no Institut Franças des Petroles foi para o exilio, na PDVSA onde tinha um empregado de otima qualidade hoje tem cinco ignorantes, a produção da PDVSA é hoje menor do que quando Chavez chegou ao poder.

    8.A fabrica Toyata na Venezuela está parada há um ano por falta de peças que não vem por falta de dolares para importar. O presidente da Toyata diz que vai fechar a fabrica, Maduro avisou que se ele fizer isso vai preso. O dolar oficial impossivel de encontrar está a 6.000 bolivares, o paralelo está a 80.000, como uma economia pode operar assim? A PDVSA e o governo devem aos seus fornecedores 55 bilhões de dolares, não pagam ninguem há 2 anos, centenas dessas firmas quebraram ou fecharam.

    9.Na Venezuela tudo depende de importação mas não há dolares para importar porque foi todo desperdiçado, alem da MEGA CORRUPÇÃO, a Venezuela de Chavez fez bilionarios de escala mundial, como Wilhelm Ruperti que tem o monoçolio de navios para transportar petroleo e Victor Vargas Irausquin, o banqueiro do Chavismo, que comprou para a namorada mais nova que sua filha uma casa em Palm Beach por 70 milhões de dolares à vista. O mitico Ali Rodriguez foi demitido da presidencia da PDVSA porque dois de seus sete flhos intermediavam vendas de petroleo.

    Se os EUA quisessem derrubar o chavismo poderiam faze-lo facilmente, basta suspender a importação de petroleo da Venezuela, o oleo venezuelano não é vendavel no mercado spot porque só pode ser  refinado nos EUA, na propria Venezuela e na China, mas em escala limitada. Sem os EUA o petroleo Venezuelano é invendavel. Nunca fizeram isso, nem no governo Bush, poderiam faze-lo sem qualquer dificuldade, o petroleo venezuelano é 7% do consumo americano e pode ser substituido imediatamente pela Arabia Saudita.

    Então onde os EUA estão tramando contra Maduro? Nos explique Prof.Moniz Bandeira.

    1. adolpho

      26 de fevereiro de 2014 3:25 pm

      Sua pergunta não terá

      Sua pergunta não terá resposta, caro André. Pois, é muito mais simples culpar os gringos, do que reconhecer a incompetência de quem – em termos econômicos- teve a faca e o queijo na mão e simplesmente estraçalhou esse queijo com suas açoes histriônicas. Agora?  Pobre Venezuela, boiando numa mar de petróleo e sem ter como se aproveitar dele.

      1. DanielQuireza

        26 de fevereiro de 2014 4:14 pm

        Também não concordo com a

        Também não concordo com a tese de Muniz de teoria conspiratória, de colocar toda a culpa nos EUA. Mas não é bem fácil assim como voce diz. Do jeito que fala, eles tem a faca e o queijo na mao desde a década de 20, 30 quando foi descoberto o petróleo. A Venezuela pré Chavez não era essa maravilha não, até onde eu sei.

         

        1. adolpho

          26 de fevereiro de 2014 8:30 pm

          Que não era essa maravilha,

          Que não era essa maravilha, isso é um fato. Tanto assim, que houve o espaço para o chavismo. E o ponto é justamente esse: o chavismo, deitado nos lucros da PDVSA, não procurou desenvolver economicamente a Venezuela, fortalecer sua indústria, torná-la menos dependente das importações. A inclusão social por si só é ótima, resgata dívidas históricas, mas tem-se de ter a noção básica de que não existe almoço grátis e um dia a fonte se esgota. Se o chavismo, de fato, queria ser sustentável, deveria ter olhado um pouco mais para a China e bem menos para Cuba. O pragmatismo chinês é bem mais eficiente que a utopia cubana, que também não se sustenta. Agora, haja teoria conspiratória para explicar por que falta papel higiênico, por que a inflação é galopante, por que a violência atinge níveis assustadores… E, a exemplo de que muitos aqui acreditam, os chavistas também crêem que asfixiando o mensageiro (a famigerada mídia) , tudo se normailizará. Pobre Venezuela.

    2. Juliano Santos

      26 de fevereiro de 2014 4:01 pm

      Terá resposta sim, e óbvia.

      Terá resposta sim, e óbvia. Estratégias desestabilzadoras de governos para derrubá-los encontram terreno fértil em países que atravessam problemas econômicos.

      Claro que a Venezuela passa pro dificuldades, e as deficiências do governo também são as causas. Eu acho que o principal é que o personalismo excessivo de Chávez minou a possibildade do país levar adiante sua social-democracia sem a presença de sua figura de referência.

      Isso é um fato. O que não exlcui a tese do professor Moniz Bandeira. Alias as duas se complementam perfeitamente

       

    3. DanielQuireza

      26 de fevereiro de 2014 4:30 pm

      Também concordo que a tese do

      Também concordo que a tese do Professor não é totalmente correta.

      Mas eu creio sim que os EUA tem interesse na saída do Maduro, seja por golpe ou não.

      Se os EUA pudessem parar de importar petróleo da Venezuela sem perdas, simplesmente trocando pelo fornecimento da Arábia Saudita é óbvio que ja teriam feito. Não fazem porque haverá perdas para eles.

       

    4. Daytona

      26 de fevereiro de 2014 8:36 pm

      O prof. Moniz já explicou

      O prof. Moniz já explicou muito bem a ação dos americanos, o fato de – ao lado da Espanha – terem sido o único país do mundo a reconhecer o governo golpista no início do milênio deixa bem claro o interesse americano em derrubar Maduro.

      Os EUA sustentam ditaduras sanguinárias por todo o globo, as piores que existem, mas apenas o petróleo enviado pela Venezuela a Cuba é motivo de preocupação para a direita troglodita.

      Sobre a má-gestão, com certeza a Venezuela era muito bem administrada quando governada por lacaios neoliberais como Perez, os dados demonstram exatamente isso!

      http://blogdomello.blogspot.com.br/2013/03/mais-completo-quadro-de-comparacao-da.html

      Os dados são irrefutáveis, só a má-fé e a cegueira ideológica para insistir em não entender por que o povo venezuelano apóia o chavismo.

    5. Daytona

      26 de fevereiro de 2014 8:43 pm

      Pra variar, o comentário do

      Pra variar, o comentário do “historiador econômico” denota a sua notória ignorância de assuntos relacionados à economia.

      Ao dizer que o petróleo cedido à Cuba representa queda na receita venezuelana, o historiador de botequim ignora o caráter oligopolizado do mercado de petróleo(vide a OPEP), na qual a quantidade ofertada é definida pelo produtor, e não pelo mercado. Dessa maneira, o petróleo enviado à Cuba não é subtraído do petróleo vendido no mercado internacional.

      Enfim, mais um comentário risível do “historiador econômico”.

    6. c

      6 de março de 2014 9:50 pm

      Meus deus, que ingênuidade,

      Meus deus, que ingênuidade, quando vc vai entender que os Eua são o maior estado terrorista do mundo, que tudo que eles fizerem pra manter o din din circulando eles vão fazer, tudo o que vc falou é só faxada pros Eua invadir, massacrar todos os comunistas safados, se aguente Dilma, tu é a próxima, ainda tinha gente da ultra esquerda dizendo que as espionagens eram conspirações, haha! esses não conhecem o tio sam.

  6. adolpho

    26 de fevereiro de 2014 2:29 pm

    Ah, as teorias

    Ah, as teorias conspiratórias… O país tem praticamente uma única fonte de renda (o petróleo) muito mal gerenciada e que foi usada para bancar a revolução bolivariana,  não produz nada mais, mandou embora (via estatização) quem produzia, falta tudo, rachadaço… e a culpa de toda a merda é dos gringos. An-hã… Como dizia a Dama de Ferro, o socialismo só funciona enquanto tem quem o financie… quando a grana acaba, ele vai pro beleléu. Pobre Venezuela.

    1. Patricinho

      26 de fevereiro de 2014 3:41 pm

      Hum hum

      Como assim, Adolf?

      O capitalismo só funciona se tiver quem o financie. Ou seja, nós, os trabalhadores é que financiamos essa merda.

      Mas não precisa agradecer. A gente vai tomar tudo de volta.

      1. adolpho

        26 de fevereiro de 2014 8:20 pm

        Quando a gente tomar tudo de

        Quando a gente tomar tudo de volta, que pelo menos tenhamos a sapiência de colocar pessoas competentes para gerenciar esse tudo. Do contrário, haja merda sem ter papel higiênico para limpá-la…

  7. joao da silva

    26 de fevereiro de 2014 2:32 pm

    Nassif,
    Snowden publicou

    Nassif,

    Snowden publicou documentos que mostram que o governo inglês está fazendo a mesma coisa, conforme o link aqui abaixo:

    https://firstlook.org/theintercept/2014/02/24/jtrig-manipulation/

    a idéia é infiltrar agentes nos foruns e grupos da internet para influenciar a direção dos movimentos sociais via internet, e ainda aatacar a reputação daqueles que se opõem, através de informações falsas, tudo descrito na documentação de treinamento constante no link acima.

    abraço

     

  8. Marcos Antônio

    26 de fevereiro de 2014 3:06 pm

    E o G1 da voz ao “capriles” –

    E o G1 da voz ao “capriles” –  ainda que maduro saia, teremos que muito a que fazer… Ou seja, vão ‘PRECISAR’ vender a PDVSA…

     

    1. Tony

      26 de fevereiro de 2014 7:00 pm

      Golpismo Fechando o Cerco…

      Ainda hoje, Capriles deu uma entrevista ao jornalista de direita Mario Longobardi que presta serviços ao Grupo Clarin, no programa dele na Radio Mitre de Buenos Aires.

      Parece que os veiculos da SIDE enquadram os governos progressistas democráticos enquanto amplificam as vozes golpista a soldo da Grande Metropôle…

      A ordem é essa…

      Coincidencia? Teoria da Conspiração/ Instituto Millenium? “Bullshit !” diriam nossos coxinhas alienados e assiduos lambe-botas ianquis que frequentam o blogue…

      Inácio Ramonet também vem cantando essa bola:

      http://portalctb.org.br/site/index.php/noticias-editorias/opiniao/21899-a-democracia-na-venezuela-esta-ameacada

      “Na primeira fase: 1. Criar descontentamento ao tirar do mercado produtos de primeira necessidade; 2. Fazer crer na “incompetência” do governo; 3. Fomentar manifestações de descontentamento; E 4. Intensificar a perseguição pela mídia.

      A partir de 12 de fevereiro, os extremistas ingressaram na segunda fase: 1. Utilizar o descontentamento de um grupo social (uma minoria de estudantes), a fim de provocar protestos violentos e detenções; 2. Montar “manifestações de solidariedade” aos detidos; 3. Introduzir entre os manifestantes pistoleiros com a missão de provocar vítimas de ambos os lados (a análise balística determinou que os disparos que mataram o estudante Bassil Alejandro Dacosta e o chavista Juan Montoya, em 12 de fevereiro, em Caracas, foram feitos com a mesma arma, uma Glock calibre 9 mm); 4. Ampliar os protestos e seu nível de violência; 5. Redobrar a ofensiva da mídia, com apoio das redes sociais, contra a “repressão” do governo; 6. Conseguir que as “grandes instituições humanitárias” condenem o governo por “uso desmedido da violência”; 7. Conseguir que “governos amigos” façam “advertências” às autoridades locais.

      É nesta etapa que estamos.

      Portanto, a democracia venezuelana está ameaçada? Só se for, uma vez mais, pelos golpistas de sempre.”

  9. Ataíde Coutinho

    26 de fevereiro de 2014 3:11 pm

    esquadrões da morte

    Desde o final da decada de 60 há esquadrões da morte espalhados por nosso país (hoje recebem o nome de milicias!) os brasileiros retomaram o direito de escolher seus govrenadores em 1982,excessão feita ao governo Montoro,nunca houve, de forma tão intensa , denuncias sobre o excesso de truculencia das ações da PM como agora,(ontem mesmo havia uma postagem sobre a nova metodologia da PM que passou a ser usada em manifestações),aparentemente esqueceram que em menos de um mes esses novos guardiões da democracia botaram fogo em um veiculo com uma familia inteira dentro e depois disso explodiram a cabeça de um cinegrafista no RJ,insistem em acusar a PM de truculenta e tratam esses casos graves como fatos isolados.Essa interpretação dos fatos encaixa-se perfeitamente na narrativa do texto,pois estão desviando o carater violento das manifestações para a conduta repressiva das PMs.

  10. Paulo Figueira

    26 de fevereiro de 2014 3:40 pm

    Não li ou ouvi nenhuma

    Não li ou ouvi nenhuma manifestação do PSOL em relação aos acontecimentos na Venezuela.

    1. Gunter Zibell - SP

      26 de fevereiro de 2014 9:24 pm

      Do PSoL não. Do Wyllys sim.

      http://www.cartacapital.com.br/internacional/a-venezuela-para-alem-das-torcidas-7057.html

  11. Lucas Gomes

    26 de fevereiro de 2014 4:08 pm

    e quando Chávez tentou o

    e quando Chávez tentou o golpe, era patrocinado por quem?

    1. Athos

      26 de fevereiro de 2014 5:54 pm

      Quando tentou o golpe ele foi

      Quando tentou o golpe ele foi preso e cumpriu pena.

      Espero que O Governo da Venezuela faça o mesmo com os representantes da oposição. Democracia é isso!

  12. C. Acácio

    26 de fevereiro de 2014 6:01 pm

    Os EUA são usados como bode

    Os EUA são usados como bode expiatório de todos os golpes de estado das últimas décadas , por  jornalistas , historiadores e sociólogos , da esquerda. O pior , é que não foi encontrada , ainda , explicação mais convincente …

    1. Julião

      26 de fevereiro de 2014 7:05 pm

      Talvez

      Caro Acácio, talvez porque os USA sejam realmente intervencionistas e imperialistas. Onde eles intervêm, este país cai em total desagregação social!

    2. Ivan de Union

      26 de fevereiro de 2014 10:17 pm

      “O pior , é que não foi

      “O pior , é que não foi encontrada , ainda , explicação mais convincente …”:

      Duas palavras:

      1-Trairagem

      2-Serial.

  13. CELSO ORRICO

    26 de fevereiro de 2014 6:18 pm

    milhões desses agradecem..

  14. CELSO ORRICO

    26 de fevereiro de 2014 6:23 pm

    Venezuela, antes e depois de Chaves..

    http://blogdomello.blogspot.com.br/2013/03/mais-completo-quadro-de-comparacao-da.html

     

  15. Anarquista Lúcida

    26 de fevereiro de 2014 7:53 pm

    Em junho havia “comitês” de apoio aos “rebeldes brasileiros”

    no mundo todo. Felizmente a Dilma aceitou as manifestaçoes e nao lançou nenhum estado de emergência. 

    E isso é mais um motivo para nao lançar nenhuma lei antiterrorista. 

    1. Álvaro Noites

      27 de fevereiro de 2014 2:00 am

      Estão jogando a isca para ver
      Estão jogando a isca para ver se a Dilma morde.

      Nem quero ver o que irão sprontar na Cops. Se aonda existissea Abin, ss lideranças já deveriam ser monitoradas e processadas.

  16. Severino Fernandes

    27 de fevereiro de 2014 3:24 am

    “…Segundo Moniz, autor de

    “…Segundo Moniz, autor de mais de 20 livros – sobre as relações dos Estados Unidos com a América Latina e agora com a Europa e a Ásia-, há um esquema de Washington para subverter os regimes, que foi aperfeiçoado, desde o governo de George W. Bush, e começa com o treinamento de agentes provocadores.

    Tais agentes infiltrados organizam manifestações pacíficas, com base nas instruções do professor Gene Sharp, no livro From Dictatorship to Democracy, traduzido para 24 idiomas e distribuído pela CIA e pelas fundações e ONGs.

    O objetivo é levar os governos a reagirem, violentamente, e assim serem acusados de excessos na repressão das manifestações e de violar os direitos humanos, o que passa a justificar a rebelião armada, financiada e equipada do exterior e, eventualmente, a intervenção humanitária, explica o politólogo.

    A estratégia, ainda segundo Moniz Bandeira, hoje residindo na Alemanha,  consiste em fomentar o “Political defiance”, o desafio político, termo usado pelo coronel Robert Helvey, especialista da Joint Military Attaché School (JMAS), operada pela Defence Intelligence Agency (DIA), para descrever como derrubar um governo e conquistar o controle das instituições, mediante o planejamento das operações e a mobilização popular no ataque às fontes de poder nos países hostis aos interesses e valores do Ocidente”…

  17. Zanchetta

    27 de fevereiro de 2014 11:22 am

    (Sem título)

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