10 de junho de 2026

Resultado de leilão confirma avanço externo sobre pré-sal

Petrobras tem participação mínima em ciclo de concessão; FUP pede revisão no modelo de partilha atualmente vigente
Navio-plataforma P-71, instalado no campo de Itapu, no pré-sal da Bacia de Santos, a 200 km da costa do Rio de Janeiro. Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

O 3º Ciclo da Oferta Permanente de Partilha (OPP), realizado pela ANP () nesta quarta—feira confirma o comprometimento do potencial energético do pré-sal por conta da flexibilização do regime de partilha, o que pode inclusive representar riscos à segurança energética nacional.

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Embora sete blocos tenham recebido declarações de interesse pelas 15 empresas habilitadas, apenas cinco foram arrematados- o que representa um bônus de assinatura de R$ 103,7 milhões para União, abaixo do esperado inicialmente.

Três dos cinco blocos arrematados foram adquiridos por petroleiras privadas multinacionais, enquanto a Petrobrás teve uma participação considerada tímida: a estatal arrematou dois blocos (Citrino e Jaspe), o primeiro como operadora única e outro em consórcio com a Equinor (40%).

Para isso, pagou um bônus de assinatura de cerca de R$ 37 milhões e ofertou um excedente em óleo médio de 32%, cerca de três vezes superior ao ofertado pelas empresas multinacionais.

Diante do avanço das petroleiras multinacionais sobre o pré-sal, o coordenador-geral da FUP (Federação Única dos Petroleiros, Deyvid Bacelar, alerta que o modelo vigente precisa ser revisto e que o pré-sal “deve ser tratado como um ativo estratégico da nação”.

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Tatiane Correia

Jornalista, MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Com passagens pela revista Executivos Financeiros e Agência Dinheiro Vivo. Repórter do GGN desde 2019.

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2 Comentários
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  1. Joel Palma

    23 de outubro de 2025 6:07 pm

    Nassif esse é um texto fundamental para a compreensão da Questão da Terras Raras:
    https://lesakerfrancophone.fr/combien-de-temps-la-chine-peut-elle-jouer-la-carte-des-terres-rares

    “Para mostrar em detalhes os esforços absolutamente titânicos que seriam necessários para quebrar o domínio sobre apenas um dos elementos da lista de controle de exportação da China: o gálio. E lembre-se, ao ler o artigo, que este é apenas um dos 21 elementos químicos sob controle de exportação, e que os controles de exportação da China incluem não apenas elementos químicos, mas também produtos derivados (baterias de íons de lítio, materiais superduros, etc.).

    Depois de terminar este artigo, aposto que o pânico de Bessent parecerá quase pacífico para você.”

  2. emerson57

    24 de outubro de 2025 3:14 pm

    Jamais seremos uma grande nação.
    Sai governo e entra governo e a “FARRA do BOI” continua a mesma.

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