10 de junho de 2026

Trabalhadores levam pautas por transição justa à COP30, em Belém

Pauta sindical defende que a mudança para uma economia de baixo carbono observe as desigualdades globais e regionais
Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas COP 30. Foto Raimundo Pacco/COP30

▸Sindicatos apresentarão pautas trabalhistas na COP30 em Belém, defendendo transição energética justa e popular.

▸FUP participará de debates na Zona Azul e Verde, promovendo ações sindicais por uma transição energética justa.

▸Estudo destaca precarização em empregos verdes, com 74% dos trabalhadores informais e salários 29% abaixo da média nacional.

Esse resumo foi útil?

Resumo gerado por Inteligência artificial

Diversas organizações sindicais vão apresentar as pautas da classe trabalhadora durante a 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP30), que ocorrerá em Belém, no Pará, entre 10 e 21 de novembro.

Siga o Jornal GGN no Google e receba as principais notícias do Brasil e do Mundo

Seguir no Google

A participação da categoria se concentra na defesa de uma transição energética justa, soberana e popular, alertando para a precarização em atividades classificadas como “verdes”.

No caso da FUP (Federação Única dos Petroleiros), sua participação será tanto na Zona Azul (negociações oficiais) quanto na Zona Verde (debates com a sociedade civil).

No dia 13 de novembro, no Pavilhão Brasil (Zona Azul), a FUP promove o painel “A ação sindical no Sul Global por uma transição energética justa e popular: ação coletiva, diálogo social, geração cidadã de dados e trabalho decente

O evento contará com representantes do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), Instituto de Estudos Estratégicos de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (Ineep), Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) e Aurora Lab.

“O Brasil tem todas as condições para liderar uma transição energética justa, com soberania, desenvolvimento, participação popular e geração de empregos”, explica o coordenador-geral da FUP, Deyvid Bacelar.

“É preciso garantir que a mudança para uma economia de baixo carbono seja justa, soberana, inclusiva, observe as diferenças entre o Norte e o Sul Global e as desigualdades regionais no Brasil e não deixe trabalhadores nem comunidades para trás”, ressalta.

Além dos eventos nas Zonas oficiais, a FUP e outras entidades participarão ativamente da Cúpula dos Povos, um evento paralelo que espera reunir mais de 10 mil pessoas, incluindo indígenas, ribeirinhos, camponeses e quilombolas, reforçando a pressão popular por mudanças efetivas.

Empregos verdes

A urgência de garantir a justiça social na transição verde é corroborada pelo estudo “Empregos Verdes 2025”, lançado pela Central Única dos Trabalhadores (CUT) e pelo Dieese.

Segundo os dados apurados pela pesquisa, cerca de 74% dos 2,9 milhões de trabalhadores em empregos verdes no 1º trimestre de 2025 estão na informalidade (quase o dobro da média nacional de 38%).

O salário médio nesses postos é 29% inferior à média nacional (R$ 3.318), atingindo especialmente homens negros (57,2%) e aqueles sem o ensino médio completo (51,2%).

Para Rosalina Amorim, secretária do Meio Ambiente da CUT, “emprego só pode ser verde se cumprir a agenda do trabalho decente.” Essa discussão é central para as pautas das centrais sindicais nacionais e internacionais na COP30, que também abordam desenvolvimento sustentável e combate à pobreza energética.

Tatiane Correia

Jornalista, MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Com passagens pela revista Executivos Financeiros e Agência Dinheiro Vivo. Repórter do GGN desde 2019.

Assine a nossa Newsletter e fique atualizado!

Assine a nossa Newsletter e fique atualizado!

Mais lidas

As mais comentadas

Colunistas

Ana Gabriela Sales

Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

Camila Bezerra

Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É...

Carla Castanho

Carla Castanho é repórter no Jornal GGN e produtora no canal TVGGN

...

Faça login para comentar ou registre-se.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Recomendados para você

Recomendados