Brasil, México, Chile, Colômbia, Uruguai e Espanha divulgaram neste domingo (4) um comunicado conjunto no qual defendem que a crise na Venezuela seja solucionada sem “ingerência externa”. A nota também expressa preocupação com qualquer tentativa de “controle governamental, administração ou apropriação externa” no país.
No texto, os governos afirmam que ações desse tipo são incompatíveis com o direito internacional e representam ameaça à estabilidade política, econômica e social da região. “Manifestamos nossa preocupação diante de qualquer tentativa de controle governamental, de administração ou apropriação externa de recursos naturais ou estratégicos”, diz o comunicado.
A manifestação ocorre após a operação militar realizada pelos Estados Unidos no sábado (3), que resultou na captura do presidente venezuelano Nicolás Maduro. Em declarações posteriores, o presidente norte-americano Donald Trump afirmou que Washington pretende governar a Venezuela e ter forte envolvimento na indústria petrolífera do país.
A referência, no comunicado, à “apropriação externa de recursos naturais” aponta diretamente para a intenção anunciada por Trump de assumir o controle das vastas reservas de petróleo venezuelanas e atrair empresas norte-americanas para investir bilhões de dólares na recuperação do setor, duramente afetado nos últimos anos.
Na nota, os países signatários defendem uma saída pacífica para a crise, baseada no diálogo e no respeito à soberania venezuelana, sem interferência estrangeira. O documento, divulgado pelo Itamaraty e pelo governo colombiano, também faz um apelo para que a Organização das Nações Unidas (ONU) atue no sentido de promover a desescalada das tensões e contribuir para a estabilidade regional.
*Com informações da CNN.
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