6 de junho de 2026

PF investiga empresário bolsonarista que supostamente pagou R$ 26 milhões por sentença

João Franciosi participou de desfile de 7 de setembro de 2022, em apoio à reeleição de Bolsonaro, integraria organização criminosa de grilagem de terras e compra de sentenças
Crédito: Divulgação/ Grupo Franciosi

A Polícia Federal (PF) investiga o empresário João Antônio Franciosi, dono do grupo Franciosi, que teria comprado uma decisão judicial do desembargador do Tribunal de Justiça do Piauí, (TJPI) José Gomes Pereira, relacionado a um processo de disputa de terras.

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Alvo de busca e apreensão, Franciosi integraria uma organização criminosa responsável pela grilagem de terrar no Piauí, em que para legalizá-las, compra sentenças do tribunal estadual. 

São investigados ainda o sócio do empresário, Ubiratan Franciosi, a filha do desembargador e advogados que intermediaram a venda de decisões judiciais. 

Classificada pela Forbes como uma das 100 maiores empresas do agronegócio, o grupo Franciosi produz, em especial, algodão e soja na Matupiba, região que compreende os estados do Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia.

Os repasses começaram com o empresário João Franciosi, que transferiu recursos para a empresa Villa Bella das Furnas Participações e Negócios Ltda., controlada por Paulo Augusto Ramos dos Santos. Entre setembro de 2023 e agosto de 2024, a companhia recebeu R$ 106,3 milhões, segundo relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf).

Depois dessas operações, parte do montante — R$ 26 milhões — foi enviada pela Villa Bella aos advogados Juarez Chaves e Germano Coelho. As investigações apontam que os dois teriam intermediado a compra de uma sentença junto ao gabinete do desembargador José James.

Os repasses começaram com o empresário João Franciosi, que transferiu recursos para a empresa Villa Bella das Furnas Participações e Negócios Ltda., controlada por Paulo Augusto Ramos dos Santos. Entre setembro de 2023 e agosto de 2024, a companhia recebeu R$ 106,3 milhões, segundo relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf).

Depois dessas operações, parte do montante — R$ 26 milhões — foi enviada pela Villa Bella aos advogados Juarez Chaves e Germano Coelho. As investigações apontam que os dois teriam intermediado a compra de uma sentença junto ao gabinete do desembargador José James.

Em nota, o advogado Paulo Ramos negou o envolvimento com o caso, ressaltando que sempre atuou de forma transparente e dentro da legalidade.

Aliado

João Franciosi foi um dos empresários que apoiou a reeleição do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) em 2022, ocasião em que desfilou pela Esplanada dos Ministérios.

A reportagem do Jornal GGN entrou em contato com os investigados citados na matéria, porém não obteve retorno. O espaço segue aberto para novos posicionamentos.

*Com informações do Metrópoles.

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Camila Bezerra

Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É repórter do GGN desde 2022.

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Ana Gabriela Sales

Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

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