13 de junho de 2026

Ex-procuradora-geral militar em Israel é presa por vazamento de vídeo

Detenção aconteceu três dias após renúncia; câmeras de vigilância mostram tortura de palestino na prisão de Sde Teiman
Foto de Taylor Brandon na Unsplash

▸Ex-procuradora-geral militar de Israel é presa após renunciar ao cargo por escândalo de vazamento de vídeo de abusos a prisioneiro palestino.

▸Yifat Tomer-Yerushalmi é detida por suposto vazamento de imagens para confrontar órgãos de segurança do exército israelense.

▸Detenção é parte de investigação policial sobre vazamento de informações e crimes graves após escândalo de maus-tratos em prisão israelense.

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Resumo gerado por Inteligência artificial

A ex-procuradora-geral militar de Israel foi presa três dias após renunciar ao cargo, por conta do escândalo envolvendo o vazamento de um vídeo de câmera de segurança que mostra um prisioneiro palestino sofrendo abusos na prisão de Sde Teiman, em Israel.

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De acordo com o jornal britânico Financial Times, Yifat Tomer-Yerushalmi foi detida em meio a alegações de que tenha autorizado o vazamento das imagens em uma tentativa de contra-atacar os órgãos de segurança do exército israelense – o gabinete da procuradoria-geral militar é responsável por investigar irregularidades cometidas pelos soldados.

A prisão ocorreu depois de a ex-procuradora-geral ter ficado desaparecida no domingo, para ter sido encontrada pelos policiais “sã e salva” à noite. Sua detenção seria parte de uma “investigação conduzida por uma equipe especial da Polícia de Israel sobre suspeitas de vazamento de informações e outros crimes graves”, segundo a polícia israelense.

A detenção de Yifat Tomer-Yerushalmi é parte dos desdobramentos de um escândalo relevado em julho do ano passado, em que tanto prisioneiros como soldados relataram maus-tratos contra os detidos – e que ganhou força por conta da investigação sobre um suposto abuso de um prisioneiro palestino na penitenciária de Sde Teiman.

Os abusos levantaram questionamentos sobre as condições das prisões israelenses, mas os representantes da direita, incluindo a extrema-direita que integra a coalizão do governo Benjamin Netanyahu, focaram suas críticas na prisão dos soldados.

Tatiane Correia

Jornalista, MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Com passagens pela revista Executivos Financeiros e Agência Dinheiro Vivo. Repórter do GGN desde 2019.

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1 Comentário
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  1. Rui Ribeiro

    4 de novembro de 2025 8:04 am

    O problema não é a tortura, é a sua veiculação. Meu Zeus!

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