Palavras também matam, Sr. Merval
por Lygia Jobim
Prezado Sr. Merval Pereira
Em sua coluna de 23 de dezembro de 2025 o senhor, endossando as palavras da colunista Malu Gaspar acusa, nominalmente, o Ministro Alexandre de Moraes, de ter se encontrado com o Sr. Galípolo, Presidente do Banco Central, para tratar assuntos de interesse do Banco Master. E a referida colunista aponta também, e o senhor repete, que houve três telefonemas entre eles.
Uma pergunta que não quer calar é: em que provas se baseia a acusação de que o Ministro estaria intercedendo em favor do Banco Master? Sigilo da fonte é uma coisa e deve ser respeitado por todos os jornalistas. Mas, a partir da informação recebida, é obrigação do profissional sair em busca de provas que confirmem a informação recebida.
A acusação pública, sem prova que a sustente, de cometimento de crime está tipificada no Código Penal em seu artigo 138. Sugiro que o leia, mas em síntese diz incorrer no crime de calúnia aquele que imputa falsamente a alguém um crime que não cometeu.
Já a imputação de fato que ofenda a reputação de alguém, sem que se possa provar que esse fato tenha efetivamente ocorrido, atende pelo nome de difamação, como está descrito no artigo 139 do mesmo Código Penal.
Não me parece que o Ministro Alexandre de Moraes tenha perfil suicida, mas cuidado, Sr. Merval. Não se esqueça do reitor da Universidade Federal de Santa Catarina, Luiz Carlos Cancellier, que ao ver sua reputação destruída por uma falsa imputação de crime cometeu suicídio. Ao final do inquérito a Polícia Federal concluiu não haver provas contra ele. A divulgação de uma inverdade pode matar.
Lamento profundamente que nada tenha aprendido com a Lava Jato. Sua pessoa em muito contribuiu para, através da divulgação das palavras do malfadado então juiz Sérgio Moro, a destruição de inúmeras reputações. E não aprendeu nada mesmo, pois agora baseado, apenas na palavra, sem prova alguma, repete qual papagaio as acusações feitas por Malu Gaspar que tampouco as apresenta.
O senhor parece desconhecer que, no nosso país, o ônus da prova é de quem acusa. Se não o fizer estamos diante de uma calúnia, uma difamação ou ignorância legal. Cabe ao senhor a escolha, não esquecendo jamais que quem tem o poder de divulgar pode matar pessoas ou reputações.
Lygia Jobim – Filha de José Jobim. Integrante do Coletivo Filhos e Netos por Memória e Verdade e do Coletivo Memória, Verdade, Justiça e Reparação.
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Jicxjo
25 de dezembro de 2025 10:13 amA gestação da patranha, ocorrida alguns dias antes:
https://oglobo.globo.com/blogs/lauro-jardim/post/2025/12/o-encontro-de-flavio-bolsonaro-e-andre-esteves.ghtml
Xandão tem farta munição contra Flávio e Tarcísio. Parece que o bankster-mor da Faria Lima decidiu então partir para o tudo ou nada…
Carlos
26 de dezembro de 2025 7:38 amUm meRDal mesmo.
Como não foi penalizado por haver contribuído na morte do reitor, vem com nova cagada difamatória.
Cuidado merdal!
Fontes fidedignas poderão afirmar que a batida no reduto de Moro identificou um conluio deste com EUA, “mercado” e a globo ( e seus colonistas) para retirar do Brasil sua independência econômica e social através da precarização e destruição de suas empresas motrizes e destruição de reputações, como a do finado reitor?
Será Merdal Gouveia?
GILCIMAR ALVES DE ALMEIDA
26 de dezembro de 2025 12:29 pmÉ o mesmo Merval que disse dias atrás na Globonews que o Tarcísio de Freitas é um político de “centro moderado”. E a cara não fica vermelha.
AMBAR
26 de dezembro de 2025 8:55 pmA cartinha aberta ao Sr. Merval Pereira é inocente e, por que não dizer, ingênua. Quem em lúcida consciência esperaria encontrar um resquício de moralidade ou ética no Sr. Merval Pereira? Ademais, considerado o caráter cínico do cidadão em comento, ao acusar nominalmente o Ministro Alexandre de Moraes, de ter se encontrado com o Sr. Galípolo, Presidente do Banco Central, para tratar assuntos de interesse do Banco Master, poderá colocar-se como testemunha ocular do fato. Se indagado poderá dizer-se testemunha ocular só porque usa óculos. Com isso, o “ouvir dizer” da-lhe-ia a faculdade de ouvir e ver – uma onipresença imaginária.
Bernardo
27 de dezembro de 2025 12:29 pmCorreto; texto claro, simples, objetivo e educado. Esse senhor da ABL é porta voz da família que controla as organizações de mídia mais famosas do país; a jornalista e o jornalista que espalharam esse factóide são empregados dessa mesma organização. O três e mais a direção das organizações tiveram voz ativa durante os tempos nefastos da OLJ, de triste memória. Essa OLJ está sob investigação porque cometeu uma série de crimes e seus comandantes podem ser processados , julgados, condenados e presos. A mídia que os apoiou teme ser envolvida e parte do sistema financeiro também. Tentam agora criar um versão 2025 da operação criminosa e utilizam os mesmos métodos e modus operandi, sem pudor e na cara dura das mesmas pessoas. Não vão prosperar e esses que tentam reviver aquela época deverão sofrer as consequências.