10 de junho de 2026

TVGGN: Nobel para Corina é vitória simbólica do trumpismo

Para a especialista, premiação é parte de uma estratégia contra Maduro e reforça a tentativa dos EUA de recuperar influência na AL
Crédito: Reprodução/ Youtube TVGGN

O programa TVGGN 20H da última sexta-feira (10) recebeu a especialista em direito internacional Laura Ludovico, diretora de projetos e pesquisas do Fórum para a Tecnologia Estratégica dos BRICS. A convidada analisou a recente indicação da venezuelana María Corina Machado ao Prêmio Nobel da Paz, apontando contradições entre o discurso de defesa da democracia e a política externa dos Estados Unidos.

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“A justificativa do Comitê de Paz foi a defesa incansável da democracia, mas quando a gente analisa o recorte em que ela está inserida, o recorte dela não se resume em Venezuela, é justamente uma conjuntura Estados Unidos contra Venezuela. Na época das eleições, ela foi impedida de participar justamente por irregularidades eleitorais”, iniciou a entrevistada.

Segundo Ludovico, a escolha reflete “uma vitória simbólica do trumpismo”, já que a própria Machado agradeceu a Donald Trump após o anúncio. “Ela faz parte de um movimento de ultradireita, no qual participa Eduardo Bolsonaro e os principais lideranças de ultradireita da Europa também”, explicou.

Para a especialista, a premiação é parte de uma estratégia geopolítica de pressão contra o governo de Nicolás Maduro e reforça a tentativa dos EUA de recuperar influência na América Latina.

“Existe esse teor de securitização, de dizer que a Venezuela está em uma crise e que os Estados Unidos vai levar à democracia, que vai levar à paz, mas não existe uma crise. Existe uma crise estratégica causada pelos Estados Unidos”, afirmou Ludovico.

BRICs

Durante a entrevista, Ludovico discutiu ainda o papel dos BRICS diante das tensões entre Estados Unidos e Venezuela. A analista destacou que, embora os países do grupo mantenham autonomia, há um esforço comum em reintegrar economias historicamente excluídas do sistema global — entre elas, a venezuelana.

“Como é que um país com tantas refinarias de petróleo, com tanto petróleo para vender, consegue vender tão pouco? Não está tão incluído assim. É justamente essa sabotagem da narrativa americana que impede esse país de ser integrado ali”, disse Ludovico.

Confira a entrevista na íntegra:

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Camila Bezerra

Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É repórter do GGN desde 2022.

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3 Comentários
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  1. emerson57

    12 de outubro de 2025 8:57 pm

    Lula que não acredite no aceno do trumpe.
    Botou o bode na sala e agora retira para parecer bonzinho e afeito à alguma quimica tropical.
    A verdadeira política dele é impedir alguma liderança do Brasil de convidar a Venezuela (e Cuba) para os BRICS.
    Tivesse Lula reconhecido a reeleição de Maduro e não vetado a Venezuela nos BRICS não teriam afundado nenhum pesqueiro venezuelano.
    Quem terá induzido Lula e o PT a esse erro?
    Por outro lado, os exportadores do agro brasileiros já conseguiram novos mercados e estão ganhando mais, li por ai.

  2. JOSE OLIVEIRA DE ARAUJO

    13 de outubro de 2025 7:34 am

    Eu já tinha dúvida sobre o prémio nobel da paz. Agora que passou para PRÉMIO IGNOBEL DA PAZ, PERDEU TOTALMENTE A CREDIBILIDADE.

  3. Rui Ribeiro

    14 de outubro de 2025 8:20 am

    Sr. Hélio Schwartsman, porque todo sistema carrega em si as sementes de sua futura perversão? Todo sistema se perverterá? Porque? Só porque você assim quer ou tem um motivo racional prá isso?

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