4 de junho de 2026

Gilmar Mendes suspende parte de decisão que limitava pedidos de impeachment contra ministros do STF

Com a nova determinação, volta a valer a regra atual: qualquer cidadão pode protocolar pedidos de afastamento
Ministro Gilmar Mendes durante a sessão plenária do STF. Foto: Carlos Moura/SCO/STF

Ministro Gilmar Mendes suspende trecho que limitava à PGR pedidos de impeachment contra ministros do STF. Julgamento da liminar será adiado para 2026 e ocorrerá no plenário presencial do STF. Mantido quórum de 54 votos no Senado para abrir processo de impeachment contra ministros do STF.

Esse resumo foi útil?

Resumo gerado por Inteligência artificial

O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu nesta quarta-feira (10) suspender um trecho de sua decisão anterior que restringia exclusivamente à Procuradoria-Geral da República (PGR) a legitimidade para apresentar pedidos de impeachment contra membros da Corte. Com a nova determinação, volta a valer a regra atual: qualquer cidadão pode protocolar pedidos de afastamento, que são avaliados pelo Senado Federal.

Siga o Jornal GGN no Google e receba as principais notícias do Brasil e do Mundo

Seguir no Google

No mesmo despacho, Gilmar também retirou do plenário virtual do STF o julgamento da liminar que havia provocado a controvérsia. A análise começaria na próxima sexta-feira (12), mas agora será levada ao plenário presencial, o que deve ocorrer apenas em 2026.

A decisão atende parcialmente ao pedido do Senado, que havia solicitado mais cedo a revogação total da medida. Como alternativa, caso o pedido principal não fosse acolhido, a Casa defendia a suspensão dos efeitos da decisão anterior até que o Congresso concluísse a atualização da Lei do Impeachment, em vigor desde 1950.

Gilmar argumentou que o debate em andamento no Parlamento justifica uma revisão parcial de sua posição. Segundo ele, a discussão sobre quem tem legitimidade para denunciar ministros do STF ganhou novos contornos após sua primeira decisão, exigindo avaliação mais aprofundada pelos congressistas.

Relação com o Senado

A decisão inicial do ministro havia provocado forte reação no Senado, incluindo críticas do presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), que declarou que o Supremo havia invadido prerrogativas do Legislativo.

No texto divulgado nesta quarta, Gilmar ressaltou a importância da cooperação institucional e afirmou que o diálogo entre os Poderes fortalece a democracia. Ele ainda elogiou Alcolumbre e o ex-presidente do Senado Rodrigo Pacheco (PSD-MG) pela condução responsável de denúncias contra ministros do STF, Alcolumbre analisou 36 pedidos durante sua gestão, arquivando todos.

Abertura de processo

Apesar de suspender parte da decisão, Gilmar manteve o ponto que elevou o quórum necessário para que o Senado abra um processo de impeachment contra ministros do STF. Continua valendo a exigência de 54 votos, dois terços do plenário.

Antes, a lei previa maioria simples, o que permitia que apenas 21 senadores autorizassem o início do processo, número inferior aos 41 votos necessários para aprovar a indicação de um ministro ao Supremo.

Para o decano, o quórum mais elevado é fundamental para proteger a independência do Judiciário e evitar tentativas de retaliação por decisões judiciais.

Também permanece proibido que pedidos de impeachment sejam baseados apenas no mérito das decisões proferidas pelos ministros do STF.

*Com informações do g1.

LEIA TAMBÉM:

Camila Bezerra

Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É repórter do GGN desde 2022.

Assine a nossa Newsletter e fique atualizado!

Assine a nossa Newsletter e fique atualizado!

Mais lidas

As mais comentadas

Colunistas

Ana Gabriela Sales

Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

Camila Bezerra

Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É...

Carla Castanho

Carla Castanho é repórter no Jornal GGN e produtora no canal TVGGN

...

Faça login para comentar ou registre-se.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Recomendados para você

Recomendados