10 de junho de 2026

Universidades lamentam corte de quase meio bilhão pelo Congresso

“Não se faz Universidade com contas de luz e água”. Efeitos podem ser imediatos: laboratórios e pesquisas paralisados, corte de bolsas.
Foto: Arquivo/2022/Alunos da Universidade de Brasília em protesto contra cortes no Congresso Nacional (Marcelo Camargo/Agência Brasil)

Universidades federais criticam corte de R$ 488 milhões no orçamento discricionário para 2026, afetando funcionamento básico.
Andifes alerta que redução de 7,05% compromete bolsas, pesquisa e assistência estudantil, atingindo especialmente vulneráveis.
UFSM e UFRJ destacam riscos imediatos: paralisação de laboratórios, perda de bolsas e precarização da infraestrutura acadêmica.

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As universidades federais do Brasil manifestaram “profunda preocupação” e criticaram veementemente o corte de quase R$ 500 milhões no Orçamento aprovado pelo Congresso Nacional para 2026. “Não se faz universidade apenas pagando contas de luz e água”, afirmou a Reitoria da UFSM. “É inaceitável que se retirem recursos de universidades públicas”, disse a UFRJ em comunicado.

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Logo após a divulgação de redução de R$ 488 milhões no orçamento discricionário (não obrigatórios) das Universidades pelo Congresso brasileiro, a Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes) divulgou uma nota oficial alertando que a redução, de 7,05% em relação ao previsto, agrava um quadro já crítico e coloca em risco o funcionamento básico das instituições

“Esses cortes incidiram de forma desigual entre as universidades e atingiram todas as ações orçamentárias essenciais ao funcionamento da rede federal de ensino superior”, apontou a entidade. O orçamento discricionário é utilizado para pagamento de contas de água, luz, limpeza, e também para o pagamento de bolsas de assistência estudantil e financiamento da pesquisa.

“A situação é ainda mais grave no que se refere à assistência estudantil, área estratégica para a permanência de estudantes em situação de vulnerabilidade socioeconômica. Apenas nessa ação, o corte alcançou aproximadamente R$ 100 milhões, o equivalente a uma redução de 7,3%, comprometendo diretamente a implementação da nova Política Nacional de Assistência Estudantil (PNAES), instituída pela Lei nº 14.914/2024, e colocando em risco avanços recentes na democratização do acesso e da permanência no ensino superior público”, apontou.

Nesta sexta (26), a Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) também mostrou a preocupação. Segundo a reitora, Martha Adaime, o corte compromete o funcionamento estrutural da universidade.

“Hoje, a maior parte do orçamento serve para pagar contas básicas: água, luz, contratos de limpeza, segurança e manutenção. Mas não se faz universidade apenas pagando essas despesas. Não se faz pesquisa, não se produz ciência e não se inova sem investimento em equipamentos, laboratórios e infraestrutura. A universidade não pode ser reduzida a uma gestora de contas“, disse.

No mesmo dia, a Universidade Federal do Rio de Janeiro expôs os riscos que a medida tomada pelo Congresso implicará. “É inaceitável que se retirem recursos de universidades públicas — que formam profissionais de excelência, produzem mais de 90% da ciência do país e asseguram a capacidade brasileira de inovar — para ampliar a alocação destinada a emendas parlamentares.”

“Se não houver a recomposição orçamentária adequada, os efeitos poderão ser imediatos e concretos: laboratórios paralisados, projetos de relevância científica e social interrompidos, perda de bolsas e oportunidades para estudantes, redução de ações de extensão em territórios vulneráveis, precarização da manutenção de hospitais universitários, museus, bibliotecas e infraestrutura acadêmica“, trouxe a instituição.

A medida aprovada pelos parlamentares vai na contramão do que vem adotando o governo federal. Neste ano, o Ministério da Educação (MEC) já havia anunciado uma recomposição de R$ 400 milhões para o orçamento, mas a nova redução aprovada pelo Legislativo para 2026 reverte a situação e gera um cenário de incerteza para as instituições de ensino superior para o próximo ano.

Patricia Faermann

Jornalista, pós-graduada em Estudos Internacionais pela Universidade do Chile. Coordenadora de Projetos. Repórter e documentarista de Política, Justiça e América Latina do GGN desde 2013.

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2 Comentários
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  1. emerson57

    27 de dezembro de 2025 2:09 pm

    Ano de eleição.
    Será que os conhecidos dos alunos os pais e eles próprios vão continuar votando no centrão?
    Ou será o contrário, os alunos vão para as ruas tirar leite de pedra para eleger progressistas?
    (eita alunada fumadora de uma tal de maria joana que só pensa em festa e não serve para nada. Será que esses kumunistos não percebem que a taxa de juros, popular bolsa banqueiro, é mais importante?)
    xupetinha vem ai!

  2. JoTaPoNtOmArCeLo

    27 de dezembro de 2025 6:59 pm

    Faerwoman isto faz parte da guerra q estamos enftentando.desde 2015 e se não fosse vcs os INDEPENDENTES nós os leigos não saberiamos das maldades pois a MÍDIA corporativa dos meia dúzia de mimados bilionários escondem tudo AFF,na história nazista na himanidafe já aconteceu isto,,SÓ se soube dos campos nazistas ao final AFF,acredito.q os independentes têm uma vantagem nesta guerra,dabem por dentro como funciona o.sistema e quase todos sofreram perseguição e injustiças jornalisticas AFF,Parabenizo a equipe ggn pelo ANO INCRÍVEL DE VITÓRIAS r ao excelentíssimo fuscão ano 80 pelo seu melhor ano de vida no trato pessoal e profissional obg amigos.asiaticos por tudo !!!Obs.;Obg Thuamp seu safado vc zerou o jogo.aonde o Brasil estava ganhando fazer o quê isto é uma decisão de oresidentes AFF !!!

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