4 de junho de 2026

Corte de direitos causou crise na segurança do Espírito Santo, diz sindicato

 
Jornal GGN – Nesta semana, o Espírito Santo sofre com uma grave crise na segurança pública, com mais de 50 homicídios apenas na região da capital Vitória. Um protesto realizado por familiares de policiais militares, que pedem reajuste salarial e pagamento do auxílio-alimentação, periculosidade e insalubridade,  tem impedido a saída de viaturas dos quartéis. 
 
Em nota, o Sindicato dos Policiais Civis do Espírito Santos (Sindipol) afirma que a mobilização é “justa, legítima e necessária”, já que são mais de sete anos sem reajuste nos salários. A entidade também afirma que o “corte de direitos trabalhistas dos servidores públicos estaduais resultou no aquartelamento de toda a corporação nos batalhões e companhias na Grande Vitória e interior do Estado”.

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Da Rede Brasil Atual
 
 
Onda de violência no Espírito Santo deixa Vitória sitiada. Parentes impedem militares de sair às ruas em manifestação por reajuste salarial. Sindicato de policiais civis no estado apoia movimento
 
 O Espírito Santo vive, nos últimos dois dias, um colapso na segurança pública. O governo do estado ainda não divulgou um balanço completo dos crimes, mas os homicídios já passam de 50 apenas na região da capital, Vitória. A onda de violência começou no sábado (4), quando a Polícia Militar local foi impedida de sair às ruas por familiares de trabalhadores da PM. Em sua maioria mulheres, mães e filhas de cabos e soldados, elas exigem reajuste salarial para a classe, além de pagamento do auxílio-alimentação, periculosidade e insalubridade.
 
O governador em exercício, César Colnago (PSDB), trocou ontem (5) o comando da PM local e solicitou apoio do Ministério da Defesa. O ministro Raul Jungmann autorizou o envio de tropas da Força Nacional, que devem chegar hoje ao estado. “O policiamento não pode ser descontinuado (…) Se não for pela Polícia Militar, será pela Força Nacional e pelas Forças Armadas”, afirmou o secretário de Segurança Pública do estado, André Garcia, para o jornal Gazeta Online.
 
O Código Penal Militar impede a formação de greve da categoria sob pena de até dois anos de prisão pela prática. A Justiça, por meio do desembargador Robson Luiz Albanez, já considerou o movimento ilegal e ordenou o fim das manifestações, fixando uma multa diária de R$ 100 mil às associações que representam os militares no estado. Por sua vez, a Associação de Cabos e Soldados da Polícia Militar e Bombeiro Militar do Espírito Santo (ACS) afirma não ter relação com o movimento.
 
Ainda não existe sinalização por parte do governo ou de grevistas sobre a expectativa de suspensão do movimento. O Sindicato dos Policiais Civis do Espírito Santo (Sindipol) emitiu uma nota pedindo para que “policiais civis não arrisquem suas vidas e aceitem desvios de função”, pois “a estrutura de segurança pública do estado está comprometida”. Eles consideram a mobilização das famílias de militares “justa, legítima e necessária”, tendo em vista mais de sete anos sem reajuste. Já o governo estadual alega dificuldades com o orçamento e afirmou que não negocia enquanto o trabalho não for normalizado.
 
“A política implantada pelo atual governo, de massacre e corte de direitos trabalhistas dos servidores públicos estaduais resultou no aquartelamento de toda a corporação nos batalhões e companhias na Grande Vitória e interior do Estado”, continua o Sindipol sobre a gestão de Paulo Hartung, que está em São Paulo para um tratamento médico. O político anunciou que vai se desligar do PMDB e deve se unir à legenda de seu vice, o PSDB. Também existem especulações sobre a possibilidade de seu ingresso na legenda do ministro das Comunicações, Gilberto Kassab (PSD).
 
Hoje, a prefeitura de Vitória suspendeu o funcionamento de escolas, unidades de saúde, parques municipais e o expediente nas repartições públicas. “Para a segurança dos servidores, população e das famílias, peço a compreensão de todos pois estamos suspendendo as atividades de hoje”, afirmou em nota o prefeito, Luciano Rezende (PPS). O sistema de ônibus da capital também ficará suspenso a partir das 16h, de acordo com o Sindicato dos Rodoviários do Espírito Santo. A situação é tão dramática que nesta tarde o Instituto Médico Legal (IML) de Vitória informou que não possui mais condições de receber corpos.
 
As imagens da violência inundaram as redes sociais. Imagens de corpos nas ruas das maiores cidades do estado, vídeos de assaltos a mão armada, saques e arrastões estão sendo divulgadas pela internet. Os capixabas criaram duas hashtags para denunciar a crise local: #Espedesocorro e #PrayForEs, que se tornaram assuntos entre os mais comentados no Twitter.

Redação

Curadoria de notícias, reportagens, artigos de opinião, entrevistas e conteúdos colaborativos da equipe de Redação do Jornal GGN

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3 Comentários
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  1. solle

    7 de fevereiro de 2017 5:42 pm

    E pensar que o Nassif um dia

    E pensar que o Nassif um dia fez elogios ao Hartung, elevando-o à categoria de “grande gestor”.  Bem,  nesta  época também elogiava Serra e Aécio. Que volta que este mundo deu…

  2. Frederico69

    7 de fevereiro de 2017 9:37 pm

    solução é simples em 3 atos:

    1 – identificar as baderneiras que impedem a pm  de trabalhar;

    2 – usar o método atual de dissolução de manifestações (tiro, bomba e porrada);

    3 – processar criminalmente as baderneiras responsabilizando-as pela situação por elas provocada.

    1. Rui Ribeiro

      9 de fevereiro de 2017 12:45 pm

      E o salário, ó!

      Quanto aos salários atrasados e ao reajuste salarial?

      Hein, Frederico?

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