
O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, afirmou nesta quinta-feira (2) que o país registrou 59 casos de intoxicação por metanol, 11 deles já confirmados por um Centro de Informações Estratégicas e Resposta de Vigilância em Saúde (Cievs) e 48 em investigação.
Até o momento, apenas uma morte provocada por intoxicação por metanol foi confirmada pelo Ministério Público.
Em relação aos casos, 53 foram registrados em São Paulo, cinco em Pernambuco e um no Distrito Federal.
Padilha anunciou ainda a compra de 4.300 ampolas de etanol farmacêutico, que serve como antídoto para a intoxicação ao impedir que o metanol seja convertido em ácido fórmico.
Para dar conta da demanda, 604 farmácias produzem o antídoto. Gestores municipais e estaduais receberão informações de como ter acesso ao etanol farmacêutico.
Ingerido, o metanol ataca o fígado e pode comprometer a medula, cérebro e nervo óptico. Além de cegueira, a ingestão da substância pode causar cegueira, coma e morte.
Criminalista
Um dos óbitos em investigação é o do advogado criminalista Luiz Fernando Pacheco, encontrado morto na madrugada de quinta-feira, na região central de São Paulo.
Em mensagens enviadas no início da madrugada aos amigos do WhatsApp, ele pede desculpas pelos erros, pois “tomou metanol”.
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