5 de junho de 2026

É hora de definir as estratégias de país para o pós-eleições

A entrevista de Pedro Passos – presidente do IEDI (Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial) e um dos sócios da Natura – ao Estadão, é para se pensar (clique aqui).

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Passos não é mercadista, não é de apostar no pior e tem uma visão ampla do problema de competitividade da economia brasileira.

Ele cobra um norte para o país e para a economia, com uma preocupação de curto e outra de longo prazo.

A de curto prazo é em relação à  postergação de medidas urgentes, em função do período eleitoral, criando uma expectativa negativa sobre os ajustes deixados para 2015. As de longo prazo, em relação ao projeto de país, ao seu papel no mundo.

Passos centra no governo as críticas em relação a essa indefinição. É um fenômeno mais amplo. Recentemente apontei a insuficiência das escolas econômicas em pensar esse novo modelo. Vale o mesmo para as entidades empresariais.

Mas o protagonista maior, de fato, é o governo central. O papel maior de um presidente da República é o de levantar os temas, articular os contatos, promover a discussão, identificar as ideias centrais para, a partir daí, definir o rumo do país.

Essa deveria ser a função da Secretaria de Assuntos Estratégicos, coordenando o IPEA (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) e o CGEE (Centro de Gestão e Estudos Estratégicos). Colocou-se à frente do trabalho um economista respeitado, mas especialista na fase anterior: a de criação do mercado de consumo e da inclusão da nova classe média.

Por exemplo, há uma pauta de inovação que evolui pouco. Criaram-se os instrumentos, com o Inova Brasil. De que maneira criar a motivação nas empresas?

Por representar um setor de empresas brasileiras internacionalizadas, Passos não entra na questão câmbio. E propõe um choque de abertura comercial planejada que tire as empresas do que ele chama de acomodamento. Mas quais os limites dessa abertura para uma economia que, mesmo fechada, está sendo arrasada pela invasão chinesa? Só se terá a resposta adequada ouvindo todos os setores.

Por outro lado, propõe arrancar compromissos de exportação das multinacionais e critica a excessiva proteção ao setor automobilístico. De fato, o setor foi premiado com novas regras de financiamento, com redução de IPI e não se exigiu nada em contrapartida, nem metas de exportação, nem planos de fortalecimento do setor nacional de autopeças.

Em muitos momentos da história, o país era como um tabuleiro de xadrez com poucas peças – não permitindo definição de estratégias. Hoje em dia, o quadro é outro. O país cresceu, ganhou musculatura, dispõe de todas as peças no tabuleiro e acaba se perdendo em indefinições em relação à estratégia a ser adotada.

Por exemplo, a indústria brasileira deve perseguir a autossuficiência, como no período de substituição das importações, ou se inserir nas cadeias econômicas globais? E de que forma se daria essa inserção?

De que maneira incentivar a inovação em setores tradicionais mas, ao mesmo tempo, definir o eixo dos novos setores? Os asiáticos tornaram-se campeões ao apostar no novo que surgia a partir dos anos 60 – eletroeletrônica, informática. Quais os próximos setores vitoriosos e como começar a apostar neles desde agora? Como envolver universidades e institutos de pesquisa nesse esforço?

Qual o papel das multinacionais nesse modelo, especialmente nos setores de grandes compras públicas – como o pré-sal, educação, saúde, infraestrutura? Não se vai incluí-las em um pacto de transferência de tecnologia, de aprimoramento das cadeias produtivas locais, de compromissos com exportação e com geração de conhecimento?

Que tipo de acordos comerciais são mais urgentes? Os acordos com blocos comerciais, os acordos bilaterais?

No governo Lula, tentou-se dois modelos de think tank. Na primeira fase, de criação da SAE – sob a coordenação do coronel Oliva – montou-se um vastíssimo acervo de estudos acadêmicos em torno de um projeto Brasil 2022. Não houve liga com as ações imediatas dos Ministérios e os estudos acabaram arquivados sem repercussão.

Depois, a fase de Roberto Mangabeira Unger, que consistia em identificar grandes ideias e expô-las de modo propagandístico – ajudando a dar visibilidade a elas.

Por sua formação acadêmica, Dilma é uma desenvolvimentista que assimilou a importância da visão sistêmica no desenvolvimento – envolvendo inovação, gestão, melhoria do ambiente econômico. Intelectualmente é a presidente melhor aparelhada para fazer essa liga entre o conceitual e as medidas de políticas públicas.

Só que o desafio gigantesco do dia-a-dia impede qualquer reflexão maior sobre os rumos tomados. É um tal de desviar o barco de uma pedra, correr de um furacão, consertar um vazamento, que, em determinados momentos, perde-se de vista o rumo a se tomar.

É por isso que as grandes definições devem preceder as ações.

Se quiser criar expectativas favoráveis para o segundo mandato – na hipótese de vencer as eleições – melhor faria Dilma em abrir as discussões desde já, retomar o projeto Brasil 2.022, valer-se do IPEA e do CGEE para identificar as grandes questões programáticas, o desenho de país que se irá buscar. Convocar o país – através dos setores representativos – para uma grande discussão nacional. E, a partir daí, desenhar as ações necessárias, definindo claramente o papel de cada agente econômico e social.

Todas as instituições estão aí, a Apex (Agência de Promoção das Exportações) cuidando das exportações, a ABDI (Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial) com seus grupos setoriais de discussão, a Embrapi permitindo definir novos modelos de inovação nas empresas, o Ministério de Ciência e Tecnologia articulando as secretarias de inovação e de compras públicas.

Todas as peças do tabuleiro, todos os instrumentos da orquestra estão aí. Falta apenas definir a partitura adequada.

Luis Nassif

Jornalista, com passagens por diversos meios impressos e digitais ao longo de mais de 50 anos de carreira, pelo qual recebeu diversos reconhecimentos (Prêmio Esso 1987, Prêmio Comunique-se, Destaque Cofecon, entre outros). Diretor e fundador do Jornal GGN.

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89 Comentários
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  1. Franklin Caetano de Freitas

    9 de fevereiro de 2014 12:33 pm

    Dilma.

    Ótimo texto Nassif. Dilma é a melhor escolha para o Brasil, caso um outro candidato ganhe, tenho a impressão que ficaremos anos a espera da aprendizagem que o atual governo já possui, é só a presidenta fazer as jogadas certas.

    1. Raí

      9 de fevereiro de 2014 1:59 pm

      Dilma é o melhor nome.

      Concordo contigo, Franklin, a Pres. Dilma, agora mais experiente, mais comprometida socialmente, e mais independente politicamente, para fazer este país, crescer com sustentação e sem falsos milagres economicos. Cansamos de aventureiros, e conforme pesquisa do IPEA(não divulgada, pois foi feita, para consulta interna) para 2/3 dos brasileiros, “se melhorar, estraga”

  2. Francy Lisboa

    9 de fevereiro de 2014 12:45 pm

    Por exemplo, há uma pauta de

    Por exemplo, há uma pauta de inovação que evolui pouco. Criaram-se os instrumentos, com o Inova Brasil. De que maneira criar a motivação nas empresas?

     

    Essa frase é a que mais me deixa triste. Não existe maior interesse do ue sobreviver e para sobreviver é preciso inovar e para inovar é preciso ir atrás das cabeças, se as cabeça estão faltando vão atrás em outros paises. Eu me preocupo com a percepção de que  o conteúdo do Pires nunca será o suficiente. Ou o problema é o Pires?

     

  3. ocator

    9 de fevereiro de 2014 12:48 pm

     http://tijolaco.com.br/blog/
     twitterfacebookHomeEu quero ajudarRegras de UsoVoltamosFale ConoscoPor que a entrevista do homem da Natura cheira mal?9 de fevereiro de 2014 | 03:36 Autor: Fernando Brito

     Pedro Passos, presidente do Instituto de Estudos do Desenvolvimento Industrial, ocupa duas páginas, hoje, no Estadão.

    E decreta: acabou a confiança dos empresários no Governo brasileiro!

    E passa a ditar um conjunto de ações que deveriam ser tomadas.

    Conjunto bastante estranho para quem deveria representar a indústria brasileira.

    Choque de juros.

    Liberação total das importações de automóveis.

    Fim dos incentivos de queda no IPI para a linha branca (fogões, lavadoras, geladeiras…).

    Ele diz que o modelo de consumo (popular) está esgotado.

    Mas o Dr. Pedro Passos não é um mero estudioso dos problemas da indústria.

    É um dos sócios da Natura, junto com Guilherme Leal (que foi o vice da chapa de Marina Silva, em 2010 ) e Antonio Seabra.

    E a Natura, depois de um crescimento fulgurante vai mal, muito mal.

    Seu modelo de negócios, à base de consultoras mal pagas e que têm de arcar com o custo do giro do comércio dos produtos e enfrentam a concorrência das compras diretamente via web, ficou ultrapassado.

    cosmeticos2O crescimento da Mary Kay, que entrara timidamente no Brasil em 1998 e cresceu muito e a concorrência d’O Boticário e da velha Avon, repaginada.

    O mercado de cosméticos no Brasil cresceu muito – veja a tabela – e as demandas mudaram. Em uma delas, a entrada de pessoas com menor poder aquisitivo no mercado, a Natura foi extremamente lenta em adaptar-se e seus produtos adquiriram a fama de caros demais, mesmo queando, em alguns casos, se equiparavam aos concorrentes.

    A empresa  , perdeu 2,9 %  participação de mercado no primeiro semestre de 2013, o segmento de cosméticos e fragrâncias, carro-chefe da companhia. Em 2012, já tinha perdido uma fatia do segmento de produtos de higiene.

    partmercado

    Entre 2011 e 2012 foi a única grande empresa do setor que perdeu mercado, como você no quadro ao lado.

    Ninguém duvida que o segmento industrial brasileiro tem problemas e o maior deles é a dificuldade de inovar e de acessar mercados externos, que não deveriam ser problemas para a Natura e são, porque com todo o glamour ecológico que a empresa procurou emprestar-se – até participando de uma candidatura “verde”, ela não conseguiu fazer isso em grande escala.

    Segunda-feira a Natura apresenta seus resultados de 2013.

    Vamos ver, então, que tipo de modelo “está esgotado”.

    E lá na Natura, o Dr. Passos não precisa nem de eleição para mudar, basta mandar.

    Porque lá ele é o dono.

    Coisa que, apesar da arrogância de suas opiniões, ele não é do Brasil

     

  4. Douglas 2812

    9 de fevereiro de 2014 1:19 pm

     
     
    Setor Automobilístico /

     

     

    Setor Automobilístico / Autopeças / Mecânica em Geral: Não precisamos de nenhum tipo de acordo, ajuda ou política para sairmos do “ladeira a baixo” que vivemos. PRECISAMOS TER PREÇO E QUALIDADE, só isso. A verdade é que não conseguimos mais competir nem com os Europeus, que dirá com os Asiáticos. Os Motivos todos sabemos, anos de dólar  baixo minaram a  as estruturas da indústria, empresas médias e pequenas viram minguar pedidos, o preço da concorrência era tão inferior que nem compensava tentar reagir. Com isso o parque de máquinas foi ficando obsoleto e a diferença de preço aumentando. Para ajudar, o Brasil continuou sendo o Brasil,  os impostos que pagamos para produzir são maiores e mais burros, nossas leis trabalhistas são burocráticas, obsoletas e só beneficia o trabalhador, continuamos tendo  que conviver com fiscais corruptos, temos problemas de logística por todo o país, e para completar, os  anos de dificuldade desestimulou a entrada de novos profissionais na indústria, perdemos uma geração inteira. Portanto, discordo que a Dilma seja melhor aparelhada para qualquer coisa, com o dólar a R$ 1,70 esta turma afundou a Indústria, e o que o governo tinha obrigação de faze ela não fez, só maquiou os problemas.  Acho que em breve seremos meros importadores de tudo. A única vantagem que teremos é que não vai mais haver Sindicato de Metalúrgicos e de lá não vai mais sair nenhum “Jênio”. 

    1. Ulisses s

      9 de fevereiro de 2014 4:24 pm

      Douglas 2812

      Você veio do futuro? Por que não deve saber nada do passado brasileiro. Nem de 12 anos para trás não? Pegue sua maquina do tempo e volte antes de 2003! Assim você aprende a criticar quem deve ser criticado!

  5. Renato Kern

    9 de fevereiro de 2014 1:24 pm

    Enquanto as elites

    Enquanto as elites emoresariais continuarem a cohoradeira que pagam muitos impostos e que aumentos no salários levarão eles a faléncia não tem muita salvação. 

    1. alexis

      9 de fevereiro de 2014 1:58 pm

      Elites Empresariais brasileiras?

      Quem tem bastante dinheiro o leva fora do Brasil (20 mil brasileiros possuem 520 bilhões de dólares depositados em paraísos fiscais)

  6. Lionel Rupaud

    9 de fevereiro de 2014 1:24 pm

    Para variar um graaande post do Nassifão!

    O grande problema dessa “grande burguesia” paulista que se acha moderna, e por ser moderna tem que defender a abertura total da economia brasileira, é que quando se olha o painel de controle do pais, hoje, onde estão as cores vermelhas: nas balanças comercial, conta corrente e de pagamento. Quais condições temos de abrir tudo aos chineses! E se não usar o cambio nesta equação teremos o mesmo resultado do fhc/malan/g. franco, que a tal “grande burguesia” paulista admira tanto.

    Agora há um fato inconteste: o ministério Dilma 1 foi de uma fraqueza abissal. Isso tem que mudar por que perdemos um tempo precioso com despreparados na frente de pastas que pedem grande mudanças de rumos.

  7. walter araujo

    9 de fevereiro de 2014 1:33 pm

    Parece-me que o Ocator

    Parece-me que o Ocator demonstra que o

    senhor Pedro`Passos tem que começar a dar

    suas lições a uma platéia atenta de diretores

    e dirigentes  da Natura que está perdendo

    mercado até para nossa(?) avoenga Avon e,

    se bobear, para a Jequiti. rsrs

  8. Celso_51

    9 de fevereiro de 2014 1:44 pm

    Inovação é a palavra

    Inovação é a palavra chave.

    Agora eu pergunto. Quantos empresários e empresas brasileiras estão interessadas nisso.

    O governo já acenou com financiamento, com apoio através dos centros de pesquisas do governo, etc e tal, qual foi a adesão ??? Quase nada.

    Se o empresariado não quer, não a governo que os obrigue inovar.

    1. alexis

      9 de fevereiro de 2014 1:50 pm

      Inovar os Procedimentos da solicitação

      Fala-se de inovação tecnológica e eu não apenas acredito, como também trabalho nisso, com base em inventos próprios e já publicados em dois livros de engenharia, aqui no Brasil.

      Até agora tenho bancado sozinho o meu desenvolvimento e, ao sair as notícias da FIEMG, do BMG, etc., em Minas Gerais, sobre o assunto, a minha gerente administrativa foi verificar e, sinceramente, quem precisa inovar são essas instituições, que deveriam apoiar boas iniciativas e não apenas a bons pagadores.

      Querendo garantias reais (carros e casas) agem como qualquer banco comercial, ou seja, emprestam dinheiro apenas a quem consegue demonstrar que não precisa dele.

      1. José Ayres Lopes

        9 de fevereiro de 2014 4:05 pm

        Inovar os Procedimentos da solicitação

        Mas você foi à Minas! Vá ao governo federal. Vá ao Brasil!

        1. alexis

          9 de fevereiro de 2014 4:21 pm

          Vou tentar, obrigado

          Quem sabe você tenha razão.

    2. Orides

      9 de fevereiro de 2014 9:02 pm

      Com essa burocracia?


      Tenho um amigo que está desenvolvendo equipamentos.

      Quase abandonou o projeto porque não conseguia liberar UMA peça de baixo valor importada da Alemanha, porque só poderia ser produzida lá.

      Enquanto não reduzir a burocracia, muitos desistirão antes de começar, outros pelo meio do caminho.

       

  9. Raí

    9 de fevereiro de 2014 1:54 pm

    Só faltou…

    Esperava mais, de alguem que travestido do pomposo cargo de Pres. do IEDI, do que a simples e ortodoxa defesa intransigente de um Estado paternalista, e apoiador da sua(dele) categoria, a de empresário eternamente dependente das têtas do governo, e eternamente insatisfeito, com os rumos deste governo social.

    Só faltou ele tambem, a exemplo de um de seus pares da área empresarial, defender uma recessãozinha, e um retrocesso nos programas sociais e inclusivos do governo brasileiro.

  10. Roberto São Paulo-SP 2014

    9 de fevereiro de 2014 2:31 pm

    Temos as estratégias de país, falta o reconhecimento

    A base é a de fortalecimento do mercado interno e de uma maior distribuição de renda.

    Está em curso uma melhoria no ensino com o avanço do Pronatec, do Pró-UNI e do Fies-.

    Na habitação o Programa Minha Casa, Minha Vida, conseguiu viabilizar o acesso a moradia por meio do subsidio e redução do custo dos financiamentos imobiliários.

    A redução do custo da energia elétrica, a desoneração da folha de pagamento e a correção cambial vai permitir uma melhor competitividade das empresas instaladas no Brasil.

    Esta melhor competitividade das empresas instaladas no Brasil, vai possibilitar uma maior participação da indústria nacional, com a substituição de parte das importações, principalmente na indústria de componentes eletrônicos e no setor de auto-peças.

    Hoje o financiamento dos investimentos para o aumento da produção de bens e serviços, está sendo garantido pelos aportes do Tesouro Nacional, mas no futuro a redução dos juros da Selic para a média dos juros internacionais, a consolidação das Letras Financeiras, e o aumento da produção de petróleo, de gás natural e a conclusão das novas refinarias, vai permitir um aumento expressivo no saldo da Balança Comercial, o que vai permitir uma longa estabilidade cambial, facilitando as condições para que o financiamento de médio e longo prazo, também seja feito pelas instituições financeiras do setor privado.

    A Embrapa, o Pronaf-Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar e o Programa Mais Alimentos, estão viabilizando um aumento expressivo do aumento da produção da Agricultura familiar, por meio de melhorias das técnicas agrícolas, aumento do crédito, redução dos custos dos financiamentos e principalmente pela mecanização da produção da Agricultura familiar.

     

  11. gentilhomme

    9 de fevereiro de 2014 2:34 pm

    papel da inovação é indireto

    Nassif, desculpa, mas é um equívoco tremendo achar que o Brasil não avança na agenda da inovação.

    O principal indicador, a relação P&D/PIB aumentou significativamente em plena crise, tendo ultrapassado 1,2% em 2011 segundo a última PINTEC. Todos rankings internacionais mostram o Brasil em uma evolução importante e respeitados think tanks sobre o tema, como a Thomson Reuters e a Batelle continuam a destacar nossos avanços. Esta, em particular, tem destacado que o Brasil se consolidou como o 10o. maior investidor em criação tecnológica do globo, à frente do Canadá, Itália e Austrália recentemente. Outros indicadores de desenvolvimento em CT&I, como patentes e publicação de papers também vem evoluindo muito positivamente. Infelizmente, quem conhece essa realidade costuma antes estar interessado em pedir mais recursos para a atividade, e quem não conhece vai a reboque do tom derrotista que tomou conta do país.

    Por outro lado, há que se compreender que níveis mais altos de gasto em P&D simplesmente “não cabem” no Brasil. Explico. São grandes corporações industriais que lideram a inovação mundialmente. O setor industrial brasileiro é carente de grandes corporações, sobretudo nos setores que dependem de inovação, como eletrônica, química fina e mecânica. O governo tem feito muito para criar campeões nessas áreas, mas os resultados só apareceram, e muito timidamente, no segundo. Ainda assim, o país consolidor seis ou sete empresas entre as top 1000 mundiais (aqui há um ranking anual divulgado pelo Eurostat): Gerdau, Embraer, Vale, Petrobrás, Weg, Totvs e alguma outra que me falta à memória. Não é pouco: nenhum país não desenvolvido se compara, com as óbvias exceções de China e Índia. Todos demais possuem apenas uma ou outra erraticamente citadas.  Uma simples olhada no ranking é impressionante e revela a verdadeira hierarquia econômica do mundo, com as potências ocidentais líderes – EUA, Alemanha, Japão, França, Coréia e Reino Unido – com enormes listas de empresas. 

    O fato de que a indústria brasileira, com custos de energia e de mão de obra excessivamente altos para o nível médio de produtividade (nada a ver com nossas campeãs, que são altamente produtivas – o ipea mostra há anso que há um grupo de 1000 empresas “diferenciadas” que são completamente diferentes do nosso padrão médio), e submetida a uma taxa de câmbio ainda 20 a 30% acima do nível adequado, estar estagnada ou caindo em sua participação no VTI mundial IMPEDE QUE ESSE PATAMAR DE GASTO EM P&D avance mais. As políticas públicas voltadas para a inovação continuam a avançar, inclusive qualitativamente. O que v. menciona de falta de demanda por recursos, por exemplo, são águas passadas. Mas elas estão se aproximano de um teto. Não há muito mais empresas de grande porte, situadas em setores baseados em tecnologia, capazes de solidamente se insirem no jogo da inovação baseada em ciência.  

    Isso é relativamente conhecido no Governo (a cupula da Finep, da ABDI e do BNDES, por exemplo), Não é bem que o governo não saiba. Na verdade, se tirarmos os elementos acessórios e de verniz político do PBM e do InovaBrasil, esse diagnóstico em que se encontra política industrial e política de inovação tecnológico está razoavelmente compartilhado e as diretrizes estabelecidas. O que separava mais gregos e troianos era a questão do câmbio. Mas o fato é que mal começou e o governo Dilma foi sendo com premência cada vez maior pautado por questões de curto prazo. A entrevista do Passos (diga-se de passagem que se há uma empresa de porte e em setor progresssista que nunca aparece nos rankings de inovação bsaeados em dados objetivos essa empresa é a Natura…) está a anos luz de compreensão do que o Belluzzo vem destacando com lucidez e responsabilidade irreparáveis: para podermos retomar a grande agenda teremos que vencer mais uma batalha que nos é imposta pelas mudanças na economia mundial. Nossa instabilidade é epifenômeno dela e o Brasil é pequeno demais e inserido nela demais para se dar ao luxo de solenemente dar de ombros e anunciar que está preocupado com o longo prazo. Aqui e agora o que importa é controlar a inflação sem destruir nossas reservas nem deixar disparar o déficit em transações correntes. Realizar esse feito no meio das águas turbulentas e povoadas de inimigos traiçoeiros é um feito e tanto, que obriga a concentrar todos melhores esforços por ora. 

    Superados os desafios urgentes, é provável que emerjamos com um baixo nível de endividamento do setor público e uma taxa de câmbio ajustada quando a economia mundial estiver de fato mais reorganizada (possivelmente em 2015). Nesse cenário, o caminho para um crescimento sustentável e relativamente alto (4,5% é um nível excelente e que nos permitiria ampliar nossa participação no PIB mundial e nos aproximar dos paises ricos) é ajustar o modelo distributivo em prol de uma maior participação do investimento na demanda agregada e da indústria de transformação no PIB setorial. em um arranjo desse tipo, políticas que na verdade já estão muito bem encaminhadas, como a de CT&I e a educacional poderão, aí sim, trazer os resultados necessários. 

    Desde que o PT tenha a sabedoria de perceber que é preciso desacelerar o crescimento das transferências e dos gastos sociais de custeio em prol de um aumento do investimento público ou liderado pelo Estado via PPPs e crédito subsidiado (é evidente que Marcelo Neri não é a melhor inspiração para isso), esse caminho está aberto e iluminado. 

     

     

     

  12. Luiz Eduardo Brandão

    9 de fevereiro de 2014 2:54 pm

    A questão cambial

    O câmbio, ausente na visão do Passos, está hoje no centro do editorial do JBonline, que resume o estudo do prof. Reinaldo Gonçalves (UFRJ) sobre o custo de manutenção das reservas, usadas para sustentar o dólar nos atuais R$ 2,40.

     

    Reservas internacionais custam R$ 65 bilhões por ano

    Jornal do Brasil

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    Apontadas como o principal fator que ajuda a segurar o dólar em torno de R$ 2,40, em um cenário em que moedas de países emergentes, como a Turquia e a Argentina, têm despencado nas últimas semanas, as reservas internacionais custam caro para o Brasil. Em média, o governo deixa de ganhar R$ 65 bilhões por ano com a manutenção das reservas em torno de US$ 375 bilhões.

    De autoria do economista Reinaldo Gonçalves, professor titular de economia internacional da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), a estimativa considera dois fatores. O primeiro é o custo cambial, o que o país deixa de obter ao aplicar os recursos no exterior contra o que os estrangeiros obtêm aplicando no Brasil. O segundo é o custo fiscal, a diferença entre o custo médio da dívida pública brasileira e a remuneração internacional das reservas.

    Na verdade, a manutenção das reservas não representa um gasto direto, mas sim o custo de oportunidade, aquilo que o governo deixou de conseguir ao usar os dólares que entraram no país nos últimos dez anos para engordar as reservas. Segundo Gonçalves, o custo cambial está estimado em R$ 16 bilhões por ano. Já o custo fiscal é ainda maior e atinge R$ 49 bilhões por ano.

    Como os valores representam uma média de vários anos, Gonçalves adverte que atualmente o custo de manutenção das reservas está ainda maior. “Com o aumento dos juros no Brasil e a disparada do dólar desde meados no ano passado, o retorno dos investidores estrangeiros que aplicam no Brasil ficou ainda maior, o que aumenta ainda mais o custo de oportunidade”, explica o professor da UFRJ.

    Desde o início da escalada do dólar, em maio do ano passado, o Banco Central (BC) tem optado por não mexer nas reservas internacionais e segurar o câmbio apenas por meio de operações diárias de swap cambial, que equivalem à venda de dólares no mercado futuro. De agosto a dezembro, o BC vendeu US$ 500 milhões por dia no mercado futuro. As injeções caíram para US$ 200 milhões diários em janeiro.

    Apesar do custo elevado de o Banco Central não mexer nas reservas, especialistas consideram essa a melhor opção para segurar o dólar. “As reservas internacionais são como um colchão que protege o país de ataques externos. Como são maiores que a dívida externa [atualmente em torno de US$ 312 bilhões], elas tornam o país credor líquido externo”, diz o professor de economia internacional da Universidade Federal Fluminense (UFF), André Nassif.

    Embora reconheça a importância de as reservas internacionais superarem as contas externas, Gonçalves considera que esse argumento leva em conta apenas uma parte da discussão. Ele ressalta que a dívida externa representa uma pequena porção do passivo externo brasileiro, atualmente em torno de US$ 1,5 trilhão. “A maior fatia do passivo externo corresponde aos investimentos de estrangeiros no mercado financeiro. É capital especulativo que pode fugir do Brasil a qualquer momento”, comenta.

    Segundo Gonçalves, o país acumulou reservas internacionais nos últimos dez anos de forma passiva, mais influenciado pelas condições favoráveis da economia internacional antes da crise de 2008 do que por uma política ativa. “A China e o Japão acumularam reservas para ampliar o poder na economia global e se contrapor aos Estados Unidos. O Brasil, até agora, só formou reservas para administrar custos altos”, opina o professor da UFRJ.

    Mesmo com o custo de carregamento das reservas internacionais, André Nassif não acredita que o problema esteja no tamanho, mas na composição delas. “Até 2009, as reservas cresciam por causa das exportações, mas passaram a ser sustentadas pela conta de capital, que engloba tanto os investimentos estrangeiros diretos como as aplicações em carteira [capital especulativo] com os rombos crescentes nas contas externas”, pondera. “A Argentina está sofrendo muito mais do que o Brasil justamente porque tem reservas pequenas”, completa. 

    http://www.jb.com.br/economia/noticias/2014/02/09/reservas-internacionais-custam-r-65-bilhoes-por-ano/

  13. Edmar

    9 de fevereiro de 2014 2:57 pm

    Desculpa aí Nassif, mas esse

    Desculpa aí Nassif, mas esse senhor não tem isenção política (nem você informa sobre capacidade acadêmica) pra ser levado a sério. É vinculado à Marina Silva (e por consequencia à candidatura do DUDU) e está apenas fazendo “CAMPANHA ANTECIPADA”, com o concurso do Estadão, já que os candidatos oposicionistas não podem (e dando motes pra campanhas oposicionistas). Fala não como sócio do candidato a vice da Marina mas dizendo-se presidente do IEDI (quem patrocina esse instituto?) pra buscar credibilidade. Na verdade, NO BRASIL QUE VEJO, o único caminho pra desenvolvimento sustentável é o que mira o médio e longo prazo e que foi iniciado no governo LULA e está sendo radicalizado no governo DILMA: Melhora, no rítimo possível a nossos recursos, na infra estrutura e investimento forte no bem estar dos mais pobres e principalmente na EDUCAÇÃO e SAUDE. É a única forma de possuirmos, no médio e longo prazo, menos gastos para minorar/erradicar nossa catastrófica desiguladade social e dispormos de mão de obra mais instruída (talvez até mais educada) pra dar suporte a eventual crescimento industrial. É preciso não termos vergonha da posição de ALIMENTADORES DOS HUMANOS QUE HABITAM O PLANETA TERRA. Produtos industrializados podem até servir pra dar mais conforto aos humanos, mas, sem alimento, não vai haver quem desfrute desses confortos.

  14. Chico Pedro

    9 de fevereiro de 2014 3:28 pm

    O texto aborda questões

    O texto aborda questões amplas e gerais, não é fácil abordá-lo. Um ponto especial chama atenção: a ausência de bons canais de comunicação, principalmente a incapacidade do governo central liderar as grandes propostas e funções públicas do horizonte longínquo.

    Restringiu-se a pauta nos últimos anos a exacerbado antagonismo político muito pobre e insuficiente para a inescapável necessidade de propor, dialogar, discutir.

    Ainda não alcançamos tal maturidade cívica, os agentes políticos parecem não se preocupar com tal atividade.

    O cidadão médio não se preocupa ou não entende, os blogs – grande inovação democrática – foram capturados pela ordem maniqueísta dos líderes de cá e de lá, as entidades civis esperneiam enquanto o tom das coisas é o atendimento do economicismo pragmático. 

    As escolas econômicas não se renovam.? Ora, desde sempre somos “copistas” de teorias d´alem mar e nos países desenvolvidos suas grandes estratégias já não dependem tanto como aqui de economistas. Profissionais de outras áreas tem tanta importância quanto ou até mais.

    Enfim, não há como discordar que a pobreza e precariedade dos assuntos salta aos olhos, miudezas respondem pelo sentido principal das ações de governo enquanto o que é mais grave, sério e problemático fica de fora.

    Daí, só em períodos eleitorais o que realmente vale a pena ganha corpo, embora o conteúdo seja débil. Inicia depois disso mais um ciclo de pasmaceira até o próximo escrutínio. É o norte que orienta a política, o cálculo da preservação do poder e status.

    O vigor democrático se renova apenas quanto a forma, as idéias são as mesmas e o tempo – recurso escasso – vai pelo ralo.

  15. jofra

    9 de fevereiro de 2014 3:32 pm

    O Capital especulativo e o Semi-Especulativo.

    O capitalismo produtivo é bom! Cria empregos, distribui, com isto, rendas; se a demanda aumenta, aumenta-se a linha de produção criando mais empregos e distribuindo ainda mais a renda! O capital especulativo, ou semi ( bolsa de valores, título, bancos ) acabam se tornando um câncer quando não se colocam limites! Encaixa-se neste exemplo os bancos! O Banco itaú ( o que é que banco produz?) teve um lucro absurdo em 2014 mas meteu o pau no Brasil através de um de seus economistas. Quando a demanda está aquecida, o empresário não deve investir em outra coisa que não no aumento da sua linha de produção; vai dar mais empregos, com isto coloca mais dinheiro no mercado e ainda aumenta o número de cidadãos com dinheiro no bolso. A médio e longo prazo cria-se um circulo virtuoso! Mais consumo, mais renda distribuída….! Agora, quando a demanda está aquecida e o empresário investe um pouco no aumento da sua linha de produção e o restante na Bolsa de valores, por exemplo, ou em títulos ( sejam quais forem ), ele pode momentâneamente até ganhar mais dinheiro, mas a médio e longo prazo está matando o crescimento do consumo nacional pois, no contexto da Bolsa e dos títulos você até pode criar empreços mas não necessáriamente no Brasil. Quando se investe na bolsa, em ações de multinacional, naõ se cria empregos necessariamente no Brasil, mas sim em qualquer outro lugar do planeta! E a sua linha de produção não vai atender a demanda e aí pode vir a inflação, diminui o poder aquisitivo da população e com isto menos possoas comprarão o seu produto e, a médio e longo prazo, a tendência é que se venda cada vez, menos! Deu pra entender, pessoal? Portanto, na bolsa de valores, só deveriam pessoas físicas poder investir….e olhe lá, jamais pessoas jurídicas! Os bancos deveriam, para existirem, ser também, e num percentual grande de 30% a 50%, bancos de fomento à economia ( empréstimos para alavancagem da economia ) com juros RACIONAIS, caso contrário, pau neles! O neoliberalismo ( os representantes do neoliberalismo no Brasil são a maioria dos Bancos, o PSDB e o PIG ) presisa ser exterminado da face da terra! Esta na hora do Capital Produtivo acordar e combater o Capital Especulativo do Neoliberalismo! Viva o Brasil, o Lula e  Dilma!

  16. jucapastori

    9 de fevereiro de 2014 3:44 pm

    Vc pode ter alguma inovação

    Vc pode ter alguma inovação vindo de cima pra baixo, como o caso dos caças Gripen (q terão soluções brasileiras) e do pré-sal (q demandará grande investimento em tecnologia), mas a inovação se dá pela concorrência embaixo e não estamos tendo cenário favorável para isso. Demandas do governo podem fazer surgir novas soluções, mas elas não necessariamente se aplicam ao cotidiano da população.

    O Brasil é grande exportador de matéria-prima, então deveria dar o passo seguinte e investir no refinamento dessa matéria, q seria a indústria química, metalúrgica e de alimentos. Essas, por si só, já puxariam uma boa parte da inovação tecnológica em máquinas pesadas e informática. Mas precisa dar condições favoráveis para o investimento ser vantajoso às exportações. Outra questão q o governo ajudaria a concorrência seria fornecer energia barata e em abundância, com um sistema seguro. Estamos buscando isso desde os anos 1990 e ainda não temos plena certeza pq estamos nos fiando apenas em hidrelétricas e térmicas, com um pouco de eólica, um mínimo nuclear e nada de solar.

    A maior estratégia para o Brasil nos próximos anos seria a descentralização do País. O desenvolvimento do interior, o investimento em novos pólos industriais e tecnológicos, a expansão do ensino técnico e superior para o interior, o incentivo a municípios menores fora das regiões metropolitanas (muitos, inclusive solventes em suas contas, mas com pouco poder político para atrair investimentos). Isso tb gera concorrência e movimenta a economia (aliás, do jeito q o governo gosta: com consumo interno). O Bolsa-família é um grande exemplo de como pouco dinheiro pode fazer surgir uma rede de comércio e serviços em cidades antes abandonadas.

    Posso estar enganado, mas a impressão é de q o SAE é um grupinho de burocratas q fica escondidinho numa salinha, maquinando suas próprias visões sobre o futuro do Brasil e esquecendo de buscar o presente. Não vejo grandes interações ou tentativas de trazer a população para o projeto de desenvolvimento. Um “conselho de sábios” para guiar o Brasil nunca pode dar certo.

     

  17. Briguilino

    9 de fevereiro de 2014 4:03 pm

    Concordo com ele

    “É preciso reconhecer que o modelo se esgotou”… porém não falo do “modelo” que ele fala. 

    O modelo que se esgotou foi o das grandes empresas – exemplo: Globo, Itaú, Natura etecetera – sonegar e seus donos encherem os bolsos.

    Mas, nisso ele nem toca, não dá um pio.

    Pior, apoiam a oposição por que?…

    Porque com a patota no planalto, aí é que eles pintam e bordam.

    http://blogdobriguilino.blogspot.com.br/2014/02/nao-cheirou-bem.html

     

  18. Filipe Rodrigues

    9 de fevereiro de 2014 4:08 pm

    O que precisa ser melhorado:

    – Regulação: Além de persistir na redução dos juros e simplicação de impostos, um governo de esquerda não pode desistir de suas bandeiras (maior controle de capitais, taxação das remessas de lucros e volta da lei que define o que é uma empresa nacional);

    – Inflação: Usar de outros instrumentos para reduzí-la (reforçar a fiscalização sobre as fusões empresariais, fortalecer os estoques de alimentos, aumentar IOF no crédito e compulsórios dos bancos em troca de uma drástica redução da Selic);

    – Política industrial: Prioridade aos setores de maior inovação tecnológica (novos atores na economia nacional), imaginem como seria, se o BNDES não tivesse desperdiçado dinheiro com os grandes PLAYERS nacionais e internacionais ?;

    – Indústria de Base: Recuperar o protagonismo e os investimentos do governo num setor hoje ameaçado pela monopolização e desnacionalização;

    – Infra-estrutura: Os investimentos existem, mas é preciso maior qualidade (rapidez, gestão e pensar estrategicamente), a concessão infelizmente foi uma forma encontrada pelo governo para compensar as nomeações políticas de “gestores” incompetentes.

    Não precisava disso, havia boas alternativas dentro da propria base aliada, os governadores Requião (Paraná) e Cid Gomes (Ceará) montaram equipes capacitadas para gerir a infra-estrutura nesses estados.

  19. Obelix

    9 de fevereiro de 2014 4:27 pm

    Futurama: Inovação ou o triunfo da vontade?

    Prezados e prezadas,

    Nenhum texto, nenhuma entrevista, enfim, nenhuma manifestação pela primazia do controle da direção ou do caminhar em alguma direção de um país está imune ao embate político.

    Logo, cada chamado a um plano estratégico, a uma visão inovadora, é, em si, um tratado da visão política de quem se manifesta.

    Comumente os articulistas que se dispõem a incentivar este necessário debate, tentam nos dizer que estas expectativas estão acima destas disputas ideológicas, como se esta noção nos desse mais conforto em aceitar determinadas teses, ou como uma tentativa (às vezes bem intencionadas, como as do Senhor Nassif e de outros por aqui) de isolar o conflito, como se este ambiente fosse o necessário e exigível para que “as boas ideias” floresçam.

    Desde já fica claro que não concordamos com esta premissa.

    Primeiro vamos desmontar a ideia de que é o governo (personificado em um presidente ou presidenta, ou outro tipo de líder) que tem a responsabilidade maior em apontar determinados rumos.

    Ora, a própria construção de consenso sobre estes “rumos” já é uma complicada tarefa, e que nunca poderá ser superada com uma posição “imperial” de um governo sobre as demais forças que com ele interagem. Logo, mas importante que saber a direção, é antes cultivar o caminhar, entendendo cada mudança e cada imposição feita pela realidade e suas urgências.

    Claro que isto não implica em abandonar a ação de planejar, mas sim em colocá-la em seu devido lugar: ela é uma ferramenta, um meio a serviço da politica e suas injunções, e não o contrário.

    Na entrevista do sócio do projeto marinista e nas palavras do Senhor Nassif estão a exaltação a um visão de longo prazo.

    O Senhor Nassif eu não sei, mas do rapaz que é sócio da Marina o objetivo é claro: Falar que não temos plano para o futuro  (ou que são insuficientes ou pouco claros)é dizer antes que o presente não contempla, afinal, é aqui onde o futuro se constrói, ou não?

    Truque manjado do rapaz, mas ainda assim, vamos lá.

    Podemos entender que há no país, pela euforia normal causada pelas enormes alterações estruturais na nossa sociedade, uma tendência ao futurismo, que eu diria que é uma vertigem sobre as demandas que poderemos ter, mas que só se realizarão se cuidarmos de sedimentar conquistas que ainda estão sob fogo cruzados dos setores que não se identificam com elas, os conservadores.

    Este futurismo, que se reivindica portador do discurso da inovação, das reformas urgentes, das novas políticas industriais, da novidade acadêmica, etc, etc, e etc, tem suas virtudes, mas esquece o principal: olhar o presente e mais importante, o passado.

    Não há, na História do Brasil, e talvez do mundo, um líder ou uma líder que tenha celebrado esta “visão inovadora e futurista” sem que subordinasse todas as forças políticas a alguma espécie de autoritarismo ou enfraquecimento institucional da Democracia por causa de crises agudas e dramáticas, ou enfim, por conflitos sangrentos.

    Nenhum projeto político de longo prazo, que se impôs as disputas inerentes ao cotidiano da política e da fricção de suas facções foi plenamente consagrado nas urnas durante um longo tempo.

    Então é tolice cobrar da presidenta algo inédito, até para outras potências.

    Os EEUU, as mudanças estruturais como a abolição, o New Deal, e todas as implicações tecnológicas e ações estratégicas foram embaladas por crashes econômicos, guerras externas ou internas, ou embates geopolíticos como a guerra fria, que embotaram as liberdades civis e as forças políticas.

    Na Europa temos a França, onde talvez o único exemplo de visão “de longo prazo” seja Napoleão, e se tivermos muita boa vontade, De Gaulle, ambos signos da exceção.

    Na Alemanha, surge o óbvio Hitler e sua visão do Reich de 1000 anos. A Itália ainda patina no legado da Roma Antiga. Não há nada ali que sugira, desde sua unificação, alguma liderança com visão de longo prazo, a não ser que consideremos o Duce.

    Ou seja, gostemos ou não, todas as iniciativas de “longo prazo” nascem em berço autoritário, e não por acidente, mas porque esta é a sua natureza: negar a precariedade da realidade, e suspendê-la a uma instância onde esteja alheia ao conflito que lhe torna precária.

    No Brasil, talvez o exemplo mais acabado que se encaixe nesta visão estrategista seja a de Getúlio, que sabemos, só esposou alguma forma de regime democrático nas vésperas de seu ato dramático.

    JK não merece envergar este adjetivo (estratégico). Tanto pelo pouco tempo que tinha à disposição, tanto por que sua plataforma desenvolvimentista (5 anos em 5) foi muito mais uma bem sucedida máquina de propaganda, com a qualidade de ter sido engendrada para ganhar eleições, e não como instrumento autoritário (como fez Vargas).

    O que fez o presidente bossa-nova (não é à toa que tem esta alcunha, como um samba envergonhado) foi dar uma burilada no processo de incorporação nacional a expansão capitalista no fim da década de 50, quando as empresas estadunidenses começavam a ultrapassar suas fronteitas no setor de produção de bens de consumo duráveis, para buscar novos mercados e novas fontes de mão-de-obra baratas, impondo ao país uma larga alteração nas prioridades, onde gigantescas obras de infra-estrutura foram erguidas para sustentar este processo de crescimento pró- estadunindense, enquanto as características dos estamentos sociais brasileiros mantinham-se na mesma: enorme pobreza, educação em níveis africanos, e serviços sociais ausentes.

    Desnecessário citar a época dos militares como exemplo de plano estratégico (próprio dos militares), e de inovação tecnológica ou criação de estudos estratégicos.

    O preço moral seria muito maior que qualquer resultado.

    O que o texto do Senhor Nassif não diz, e a entrevista do sócio da Marina também não, por motivos óbvios, é que o governo tem tentado trocar o pneu com o carro andando, o que aliás, é próprio de governos democráticos, com um senão grave: todo e qualquer movimento do governo em direção a alterar privilégios ou a posição relativa de determinados setores vem acompanhada de uma saraivada de manipulações, gritaria e desqualificações no campo político-midiático.

    E em outro campo (o político institucional), temos diversos movimentos (uns legítimos, outros nem tanto) de reação e ajustes.

    Há programas de inovação,como Ciência sem Fronteiras, ou como o Pronatec, dentre tantas outras iniciativas locais apoiadas pelo governo, via BNDES, ou outras fontes de fomento, que ainda não tem o tempo de maturação necessária para serem avaliadas com seriedade.

    Por outro lado, a Petrobras, e outras gigantes brasileiras têm demonstrado incomum aptidão para a produção e consumo de altíssima tecnologia, e este processo está em expansão irreversível.

    É certo que existem problemas como no regime automotivo e em outros setores, mas esta não é uma exclusividade brasileira, mas sim da dinâmica da gestão pública (e política) dos conflitos capitalistas ao redor do planeta.

    Os EEUU matam milhares dos seus em guerras ao redor do globo apenas para dar conta de seus vínculos com a cadeia produtiva do petróleo.

    Enfim, a principal inovação que este governo, ou melhor, que este ciclo petista, vai deixar para a posteridade foi a mudança fundamental na curva da desiguladade, que longe de estar resolvida, ao menos começou a caminhar na direção oposta.

    É esta tecnologia social que vai produzir as demandas e ações em todas as outras áreas, e nunca o contrário.

    Ter uma EMBRAER para produzir aviões para mercados externos, enquanto por aqui andar de avião é privilégio não serve para nada.

    Os asiáticos detiveram a iniciativa no setor de eletro-eletrônicos após serem inundados por bilhões bilhões do mundo ocidental por questões geopolíticas, seja no pós-guerra do Japão, seja na Coreia pós-54, e em Taiwan para fazer frenta a China e tentar melar a sua devolução.

    Eles faziam e consumiam as traquitanas teconológicas que produziam.

    Com tanto dinheiro deram conta de seus principais problemas estruturais: saúde, educação e segurança, e então partiram para a tecnologia.

    Às vezes lendo e ouvindo este pessoal temos a impressão de que tudo ao redor do mundo, e o desenrolar dos fatos, são meras escolhas “morais” de povos e seus governantes, algo como uma espécie de triunfo da vontade.

    Mas tenho certeza que uma parte deles há de retornar de Futurama.

    1. Diogo Costa

      9 de fevereiro de 2014 5:08 pm

      Pequena contribuição sobre o “triunfo da vontade”

      O ‘PREDOMÍNIO DA VONTADE’, OU, O IDEALISMO COMO SUBSTITUTO DA LUTA DE CLASSES – Há uma linha de raciocínio presente em alguns setores da esquerda que é simplesmente idealista, até mesmo liberal. 

      Qual seja, esse raciocínio de que falta “vontade política” ao governo federal ou a Dilma para implementar determinadas reformas. Defendem alegremente o ‘predomínio da vontade’ como mola propulsora das transformações sociais! 

      Esse pensamento liberal idealista despreza e descarta a análise concreta, real e objetiva sobre correlação de forças, hegemonia e conjuntura, por exemplo, e troca essa análise pelo ‘predomínio da vontade’… 

      Certamente o mundo não é comunista hoje porque faltou ‘vontade política’ para os mais variados e destacados dirigentes comunistas que existiram na face da Terra nos últimos cento e cinquenta anos! 

      Ou talvez tenha faltado ‘vontade política’ para Jango, quando o mesmo quis implementar as Reformas de Base, interrompidas pelo golpe de 64… Quem sabe o PSTU ou o PCB ainda não tenham feito a revolução social no Brasil por falta de ‘vontade política’! Enfim, esse raciocínio pueril dos liberais idealistas, travestidos de socialistas, é dose para mastodonte! 

      É uma tese muito bonita, tão bonita quanto inútil, pois parte da premissa de que a esquerda joga sozinha, contra nenhuns adversários. 

      Parte da premissa de que a direita não existe, de que os conservadores são apenas obra da imaginação coletiva de paranoicos ou uma peça de ficção científica. 

      No reino encantado do ‘predomínio da vontade’, bastaria utilizar a ‘vontade política’ para empreender reformas estruturais ou até mesmo para empreender um processo revolucionário. 

      Ou seja, é um mundo onde ninguém se opõe a nada. É um raciocínio que despreza o materialismo histórico e a dialética e os substitui pela boa vontade dos revolucionários homens e mulheres de esquerda! 

      O pior é que esse tipo de análise, incrivelmente rasa, pode ser aplicada por qualquer pessoa ou grupo político, sem distinção de cores ideológicas. 

      Militantes de direita, de esquerda, anarquistas, trabalhistas, comunistas, socialistas, social-democratas, monarquistas, republicanos, positivistas, conservadores, liberais, liberal-democratas, enfim, todos podem desfiar seus rosários de reclames e queixumes sobre a falta de ‘vontade política’ de seus dirigentes! 

      Afinal de contas, no reino encantado onde o ‘predomínio da vontade’ é o elixir miraculoso que move a humanidade, é lícito afirmar que não são as relações concretas e materiais de uma determinada época que moldam as lutas entre as distintas classes sociais, mas sim os homens dotados de férrea vontade… 

      Munidos, obviamente, de uma varinha mágica de condão e sem encontrar oposições nenhumas, advindas de outros homens, também dotados de férreas vontades. 

      No reino encantado dos liberais idealistas, a direita inexiste, e o mundo ainda é capitalista por ‘falta de vontade’, não porque a disputa política real se dá no choque das ideias, mas, principalmente, no choque (muitas vezes violento) entre classes sociais distintas e com interesses antagônicos e irreconciliáveis!

      A propósito dessa fictícia tese do ‘predomínio da vontade’, cumpre trazer à baila um trecho dos escritos de Karl Marx, presente no livro Contribuição À Crítica Da Economia Política, de 1859:

      “…O resultado geral que se me ofereceu e, uma vez ganho, serviu de fio condutor aos meus estudos, pode ser formulado assim, sucintamente: na produção social da sua vida os homens entram em determinadas relações, necessárias, independentes da sua vontade, relações de produção que correspondem a uma determinada etapa de desenvolvimento das suas forças produtivas materiais. 

      A totalidade destas relações de produção forma a estrutura econômica da sociedade, a base real sobre a qual se ergue uma superestrutura jurídica e política, e à qual correspondem determinadas formas da consciência social. O modo de produção da vida material é que condiciona o processo da vida social, política e espiritual. 

      Não é a consciência dos homens que determina o seu ser, mas, inversamente, o seu ser social que determina a sua consciência. Numa certa etapa do seu desenvolvimento, as forças produtivas materiais da sociedade entram em contradição com as relações de produção existentes ou, o que é apenas uma expressão jurídica delas, com as relações de propriedade no seio das quais se tinham até aí movido. 

      De formas de desenvolvimento das forças produtivas, estas relações transformam-se em grilhões das mesmas. Ocorre então uma época de revolução social. Com a transformação do fundamento econômico revoluciona-se, mais devagar ou mais depressa, toda a imensa superstrutura. 

      Na consideração de tais revolucionamentos tem de se distinguir sempre entre o revolucionamento material nas condições econômicas da produção, o qual é constatável rigorosamente como nas ciências naturais, e as formas jurídicas, políticas, religiosas, artísticas ou filosóficas, em suma, ideológicas, em que os homens ganham consciência deste conflito e o resolvem. 

      Do mesmo modo que não se julga o que um indivíduo é pelo que ele imagina de si próprio, tampouco se pode julgar uma tal época de revolucionamento a partir da sua consciência, mas se tem, isso sim, de explicar esta consciência a partir das contradições da vida material, do conflito existente entre forças produtivas e relações de produção sociais.”

      Após a citação a Karl Marx, finalizo. É justamente por causa de um tipo de análise idealista e romântica que alguns setores de esquerda se isolam em seus próprios guetos, fazendo do sectarismo e do principismo os seus dogmas infalíveis. Haja esforço para espremer a realidade concreta e objetiva dos fatos e fazê-la caber em íntimos sonhos, desejos ou devaneios!

      É a vanguarda do espelho, que só convence a si mesma em frente ao próprio espelho mágico, trazido d’algum aprazível, ideal e liberal reino encantado.

      1. Andre SP

        9 de fevereiro de 2014 9:39 pm

        Não somos tolos.

        Diogo, você é uma pessoa muito inteligente mas está pecando pelo conformismo. Direita e esquerda existe! Quem negar não tem conhecimento da realidade. Mas chegou a hora de nossos direitistas abrirem os olhos. Eles estão trabalhando contra a nação e contra seus próprios interesses. Tem horas que da a nítida impressão que a banca já fechou acordo mundial de loteamento e caminham de mãos dadas mundo a fora prejudicando países e seus povos.

        Este jogo de cartas marcadas nos coloca nas mãos do mercado de capitais e seremos explorados eternamente.

        A população norte americana é de 315 milhões com uma divida de 16 trilhões, com juros nominais perto de zero.

        Nós temos uma população de 200 milhões com uma divida de 2 trilhões com juros absurdos, além de exportarmos divisas em hoyouts e dividendos por investimentos externos sangrando o povo brasileiro.

        Se utilizássemos as mesmas premissas americana, teríamos proporcionalmente um capital de investimento para curto, médio e longo prazo para empatar o jogo de pelo menos 9 trilhões de dólares em investimento direto do estado na economia. Usar a responsabilidade fiscal para frear e extorquir o estado com juros é coisa da banca de rentistas brasileiros e mundiais.

        A Inglaterra possui uma divida de 2 trilhões para uma população de 50 milhões. Todos os países ditos desenvolvidos estão desta forma, totalmente endividados e tentando se financiar em cima dos emergentes.

        A divida publica japonesa é de 13 trilhões de dólares para uma população de 127 milhões de habitantes.

        A tendencia é estas dividas espalhadas pelo mundo é aumentar sem nenhum retorno a seus povos. Mas enriquecendo a banca que está comprando o mundo.

        1. Diogo Costa

          9 de fevereiro de 2014 9:52 pm

          Caro colega:

          -Releia o comentário que fiz. Verificarás que não há absolutamente nenhum desacordo entre nossos posicionamentos, ao contrário.

           

          Posso ter várias coisas, menos conformismo… E menos ainda o idealismo de certos setores de esquerda que substituem a correlação de forças e as lutas reais da política pelo idealismo rococó. Abraço!

          1. Andre SP

            10 de fevereiro de 2014 5:01 am

            Não quis te ofender Diogo.

            Também tenho plena consciência que o problemas de ordem estruturais são gigantesco e não se resolverão pelas próximas 3 décadas. Vejo alguns passos na direção correta, sei dos embates na politica e das brigas por posições contrárias. Cobro é uma posição mais assertiva do Governo, como também, daqueles que compõem a base para um planejamento de médio e longo prazo. Mas vejo eles muito mais voltados a economia de mercado do que de um modelo de construção do país. 

            Sei que um está intrinsecamente ligado ao outro, o país não cresce se o mercado não crescer. E é ai que eu me revolto: “nosso mercado não crescerá com baixos salários, elevar salários quebra a competitividade das empresas, é preciso investir em inovação para que o país possa crescer, precisamos ter ganhos de produtividade para o país crescer, falta mão de obra qualificada para dar um salto de produtividade, precisamos investir pesado em educação para dar um salto qualitativo na nossa capacidade produtiva”.

            Para mim tudo que citei são falácias para justificar uma economia de consumo, que não melhora em nada a qualidade de vida. Todas demandam investimentos pesadíssimos de curto, médio, longo prazo só para manter um mercado de consumo.

            Não concordo com este caminho. Concordo que é preciso desenvolver as regiões historicamente abandonadas do Brasil, levando estrutura social e distribuindo melhor a riqueza entre o seus entes.

            São desafios enormes que precisam ser feitos, mas, nada será alcançado sem um pacto federativo. Esta é minha cobrança! É que em campanha seja colocado as linhas gerais para este desenvolvimento. Que tragam para a sociedade o debate de país.  

            Que o governo peite a globalização, ela é nociva a humanidade. Se for o caso, buscar alianças politicas de proteção mutua no mercado internacional, afim de compor um bloco de resistência ao domino pelo capital globalizado.

            O que não podemos é permitir que o povo seja sempre escravo do capital.

             

      2. Alexandre Weber - Santos -SP

        9 de fevereiro de 2014 11:24 pm

        O preguiçoso derrotado

        Diogo, respeito sua cultura e sua paciência em ler os mofados e enfandonhos textos de masturbação mental do Marx.

        Por outro lado, você está como todo o PT , com complexo de avestruz, que se recusa a tirar a cabeça da areia e olhar em volta, taí a China, a Islândia e muitos outros países que não se conformam em ser quintal da banca e escravos no futuro governo mundial que você idolatra e homenageia o tempo todo.

        Dá para fazer diferente, o Dolár existe e controla  nossa moeda e não é mágica é truque, que você não conhece, mas que não irá deixar de funcionar por causa da sua ignorância.

        O governo da Dilma está perdido no mato sem cachorro, infleizmente ela não têm a menor condição de governar, só está lá pelo acordo do plebiscito do Lula na eleição passada, que manietou os outros candidatos.

        Larga de ser preguiçoso e vai estudar.

        1. Diogo Costa

          10 de fevereiro de 2014 12:27 am

          Burro, fracassado e mentiroso

          Começa o imbecil falando mal dos textos de Karl Marx. Textos que nunca leu e que se lesse, jamais entenderia. Isto demonstra apenas a colossal ignorância do astrólogo em questão.

           

          Posteriormente o tarólogo fala em “governo mundial” (sabe-se lá o que é este tal de “governo mundial”…). Cita ainda a Islândia (ilha cuja população é menor do que a população de Itaquaquecetuba) e a China, onde o Partido Comunista tem controle absoluto sobre os caminhos econômicos, políticos e sociais da nação, situação diametralmente diferente do controle que o PT tem sobre estes aspectos no Brasil. Ou seja, não diz nada que preste.

           

          O imbecil ainda cita o dólar, mágicas e truques, sem explicar o que seriam estas mágicas ou truques com os quais o dólar controlaria o real. Deve ser uma questão de astrologia, geometria e tarot, como o ignóbil gosta de falar…

           

          Mais adiante o coitado diz que Dilma Rousseff não tem condições de governar porque ele, imbecil que é, diz que isto é uma realidade. Cita um tal de plebiscito do Lula (louco cita qualquer coisa) e só esquece de trazer a baila o povo brasileiro, responsável direto pelas eleições consecutivas do PT em 2002, 2006 e 2010. Sei lá, vai ver que ele pretende construir um país onde o povo só sirva como adereço ou alegoria…

           

          Por fim, o burro com graduação fala em preguiça e em estudo… Se for para estudar as idiotices que este imbecil defende, oriundas de seus delírios psicóticos ligados supostamente à astrologia, a geometria e ao tarot, sinceramente, não faço a menor questão de perder tempo com tamanha estultice.

          1. Prometeu.

            10 de fevereiro de 2014 12:58 am

            Balada para um louco.

            Bem, Diogo,

            Agora como você deu-lhe o que ele provocou, ele vai recuar e dizer: “noooossa, você é tão radical, não entendeu nada do que eu disse, você poderia responder com ideias?”.

            É um tipo estranho que se movimenta por aqui. Uma mistura de cinismo masoquista, que se regozija em atiçar uma reação violenta, e depois se colocar como vítima.

            Alguns tem substância teórica e até são divertidos, mas outros tipos (como este aí) não falam coisa com coisa.

            Biruta, biruta.

          2. ruyacquaviva

            10 de fevereiro de 2014 1:43 pm

            Tem uns trolls tão chatos e

            Tem uns trolls tão chatos e sem relevância, que eu nem leio. Esse aí, a quem o Diogo respondeu com muita propriedade, é um deles.

            Sinceramente não merece nem a consideração de ser contestado, pois atua usando o modusoperandi da trollagem tucanalha, que é formado por mentiras, insídia e má-fé.

          3. Alexandre Weber - Santos -SP

            10 de fevereiro de 2014 1:47 pm

            O otário

            Ruy, não seja otário, quem ataca o emissor da mensagem sempre perde a discussão.

          4. ruyacquaviva

            10 de fevereiro de 2014 8:07 pm

            Mas é a verdade.

            Eu não estou querendo ganhar coisa alguma, até porque não estou competindo com ninguém.

            Só falei a verdade.

          5. Alexandre Weber - Santos -SP

            10 de fevereiro de 2014 9:14 pm

            A verdade do Ruy

            Bela discussão esta, sobre a verdade e a verdade do Ruy. Xingar os outros é o que ele acredita que irá melhorar o entendimento sobre as questões nacionais e as políticas públicas por nós discutidas aqui no blog.

            Se isto não é trolagem de otário então é uma nova técnica que estou precisando apreender.

            Ruy, acorda meu, seus argumentos são totalmente sem fundamentos e consequências e suas mensagens só atrapalham que está seguindo a discussão, pois o fio da meada fica perdido.

            Rebata os argumentos, faça uma pesquisa antes, não seje preguiçoso, com o tempo você vai melhorando.

          6. Alexandre Weber - Santos -SP

            10 de fevereiro de 2014 1:49 pm

            Ataque a pessoa e não às idéias discutidas e foram muitas

            Não existe o que contra argumentar aqui, trata-se de mais um fanático que quer destruir a tudo e a todos que não aceitam ser inocentes úteis como ele.

             

          7. Alexandre Weber - Santos -SP

            10 de fevereiro de 2014 2:35 am

            A verdade doi

            Diego que você é mal educado e xinga os debatedores que discordam da sua pregação eu já sei, mas lhe adianto que isto não lhe salva nesta aqui.

            O Dólar é a moeda de troca internacional que causa os problemas em nossas contas externas, é o tal do câmbio, cambia-se Reais por Dólares e a variação desta razão de trocas é que têm matado nossas indústrias e causado a maioria dos problemas da nossa econômia.

            Não usei nenhum argumento na mensagem anterior que fizesse menção a Astrologia, Tarot e Geometria, entendo até o seu desconforto com assuntos que não lhe são familiares , por isto como no caso do câmbio, mandei você ir estudar, conhecimento nunca é demais, principalmente para um erudito como você .

            Compreendo que a percepção primária esposada por você é a de que o Dolar existe por força do poder militar dos USA, mas note que vôce nunca viu ninguém pegar um revolver para que outra pessoa aceite um pagamento em Dólar, esta crença infantil de que o poder do Dólar se baseia na força é argumento de valentões, gente sem cultura, que não percebe a sutileza da orígem do poder real do dinheiro.

            Quanto aos textos do Marx, você transcreveu um que li minutos antes, confuso, incompleto e ineficaz, como a maioria dos seus escritos econômicos.

            Agora, o Lula, conforme o relatório do BofA-Merril Linch, que já anexei diversas vezes aqui no blog do Nassif, fez um acordo com a banca para fraudar a vontade do povo, trair a democracia e limitar a disputa pela vaga de presidente a dois candidatos, a Dilma e o Serra, ambos com compromisso de não acabar com os juros pornográficos, o imposto dos cartões de crédito e os lucros indecentes dos bancos e multinacionais de interesse deles.

            Caso queira rebater aos argumentos por mim trazidos à discussão terei imenso prazer em ajudar a você entender destes assuntos, afinal estamos aqui para ajudar os colegas com dificuldades.

          8. Diogo Costa

            10 de fevereiro de 2014 9:21 am

            A Pretensão de um Astrólogo…

            Novamente gastou tempo em alguns parágrafos para não dizer absolutamente nada que preste. O que espanta é o fato deste rapazote agir como a maioria dos hipócritas. Ou seja, bate, xinga, ofende e depois, quando recebe a devida resposta, se faz de vítima! Este é um procedimento calhorda e que tem alguns ilustres adeptos aqui no blog…

             

            O procedimento é sempre o mesmo, repito, batem, xingam, ofendem, ridicularizam e, quando recebem a resposta aos seus argumentos, ficam choramingando pelos cantos. Se aguentam bater, tem que aguentar a resposta também.

             

            No mais, o comentário nem é passível de crítica, afinal de contas, alguém que diz que uns poucos parágrafos de um livro de Karl Marx são “confusos”, é porque está acometido de um déficit cognitivo irrecuperável. Talvez seja por isso que trocam a discussão científica pela discussão astrológica ou pela quiromancia…

             

            Agora eu entendo o porquê da votação do povo de Santos na eleição para a Câmara Municipal em 2012…

          9. Alexandre Weber - Santos -SP

            10 de fevereiro de 2014 12:51 pm

            Falta de argumentos

            Novamente insiste nesta estratégia desesperada de desqualificar quem lhe está ajudando. No assunto do debate nada!

            Diego, não é feio não enteder de economia, ou mesmo não achar que a masturbação mental escrita pelo Marx, que é inaplicável, como ele mesmo reconhece, não foi escrita de forma compreensível, Todos que se debruçaram sobre os textos dele e foram muitos, concordam que seus escritos são confusos, rebuscados e pueris.

            Já o a Dilma não apresenta a menor capacidade, gosto ou mesmo talento para governar um país complexo como o Brasil, está lá por mero capricho do Lula, que gozando de enorme populariedade momentânea e fazendo acordos pelas costas dos brasileiros manteve o seu grupo no poder, infleizmente.

            Agora a situação mudou, é hora de mudanças, onde o Brasil não pode se dar ao luxo de manter este grupo incompetênte no governo da Nação, sob pena de tragédias de todos os tipos, sociais inclusives.

             

          10. Diogo Costa

            10 de fevereiro de 2014 12:58 pm

            Absolutamente nada a ver – Conta outra

            Puro terrorismo econômico, sem base alguma na realidade. Vejamos:

             

            1-) Inflação: a média da inflação nos três primeiros anos de Dilma Rousseff é inferior a média de inflação nos três primeiros anos de FHC e de Lula;

             

            2-) Câmbio: está sendo ajustado gradualmente desde janeiro de 2011, o real ainda está apreciado, em que pese o citado ajuste. A desvalorização controlada do real é benéfica para a indústria nacional;

             

            3-) Reservas Internacionais: no dia 15 de setembro de 2008 (dia do estouro da maior crise econômico-financeira desde o Crash de outubro de 1929) o Brasil tinha 207 bilhões de dólares de reservas. Hoje tem 376 bilhões de dólares (aumento de 81%).

             

            Ou seja, estamos muito mais preparados para enfrentar turbulências externas hoje do que estávamos em 2008. Talvez existam pessoas com saudades dos tempos neoliberais quando tínhamos, em 2002, apenas 37 bilhões de dólares de reservas (sendo que 20 bilhões deste montante eram oriundos de empréstimos do FMI…);

             

            4-) Pleno emprego: o Brasil tem hoje uma taxa de pleno emprego que é absolutamente positiva e ímpar. Nem mesmo no melhor dos melhores momentos dos governos de Lula o país ostentou uma taxa tão robusta de emprego;

             

            5-) Distribuição de renda: segundo o IPEA, o Brasil tem hoje o menor índice de Gini (desigualdade social) verificado desde o ano de 1960. Segundo o DIEESE, o poder de compra do salário mínimo atual é o maior desde o ano de 1979. A Política Nacional de Valorização do Salário Mínimo tem garantido a manutenção e o crescimento de um pujante mercado interno de massas.

             

            Ter um pujante mercado interno de massas sempre foi uma aspiração das correntes desenvolvimentistas no Brasil, justamente porque este mercado interno pujante faz com que o país não precise ficar eternamente refém das exportações. Como proporção do PIB, o Brasil exporta mais do que os EUA! Temos é que aperfeiçoar e fazer crescer o mercado interno, é aí que reside o colchão de segurança para o Brasil enfrentar as turbulências externas;

             

            6-) Investimentos: a FBCF (Formação Bruta de Capital Fixo), ou seja, os investimentos, tiveram alta de 6,5% no ano passado, segundo o IBGE. É um índice absolutamente sensacional, sem dúvidas algumas. O Brasil é hoje o segundo maior canteiro de obras do mundo, atrás apenas da China. Em apenas 03 anos do governo Dilma o IED (Investimento Estrangeiro Direto) já superou o montante alcançado nos 08 anos de FHC. Em apenas 04 anos do governo Dilma (2011, 2012, 2013 e 2014) o IED vai superar o montante alcançado nos 08 anos de Luiz Inácio Lula da Silva;

             

            7-) Dívida Pública: a DLSP (Dívida Líquida do Setor Público) estava em 30% do PIB em 1994. Depois do desastre ferroviário do neoliberalismo do PSDB, a Dívida Líquida do Setor Público fechou em 56% do PIB no ano de 2002. Hoje essa dívida está em 34% do PIB. Então, onde é que está a desgraça que os urubus tanto apregoam? Sem falar que hoje o Brasil não deve mais um único centavo furado para o FMI ou para o Clube de Paris, além de ter solucionado a questão da dívida externa.

             

            A urubologia reinante, que parte da oposição partidária e midiática, ambas fracassadas, recebe também o apoio do setor financeiro, especulativo e que não produz sequer um parafuso. Querem o fim da Política Nacional de Valorização do Salário Mínimo, querem o fim da distribuição de renda, querem o fim da diminuição das desigualdades sociais e regionais, querem o fim do aumento da massa salarial como proporção do PIB. Ou seja, querem recompor e aumentar ainda mais seus estrondosos lucros encima do lombo da classe trabalhadora.

             

            Esta é a disputa política atual. O resto é firula de quem pinta um país fadado a cair no abismo quando, na verdade, os dados concretos e objetivos da realidade dizem exatamente o contrário.

          11. Alexandre Weber - Santos -SP

            10 de fevereiro de 2014 1:50 pm

            Interposta persona

            O interessante de se discutir com o Diego é que se têm do outro lado uma legião escrevendo, esta mensagem por exemplo foi claramente escrita a duas mãos, uma técnica, afeita a pesquisas dos números da economia e que não entende nada de dinheiro, ou governabilidade e o Diego que arremata com suas estultices de sempre, revestidas de uma solenidade tosca.

            No assunto, não abordou o que venho discutindo, ou seja, o passa-moleque dado pelo Lula no povo e no Brasil para se manter de forma traiçoeira no poder, bem como o acordo criminoso com a banca que lhes garantiu os maiores lucros de todos os tempos e os odiosos privilégios de manipular a quantidade de dinheiro em poder do povo e as taxas de juros pornográficas cobradas da nação que colocam um grilhão de chumbo no desenvolvimento do povo e da nação.

            Percebam que ele tangenciou o assunto e não abordou os temas cruciais a serem resolvidos.

            O terrorismo midíatico realmente existe, mas isto não influência a Dívida Pública Nacional que continua aumentando e o pior a uma velocidade cada vez mais rápida, ou seja, o Brasil está acelerando para o desastre econômico, salvo um milagre, como jorrar petróleo a US$4,00 o barril do pré-sal aos milhões de barris.

            O problema do câmbio está longe de ser resolvido, principalmente porque quem emite e controla a quantidade de Dólares é o FED e nosso papel aqui como nação, resume-se a bater palminhas.

            Com o câmbio apreciado tivemos a pior desendustrialização de todos os tempos em terras Brasilis, uma tragédia de proporções incalculáveis ainda.

            O investimento estrangeiro que está entrando é do tipo do Carry Trade, que já assanhou muitos em Brasília para impedir que viremos novamente a piada da hora do sistema financeiro mundial.

            Diego, vai estudar um pouco de economia e história, assim, em vez de ofender as pessoas que dialogam com você, possa ter uma atitude mais positiva, fornecendo informações e dados  que realmente correspondam a realidade e ajudem o debate.

          12. Diogo Costa

            10 de fevereiro de 2014 1:57 pm

            Fracassado perde o debate novamente (como sempre)

            PLENO EMPREGO, RENDA DO TRABALHO E DIMINUIÇÃO DAS DESIGUALDADES SOCIAIS – O Brasil atual tem um projeto político e econômico bem definido, com vários avanços e alguns recuos em diferentes setores, mas com um rumo nítido e cristalino, construído a duras penas através de um governo de coalizão capitaneado pelo Partido dos Trabalhadores, antes sob a liderança de Lula, e posteriormente sob o comando de Dilma Rousseff.

            Este projeto consiste na inclusão social de amplos setores da coletividade na espiral do consumo mínimo de bens antes restritos a 15, talvez 20% dos habitantes do país. Note-se que ainda hoje há um contingente considerável de cidadãos que vivem em estado de subconsumo, longe das condições mínimas de dignidade que se possa imaginar.

            O saldo histórico da construção do Brasil foi um país industrializado mas brutalmente desigual e segregacionista, além de racista (de forma velada) e com picos de um moralismo tacanho que surge sempre que um governo mais à esquerda se apresenta (vide o segundo governo de Getúlio Vargas, o governo de João Goulart, de Lula e agora de Dilma).

            A famosa expressão ‘Belíndia’ retratava exemplarmente o saldo da perversa concentração de renda, de bens e de serviços que persistia no Brasil até pouco tempo. Com intensidade tímida no primeiro mandato de Lula, acelerada no segundo (em especial após o Crash de 15 de setembro de 2008) e mantida por Dilma, vê-se hoje um projeto político robusto, palpável, mensurável e bem determinado.
            Trata-se de um notável empreendimento de inclusão social de dezenas de milhões de pessoas através de diversos programas sociais, também da criação de outros programas de inclusãodos jovens no meio universitário e, principalmente, de um projeto que tem como tripé inquebrantável o emprego, a diminuição da desigualdade social e os aumentos reais do salário mínimo (que aumentam a renda do trabalho ao servirem de parâmetro para o aumento real dos dissídios das classes laborais).

            Este corretíssimo tripé, construído pela coalizão hegemonizada pelo Partido dos Trabalhadores, constitui-se na viga mestra que presta sustentação política ao governo federal. O sucesso de Lula, antes, e de Dilma Rousseff, agora, deve-se ao já citado tripé econômico-político do pleno emprego, da diminuição da desigualdade social e do aumento darenda do trabalho na proporção do PIB.

            Não é a toa que o salário mínimo atual tem o maior poder de compra dos últimos 30 anos. Tampouco é a toa o fato de que a desigualdade social medida pelo Índice de Gini encontra-se hoje no menor patamar dos últimos 50 anos. Paradoxalmente, isto é bom e ruim ao mesmo tempo.

            Bom porque mostra que o nítido rumo e o decidido impulso firmado pela atual coalizão governamental avançaram muito no combate às chagas históricas que sempre infernizaram a vida do povo brasileiro. Ruim, e instigante, porque expõe de forma até cruel o tamanho gigantesco do passivo social acumulado ao longo de décadas e que, apesar dos incontestáveis avanços dos últimos dez anos, ainda clamam por soluções de maior efetividade.

            É possível perceber também que hoje o país se defronta com problemas diametralmente diferentes dos quais se defrontava na década de 90, e nas anteriores também. Vivenciamos agora as ‘dores do parto’ de uma sociedade que se conscientizou de seus direitos, que está muito mais exigente, que não se conforma com paliativos de qualquer espécie. E isto é ótimo!

            Até pouco tempo o problema era o desemprego galopante, o arrocho salarial, as taxas de juros com picos acima de 30% ao ano, a ALCA sendo gestada a pleno vapor, a dívida externa impagável, dívidas igualmente impagáveis com o FMI e com o Clube de Paris, brutal concentração de renda, imposto inflacionário, um país apequenado no cenário internacional e que era representado por governos que somente tinham olhos e gestos voltados para setores minoritários.

            Os problemas e as reclamações hoje se sofisticaram. A infraestrutura, por exemplo, é uma das mais importantes pautas na agenda nacional (houve um triste tempo em que se lamentava a incompetência talvez atávica, geradora de Apagões e que tais…). Vejamos a questão dos aeroportos.

            Em 2002 o número de passageiros ficava em torno de 30 milhões ao ano. Deveremos fechar 2014 com um impressionante contingente de 120 milhões de passageiros por ano! Um aumento de 300% em pouco mais de dez anos! Poder-se-ia falar também de outros tantos setores que hoje reclamam de uma infraestrutura adequada, pois este tema hoje é que está prejudicando importantes setores da sociedade.

            O caso das refinarias de petróleo, por exemplo, salta aos olhos. Como é possível que o Brasil tenha ficado mais de 30 anos sem inaugurar uma única refinaria sequer? Pois bem, hoje temos 04 refinarias sendo construídas. São elas as refinarias de Abreu e Lima em Pernambuco (80% concluída), o Complexo do Comperj no Rio de Janeiro (60% concluído) e as refinarias Premium I no Maranhão (em fase de licenciamento ambiental) e Premium II no Ceará (10% de conclusão).

            Ou seja, o Brasil de hoje (segundo maior canteiro de obras do mundo) corre contra o tempo para suprir as carências de infraestrutura, para suprir a imensa lacuna originada num país que deixou de investir em infraestrutura durante longos 30 anos.

            Notem, por fim, a questão da Transposição do Rio São Francisco. Desde os tempos de D. Pedro II haviam projetos para fazer essa transposição, mas nunca antes na história deste país alguém se dignou a tocar esse estratégico projeto. Iniciado no governo Lula, o empreendimento encontra-se hoje com 47% das obras concluídas.

            Este é, em linhas gerais, o quadro atual do país, com novos problemas, mais sofisticados e de resolução as vezes muito mais demorada e complexa. O rumo está definido, o tripé do pleno emprego, da diminuição das desigualdades sociais e dos aumentos salariais das classes laborais são o dínamo de um país ainda marcado pelo subconsumo e por deficiências históricas de grande monta. O projeto econômico e político atual é nítido e cristalino, impossível é não compreender para onde estamos a caminhar!

            Ocorre que este rumo correto, de grande abrangência e de grande significado, construído pela coalizão capitaneada pelo PT, sofre feroz oposição desde sempre, e daqui para frente a ferocidade da oposição neoliberal aumentará na mesma proporção em que aumente a velocidade e o ímpeto do governo federal em direção do aumento da renda das classes laborais, da diminuição da desigualdade social e do aumento das oportunidades criadas através de cotas sociais e étnicas e da expansão do ensino técnico e universitário. 

            É preciso vencer essa ferocidade e seguir no rumo nítido da mudança iniciada com êxito em 2003. É preciso intensificar essa mudança iniciada em 2003, qualificá-la, aumentar o ritmo destas corretas mudanças, mas não interromper este virtuoso ciclo! 

            É disso que o Brasil precisa, se é que pretendemos ainda construir um país minimamente civilizado e que não seja uma imensa nação onde apenas 20% de seus habitantes possam se dar ao luxo de ter direitos.

          13. Alexandre Weber - Santos -SP

            10 de fevereiro de 2014 9:09 pm

            CTRL-C > CTRL-V

            Caro Diego, não adianta copiar e colar artigos dos outros fora do assunto.

            Perceba que nesta discussão, que não é de hoje entre nós, você nunca conseguiu fincar o pé. Está fora do seu alcance, têm de estudar.

  20. arara

    9 de fevereiro de 2014 5:03 pm

    Natura: dívida aumentando

    Natura: dívida aumentando muito e concorrência tomando espaço. Ainda é lider no setor mas …

    Será que o Sr. Passos está comprado em MASV3 (Marina Silva S.A.) e vendido em NATU3 (Natura) ?

  21. Wagner

    9 de fevereiro de 2014 5:31 pm

    Como sempre, Nassif acha que

    Como sempre, Nassif acha que após a próxima eleição tudo vai ficar maravilhoso, a oposição vai se unir à situação para o bem do país, viveremos num mundo cor de rosa.

    1. Briguilino

      9 de fevereiro de 2014 5:46 pm

      Batizei

      Nassif: o Cândido

      E não é ironia, nem sarcasmo. 

      Ele acredita no que pensa e escreve.

      http://blogdobriguilino.blogspot.com.br/2013/06/nassiff-o-candido.html

      1. luisnassif

        9 de fevereiro de 2014 10:51 pm

        Da série blogueiro

        Da série blogueiro sofre

        Perde a razão e o tino

        Quando recebe conselhos

        De um sábio Brigulino

        O homem que fala grosso

        Mas, eu sei, que pensa fino

        É tão profunda a análise

        Que eu rateio e afino

        Na outra encarnação

        Hei de nascer Brigulino

        1. Briguilino

          10 de fevereiro de 2014 1:52 am

          Boas rimas

          Grande jornalista Nassif – meu Cândido -, quando eu enxergar a superficie…respondo!

          Felicidade!

        2. Andre SP

          10 de fevereiro de 2014 2:37 am

          kkkkkkk

          Adorei!!!!!

  22. Miguel A. E. Corgosinho

    9 de fevereiro de 2014 6:30 pm

    O que distingue a filosofia da economia? Saber pensar.

    Para que serve as reservas internacionais?

    Provável resposta do filosofo: Reservas são o modo que o governo passa a dar instrução minimamente da produção, sobre o que seria o verdadeiro valor da sua moeda. 

    Provável resposta do economista: Reservas tem a ver apenas com o máximo de ganho do rentísmo pelo crescimento anual.

    Qual economista saberia, então, responder qual a quantidade máxima de reservas internacionais seria suficiente para o país incidir o seu valor como medida de dimensão do crescimento anual da produção, corrigindo o verdadeiro valor da sua moeda, a taxa de crescimento – sem tomar novas reservas de valor emprestadas a alto custo e emprestar as sobras desnecessárias – mas porque se aprende a refazer a necessidade do investimento?

    A resposta dos economistas está dada: A quantidade de reservas nunca basta para manter a ganância do Mercado animal.

    A resposta é a finalidade das reservas: incidir um valor como medida de dimensão, o que não custaria nada ao governo sobre o que seria saber o verdadeiro valor matemático para adicionar novas moedas ao país: A taxa de crescimento!!!

  23. Andre SP

    9 de fevereiro de 2014 6:42 pm

    Muito cansativo!

    Basicamente todo mundo acredita que para melhorar tem que haver mais exportação! Então partindo deste pressuposto, vamos dizer que a nível global todos os países para sobreviver precisam aumentar suas exportações.

    Se todo mundo está vendendo quem irá comprar? É uma guerra comercial especulativa sem sentido, que o mercado de capitais está impondo. Esta sanha tecnológica é muito nociva a humanidade. Tudo está automatizado demais, esta automatização está muito mais ligada a ganhos de capitais do que em qualidade de vida. A globalização está muito mais voltada a dominação do que ganhos de produtividade.

    O ser humano precisa de comida moradia, saúde e lazer nada mais do que isto. Educação é até secundário, ela só se justifica num ambiente de conquista para melhores espaços, coisa que considero errada. Para mim a educação deveria estar mais focadas em questões geopolíticas. É muito triste ver o mundo ser destruído por desejos de dominação capitalista, onde a sociedade, não passa de escravos do sistema, sendo usados e manipulados a beú prazer.

    Cada nova geração de celulares ou pads, é um torrão de açúcar para os animais amestrados, assim como, diversos produtos das cadeias de produção. O mundo deixou de buscar bens duráveis e partiu para corrida maluca de bens de consumo. Tudo para poder financiar alimentos, moraria e lazer. Nesta corrida começou o canibalismo empresarial destruindo seus concorrentes com produtos de baixo custo de produção e vendendo fantasias. A tecnologia que deveria ser instrumento para fornecer mais tempo ao lazer e a a família é usada para destruir concorrentes. Esta tecnologia eu não quero, ela é muito cara para a humanidade.

    O mundo está muito mal! Esta visão de dominação e exploração precisa ser interrompida. Precisamos entrar numa era de compartilhamento, é preciso que a maioria das nações e os seus povos digam não a exploração.

    O povo Brasileiro também precisa ser consciente de seu papel mundial. Nos possuímos muitos recursos naturais e estes recursos precisam ser compartilhados de forma consciente para o bem da humanidade e não para um grupo que pretende dominar o mundo através do capital.

    Acho que nossos políticos e empresário pensam pequeno demais. Eu fecharia todas as fronteiras para obrigar o mundo a sentar e negociar. Fecharia entrada e saída de capitais, importação e exportação de produtos.

    Nada entraria ou sairia deste pais sem uma nova pactuação global. Temos que para de discutir a forma como levaremos vantagem e passarmos a discutir uma forma de como tornar o mundo sustentável e de respeito ao próximo.

    Acredito que pelas dimensões do Brasil é possível até a aceitação de imigrantes vindos de todas as regiões do planeta para uma melhor integração. Ex: Aliviaria o problema de espaço Japonês, solucionaria desiquilíbrios regionais tecnológicos, diminuiria distancia entre alimentos, produtos e consumidor.

    É triste ver discussões defendendo meritocracia. Foi o operário assalariado e explorado que construiu impérios hoje quase todo automatizado. O trabalho no campo está praticamente todo mecanizado jogando milhões para não dizer bilhões a fome e a miséria. O direcionamento de verbas para saúde é cada vez mais concentrado no comércio em vez da população. Todos os remédios deveriam ser gratuitos como também o atendimento médico.

    A humanidade precisa parar de ser hipócrita e cada um precisa assumir sua responsabilidade na construção de um futuro digno equilibrado e sustentável.

    1. Eduardo Pereira

      9 de fevereiro de 2014 8:39 pm

      Polemico e corajoso

      Andre

      Apesar de seu texto polemico , parabéns por tocar em várias de nossas feridas com coragem e sem subterfugios !

      Talvez a implementação destas suas idéias seja quase impossível e utopica , diante da sanha mercadista de cada homem . São questões , na verdade , muito amplas e profundas  , além de , no fundo , essencialmente de ordem antropologica !

      Para mim , o principal paradigma relacionado  é a Educação , que deve ser libertadora , no sentido de orientar cada jovem para compartilhar , e respeitar profundamente o outro como se fosse parte de si mesmo . Sómente assim poderemos ter esperança de , ao menos , perseguir um mundo melhor para todos . E , infelizmente , nesse ponto , penso que essa é a principal fraqueza do Brasil ! O nó não está na economia ou finanças nacionais etc , mas na ausência uma forte orientação educacional para o humanismo ( e sim para o utilitarismo , como é largamente priorizado pelo sistema ) !

      Desculpe , Nassif e amigos , e aproveitando a ocasião , adoro o blog , mas , sendo muito sincero , o debate do assunto EDUCAÇÃO NO BRASIL aqui no site é muitíssimo incipiente em relação a outros , como economia ou política !

      Não sei se é consequência da nossa ( desgraçada ) tradição cultural de minimizar a importância do tema , ou da sua grande complexidade e vastidão ! Só penso que é lamentável não tratá-lo com mais frequencia e atenção que merece !

      Deixo a questão acima como um desafio , e , o outro , elevar este rico comentário do Andre a um post !

       

  24. Orides

    9 de fevereiro de 2014 8:57 pm

    Para começar…

    Motivar as empresas?

    Reduzir muito a burocracia e a “cultura do selo” seria demais. Criaria uma revolução e uma grande motivação que outras mudanças viriam.

    Mas a questão é tão mal-tratada, tanto descaso, tanta falta de coragem…

    Eu votaria em alguém que mostrasse que tem o que fazer nesta desafio.

     

     

    1. cezar vidotti

      10 de fevereiro de 2014 12:38 am

      o governo (qualquer governo

      o governo (qualquer governo deste país) deve fazer todo projeto, análises, financiar totalmente (bndes) e entregar para os heróicos empresários que amam o Brasil e desejam do fundo dos seus fudos no exterior produzir para ajudar o país.

      existem uma gama enorme de possibilidades, mas cadê os tais “empresários” com sangue nos olhos para investir.

      voce pode me responder primo nassif?

  25. Chico Pedro

    9 de fevereiro de 2014 9:19 pm

    Inovação de verdade

    Copiei este texto lá na réplica sobre inovação, resolvi fazê-lo aqui também.

    Aqui, o link para quem prefere ler numa formatação mais adequada.

    (coincidentemente, de hoje)

    https://www.ufmg.br/boletim/bol1851/2.shtml

    .

    .

    Inovação de verdade

    Marcos Fabrício Lopes da Silva*

    Pensadores como Machado de Assis, Elisangela Aparecida Lopes e Roberto Schwarz ajudam a gente a não cair no conto da inovação brasileira mandrake. Em Esaú e Jacó (1904), Machado, pela voz narrativa, fez um alerta categórico, na ocasião do processo de Proclamação da República. Acreditava-se que o novo sistema viabilizaria a modernidade de que o Brasil tanto precisava. A ponderação presente no romance machadiano é esta: “nada se mudaria; o regímen, sim, era possível, mas também se muda de roupa sem se trocar de pele”.

    Em outras palavras: a oligarquia continuaria a reinar soberana. Machado de Assis já tinha feito essa advertência, como cronista da Gazeta de Notícias, em texto de 11/05/1888. Na dissertação de mestrado, intitulada “Homem do seu tempo e do seu país”: senhores, escravos e libertos nos escritos de Machado de Assis (2007), cuja defesa se deu na Faculdade de Letras da UFMG, Elisangela Aparecida Lopes, com habilidade crítica ímpar, destacou a existência de um conjunto representativo de reflexões machadianas sobre a cultura conservadora brasileira que, historicamente, engessa o progresso prometido pelas inovações. Dentre os achados interpretativos da pesquisa está a avaliação feita pela pesquisadora acerca da citada crônica. Primeiramente, convém transcrever as últimas palavras do escrito de Machado, em que o narrador e o interlocutor discutem o andamento da política brasileira até aquele momento:

    “– Es dürfte leicht zu erweisen sein, dass Brasilien weniger eine konstitutionelle Monarchie als eine absolute Oligarchie ist.

    – Mas que quer isto dizer?

    – Que é deste último tronco que deve brotar a flor.

    – Que flor?

    – As.”

    A seguir, o comentário categórico de Elisangela Aparecida Lopes: “localizada após a citação em alemão (‘Seria fácil comprovar que o Brasil é menos uma monarquia constitucional do que uma oligarquia absoluta’), a expressão ‘deste último tronco’ recupera o elemento da passagem anterior: ‘oligarquia absoluta’. Pode-se então inferir que a ‘oligarquia absoluta’ é o ‘último tronco’ do qual brotará a flor, numa alusão à República, já que em suas ‘falas’ é a este regime que se refere. Entretanto, há uma correção na penúltima linha do texto: do último tronco brotará não mais uma flor, mas duas (‘As’, artigo definido plural), a abolição e a República. Depois de uma análise detida da crônica, fica claro que o escritor indicia que, independentemente do regime político em vigor, à oligarquia caberá a governabilidade”.

    Face ao exposto, é preciso, como cidadãos, identificar e combater os valores da “oligarquia absoluta” a qual sustentamos. Exímio leitor de Machado, o crítico literário Roberto Schwarz lista, no ensaio As ideias fora do lugar (1992), série de comportamentos que demarcam uma moral problemática praticada por aqui até os dias de hoje: “atribui-se independência à dependência, utilidade ao capricho, universalidade às exceções, mérito ao parentesco, igualdade ao privilégio”. O Brasil do século 19, conservador por dentro e liberal por fora, ainda se faz atual. Essa realidade arcaica precisa ser convocada, com inteligência e sensibilidade, para o centro da discussão acerca do significado real do termo “inovação”. Caso contrário, o país continuará pegando a rabeira do sistema.

    No último anuário de inovação global (2013), o Brasil amarga a 64ª posição, no universo de 142 economias. A Suíça é a líder do ranking, logo depois aparecem Suécia e Reino Unido, respectivamente. Com base em 84 indicadores, o estudo foi elaborado pela Escola de Negócios para o Mundo (Insead França), Universidade de Cornell (EUA) e Organização Mundial de Propriedade Intelectual (Wipo). Por inovação, entende-se o sucesso das ações integradas, envolvendo governo, academia, indústria e mercado, no sentido de estimular o desenvolvimento científico, tecnológico, industrial e de serviços. Para tanto, a formação escolar de caráter continuado se faz imprescindível. Considerando o cenário de inovação, a cultura de pesquisa é fundamental. Pouco menos de 10 doutores por 100 mil habitantes são formados no Brasil. Atualmente, o país investe pouco acima de 1,2% do Produto Interno Bruto (PIB) em ciência e tecnologia, enquanto a média de investimentos no setor, levando em conta as maiores economias do conhecimento, é da ordem de 2,2%.

    Muitas vezes, a inovação é ainda tratada como se fosse uma flor artificial, importando apenas seu efeito paisagístico. Estamos falando da necessidade urgente de doutoramento, mas ainda assombra a nossa realidade o estilo Brás Cubas de estudar. Machado de Assis o descreve bem: “não tinha outra filosofia. Nem eu. Não digo que a Universidade me não tivesse ensinado alguma; mas eu decorei-lhe só as fórmulas, o vocabulário, o esqueleto. Tratei-a como tratei o latim; embolsei três versos de Virgílio, dous de Horácio, uma dúzia de locuções morais e políticas, para as despesas da conversação. Tratei-os como tratei a história e a jurisprudência. Colhi de todas as cousas a fraseologia, a casca, a ornamentação…”. Eis a mentalidade da “oligarquia absoluta” que sempre joga na retranca quando o assunto é inovação de verdade. Memórias póstumas de Brás Cubas, de 1881, estão “vivinhas da silva sauro”. Como podemos mudar esse quadro? Inovando, no sentido aberto e plural da autonomia: com educação, é preciso saber lidar com os complexos de colonizado e as imposturas tirânicas que ainda afetam o nosso juízo de valor.

    * Jornalista, poeta e doutor em Estudos Literários pela Faculdade de Letras da UFMG. Professor das Faculdades Fortium e JK, no Distrito Federal.

     

  26. Noir

    9 de fevereiro de 2014 9:24 pm

    O Governo Dilma é muito ruim

    O Governo Dilma é muito ruim quando se considera o Governo de um partido dos trabalhadores, porém é infinitamente melhor que qualquer governo da oposição. 

    Esse é o problema.

    O Governo Dilma não tem rumo, não tem objetivo, não tem proposta para o Brasil nem para os brasileiros, apenas para os estrangeiros. Ela passa todo o tempo dizendo que respeita contratos.Ora, isso é de uma ignorância abissal, pois se o contrato é lesivo aos interesses do país, não há motivo de ser mantido.

    Votarei na Dilma outra vez, porquê não existe nada melhor, apenas o muitíssimo pior.

    1. Diogo Costa

      9 de fevereiro de 2014 9:46 pm

      O Governo Dilma é Excelente – Tem Rumo, Proposta e Objetivo

      Dilma é Lula e Lula é Dilma!

       

      O governo da Presidenta Dilma Rousseff é excelente, principalmente quando se compara com a experiência do próprio Partido dos Trabalhadores. Que é cinquenta trilhões de vezes melhor do que qualquer alternativa oposicionista não é preciso nem dizer, isto é absolutamente óbvio e indesmentível.

       

      O Governo Dilma tem rumo, objetivo e proposta clara, nítida e cristalina para o conjunto do povo brasileiro. É um governo que optou por manter o pleno emprego (e neste quesito está melhor do que o melhor dos momentos anteriores dos governos de Lula), a distribuição de renda e a diminuição das desigualdades sociais e regionais, além de garantir o controle amplo, geral e irrestrito das metas inflacionárias (os 03 primeiros anos de Dilma Rousseff tem média de inflação INFERIOR aos 03 primeiros anos de FHC e de Lula).

       

      É justamente por ter um governo com rumo, proposta e objetivo bem definidos, justamente por ser um governo de continuação qualificada em relação aos governos de Lula, justamente por ser um governo que mantém o tripé do pleno emprego, da distribuição de renda e da diminuição das desigualdades sociais e regionais, justamente por ser um governo que mantém e aprofunda a inserção soberana do Brasil no cenário internacional, que Dilma Rousseff merece e será REELEITA pelo povo brasileiro em outubro deste ano, com o apoio incondicional do PT e de Luiz Inácio Lula da Silva.

       

      É Dilma de novo com a força do povo! Dilma é Lula e Lula é Dilma!

      1. Noir

        9 de fevereiro de 2014 10:04 pm

        Meu caro, creio que você não

        Meu caro, creio que você não entendeu as minhas colocações.

        A Dilma continua com as propostas do Lula, mas falo de algo muito maior. Falo de pensar um Novo Brasil e de levar nossa sociedade nessa direção.

        Infelizmente, ela se contenta com muito pouco e parece haver perdido o sentido que une a todos os brasileiros que é o NACIONALISMO.

        Sim, é no nacionalismo que nos encontramos. No idioma, nas tradições, na bandeira, no hino nacional, nos interesses iguais, na segurança e inviolabilidade de nossas fronteiras e muito mais.

        A Dilma tem errado muito, assim como o Lula errou. 

        Em resumo, não há alternativa.

        Espero que no futuro tenhamos o Márcio Pochman candidato aà Presidência da República, É ele minha última esperança,

        Saudações.

      2. jsantanna

        9 de fevereiro de 2014 11:10 pm

        Política não é futebol

        Política não é futebol! Não se pode dizer que o PT e o governo Dilma são melhores e pronto. As mazelas estão aí, mas o pior cego é o que não quer ver. Acesso à classe media através de crédito fácil, política fiscal sem correção, política industrial desastrosa, endividamento interno nas alturas…mas tudo olimpicamente ignorado pelos petistas. Para eles tudo está às mil maravilhas.

        Só numa coisa concordamos. Não há oposição que seja digna de vencer as eleições.

        Aliás, não há força política hoje que seja digna de governar este País.

        O político brasileiro, com raras e elogiosas exceções, só olha o próprio umbigo e trabalha com afinco para garantir sua próxima eleição ou sua fortuna e poder. Vide o PMDB, o maior partido brasileiro que nunca elegeu um só Presidente e nunca foi oposição, a não ser quando foi MDB, porque não tinha outra alternativa.

        Mas o pior ainda acho que é o militante do PT, que não se dobra aos fatos, e só sabe responder que é melhor porque os outros são piores. Ele não se dá conta que uma coisa não tem a ver com a outra.Todos são ruins! Alguns são verdadeiros bandidos, como José Dirceu, o operador da organização criminosa, com óbvio conhecimento autorização do chefe maior, Lula. Faria melhor se cobrasse dos seus políticos uma postura mais honesta e patriótica. Sim, porque roubar dinheiro público é antes de tudo traição, e deveria ser punido como tal.

         

        1. Diogo Costa

          10 de fevereiro de 2014 9:12 am

          Volta pra caverna, reacionário

          Até ia responder, mas o último parágrafo do rapazote me fez desistir. Não vale a pena.

        2. Maria Luisa

          10 de fevereiro de 2014 2:01 pm

          Cada uma…

          “Sim, porque roubar dinheiro público é antes de tudo traição, e deveria ser punido como tal.”

          Você tem alguma prova de que José Dirceu roubou dinheiro publico ? Se tem, envie o mais rapido ao STF, no nome do ministro Joaquim Barbosa, que ele lhe sera grato para o resto dos seus dias.

          A proposito: ja sobre o roubo do metrô e trens de SP, as provas pululam nas mãos de De Grandis, porém os traidores (sic), estão ai, livres, leves e alguns ainda comandando!

           

           

      3. nilo

        10 de fevereiro de 2014 7:06 pm

        Concordo plenamente com o

        Concordo plenamente com o DIOGO

        Nem fosse por tudo isso, Dilma mereceu o meu voto por SER O CONTRAPONTO ao mercantilismo argentário.

  27. Rui Daher

    9 de fevereiro de 2014 10:16 pm

    Nessa linha de discussão
    Não seria o momento de uma nova ‘Carta ao Povo Brasileiro’?

     

    Marcos Troyjo

     

    Quando um novo ano começa, incertezas geralmente não faltam. Mas isso não é verdade sobre o Brasil em 2014. Muito pelo contrário. O mundo pode ver claramente o que está no caminho do Brasil: um país operando abaixo de seu potencial.

    Durante a campanha presidencial de 2002, Lula queria sinalizar sua disposição em preservar a estabilidade econômica estabelecida por Fernando Henrique Cardoso e ainda assim promover mudanças em outras frentes. Para tanto, redigiu a “Carta ao Povo Brasileiro”. 

    Naquele documento histórico, Lula aderiu aos princípios de responsabilidade fiscal e metas de inflação, mas também prometeu enfrentar de frente as desigualdades sociais. Os contratos seriam honrados e as dívidas do país, pagas. Uma nova política industrial baseada no sacrossanto conceito de “conteúdo local” surgiria. Surpreendentemente, ele também prometeu reformar as ultrapassadas leis trabalhistas brasileiras. Comprometeu-se na mesma medida a tornar os tributos e a previdência social mais simples e menos onerosos. 

    Muitas das políticas econômicas e sociais implementadas por Lula e Dilma Rousseff nestes últimos 11 anos pareciam dar bons resultados. O Brasil beneficiou-se com o ‘boom’ mundial de commodities. Alguns poucos empresários brasileiros encantaram-se com linhas de crédito privilegiadas oferecidas por bancos oficiais para promover empresas “campeãs nacionais”. O investimento estrangeiro direto (IED) fluía intensamente para estabelecer produção local e, assim, tirar proveito de um mercado interno superprotegido. Incentivos fiscais para fabricantes de automóveis ou eletrodomésticos ajudaram o Brasil a minimizar os efeitos da crise mundial de 2008. Diante desse quadro, as reformas estruturais foram esquecidas ao longo do caminho. 

    O problema é que o modelo econômico que permitia tais realizações está esgotado. Privilegiar consumo em vez de investimentos, políticas setoriais em vez de horizontais, e mercado interno em vez de comércio global deixou de produzir mil maravilhas. O chamado “nacional-desenvolvimentismo ” agora parece limitado em sua capacidade de resgatar o país da armadilha da renda média. Todos sabemos que políticas de inclusão social dependem do crescimento sustentado ao longo dos anos. Não seria, portanto, a ocasião de elaborar uma nova “Carta ao Povo Brasileiro”? 

    O Brasil ainda tem de encontrar seu lugar em meio à “reglobalização” ora em curso: um mundo moldado por acordos plurilaterais de comércio e investimento como a Aliança Transatlântica ou a Parceria Transpacífico, bem como pelo novo modelo de crescimento da China, supostamente menos dependente da importação de commodities agrícolas e minerais.

    Em 2014, p Brasil não deve crescer mais do que 2,5%. Isso vem na esteira de números decepcionantes ao longo de todo governo Dilma Rousseff: 2,7% em 2011, 1% em 2012 e algo em torno de 2,3% ano passado. A inflação pode chegar perto de 6% e, portanto passar longe do centro da meta de 4,5%. 

    Conforme os efeitos da nova política monetária dos EUA forem sentidos, o real continuará se desvalorizando e, provavelmente, o dólar ultrapassará R$ 2,50 até o final de 2014. As taxas de juros vão pairar acima de 10% e assim enfraquecer ainda mais o discurso de Dilma como sendo a primeira chefe de governo no Brasil a trazer o preço do dinheiro para um único dígito anual.

    Em busca de boas notícias para divulgar, o governo espera continuar avançando com seus programas de “concessões” em áreas como energia e rodovias. Depois de um longo processo de auto-análise ideológica – já que o Partido dos Trabalhadores (PT) nunca quis que o conceito de “concessões” fosse comparado à ideia pecaminosa de “privatização” – a presidente e seus assessores mais próximos decidiram que as concessões são boa maneira de continuar a atrair IEDs e mostrar um rosto “amigável ao mercado”. Contudo, a burocracia, microgestão (como tentar definir margens de lucro antes da própria realização dos leilões de concessão) e a perspectiva de mais intromissões governamentais arranham o fascínio das concessões.

    A ineficácia com que o Brasil tem operado pode ser facilmente identificada nos preparativos para a Copa do Mundo. Embora soubesse desde outubro de 2007 que o país seria sede do torneio, quase nada em termos de infraesestrutura está sendo legado à população. Em termos de sistema de aeroportos, mobilidade urbana e instalações hoteleiras, o Brasil ficará abaixo da expectativa. 

    Já em termos de infraestrutura esportiva, no entanto, apesar dos muitos contratempos na construção ou reforma de (caríssimos) estádios, o país estará pronto. A cada fim-de-semana, o Brasil realiza centenas de jogos oficiais a que comparecem milhões de pessoas. Ainda assim, a realização da Copa do Mundo deveria gerar muito mais benefícios duradouros para além do mundo do futebol.

    Todo este conjunto de ineficiências é bem conhecido. Assim, a grande incerteza sobre o Brasil em 2014 é: será que esse fraco desempenho resultará politicamente em inércia ou mudança?

    Quando milhões de brasileiros foram às ruas em junho de 2013, não protestavam apenas contra o aumento de tarifas no transporte público. A insatisfação volta-se a algo além da má qualidade dos serviços públicos oferecidos por um Estado que recolhe 36% por cento da renda nacional, mas dela só investe 3%. Talvez inconscientemente, clamavam contra o atual modelo brasileiro de Capitalismo de Estado e seu apetite egoísta.

    Para alguns, o caminho adiante deve ser o de mais Estado, menos capitalismo. Isso pode parecer uma opção viável, especialmente se os setores mais produtivos do Brasil, como o agronegócio, continuarem gerando recursos excedentes para cobrir as ineficiências estatais. 

    Para outros, é hora de reinventar o Brasil. E é por isso que as eleições presidenciais de outubro de 2014 são fundamentais. Para delinear um novo rumo, a presidente Dilma Rousseff, o senador Aécio Neves ou o governador Eduardo Campos deveriam concretizar alguns dos objetivos listados na “Carta” de Lula e que jamais saíram do papel.

    Nesse contexto, comprometer-se com a promulgação de reformas trabalhistas, fiscais e previdenciárias representará mais do que apenas concretizar os objetivos da “Carta”. A modernização estrutural do país representaria uma vitória do futuro sobre o presente. E quem liderar esse processo escreverá o primeiro capítulo da história do tão desejado desenvolvimento brasileiro.

     

    Marcos Troyjo, economista e cientista social, é professor de relações internacionais da Universidade Columbia e do Ibmec. E-mail: [email protected] 

    Revista VOTO, fevereiro de 2014

     

    1. Douglas 2812

      9 de fevereiro de 2014 11:41 pm

       
       
      Este Texto bém que

       

       

      Este Texto bém que poderia virar um post.

    2. Prometeu.

      10 de fevereiro de 2014 12:21 am

      Entre gregos e “troyonos”

      Rui, permita-me aceitar o convite para o debate em texto trazido por ti.

      Como boa parte da construção teórica recente sobre os “ciclos petistas” e sua longevidade, há uma série de inverdades camufladas.

      A carta está aqui: http://www.iisg.nl/collections/carta_ao_povo_brasileiro.pdf

       

      O autor do texto parece que escreveu sem ler a carta a que se refere. Assim, criou seus mitos:

      Mito número 1 – O mito da continuidade e da Carta aos Brasileiros.

      Bem, quem der uma olhada rápida na carta, como eu fiz ao reler agora, poderá perceber que em NENHUM momento está escrita a palavra continuidade, ou na manutenção dos paradigmas fernandistas.

      Ao contrário, todo tempo Lula se refere a implantação de um outro modelo, com distribuição de renda, emprego, inclusão social, etc, e que combater a inflação só tem sentido dentro desta perspectiva.

      Justamente o que seu governo e o de Dilma fizeram, e com inflação (pasmem) muito mais baixa (a metade) da era FHC.

      Mito número 2 – É preciso um novo documento fundador do governo para romper com o ciclo esgotado (lulista).

      Ora, até os alienados sabem que este governo se colocou como continuidade e aprofundamento das premissas do que o antecedeu, guardadas as condições políticas, estilos pessoais  e demandas colocadas pela realidade, mas mantendo intactas os fundamentos do projeto eleito: desenvolvimento social como condição para crescimento econômico, nunca o contrário.

      Mito número 3- É preciso fazer cumprir a carta.

      Se o leitor não for desonesto como o escritor do texto poderá enxergar que as molas mestras do documento foram contempladas no governo:

      – Inclusão social;

      – Criação de um mercado consumidor de massa;

      – Combate a miséria;

      – Combate do desemprego;

      – Resgate da credibilidade externa do país;

      – Controle da inflação;

      – Descréscimo dos juros;

      – Emprego;

      – Distribuição de renda e aumento da participação salarial na riqueza nacional.

      – Crescimento da economia.

       

      1. Rui Daher

        10 de fevereiro de 2014 10:29 am

        Prometeu,

        concordo praticamente com todos os pontos por você levantados. Penso que o Marcos, equivocadamente, extrapola algo pontual, como o crescimento através do consumo das famílias, para um novo modelo de desenvolvimento para o Estado brasileiro.

        A linha proposta no texto do Nassif é mais generalizante e aponta redirecionamentos realmente necessários. Abs

  28. Alexandre Weber - Santos -SP

    9 de fevereiro de 2014 10:46 pm

    O possível e o impossível

    Ontém afundou uma lancha aqui no Gonzaga em Santos em frente de casa, eu estava na praia e já estava nadando na direção dela quando os bombeiros chegaram, depois de afundada é claro. Barco pequeno de uns vinte pés, com proa aberta e um motor de popa de uns 60hp, que estava sem a capa, o que chamou minha atenção. Estava ancorada, mas a marola estava forte e  a água foi entrando, os dois marinheiros não tinham expediênte e um não sabia nadar, pois se soubessem o que fazer não tinham afundado e teriam colocado facilmente o barco na areia da praia.

    Uma lancha afundando é uma coisa interessante, pois o barco vai enchendo d’água e o costado vai ficando mais baixo, embarcando água mais facilmente, ai, derrepente, ou vêm uma marola maior ou os marinheiros vão para o mesmo lado e o barco inunda e afunda em 10 segundos, nem preciso dizer que os marinheiros ficaram desesperados , mas por sorte a lancha dos bombeiros os socorreram.

    Com o Brasil é a mesma coisa, o país está fazendo água por todos os lados e o motor também está enguiçado.

    Vamos, mais rapidamente do que muitos imaginam, de país emergente para submergente, percebam que já escutaram isto por ai.

    Não é só norte que falta, falta tudo por aqui para dar certo, falta norte, falta rumo e falta estrela.

    Mas, mais do que isto, falta comando de gente com coragem, conhecimento e vontade de enfrentar os que aqui se refestelam.

    Vai ser preciso um pacto pelo Brasil, sem mais, nem menos.

    Acorda, Dilma!

  29. Antonio Passos

    9 de fevereiro de 2014 10:54 pm

    Seria bom ele aplicar seus
    Seria bom ele aplicar seus conhecimentos na Natura, que está MAL das pernas, exatamente porque esgotou seu modelo empresarial. Está levando um baile de outras empresas e da web. O que ele propõe é uma piada.

    Esse “economicismo” é uma FARSA.

    1. Motta Araujo

      10 de fevereiro de 2014 12:37 am

      Realmente a Natura deve estar

      Realmente a Natura deve estar mal, uma empresa de cosmeticos que tem os tres donos como bilionarios da FORBES e da BLOOMBERG.

      1. Antonio Passos

        10 de fevereiro de 2014 2:28 pm

        Ficou nervoso ? Você também é

        Ficou nervoso ? Você também é sócio ? Procure se informar, foi a única das grandes que sofreu retração de verndas. Isto não quer dizer que seus donos ficaram pobres, quer dizer que estão PERDENDO para as outras, entendeu ? O Eike também não ficou pobre, você sabia ? Procure se informar para opinar com mais consistência, em vez sofismar.

        1. DanielQuireza

          10 de fevereiro de 2014 4:49 pm

          Mesmo com essa possível

          Mesmo com essa possível retração de vendas – e estou confiando na sua informação – continua sendo das melhores empresas do País. Alta rentabilidade e baixo endividamente. Ideologias a parte, a Natura é uma grande empresa, é só olhar os números dela, que qualquer um verá isso. Mesmo um leigo.

  30. Ciclope.

    9 de fevereiro de 2014 11:30 pm

    De que lado você samba,?

    Prezados e prezadas,

    Cansado de ouvir que só o pensamento discordante ou anti-governo é que seria o “verdadeiro portador” da “verdadeira crítica”, ou no caso deste debate, o “santo graal” das inovações, eu me pergunto:

    Afinal, defender o governo significa conformismo ou ausência de senso crítico?

    Depende.

    Depende do julgamento que se faz deste ou daquele governo.

    Somos um país que semeou e cultivou um dos índices de desigualdade mais altos do planeta, que ainda mata 30 ou 40 mil pretos e pobres (dentre 60 mil de outros brancos e quase sempre pobres) por ano, país também que foi o último a abolir a escravidão (e ainda conserva boa parte da violência simbólica da dicotomia casa grande e senzala em seu imaginário), que mantinha universidades públicas disponíveis para 5 ou 10% da população, que mantém setores de sua sociedade que ainda torcem o nariz quando veem “gente diferenciada” nos seus shoppings ou aeroportos, dentre tantas outras contradições.

    Hoje temos um governo que age em múltiplas frentes para combater esta trágica história, umas mais bem sucedidas, outras nem tanto, é verdade.

    Então, senhores e senhoras, qualquer crítica que se autoproclame progressista, com todo o conteúdo e contradições que caibam no termo, deve antes passar pela consideração de que não há como jogar a criança para fora da bacia junto a água suja do banho.

    Não por respeito ao PT ou a presidenta ou ao “baiano”, mas a Democracia e às escolhas populares! Isto não é pouca coisa considerando o histórico de participação popular neste país, e na trajetória acidentada que tivemos para chegarmos até aqui.

    É a primeira vez, que fique BEM CLARO, que a população em sua maioria vota em um projeto que atenda (em boa parte) os interesses desta maioria!

    Foi a primeira vez (Jango foi votado para vice) que a maioria de Josés, Marias, Raimundos, Firminos, Severinos, Washingtons, Creuzas, Máicons, etc votaram e repetiram nos candidatos que não foram indicado por seus patrões e pelos donos da mídia, ao contrário, são odiados por eles.

    É preciso, de uma vez, rasgar a máscara dos que pretendem algum tipo de crítica que traga como contrabando a noção de que há um “bem maior”, ou o “futuro do país” que esteja além das divisões políticas ideológicas. isto é impossível, e já dizia alguém que o patriotismo é o último refúgio dos canalhas.

    Políticas de Estado são SEMPRE antes políticas de algum governo, de algum grupo. NUNCA surgem como consenso pacífico e catalizador dos “interesses nacionais”.

    Isto é balela.

    Para legitimar o discurso crítico é preciso antes situá-lo dentro do espectro da disputa (política) onde ele nasce, ou será que acreditamos em crítica “desinteressada” ou “neutra”? 

    O que mais se leu aqui, da lavra dos nossos valorosos comentaristas, ou em textos “importados”, como os trazidos pelo Rui Daher ou Chico, é que o país está abaixo do potencial, não valoriza suas virtudes ou tem cacoetes pouco civilizados, ou de civilizações atavicamente retrógada, e enfim, não é capaz de fomentar um espírito inovador que nos redima do “atraso”.

    Ato contínuo, como uma solução mágica, imputam a responsabilidade de 500 anos a 12 anos de governo, justamente um governo que tem tentado inovar na premissa fundamental para qualquer noção de desenvolvimento que mereça este nome:

    Dar ao povo deste país a sensação de pertencimento a esta nação, atacando a miséria, dando de comer a quem não tem, dando a universidade a quem de direito, dando emprego a todo mundo, ainda que a “economia” insista em crescer “apenas” 2 ou 2,5% (a maior taxa entre o G20, salvo a China).

    Falam como se todas as nossas necessidades de tornar este país mais justo estejam prontas, e uma vez prontas não sofrerão mais os ataques dos que se colocam contra esta justiça. Falam como se um “plano salvador de inovação” pudesse garantir ou disseminar a justiça social que ainda é demanda em larga escala, e que é, antes de mais nada, a base para qualquer pesquisa, desenvolvimento ou inovação!

    Qualquer aluno calouro de economia sabe (ou deveria saber) que na História das relações de produção, nunca houve surtos de inovação sem antes haver o fortalecimento das bases materiais de acumulação de capital, e da disseminação de uma demanda social por estas inovações, salvo nas épocas de conflitos militares, que de certa forma também eram rearrumações dos eixos de poder dentro destes sistemas produtivos

    Foi isto que empurrou caravelas ao mar, ou o que fez a indústria alemã florescer no entre guerras, ou a ascensão e queda do Imperio Britânico e agora do estadunidense.

    Estas elites e alguns setores da esquerda que continuam a martelar a tecla da “inovação”, “falta de plano”, “incapacidade de gestão”, etc, fazem-no por puro diletantismo, divididos em suas caixas ideológicas.

    Os da esquerda por ainda acharem que são a “verdadeira lanterna” dos povos, onde imaginam que cabe a eles (e um suposto governo mais radical) a tarefa de dizer ao povo o que o povo deve pensar.

    Já a direita é por puro cinismo e necessidade tática de embaralhar as coisas: sabem que o projeto político que defendem está associado a um tipo de capitalismo que NUNCA permitirá qualquer movimento brasileiro que aumente seu peso relativo no jogo internacional, mas ainda assim teima em cobrar do governo por não fazê-lo, ou por fazê-lo fora dos limites das receitas que já faliram esta país e nos deixaram este legado histórico de desigualdade e subordinação.

    No meio desta barafunda, me socorro, como fiz no título deste comentário, em Chico Science, e digo: “um passo a frente, e você não está mais no mesmo lugar”.

     

    1. Motta Araujo

      10 de fevereiro de 2014 12:39 am

      Distribuir riqueza não é o

      Distribuir riqueza não é o UNICO objetivo de uma economia. Cuba distribuiu toda riqueza e aconteceu o que com a economia?

      1. ruyacquaviva

        10 de fevereiro de 2014 12:50 pm

        De qual economia cubana você

        De qual economia cubana você está falando?

        Da economia dos cassinos e bordéis dominados pela máfia americana que mandava no País na época do Batista?

        O a das usinas de açucar dominadas por uma elite reduzidíssima com profundas ligações com a máfia americana?

        Ou a economia do povão que não tinha escola, morria sem assitência média em completo abandono, trabalhava de sola a sol, em regime de semi-escravidão sem moradia, sem transporte e com um salário insuficiente para alimentar suas famílias? Fora o desemprego, a prostituição e a violência, características daquela economia.

        Cuba é um país pequeno, perseguido pela maior potência econômica e militar da História da Humanidade, que soube dar educação, saúde e condições dignas de vida para um povo explorado desde a primeira vez que um europeu pisou na ilha. Um feito e tanto.

         

        1. Marcos Oliveira

          10 de fevereiro de 2014 4:27 pm

          Você já foi a Cuba?

          Você acha que ter dificuldade para comprar sabonete, papel higiênico e absorvente faz parte de ter “condições dignas de vida” ? Ou mesmo de ter que fazer viagens interurbanas na caçamba de caminhões ?

          Você sabia que Cuba tinha alguns dos melhores indicadores sociais (saúde, educação) da América Latina antes da revolução ?

          Que diferença faria o término do embargo americano hoje ? A ilha seria invadida por turistas ianques, um McDonald’s a cada esquina … é isso que você quer para o seu “paraíso socialista” ? Cuba não tem condições de vender nada para os EUA, já que política agroindustrial e macroeconômica nunca foram os pontos fortes do governo revolucionário. O setor relacionado ao açúcar (que antes da revolução era altamente produtivo) não foi capaz de sobreviver à expansão da produção em outros países (inclusive o Brasil) e à perda da União Soviética como cliente cativo.

          De fato, a revolução tem um grande mérito: melhorar as condições de vida dos camponeses, dado que a desigualdade na ilha era predominantemente entre a população rural e a urbana. É impressionante observar como eles erradicaram o analfabetismo (que era muito comum na zona rural) em poucos anos, enquanto o Brasil o está fazendo “na banguela” (deixando os analfabetos morrerem, basicamente). No entanto, o modelo cubano tem que ser celebrado pelo que deu certo nele, e não como um “pacote fechado” – longe disso!

          1. ruyacquaviva

            10 de fevereiro de 2014 8:03 pm

            Pare de falar merda por

            Pare de falar merda por favor. Você postou um monte de mentiras.

            1) Os indicadores sócio-econômicos de Cuba antes da revolução eram horríveis. A maioria da população vivia na mais profunda miséria, o que a máfia considerava bom para estimular a prostituição e a criminalidade em geral.  Cuba tinha uma pequena elite endinheirada que se apropriava de toda a riqueza do País, exceto os cassinos, hotéis de luxo e casas de prostituição que eram comandados pela máfia americana.

            2) essas privações de que você está falando não superam a falta de tratamento médico, falta de direitos trabaalhistas e falta de educação. Os pobres dos países caribenhos sofrem com privações mais do que os cubanos. E sem embargo. Vai pegar um ônibus no M’Boi Mirim em São PAulo e irá achar o sistema de trnasporte de Cuba uma maravilha. Um boçal riquinho pode achar que os cubanos estão na merda, só se não olhar como vivem seus empregados, se virar a cara para as privações que a população mais pobre sofre.

            3) Cuba está na vanguarda da pesquisa científica e tecnológica em medicina, biotecnologia e outras áreas. Só a capacidade de fornecer médicos para países que sofrem por falta desses profissionais já mostra o altíssimo nível educacional e cultural dos cubanos. Cuba tem muito para exportar, principalmente tecnologia. É o embargo americano que impede o desenvolvimento da ilha, assim como fez com países muito mais ricos que Cuba. O que os reacinários pró-americanos não se conformam é que mesmo assim Cuba resiste.

            4) Cuba tem os melhores índices de saúde pública DO MUNDO, muito melhores que os americanos.

            5) A cultura de cana-de-açucar em Cuba é muito produtiva e tem grande vigor. Os problemas são os relacionados à sua comercialização porque os EUA perseguem os países que fazem negócios com Cuba.

            6) Eu não falei de “pacote fechado” coisa nenhuma, estou rebatendo MENTIRAS que contam por aqui na maior cara-de-pau, como se ninguém pudesse conferir que é tudo falso. O missivista disse que a economia cubana perdeu com a revolução e eu rebati porque isso é uma grossa MENTIRA.

    2. Jandui Tupinambás

      10 de fevereiro de 2014 2:44 pm

      Parabéns!

      Perfeito.

       

  31. Roberto Locatelli

    9 de fevereiro de 2014 11:46 pm

    Preguiça do tal “pós”

    Esse tal “pós” é um mito alimentado por intelectuais.

    Lembro-me bem que aqui mesmo no Nassif, no final do mandato de Lula, resolveu-se discutir o “pós-Lula”. E eu opinei: o “pós-Lula” é Dilma, que é a continuação da política aprovada e sancionada pelo povo nas eleições.

  32. Miguel A. E. Corgosinho

    9 de fevereiro de 2014 11:48 pm

    Exteriorizar a produção para sobreviver com o reflexo alheio

    “vamos dizer que a nível global todos os países para sobreviver precisam aumentar suas exportações”

    Exportar serve para um país se tornar imune do seu próprio crescimento. Em outras palavras, exportar signifca poder consumir uma parte das coisas que passam a existir no âmbito de uma sociedade. Caso contrário, cada real faz o Estado devedor de duas fontes superiores de modelo do Estado; divida interna e externa. Para isto, o Estado precisa de fazer economia (privação social ou crescimento); gerando Superávit de dinheiro que vai para a fonte do banqueiro (reservas fracionárias) que compra os titulos públicos do Estado de graça; e outra divida vai para a fonte das reservas internacionais dos EUA, representada pelo obscuro investimento externo.

    A balança comercial é como um espelho da produção, serve para anular a divida de um país com o outro país ou comprarmos alguma coisa produzida no exterior.

    O câmbio, o crescimento do comércio billateral e nas bolsas de valores, sempre será um custo a mais para os países, representando a composição do custo da moeda local mais a diferença do valor importado da moeda estrangeira.

  33. luis sergio de faria

    10 de fevereiro de 2014 1:15 am

    muito estranho muito mesmo

    Não vejo nenhum deles falando que o ciclo do PSDB em SP esgotou e olha se contar desde de montouro ja é um tempo  bem mais longe que o pt no governo federal, conversa pra boi dormi politica de quem nao tem articulação e competencia pra fazer alternancia de poder

  34. joao

    10 de fevereiro de 2014 3:24 am

    Pode ser popular e clássica!

    Nunca progressivo!

    Todas as peças do tabuleiro, todos os instrumentos da orquestra estão aí. Falta apenas definir a partitura adequada.

    – Eta ainda falta o maestro ou a maestrina!

     Sabemos que a pressão esta nos estados e prefeituras.

    Mais importante em minha opinião é esta falta de requisição e das responsabilidades nas prefeituras e governos em suas exigência politicas sociais como tambem economicas. Recai ate o palanque estadual neste pacote presidencial é como o estado estivesse a reboque, como os estados fossem menor na eleicao e responsabilidades. 

    O Sudeste caminhou para zona de turbulência seria. Os atores principais estao queimados.

  35. Miguel A. E. Corgosinho

    10 de fevereiro de 2014 12:47 pm

    Autocontrole eleitoral pelo sistema econômico.

    Não há como os candidatos levarem a sério um povo que busca suas estrategias de exatidão racional após os resultados eleitorais. Pior ainda é procurar instrumentos fundamentais e tal rigor analitico, inspirados na incontrovertibilidade de instrumentos para construção da política econômica, em nomes de políticos.

    Ora, nós precisamos é dizer a eles que não toleramos o sistema liberal, equivalente às reservas internacionais confinadas no exterior, extraindo bilhões de reais dos impostos pagos pelos trabalhadores, e que rejeitamos essas taxas de juros na esfera de instituição cognoscitiva, como se fosse um instrumento de observação punitiva da nossa democracia. 

    A síntese no ambito da problematização do governo é, a priori, aos metodos do objeto real, por essência, e tudo que se afirmar pela economia, que se preencha do modo de proceder da ciência, precisa de ser caracterizado por predicados que passem a existir além dos políticos, para que os substituam na integridade do valor nacional.

  36. jc.pompeu

    10 de fevereiro de 2014 4:03 pm

    Não sei se é uma boa estratégia

    Não sei se é uma boa estratégia mexer nas estratégias do país, daquele que só está ganhando…

  37. Clever Mendes de Oliveira

    10 de fevereiro de 2014 4:10 pm

    A varinha de condão chamada Planejamento Estratégico

     

    Luis Nassif,

    O problema do seu post “É hora de definir as estratégias de país para o pós-eleições” de domingo, 09/02/2014 às 09:42, é a generalidade. A generalidade só não é maior porque você faz a especificação do pós-eleições e, além disso, no post, você distingue o período do pós-eleições do período durante as eleições, o que o título do post não pareceu indicar existir esta distinção.

    Tirando a questão das eleições, não há nada no post que o inviabilizaria de ser aplicado em qualquer país democrático do mundo.

    Aliás, além da generalidade, o seu post peca pela crença em uma suposta imparcialidade, tanto acometida por você como por Pedro Passos. Digo acometida porque a imparcialidade me parece uma doença, uma vez que o ser humano em estado normal é parcial. O que é preciso estar atento é para a racionalidade, esta sim uma característica do ser humano que o permite conter a própria parcialidade. Há que ficar atento, pois há limites nesta contenção dele.

    Sobre a contenção da parcialidade pela racionalidade vem a propósito o Aforismo XLVI do “Novum Organum” de Francis Bacon em que ele diz:

    “O intelecto humano, quando assente em uma convicção (ou por já bem aceita e acreditada ou porque o agrada), tudo arrasta para seu apoio e acordo. E ainda que em maior número, não observa a força das instâncias contrárias, despreza-as, ou, recorrendo a distinções, põe-nas de parte e rejeita, não sem grande e pernicioso prejuízo.”

    Este aforismo foi lembrado recentemente por Flávio Paranhos no artigo dele “Woody Allen e Heidegger: Morte aos monstros!”, publicado na Revista Bula e transformado em post aqui no blog de Luis Nassif por sugestão de Marco St. com o título de “Ética, Heiddeger e Woody Allen” de terça-feira, 04/02/2014 às 15:18. O endereço do post “Ética, Heiddeger e Woody Allen” é:

    https://jornalggn.com.br/noticia/etica-heiddeger-e-woody-allen

    Gostei desse aforismo de Francis Bacon e como a época está convidativa para se louvar a imparcialidade eu penso pertinente a transcrição dele aqui.

    Quanto a generalidade, ocorreu-me de imaginar se algo como o você disse neste post “É hora de definir as estratégias de país para o pós-eleições” não poderia ser dito pelos portugueses quando preparavam a caravana de Pedro Alvarez Cabral imaginando o que deveria ser feito nos próximos 100 anos. Parece-me também que tal estratégia pensante poderia ser imaginada em 1600, e depois em 1700 e depois em 1800 e depois em 1900 e depois em 2000. Imaginando assim, este seu post “É hora de definir as estratégias de país para o pós-eleições” fica um pouco fora da série histórica.

    Um post assim “É hora de definir as estratégias de país para o pós-eleições” dá a entender que você e Pedro Passos são dois extraterrestres que, vindo do espaço intergaláctico, acabaram de chegar ao Brasil e, vendo tanta coisa errada, imaginam que medidas urgentes que permitam executar um conserto aqui e ali pode remediar muita coisa. Com um acerto aqui se melhora o índice de analfabetismo, outro ali se melhora o índice de saneamento básico, um pouco mais acolá e se fazem vias de escoamento tanto de cargas como de pessoal mais rápidas, um tanto de acertos alhures e se poderá dar condições humanitárias aos nossos presídios e mesmo ainda restando muito mais para ser feito, não haveria como não realizar a correção.

    Indagando aos extraterrestres como essas soluções poderiam ser tomadas com urgência, vocês responderiam que era com o Planejamento Estratégico, uma varinha de condão que existem em dúzias na nebulosa de vocês.

    Pelo jeito termos que esperar a volta de vocês.

    Clever Mendes de Oliveira

    BH, 10/02/2014

    1. Maria Luisa

      10 de fevereiro de 2014 5:14 pm

      Nebulosos

      Kkkkkkkkkkkkkkk. Essa foi a melhor de todas. Vai, Nassif, desce da nebulosa em que se meteu junto com o Passos! Poderia ter escolhido companhia melhor…

      Ô Clever, vc não esta de todo errado, mas não bem assim. O Nassif tenta dar uma visão geral de como vão as coisas, para a presidente não perder “o rumo, o norte e a estrela” 😉

      Abraços.

      1. Alexandre Weber - Santos -SP

        10 de fevereiro de 2014 9:05 pm

        rumos , norte e estrelas

        Você parece gostar de rumos, mas para escolher um, das oito possibilidades, é preciso um ponto de referência, um norte.

  38. Marcelo Netto

    10 de fevereiro de 2014 10:55 pm

    O primeiro Pig

    Parabéns, geragam o primeiro pig! Continuem a colheita pode ser farta!

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