10 de junho de 2026

A descoberta do pai, por Luís Nassif

Oscar era uma pessoa elegante, e por tal entenda-se alguém que tinha o compromisso permanente com a doçura, a educação e o bom gosto

1- Oscar Nassif, farmacêutico e líder comunitário de Poços de Caldas, teve uma vida marcada por superações e generosidade, deixando um legado de solidariedade e comprometimento.

2- Além de atuar no ramo farmacêutico, Nassif foi diretor de futebol da Caldense, contribuindo para o desenvolvimento esportivo da cidade e revelando talentos para o futebol nacional.

3- Seu casamento com Terezinha, sua dedicação à família e às atividades comunitárias, além de sua postura generosa e elegante, são lembrados como traços marcantes de sua personalidade e legado em Poços de Caldas.

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Resumo gerado por Inteligência artificial

Como todo adolescente rebelde, passei a minha juventude em guerra com meu pai. Aos 13 anos, com o apoio de minha mãe, decidi que não queria ser farmacêutico. Hiperativo, não tolerava ficar atrás do balcão, recebendo fregueses com um sorriso obrigatórios nos lábios, recitando as frases que todo empregado da Farmácia Central era obrigado a dizer quando o freguês botava o pé no estabelecimento: “às suas ordens”.

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Lutador, tendo criado e farmácia aos 19 anos, sem dispor de capital nem herança, meu pai não se conformava que o filho não aceitasse as três portas de comércio, no centro mais importante de Poços, levando adiante o seu trabalho.

Aos 13 anos entrei em profunda crise de adolescência, com notas ruins na escola, alimentada por um conflito permanente com meu pai. Ele não se conformava com minha ausência da farmácia, suprida pela presença de minhas outras irmãs, particularmente da Regina que, desde criança, já demonstrava extraordinária responsabilidade e solidariedade, e também da Fátima e da Inês. A caçula, Lourdes, ainda não tinha idade,

A falta de herdeiro foi decisiva para que meu pai desanimasse dos negócios. A partir de 1970, ele procurou um comprador para a farmácia e preparou-se para deixar Poços. Os filhos já estavam em São Paulo. A venda da farmácia foi uma novela sem fim. O dono do prédio gostava muito de meu pai e dificultava de todas as formas a venda, para não perder a sua convivência. De certa forma, meu pai foi vítima de sua extraordinária simpatia.

Em 1974 a farmácia foi vendida, meu pai mudou-se para São Paulo. Não levou três meses para sucumbir ante um fortíssimo derrame cerebral, que deixou seqüelas pelo resto da vida. Manteve a lucidez, mas perdeu os movimentos.

Em algumas fases agudas da doença, Poços surgia na sua conversa como uma obsessão permanente. Era uma paixão sem fim. Sua última visita a Poços foi em 1979. Morrera seu grande amigo, Chafik Frahya. Combinei com os filhos do seu Chafik trazer meu pai a Poços para que eles próprios relatassem o ocorrido. Ao entrar pela Cascata das Antas,  meu pai contemplou as montanhas ao longe e murmurou um dolorido “cidade querida”. Foi a última vez que veio a Poços, e a primeira vez em que me dei conta de quão forte eram suas ligações com a cidade que o acolheu quando, aos dez anos, chegou da Argentina para se transformar definitivamente em cidadão poçoscaldense.

Depois do primeiro derrame, meu pai duraria oito anos. Em fins de 1986 sofreu um segundo derrame, que o deixou prostrado na cama, sem consciência, por mais alguns meses. Faleceu em 1987.

A partir de então, dei início a um processo doloroso de recuperação da sua memória. Todas as conversas que não tivemos ao longo da vida foram me martelando, como perdas irreparáveis, e passei a tentar compensar a falta de diálogo, compondo seu perfil com pedaços de histórias trazidas por amigos, por conhecidos, por antigos fregueses, por antigas namoradas. E dessa redescoberta dolorosa foi emergindo um personagem extraordinário, o mesmo que encantou por toda vida o professor Antônio Cândido de Mello e Souza – o maior intelectual brasileiro do seu tempo –, seu amigo de adolescência e por toda a vida.

Oscar Nassif era uma pessoa elegante, e por tal entenda-se alguém que tinha o compromisso permanente com a doçura, a educação e o bom gosto, independentemente da posição do seu interlocutor. Não levantava a voz, abominava as atitudes bruscas, embora fosse altivo na defesa de suas posições.

Fora de uma família de posses, financeiramente arruinada.  Seu pai, Luiz Nassif, saiu do Líbano no século passado, radicou-se em Rosário, província de Santa Fé, Argentina, onde tornou-se proprietário de grande loja de departamentos. Mais tarde, perto dos 50 anos, casou-se com Carmen Abdalla, trinta anos mais nova, de família de vinhateiros e políticos de Mendoza. Do casamento nasceu uma penca de filhos. Muitos faleceram precocemente. Sobreviveram Felipe, o mais velho, Marta, Rosita, Clara (que morreria na adolescência, aqui no Brasil) e Oscar.

Pouco depois do nascimento de Oscar, Carmen apresentou problemas de saúde. O pai, Luiz, vendeu tudo em Rosário, mudou-se para Buenos Aires, instalou-se em uma grande loja no récem construído Porto Madero, que os parentes da época comparavam ao Mappin, e foi morar em Quilmes, estância climática, que poderia melhorar a saúde da mulher. Foi em vão. Carmen morreu deixando seu caçula, Oscar, com 6 anos.

Luiz entrou em depressão profunda, deixou os negócios de lado, meteu-se em dívidas. Acabou  perdendo tudo na Argentina, mudando-se para o Brasil, para recomeçar a vida. Inicialmente radicou-se em São João da Boa Vista, onde já moravam parentes. .

Pouco depois, decidiu mudar-se para Poços, que já recebia uma freguesia nacional e internacional cosmopolita.  Ficou algum tempo como alfaiate e, depois, decidiu montar seu comércio. Durou pouco. Logo depois, sofreu derrame que o deixou paralisado para o resto da vida. Coube a Oscar, o caçula, com menos de 15 anos, tornar-se o arrimo da família.

Os que conviveram com os Nassif, nesta época, são unânimes em falar de sua alegria, da porta sempre aberta, que fazia com que a casa inicial, onde hoje é o prédio do Crédito Real, parecesse maior do que era, sempre aguardando os amigos, sem qualquer mágoa pela perda do status econômico.

Oscar era um grande festeiro. Jovem, foi trabalhar com Jurandir Ferreira, então proprietário da Farmácia Rosário. Com menos de 20 anos, arrumou empréstimos com parentes e montou a sua Farmácia Central, paixão de sua vida.

Seu ritmo de trabalho era frenético, sem nunca atrapalhar a alegria pela vida. Trouxe um primo como sócio, para ter tempo para estudar farmácia em Ribeirão Preto. Trabalhava de sol a sol. À noite, dormia na farmácia e atendia a qualquer freguês que viesse bater à porta. Apenas mantinha o espaço sagrado das 9 à meia noite, para os bailes no “Ao Ponto”, o grande cassino familiar da cidade, ou no Grill Room do Pálace Hotel.

Era namorador incorrigível, encanto das moças da cidade. Em seu último livro, Antônio Cândido narra algumas cenas entre ambos no Pálace.

Oscar cultivava uma relação enorme de amigos, tendo em comum a lhanheza de trato. Eram seus melhores amigos, entre outros, Antônio Cândido, o dr. Martinho Mourão (que, pouco antes de morrer, disse-me que meu pai foi um dos dois melhores amigos que teve a vida toda), Chafik, Sebastião Menelau, os farmacêuticos Vasques, Darcy, Cyrillo, os Junqueira, os Carvalho Dias, os Zenun, de Campestre, entre outros, em uma relação que não discriminava cor e posição social.

Sua generosidade não tinha fim, beirando o limite da prudência. Como me contou o Januário – empregado fiel, que trabalhou por décadas na farmácia – não houve pobre que não tenha entrado na farmácia e saído de mãos vazias. Era ele, numa ponta, o amigo Zé Prezia na outra, garantindo o remédio para todos os necessitados que passassem pela rua Assis Figueiredo e Rio de Janeiro.

Na minha adolescência, não reparei nisso. Às vezes assustada com os apertos financeiros, minha mãe mencionava a generosidade de meu pai, mas como se fosse algo banal ou temerário.

Depois da sua morte, fui abordado no Pálace Hotel pelo porteiro do balneário que me contou a seguinte história. Natal de 48 ou 49 ele, morador da Vila Cruz, passou em frente a farmácia e meu pai o chamou. “Não vai comprar presentes para as crianças?”, perguntou. A farmácia tinha resolvido estocar brinquedos, e vender junto com os remédios. “Não vai dar, seu Oscar, estou sem dinheiro”, foi a resposta. “Não senhor, sem remédio a gente até pode passar, sem presente de Natal para os filhos, não. O senhor pode escolher um presente para cada filho e vai me pagar só quando puder”. O freguês tinha cinco filhos. Levou oito meses para pagar e nunca foi cobrado.

Anos depois, em São Paulo, procurou-me um vendedor de pipocas, paraplégico. E contou que foi morar em Poços, ainda adolescente, fazendo ponto na frente da farmácia. Tinha problemas de locomoção e de fala. Oscar o pegou, trouxe até São Paulo e financiou seu tratamento na Beneficência Portuguesa. Época? 1970, quando seus problemas financeiros já eram quase insuperáveis. Nem os próprios filhos ficamos sabendo desse grande gesto.

Era curiosa essa tendência do meu pai. Com parentes, amigos e até estranhos sempre foi extremamente generoso. Com os filhos, rigoroso. Em casa, demoramos a ter televisão, não tínhamos piano, apesar de muitos filhos tocarem. Não me lembro de um gesto de paternalismo seu, em relação a mim, a não ser financiar meus estudos e minha pensão em São João da Boa Vista. Tratava-se do educador, que amparava os desamparados, mas que sabia da importância dos filhos ganharem a auto-suficiência.

A Caldense

Além da elegância inata, Oscar foi um poços caldense permanentemente preocupado com as ações comunitárias, em benefício da cidade. E a Caldense desempenhou papel central nessa sua ânsia participativa.

Assumiu a diretoria de futebol da Caldense ainda muito jovem. Com ela, abraçou o jornalismo esportivo. Foi por muitos e muitos anos correspondente da Gazeta Esportiva, amigo de Carlos Joel Nelli, alimentando as edições de segunda com notícias sobre a Caldense, e preparando crônicas saborosas, que saiam nos jornais locais – conforme atestam os arquivos implacáveis de Décio Alves de Morais.

No ano retrasado, em Uberaba, procurou-se o pai do prefeito local contando que, nos anos 40, ele e meu pai se revezavam no posto de melhor correspondente da Gazeta Esportiva no interior.

Em 1945 – conforme lembra-se Décio –, amigo do coronel Cristiano Osório de Oliveira, de São João da Boa Vista, coube a ele apresentar-lhe o presidente da Caldense, Juca Anacleto e, juntos, convencerem o coronel a ceder à Caldense o terreno onde hoje está instalada sua sede social.

Na Caldense, ajudou a revelar para o futebol nacional Mauro Ramos de Oliveira. Entre outros, contratou Dondinho (o pai de Pelé) e Dallari (pai de Milton Dallari, o ex-homem dos preços).

Em 1956, fez parte da Comissão que organizou os Primeiros Jogos Abertos de Poços de Caldas, uma idéia do grande José Ferreira, abraçada por Sebastião Pinheiro Chagas, Oscar e Leonardo Mesquita, entre outros. Em 1958, fez parte da Comissão que organizou a vinda da seleção brasileira a Poços de Caldas, nos preparativos para a Copa do Mundo.

Lembro-me até hoje, do palanque que foi armado na praça das Thermas, para receber os jogadores vitoriosos. Meu pai caminhava de um lado para o outro, distribuindo serpentinas para serem lançadas nos jogadores. Foi uma festa que terminou com a grande tragédia do palanque caindo e matando o estudante Marcílio Dias.

Menino de 8 anos, eu estava justamente na parte de cima do palanque, distribuindo serpentinas, provavelmente para o próprio Marcílio. Quando o palanque começou a desabar, meu pai me pegou no colo, caímos e alguns jogadores –inclusive um adolescente de nome Pelé— ameaçavam desabar sobre nós. Meu pai defendeu o filho escorando o real traseiro de Pelé com a sola do seu sapato.

A Caldense fez parte integrante de sua vida até por volta de 1960. Sebastião Menelau contava as vezes em que foram a São João da Boa Vista, com o carro emprestado do dr. Martinho, para acompanhar a Caldense, as brigas nas quais se meteram onde Menelau perdia sua bengala, e Oscar seus óculos.

O casamento

Visitando o professor Arinos, pouco antes de sua morte, sua esposa narrava o fascínio que Oscar exercia sobre as moças locais. Pouco mais de 30 anos, bonito, bem sucedido profissionalmente, dono de uma farmácia que crescia, alegre, dançarino de pés leves, não havia baile em Poços e na região que não o tivessem como o bailarino mais entusiasmado.

Ao mudar-se para Poços, para iniciar sua vida de educador, Arinos conheceu meu pai através de seu próprio pai – que era farmacêutico antigo, “banhista” da cidade. Maçom, membro ilustre da “Estrela Maçônica”, meu pai acabou hospedando Arinos em sua casa, enquanto este se preparava  para fundar o colégio da maçonaria.

No dia do casamento do amigo, assoberbado por credores (tinha decidido construir duas casas simultaneamente, uma para ele, outra para minhas tias), meu pai decidiu tirar o dia e passar na casa do amigo, assistindo os preparativos.

Arinos já se enturmara em Poços, tornando-se grande amigo de Issa Sarraf, então dono do Bar e Restaurante Serigy, ponto político da cidade. Issa também tornara-se amigo de Oscar. Muitas vezes comentara com amigos que Oscar seria o genro ideal para uma de suas filhas.

Arinos convidou a ambos para padrinhos de casamento. Minha avó, Martha, não estava bem de saúde e enviou em seu lugar Terezinha, a filha mais velha, então com pouco mais de vinte anos, e uma das moças mais bonitas de Poços.

Na casa de Arinos, ambos de conheceram. Seguiu-se paixão avassaladora, conforme atestam as mais de quarenta cartas que trocaram, durante o noivado, e que descobrimos no arquivo de minha mãe, após a sua morte.

Terezinha estava completando o curso normal em Casa Branca. Foram meses e meses de correspondência apaixonada, inteligente, espirituosa, bem escrita, na qual consolidaram sua relação.

Casaram-se em 1949. Geraram e criaram cinco filhos. Tiveram encontros e desencontros, como todo casamento. Depois do derrame de meu pai, em 1974, mesmo com saúde precária, Terezinha cuidou dele até o fim, com uma dedicação e paixão insuperáveis. Oscar morreu em 1978. Terezinha, um ano depois. Passou o último ano inconsolável com a perda do marido.

Outras atividades

Depois do casamento, a atenção de meu pai virou-se para outras atividades da cidade, mas sem nunca descuidar da Caldense. Fez parte da Comissão que ajudou na construção da Santa Casa e foi seu tesoureiro até sair de Poços.

Tornou-se líder farmacêutico, sendo eleito para o Conselho Federal de Farmácia. Foi membro da Associação Comercial, presidente da Associação Regional dos Proprietários de Farmácia, e membro destacado da Associação Farmacêutica de Minas Gerais e do Conselho Federal de Farmácia, fazendo carreira ao lado do seu grande amigo Aluizio Pimenta, reitor da Universidade Estadual Federal de Minas Gerais e ex-Ministro da Cultura.

Muitas vezes deixou a farmácia para percorrer o sul de Minas todo, com seu próprio carro, regularizando a situação dos “práticos”. Presidiu por três vezes Congressos Nacional, Estadual e Regional de Farmácia.

Para os amigos, deixou a imagem da pessoa permanentemente preocupada com a sorte alheia. Para os filhos, exemplos permanentes de seriedade e otimismo – mesmo nos momentos mais duros de sua vida.

Oscar passou os últimos 14 anos de vida quase sem movimento, devido ao derrame. Sua vida consistia em ir do quarto para a sala e voltar ao quarto. Não me lembro, em todo esse período, de um momento de queixa de sua parte.

Foi um espírito superior.   

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Luis Nassif

Jornalista, com passagens por diversos meios impressos e digitais ao longo de mais de 50 anos de carreira, pelo qual recebeu diversos reconhecimentos (Prêmio Esso 1987, Prêmio Comunique-se, Destaque Cofecon, entre outros). Diretor e fundador do Jornal GGN.

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7 Comentários
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  1. Aurélio Medina Dubois

    17 de novembro de 2025 9:17 am

    Parabéns Luís. Após muito tempo, um merecido texto a altura do seu Oscar e suas realizações.

    Os filhos(as) não seriam o que são sem ter no pai esta referência de tantos exemplos de valor.

    Os filhos(as) podem não compreender em sua criação a generosidade do pai na relação com os de “fora”, em contraste com o rigor absoluto no trato das “crianças”.
    É o medo que sentimos que os filhos(as) possam se desencaminhar durante sua formação. Algo que, hoje, pode ser compensado por demonstrações de afeto, conversas, …, algo que não se encaixava na personalidade dos homens de então.

    Felizmente, a rebeldia juvenil é inevitável, é só compreendermos que ela é “uma doença que tem data para acabar”, ter paciência, e acreditar que o vínculo afetivo construído com os filhos vai evitar dissabores maiores.

  2. ODONIR OLIVEIRA

    17 de novembro de 2025 10:31 am

    Que bom ainda se ter tempo para um resgate com tamanha riqueza de detalhes. Muito bonito.

  3. Joel Palma

    17 de novembro de 2025 4:35 pm

    O fruto não cai longe do pé…

  4. Andyara Cagnani

    17 de novembro de 2025 8:17 pm

    Lindas lembranças e homenagem ao seu pai, Luis !!
    No tempo da Farmácia Central, quase não precisávamos de médicos, apenas nos casos graves. Era só ir na Farmácia e o Sr.Oscar resolvia tudo, com delicadeza e cuidado!!
    Saudade sempre dele e da esquina tão importante, para todos da nossa geração !! Gratidão !!

  5. Zé Chico

    18 de novembro de 2025 3:31 pm

    Meu distante mas sempre lembrado amigo! Que delicia ler suas reportagens,esta sobre seu pai então, é a história de Poços que se revela.Parabens amigo.
    Fico recordando de “Atual Conjuntura” lá em Poços…ô saudade!

  6. cezarperin

    19 de novembro de 2025 4:14 pm

    Emocionante.. Tudo muito incrível… MAS a ligação coma a Argentina tá explicada….

  7. Carlos Alberto Reis Sampaio

    24 de novembro de 2025 12:16 am

    Que texto espetacular, aliás como todos de sua autoria. Sou jornalista (PUC_RS_1970) e sigo-o como Reis Magos seguiram a estrela. Abraços.

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