Jornal GGN – Jorge Wilheim, um dos maiores urbanistas do Brasil, morreu nesta manhã (14), aos 85 anos.
“Suas propostas para São Paulo, expressas em vários livros e nas conversas que tivemos alguns dias antes do acidente, que em 30 de novembro de 2013 o vitimou, nos inspiram a dar continuidade na construção de uma cidade melhor”, disse o vereador Nabil Bonduki, que era amigo pessoal de Wilheim.
Ele foi responsável, dentre tantos outros marcos, pelo processo de do Plano Diretor Estratégico em vigor hoje, quando foi secretário de Planejamento Urbano.
Nasceu na Itália, mas mudou-se para o Brasil em 1940, e aqui completou sua graduação em 1953, deixando seus traços nos espaços urbanos brasileiros. Nos anos 60, ajudou também nos planos diretores de grandes cidades, como Curitiba, Paraná, Joinville, Santa Catarina, Osasco, Goiânia e Natal.
Como arquiteto, desenhou marcos como Parque Anhembi, o Hospital Albert Einsten, a sede da Fapesp, o Clube Hebraica, a revitalização do Centro Histórico e reurbanizações do Pátio do Colégio e do Vale do Anhangabaú.
Da arte para a política, Jorge Wilheim também foi Secretário de Economia e Planejamento do Estado de São Paulo, Secretário Municipal de Planejamento e Secretário Estadual de Meio Ambiente. Também assumiu a presidência da Fundação Bienal de São Paulo, em 1985.
Acrescentou muito à reforma urbana do país. “Nos anos 1990, foi secretário geral adjunto da Conferência das Nações Unidas para os assentamentos humanos em Istambul, na Turquia, que estabeleceu lá os paradigmas da área do desenvolvimento urbano”, contou Nabil.
Deixou duas grandes marcas no Governo do Estado de São Paulo: a criação do Procon e do Passe do Trabalhador, hoje chamado de Vale Transporte.
O título de Cidadão Paulistano chegou a ser proposto, por sua atuação de destaque na cidade, mas não foi entregue a Wilheim. Mas uma homenagem simbolizará esse título ao urbanista na Câmara Municipal.
Desde que sofreu acidente de carro, em 30 de novembro de 2013, estava internado no Hospital Albert Einsten. O enterro foi realizado às 14h30 no Cemitério Israelita, no Butantã.
Com informações de Cidade Aberta e O Estado de S.Paulo.
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