4 de junho de 2026

Deutsche Welle protesta contra agressão policial a correspondente no RJ

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Da Deutsche Welle

Deutsche Welle protesta por agressão policial a correspondente no Rio

Em carta à Embaixada do Brasil em Berlim, diretor-geral da DW, Peter Limbourg, manifesta repúdio à violência da polícia contra repórter alemão durante protesto. Embaixadora diz que caso terá apuração rigorosa.

O diretor-geral da Deutsche Welle, Peter Limbourg, enviou uma carta à Embaixada do Brasil em Berlim repudiando a violência policial contra o correspondente da emissora no Rio de Janeiro, durante o protesto de quinta-feira (06/02) na cidade.

O jornalista alemão Philipp Barth cobria o protesto contra o aumento do preço da passagem de ônibus no Rio. A manifestação, que no início era pacífica, transformou a região da Central do Brasil num palco de violência. O correspondente da DW recebeu golpes de cassetete na barriga e nas costas de um policial. Alguns dos golpes atingiram também sua câmera, que ficou danificada.

“Liberdade de imprensa é um bem importante, com o qual o Brasil também está comprometido”, afirmou Limbourg na carta à embaixadora do Brasil em Berlim, Maria Luiza Viotti.

No texto, ele diz que acontecimentos como o de quinta-feira passada não estão de acordo com a boa cooperação desenvolvida até agora entre a Deutsche Welle e o Brasil.

“Por isso, gostaria de pedir enfaticamente que o seu país se esforce para que tais incidentes não mais ocorram, e que faça todo o possível para garantir a segurança de nossos correspondentes”, escreveu Limbourg.

Maria Luiza Viotti respondeu, também em carta, que o governo brasileiro lamenta profundamente “o alegado episódio” com o jornalista da Deutsche Welle. De acordo com ela, será determinada a apuração rigorosa do incidente pelas autoridades competentes.

“O governo brasileiro tem presente a importância da liberdade de atuação da imprensa como princípio para o exercício pleno da democracia e oferecerá todas as garantias de segurança para o trabalho da imprensa nacional e estrangeira”, escreveu Viotti.

DW.DE

Redação

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2 Comentários
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  1. Juliano Santos

    14 de fevereiro de 2014 12:48 pm

    Aí está o Leo “Black Bloc” V

    Aí está o Leo “Black Bloc” V a procura de vítimas da polícia nos protestos. Depois da morte do cinegrafista a coisa complicou para a “revolução”. Daí a necessidade de achar cadáveres do “outro lado” para tentar “empatar o jogo”.

    Para mim, vítimas da violência policial, as tem aos montes. Sempre teve*. Mas não importa quantas dessas vítimas forem “contabilizadas” a título de justificar a “tática”. Essa “revolução” na melhor das hipóteses é ingênua e inconsequente. Na pior, é isso que está aparacendo. Movimento financiado por grupos oportunistas e golpistas.

    “Quem quer fazer a revolução? Paga-se bem.”   

    *Para se resolver a violência policial é preciso uma discussão séria para reformular o aparato repressor do estado. Algo que passa ao largo da “tática”

    1. sergior

      14 de fevereiro de 2014 2:17 pm

      Paes: o instigador da manifestação

      A quase doze anos temos um governo dito de “esquerda”. O que ele fez para reformular  o aparato repressor do estado? Nada, além de mostrar que o cassetete petista dói tanto quanto o tucano ou do PMDB ou do PSB.  Além disso e deve ficar muito claro, quem incitou a manisfestação de quinta 06/02 e as demais que estão ocorrendo foi Eduardo Paes, ao aumentar as passagens do transporte público. É o único prefeito de grande capital a fazê-lo. Nem Belo Horizonte ou São Paulo, Salvador, Recife, Porto Alegre, Curitiba, Brasília isso aconteceu. Paes fez isso, sabendo das consequencias de seu ato. E estranhamente, muito estranhamente, ninguém até este momento cobrou dele sua responsabilidade. Os ditos defensores do dilmismo só se preocupam, nesse episódio, em atacar o que restou de esquerda nesse país. São parceiros da Globo nesse processo.

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