9 de julho de 2026

Em pronunciamento sobre o ataque à Venezuela, Trump diz que os EUA vão assumir o país e reconstruir indústria petrolífera

No mesmo discurso, Trump anunciou a entrada de grandes companhias petrolíferas dos Estados Unidos em território venezuelano
Crédito: Reprodução

EUA assumem administração interina da Venezuela após captura de Maduro em operação militar nesta madrugada.
Trump anuncia entrada de grandes petrolíferas americanas para investir na recuperação do setor venezuelano.
Mandato cita Doutrina Monroe e reforça embargo, mantendo opções militares abertas para garantir exigências.

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Resumo gerado por Inteligência artificial

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou neste sábado (3) que o governo norte-americano passará a administrar a Venezuela de forma interina após a captura do presidente Nicolás Maduro em uma operação militar realizada durante a madrugada. Em pronunciamento, Trump disse que a medida seria temporária e teria como objetivo garantir uma “transição adequada, justa e legal” no país sul-americano.

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“Nós vamos administrar o país até o momento em que pudermos, temos certeza de que haverá uma transição adequada, justa e legal. Queremos liberdade e justiça para o grande povo da Venezuela”, declarou o presidente norte-americano ao detalhar a ofensiva que resultou na retirada de Maduro do poder.

No mesmo discurso, Trump anunciou a entrada de grandes companhias petrolíferas dos Estados Unidos em território venezuelano. Segundo ele, as empresas investirão bilhões de dólares para recuperar a infraestrutura do setor, que classificou como deteriorada, e retomar a produção de petróleo.

“Nossas gigantescas companhias petrolíferas, as maiores do mundo, vão entrar, gastar bilhões, consertar a infraestrutura petrolífera e começar a gerar lucro para o país”, afirmou.

A declaração ocorre após meses de especulações e o aumento da presença militar norte-americana nas proximidades da costa venezuelana.

Durante a madrugada, forças dos Estados Unidos atacaram diversos pontos de Caracas e capturaram Nicolás Maduro e sua esposa, que, de acordo com Trump, foram levados para Nova York a bordo de um navio de guerra da Marinha dos EUA.

O presidente norte-americano descreveu a ação como uma das maiores operações militares realizadas pelos Estados Unidos em décadas.

“Sob minhas ordens, as Forças Armadas conduziram uma operação militar extraordinária na capital da Venezuela, empregando um poderio militar esmagador, aéreo, terrestre e marítimo, para lançar um ataque como não se via desde a Segunda Guerra Mundial”, afirmou.

Justificativas

Trump afirmou ainda que a operação militar que resultou na derrubada de Maduro representa uma reafirmação do poder norte-americano no Hemisfério Ocidental e marcou o fim do que classificou como “uma das maiores expropriações de propriedade americana da história”. Em discurso,

Trump acusou governos anteriores de permitirem que a Venezuela se apropriasse, “pela força”, de ativos ligados à infraestrutura petrolífera e de ameaçar interesses estratégicos dos EUA.

Segundo o presidente, durante o governo de Maduro, a Venezuela passou a apoiar adversários estrangeiros na região e a buscar armamentos ofensivos que colocariam em risco a segurança e a vida de cidadãos norte-americanos.

O presidente nrorte-americano disse que essas armas teriam sido utilizadas recentemente, possivelmente em articulação com cartéis que atuam na fronteira dos Estados Unidos, o que, segundo ele, configuraria uma violação grave dos princípios históricos da política externa americana.

Trump citou a Doutrina Monroe como base para a atuação dos EUA no continente e disse que, apesar de ter sido negligenciada por administrações anteriores, ela voltou a orientar a estratégia de segurança nacional do país. “Sob a nossa nova estratégia, a dominância no Hemisfério Ocidental não será mais questionada”, declarou, acrescentando que os Estados Unidos estão reafirmando sua influência de forma “muito poderosa” na região.

O magnata afirmou ainda que o futuro da ordem internacional dependerá da capacidade dos países de proteger comércio, território e recursos considerados essenciais para a segurança nacional. Nesse contexto, defendeu a manutenção de tarifas comerciais como instrumento de fortalecimento econômico e estratégico dos Estados Unidos.

Trump reforçou que o embargo ao petróleo venezuelano segue em pleno vigor e que a Marinha norte-americana permanece mobilizada, com todas as opções militares em aberto até que, segundo ele, as exigências dos Estados Unidos sejam “completamente atendidas”.

Em tom de advertência, disse que autoridades políticas e militares da Venezuela devem compreender que o destino de Maduro pode se repetir caso não ajam de forma que “considere justa em relação à população”.

Ao final do discurso, Trump declarou que o ex-presidente venezuelano, a quem chamou de “ditador e terrorista”, está fora de cena e que o povo da Venezuela estaria “livre novamente”.

Segundo ele, a operação tornou os Estados Unidos e o Hemisfério Ocidental “lugares mais seguros” e demonstrou que Washington não permitirá ameaças à sua soberania nem à segurança de seus cidadãos.

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Camila Bezerra

Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É repórter do GGN desde 2022.

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Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

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Carla Castanho é repórter no Jornal GGN e produtora no canal TVGGN

1 Comentário
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  1. Carlos

    3 de janeiro de 2026 2:35 pm

    Ou seja: o canalha está ameaçando todo mundo ao tempo que torna legítimo um avanço contundente da Rússia na Ucrânia e da China em Taiwan.

    Breve aqui na América do Sul teremos um novo tratado de Tordesilhas

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