21 de maio de 2026

EUA apreendem quinto petroleiro ligado à Venezuela

Operação militar no Caribe faz parte da estratégia para controlar exportações venezuelanas após a captura de Maduro
Foto: US Navy - via fotospublicas.com

Forças Armadas dos EUA apreenderam o petroleiro Olina no Caribe, próximo a Trinidad, em operação contra petróleo venezuelano.
A ação, quinta apreensão recente, foi liderada pela Guarda Costeira dos EUA e partiu do porta-aviões USS Gerald R. Ford.
Olina navegava com bandeira falsa, sistema de rastreamento desligado e já havia sido sancionado por transportar petróleo russo.

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As Forças Armadas dos Estados Unidos apreenderam mais um petroleiro ligado à Venezuela no Mar do Caribe, intensificando a ofensiva de Washington para controlar a circulação global do petróleo venezuelano.

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Segundo o jornal britânico The Guardian, o navio Olina foi abordado por fuzileiros navais e marinheiros da Marinha dos EUA nas proximidades de Trinidad, em uma ação lançada a partir do porta-aviões USS Gerald R. Ford. Trata-se da quinta apreensão de petroleiros nas últimas semanas.

De acordo com o Comando Sul dos EUA, responsável pelas operações militares na região, a ação faz parte de um esforço para atingir embarcações suspeitas de burlar sanções internacionais impostas à Venezuela.

Ao anunciar a apreensão, o comando afirmou que “não há refúgio seguro para criminosos”, sinalizando uma política de tolerância zero contra o chamado “transporte clandestino” de petróleo.

Imagens divulgadas pelo Comando Sul mostram um helicóptero dos EUA pousando no convés do Olina, enquanto militares armados realizam buscas na embarcação. Embora a ação tenha sido conduzida pelas Forças Armadas, a operação esteve sob comando da Guarda Costeira dos EUA, vinculada ao Departamento de Segurança Interna (DHS).

A secretária do DHS, Kristi Noem, afirmou que o navio fazia parte de uma “frota fantasma” — termo usado para descrever embarcações que operam com registros irregulares, pouca fiscalização e seguros desconhecidos.

Segundo bases de dados marítimos citadas pelo jornal, o Olina navegava sob bandeira falsa de Timor-Leste e havia desligado seu sistema de rastreamento, prática conhecida como “navegar às escuras”.

Registros oficiais indicam ainda que o petroleiro já havia sido sancionado anteriormente por transportar petróleo russo, quando operava sob outro nome. Com capacidade para até 890 mil barris de petróleo, a carga apreendida pode chegar a um valor estimado de US$ 53 milhões, considerando os preços atuais do mercado internacional.

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