Em vídeo editorial para o canal TV GGN, no Youtube, o jornalista Luís Nassif comentou a indicação do advogado-geral da União, Jorge Messias, para a vaga deixada pelo ministro aposentado Luís Roberto Barroso no Supremo Tribunal Federal. Nassif refutou a crítica do jornalista Merval Pereira, de O Globo/GloboNews, sobre a indicação ser um “absurdo” pelo critério da confiança ter sido o principal, comparando o processo brasileiro, que exige aprovação do Senado, ao modelo americano.
Na visão de Nassif, a discussão expõe um histórico de indicações de ministros ao STF (como Joaquim Barbosa, Luiz Fux, Cármen Lúcia e Edson Fachin) feitas por Lula e Dilma, que, segundo o jornalista, acabaram cedendo à pressão midiática e ao “clamor” da Lava Jato. Nassif argumenta que é “mais que natural” que Lula busque agora segurança política em suas escolhas, como ocorreu com a indicação de Cristiano Zanin, embora as visões do ex-advogado de Lula não se alinhem totalmente às teses progressistas.
A análise de Nassif conclui comparando a situação brasileira com a dos Estados Unidos, onde indicações ideológicas de ministros da Suprema Corte por presidentes como Trump resultaram na falta de freios e contrapesos. Nassif lembrou do posicionamento dos ministros indicados ao STF por Jair Bolsonaro. Desde que tomou posse em janeiro de 2023, Lula já indicou três nomes ao Supremo: Flávio Dino, Cristiano Zanin e, agora, Jorge Messias – que terá de ser aprovado pela Comissão de Constituição e Justiça em sabatina no Senado.
Assista ao comentário de Luís Nassif abaixo:
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