O Banco de Brasília (BRB) e o Banco Master estão no epicentro de uma crise que ameaça desestruturar o poder político e econômico da capital federal. Uma possível delação premiada de dois protagonistas, aliados do centrão, coloca em xeque negócios bilionários e relações pessoais que atravessam décadas.
“Exatamente a questão da delação está sendo comentada: uma possível delação premiada de duas pessoas, que causa um temor profundo aqui em Brasília”, afirma o jornalista Luis Costa Pinto, descrevendo o impacto de Paulo Henrique Costa, ex-presidente do BRB, afastado do cargo. “Paulo Henrique Costa estava à frente do BRB desde o início do governo Ibanês, em 2019, indicado por Ciro Nogueira. Ele é o responsável por todas as sociedades feitas pelo BRB com o Banco Master”.
Costa Pinto detalha que Paulo Henrique Costa pode começar a colaborar com a Justiça. “Enquanto ele dividir advogado com o Ibaneis [Rocha], ele não fará delação. Mas é possível que comece a fazer acordo que leve à delação, pois perdeu respeito no setor bancário estatal e com as carreiras de Estado do Banco Central”.
Vorcaro solto e sob tornozeleira
O escândalo envolve ainda Daniel Vorcaro, sócio histórico em negócios com o BRB, que enfrentou prisão preventiva desde 18 de novembro. Ontem, a juíza federal Solange Salgado, do TRF-1, determinou sua soltura, com uso de tornozeleira eletrônica.
“Para a magistrada, os crimes atribuídos ao empresário ‘não envolvem violência ou grave ameaça à pessoa’, e não há ‘periculosidade acentuada ou risco atual à ordem pública’ que justifique a manutenção da prisão preventiva”, registrou a decisão.
“Capitalismo brasiliense”
Durante a entrevista à TV GGN, o jornalista avaliou que o BRB se consolidou como protagonista de um modelo de “capitalismo brasiliense”, no qual o banco atua como sócio estratégico de grandes empreendimentos urbanos, culturais e esportivos na capital federal.
“O BRB se associa a grupos privados para administrar concessões e equipamentos públicos, fortalecendo um modelo de compadrio político que centraliza negócios e decisões econômicas em Brasília. Foi sócio do grupo que assumiu o Centro de Convenções Ulisses Guimarães, reinaugurou o Autódromo Nelson Piquet com a Stockar, e também está envolvido na gestão de espaços como o Ibirapuera e outros equipamentos urbanos”, diz o jornalista.
Centrão em modo de contenção
O centrão, por sua vez, tenta conter os danos e controlar a narrativa enquanto o escândalo se aprofunda. “A CPI que estão tentando montar tem DNA de contenção, não de ataque. Eles atuam em todos os setores para evitar a federalização do BRB, determinada pelo Banco Central, que prevê intervenção especial com possibilidade de transferência para Banco do Brasil, Caixa ou privatização”, afirma Costa Pinto.
A CPI do Banco Master começou a ganhar forma nesta quarta-feira (26), quando o senador Eduardo Girão (Novo-CE) apresentou o requerimento para investigar crimes financeiros envolvendo o banco. O documento foi assinado por 34 senadores, ultrapassando o mínimo exigido de 27 para abertura da comissão.
Segundo Costa Pinto, “essa CPI nasce dos gestores de crise deles, é uma CPI de contenção, não de ataque”.
Fábio de Oliveira Ribeiro
29 de novembro de 2025 7:05 pmA teologia evangelica acoplada ao neoliberalismo e à certeza de que não existe dinheiro sujo apenas a graça do lucro concedido por Deus desempenha nos países da América Latina no século XX e XXI o mesmo papel que o ópio desempenhou na China no século XIX. O ópio era produzido e comercializado pelos ingleses. A droga religiosa-ideologica evangelica é distribuída pelos americanos.
Stalingrado
30 de novembro de 2025 2:54 pmNinguém comenta sobre a aplicação do dinheiro da privatização da Sabesp em CDB do Banco Master.
Francisco
2 de dezembro de 2025 1:40 pmAntigamente era os agiotas, depois sumiram com as agiotas, criaram os bancos digitais, como o falecido master/Mfacil/PKL e Crédcesta, tudo isto foi para lavagem de dinheiro e nisto tudo tem a participações de grandes políticos e empresários, e a privatiçao e os pequenos trabalhadores e aposentados perdem tudo, a desigualdade social e a ganaça com as mal divisões de empresas e políticos o povo fica nas mão, contratos falsos, títulos falsos e privativos de empresas estatais para empresas fantasma sem capital e nas mãos de laranjas e o povo sem ação, estes são os futuros governantes deste Brasil, não tem grandes bancos e não tem grandes empresas, só tem grandes gananciosos, tirando do povo frágil e levando para outros países onde aceita onde lá ele se flutuon o no luxo, enquanto o povo de um países pobre fica na miséria, cadê a aposentadoria digna que está sendo levada para outros pais