10 de junho de 2026

EUA atacam alvos na Venezuela e dizem ter capturado Maduro; governo decreta estado de emergência

Explosões atingiram Caracas e outros três estados; Washington afirma ter retirado presidente do país, enquanto autoridades venezuelanas falam em “grave agressão militar” e pedem prova de vida

Os Estados Unidos realizaram, na madrugada deste sábado (3), ataques contra a capital da Venezuela, Caracas, e contra alvos nos estados de Miranda, Aragua e La Guaira. A ação foi confirmada pelo presidente norte-americano, Donald Trump, que afirmou em publicação nas redes sociais que o presidente venezuelano, Nicolás Maduro, e a primeira-dama, Cilia Flores, teriam sido capturados e levados para fora do país. O governo da Venezuela reagiu decretando estado de emergência nacional e classificou a ofensiva como uma “gravíssima agressão militar”.

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Segundo Trump, a operação foi conduzida “com sucesso” e em conjunto com forças de segurança dos Estados Unidos. Até o momento, Washington não apresentou detalhes adicionais nem provas sobre o paradeiro de Maduro. A vice-presidente venezuelana, Delcy Rodríguez, exigiu publicamente uma prova de vida do presidente e da primeira-dama, cujo paradeiro, segundo Caracas, é desconhecido após os ataques.

De acordo com o governo venezuelano, as explosões atingiram áreas civis e militares nos quatro locais citados. Não há confirmação oficial sobre o número de vítimas ou a extensão dos danos, embora autoridades locais afirmem que civis morreram. Relatos de jornalistas e informações da agência Reuters indicam que explosões foram ouvidas por volta das 2h da madrugada em Caracas, com colunas de fumaça próximas a uma base militar no sul da capital e interrupção no fornecimento de energia elétrica em algumas áreas.

Imagens não verificadas divulgadas nas redes sociais mostram incêndios e fumaça em diferentes pontos da cidade. Há registros de aeronaves sobrevoando a capital em baixa altitude, e o aeroporto de La Carlota teria sido um dos locais atingidos. O governo venezuelano informou que ativou o comando de defesa integral da nação.

Em pronunciamento, o ministro da Defesa, Vladimir Padrino López, afirmou que o país foi alvo do que chamou de “a mais criminal agressão militar” por parte dos Estados Unidos e convocou as Forças Armadas e a população a reagirem. A ausência de outros comandantes ao seu lado no comunicado chamou a atenção de analistas locais, que interpretam o gesto como um indício de instabilidade no comando político.

Maduro, em decreto divulgado pelo governo, declarou estado de exceção em todo o território nacional e convocou forças sociais e políticas para a mobilização contra o que classificou como um “ataque imperialista”. O governo venezuelano sustenta que a ofensiva ameaça a paz e a estabilidade internacionais e acusa os Estados Unidos de buscarem o controle de recursos estratégicos do país, como petróleo e minerais.

A crise ocorre dias após Maduro ter sinalizado uma tentativa de reaproximação com Washington. Em entrevista exibida no Ano-Novo, o presidente venezuelano afirmou ter conversado com Trump e propôs “conversas sérias” sobre o combate ao tráfico de drogas, além de oferecer acesso de empresas norte-americanas ao petróleo venezuelano. Analistas interpretaram o gesto como uma tentativa de demonstrar confiança e reduzir tensões.

No cenário regional, o presidente da Colômbia, Gustavo Petro, afirmou que a Venezuela estaria sendo atacada com mísseis e fez um apelo para que a comunidade internacional condene a ação, cuja autoria, disse, ainda precisava ser plenamente confirmada naquele momento. Posteriormente, veículos norte-americanos informaram que autoridades dos EUA reconheceram a autoria dos ataques.

Especialistas alertam para o risco de escalada militar no continente e para impactos imediatos na economia regional, especialmente no mercado de petróleo. O episódio também pode gerar reflexos diplomáticos para países vizinhos, como o Brasil, que mantém relações comerciais com a Venezuela e acompanha com preocupação a estabilidade na fronteira norte.

A situação permanece em rápida evolução, com informações ainda sendo apuradas por governos e agências internacionais.

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Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

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Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É...

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Carla Castanho é repórter no Jornal GGN e produtora no canal TVGGN

7 Comentários
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  1. Fábio de Oliveira Ribeiro

    3 de janeiro de 2026 9:29 am

    Hoje Donald Trump bombardeia caracas, amanhã uma coalisão de países bombarderá Washington. Quem se importa? Roma barbarizou o mundo antigo por 1.000 anos e caiu 476 dC, mas a cidade com quase tudo que havia nela ficou paradoxalmente intacta: os hérulos e rúgios comandados por Odroaco não tinham mísseis balísticos nucleares. Quando Washigton finalmente cair (e isso inevitavelmente acontecerá em breve) não restará absolutamente nada da nova Roma digno de ser chamado capital imperial.

  2. Jotaponto...

    3 de janeiro de 2026 10:16 am

    Thuamp tá um perigo,parou de meter o loco,os 1 por cento deve estar muito.feliz,ele incendiou a AL,pq os outros 99 por cento só perdem,aff é preciso foco e fazer do limão uma limonada(sempre)mas Thuamp é o presidente,ele.q sabe das pressões ,ng mais.q.Lula.no.mundo.é q sabe como.q é tb,a maioria não quer aue pois só ganha.quem tem a grana(bancos.e setor emotesarial bélico),(compram tudo.e todos)AFFeeeeee…

  3. Jose

    3 de janeiro de 2026 10:59 am

    FALSA ACUSAÇÃO feita a nível de pais, primeiro entre pessoaa, vai senfo normalizada até chegar ao ponto em que um pais, por ter o poder das armas, faz uma falsa acusaçâo de narcotrafico ou teŕrorismo e da nisso pelo wue está pessando a Venezuela que, segundo a ONU não se trata de pais comprometidp com o narcotrafico, sendo o pais cujo PIB foi o que mais crrscru no mundo. As acusações feita pelos EIA a Venezuela são falsas, a verdade é que os EUA auerem tomar o petroleo venezuelano, uma das maiores reservas do mundo, maos de 100 trilhoes de dolares. Mas todos farão csra de paisagem às falsas acusaçôes. Triste destino, o mesmo do Iraaue, Libia…

  4. wposnik

    3 de janeiro de 2026 3:20 pm

    Paralelamente à invasão da Venezuela, recebi um ‘bloqueio parcial’ do Facebook, na ‘virada do ano’. Para retomar o acesso, deveria fazer um vídeo de identificação. Fiz. Umas 12-15h depois, recebi mensagem de que minha ‘conta’ estava definitivamente bloqueada, pois eu não observara as ‘normas’ de participação na ‘coisa’. Nada mais, nada menos, do que lance de ‘guerra híbrida’, em paralelo à invasão. Medida para calar certas vozes dissonantes, vamos assim dizer. Sabe-se lá quantos milhões ou bilhões de usuários daquela porcaria de abdução da atenção, mundo afora. E o ‘seu’ zuckenberg submetendo seus negócios e lucros aos ditames, de curto prazo, do ‘império’ decadente.

  5. Rui Ribeiro

    5 de janeiro de 2026 7:50 am

    Há um texto do Eduardo Galeano intitulado “As Guerras mentem”. É um texto atualissimo.

  6. Rui Ribeiro

    5 de janeiro de 2026 8:52 am

    Trump mata dois coelhos com uma única cajadada: desvia o foco dos arquivos Epstein e se apropria indebitamente do petróleo venezuelano. Terbufós pra esse rato e para toda a sua entourage

  7. Rui Ribeiro

    5 de janeiro de 2026 10:00 am

    Então, Ratrump, a Decy Rodriguez pagará um alto preço se não fizer o certo? E quem decidrá o que é ou o que não é certo?

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