A ex-procuradora-geral militar de Israel foi presa três dias após renunciar ao cargo, por conta do escândalo envolvendo o vazamento de um vídeo de câmera de segurança que mostra um prisioneiro palestino sofrendo abusos na prisão de Sde Teiman, em Israel.
De acordo com o jornal britânico Financial Times, Yifat Tomer-Yerushalmi foi detida em meio a alegações de que tenha autorizado o vazamento das imagens em uma tentativa de contra-atacar os órgãos de segurança do exército israelense – o gabinete da procuradoria-geral militar é responsável por investigar irregularidades cometidas pelos soldados.
A prisão ocorreu depois de a ex-procuradora-geral ter ficado desaparecida no domingo, para ter sido encontrada pelos policiais “sã e salva” à noite. Sua detenção seria parte de uma “investigação conduzida por uma equipe especial da Polícia de Israel sobre suspeitas de vazamento de informações e outros crimes graves”, segundo a polícia israelense.
A detenção de Yifat Tomer-Yerushalmi é parte dos desdobramentos de um escândalo relevado em julho do ano passado, em que tanto prisioneiros como soldados relataram maus-tratos contra os detidos – e que ganhou força por conta da investigação sobre um suposto abuso de um prisioneiro palestino na penitenciária de Sde Teiman.
Os abusos levantaram questionamentos sobre as condições das prisões israelenses, mas os representantes da direita, incluindo a extrema-direita que integra a coalizão do governo Benjamin Netanyahu, focaram suas críticas na prisão dos soldados.
Rui Ribeiro
4 de novembro de 2025 8:04 amO problema não é a tortura, é a sua veiculação. Meu Zeus!