4 de junho de 2026

Como é tão fácil conseguir armas no estado do Rio de Janeiro?

Segundo o Instituto Fogo Cruzado, o tiro que matou a vilã seria o 1.894º caso de disparo de arma de fogo neste ano no Grande Rio
Foto: Reprodução/Uol

A morte de Odete Roitman na novela “Vale Tudo” trouxe à tona uma questão polêmica: como é tão fácil conseguir armas no estado do Rio de Janeiro?

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Segundo o Instituto Fogo Cruzado, o tiro que matou a vilã seria o 1.894º caso de disparo de arma de fogo neste ano na região do Grande Rio.

“Se contássemos o tiro que matou Odete, teríamos 1.894 tiroteios e 1.228 pessoas baleadas só em 2025 na região metropolitana. É claro que o tiro que matou Odete não entrou na nossa base, mas cenas como essas não fogem muito da realidade do estado”, afirma o instituto, em levantamento publicado na terça-feira (7).

O Fogo Cruzado, banco de dados abertos sobre a violência armada da América Latina, reuniu informações que detalham o contexto da violência armada e da circulação de armas no país e no estado do Rio de Janeiro. Apesar da legislação brasileira restringir o acesso legal a armas, existem diferentes formas pelas quais elas acabam em mãos erradas.

Segundo o levantamento, existem três maneiras de se ter acesso legal a armas de fogo: sendo agente de segurança, possuindo registro de CAC (Colecionador, Atirador Desportivo e Caçador) ou cumprindo os critérios e trâmites para registro junto à Polícia Federal. No entanto, a facilidade com que suspeitos se armam em casos recentes levanta suspeitas de muitos desvios e ilegalidades.

Um dado preocupante apontado pelo projeto é que, desde 2018, caçadores, atiradores e colecionadores (CACs) relataram ao Exército o desvio de 6 mil armas, número que cresceu durante o governo Bolsonaro, período em que houve flexibilização das regras e ampliação do arsenal disponível a detentores.

O levantamento também mostra o perfil da violência na cidade. Copacabana, onde Odete foi morta, lidera a Zona Sul com 9 pessoas baleadas neste ano. Na Zona Oeste, Bangu soma 38 casos, e na Zona Norte, Cascadura registra 100 tiroteios. Os dados evidenciam que a violência não se restringe aos bairros centrais ou turísticos.

Para o Instituto, “acompanhar disparos de armas é essencial para compreender a dimensão da violência armada e o impacto da circulação de armas no país”.

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Carla Castanho

Carla Castanho é repórter no Jornal GGN e produtora no canal TVGGN

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Ana Gabriela Sales

Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

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Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É...

Carla Castanho

Carla Castanho é repórter no Jornal GGN e produtora no canal TVGGN

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