10 de junho de 2026

Trilha, risco e negligência: jovem é encontrado vivo após ser deixado para trás no Pico Paraná

Em vídeo, Roberto relata escoriações, perda dos óculos e diz estar bem após cinco dias na mata
Reprodução/Instagram/@resgaterobertopicoparana

Roberto Thomaz, 19, foi encontrado vivo após cinco dias desaparecido nas trilhas do Pico Paraná, em mata fechada.
Ele percorreu 20 km sozinho até área rural em Antonina (PR) e pediu ajuda; estava debilitado, mas consciente.
Amiga que o acompanhava admitiu erro por deixá-lo para trás; polícia investiga o caso como desaparecimento.

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Resumo gerado por Inteligência artificial

O jovem Roberto Farias Thomaz, de 19 anos, foi encontrado com vida nesta segunda-feira (5) após permanecer cerca de cinco dias desaparecido nas trilhas do Pico Paraná. O caso mobilizou equipes do Corpo de Bombeiros, voluntários e familiares, em uma região de mata fechada e de difícil acesso.

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Em vídeo divulgado pela família nas redes sociais, Roberto aparece visivelmente debilitado, mas consciente, relatando as condições em que sobreviveu. “Estou cheio de roxo no corpo, várias escoriações, não consigo enxergar porque perdi meu óculos, mas estou bem.”

Segundo os bombeiros, o jovem conseguiu se deslocar sozinho por mais de 20 quilômetros, descendo a montanha até alcançar uma área rural em Antonina (PR), onde foi acolhido e conseguiu pedir ajuda.

A versão da amiga e a admissão de erro

O desfecho positivo não encerrou, no entanto, os questionamentos em torno das circunstâncias do desaparecimento. Reportagens revelam que Roberto fazia a trilha acompanhado de uma amiga, que seguiu o percurso e o deixou para trás durante a descida.

Em entrevistas à imprensa e em publicações nas redes sociais, Thayane Smith afirmou que é trilheira experiente e que decidiu seguir em frente porque Roberto estava em um ritmo mais lento, alegando que não acreditava que ele pudesse se perder. Em uma das declarações, ela chegou a dizer que não costuma trilhar com pessoas sem o mesmo nível de experiência, justificativa que ampliou a repercussão negativa do caso.

Após Roberto ser encontrado com vida, a amiga admitiu que errou, afirmou que se arrepende da decisão e disse ter pedido desculpas à família. Em outra manifestação, relatou ter passado a receber ataques e ameaças, o que a levou a se afastar das redes sociais.

Debate sobre responsabilidade em trilhas de risco

As declarações intensificaram críticas de montanhistas, especialistas em atividades de aventura e usuários nas redes, que destacam que uma das regras básicas de segurança em trilhas de alto risco é não deixar ninguém para trás, independentemente do nível de experiência.

A separação de integrantes do grupo, segundo esses especialistas, aumenta drasticamente o risco de acidentes, desorientação e exaustão — sobretudo em áreas sem sinal de celular e com condições climáticas instáveis.

O episódio reacende o debate sobre responsabilidade individual e coletiva em práticas de turismo de aventura, frequentemente realizadas sem acompanhamento profissional, planejamento adequado ou protocolos mínimos de segurança.

Investigação e estado de saúde

A Polícia Civil do Paraná acompanha o caso, que até o momento é tratado como desaparecimento, sem indícios formais de crime. As autoridades colhem depoimentos para esclarecer a dinâmica dos fatos e não descartam reavaliação caso surjam elementos que indiquem negligência grave.

Roberto foi encaminhado para avaliação médica, apresenta escoriações e sinais de exaustão, mas seu estado de saúde é considerado estável.

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Carla Castanho

Carla Castanho é repórter no Jornal GGN e produtora no canal TVGGN

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Ana Gabriela Sales

Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

Camila Bezerra

Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É...

Carla Castanho

Carla Castanho é repórter no Jornal GGN e produtora no canal TVGGN

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