A política externa dos Estados Unidos sob Donald Trump deixou de servir ao interesse nacional e passou a operar como um instrumento de enriquecimento e autopromoção de uma claque no poder.
A afirmação é do economista Paul Krugman, prêmio Nobel de Economia, em artigo onde ressalta que ações como a intervenção na Venezuela evidenciam um processo de saque institucionalizado da diplomacia americana.
Segundo o economista, a promessa de Trump de obter entre 30 e 50 milhões de barris de petróleo venezuelano — apresentada pelo presidente como um grande triunfo — tem impacto econômico irrelevante para os EUA. O volume equivale a cerca de US$ 2 bilhões, menos de 0,01% do PIB americano e apenas dois dias de consumo interno de petróleo.
O ponto central, no entanto, não é o valor em si, mas a declaração de Trump de que os recursos obtidos com a venda do petróleo seriam “controlados por ele”. Para Krugman, isso revela a lógica que orienta a política externa do atual governo: benefícios privados para um grupo restrito, e não ganhos estratégicos para o país.
Do interesse nacional ao neorrealismo dinástico
Krugman recorre à análise dos cientistas políticos Stacie Goddard e Abraham Newman, que descrevem o trumpismo como uma forma de “neorrealismo dinástico”, comparável à política internacional do século XVI, quando disputas globais eram travadas entre casas reais e clãs familiares, e não entre Estados nacionais.
Nessa lógica, aliados históricos como Canadá e Dinamarca deixam de ter valor estratégico por se recusarem a atuar como clientes subservientes. Já regimes autoritários, como o venezuelano, tornam-se parceiros preferenciais, justamente por permitirem acordos opacos e pagamentos informais de proteção.
Venezuela como símbolo do saque
No caso venezuelano, Krugman afirma que Trump foi explícito: não há projeto de reconstrução democrática, mas sim apropriação de recursos naturais. O economista destaca que, embora Trump se vanglorie de ganhos bilionários com o petróleo, a operação militar e logística já custou mais de US$ 1 bilhão aos cofres públicos, sem contar os custos contínuos de manter forças militares na região.
Ainda assim, os gastos recaem sobre os contribuintes, enquanto os benefícios potenciais se concentram na elite política que controla o governo.
Para Krugman, o padrão se repete em diferentes regiões do mundo: a política externa dos EUA deixou de ser um instrumento de Estado e passou a funcionar como um negócio privado, orientado pelo ego e pelos interesses financeiros de quem ocupa o poder.
Fabio de Oliveira Ribeiro
8 de janeiro de 2026 8:06 pmSim, sim… Donald Trump é um homem completente embriagado pelo seu poder, ele se eleva acima de todos mortais como se fosse um deus. Ele exige que seus súbitos se curvem, mata inocentes num país distante como se fossem insetos incomodos e dorme tranquilamente, porque na manha seguinte se sentará num trono mais alto do que no dia anterior e que no dia posterior sera mais elevado ainda… Sim, sim, Trump é um tolo na beira do abismo, mas o que ele pode ver? Nada. Os deuses que vivem onde o tempo e o espaço se dobram são desdobrados sem ser percebidos pelos mortais já o cegaram os olhos e a razão desse homem rico e poderoso que ignora a própria miséria e impotência. Trump é um personagem cômico que acredita ser heroico. Na falta de juízo dele as existências de 300 milhões de americanos oscilam entre a morte e a vida, como num experimento de Schrödinger.
Rui Ribeiro
9 de janeiro de 2026 8:10 amOh, Krugman, não há nada de novo sob o sol. Um saque a mais não deveria surpreendê-lo. E viva a meritocracia do Tio $am!
JOSE OLIVEIRA DE ARAUJO
14 de janeiro de 2026 8:13 amOs EUA na sua crise de saudosismo, está revivendo os primórdios da civilização humana, onde tribos guerreiras se especializaram em invadir tribos mais frágeis para lhes saquearem os bens, eliminar os resistentes e transformarem os sobreviventes em escravos. Assim nasceram as civilizações: Com sangue, suor e lágrimas. Que nos brindou a propriedade privada e sua irmã gémea a corrupção e para completar sua vitória, a escravidão.