A economista Juliane Furno afirma que a onda de protestos no Irã está diretamente ligada à deterioração das condições de vida da população, agravada pelo regime de sanções internacionais imposto ao país. Em vídeo publicado nas redes sociais, Furno destaca que a forte desvalorização da moeda iraniana elevou a inflação e reduziu o poder de compra, criando o ambiente econômico que antecedeu as manifestações.
“As sanções bloqueiam ativos, isolam o país financeiramente e afetam diretamente o setor de energia, de onde vem cerca de metade do orçamento do governo”, explica Furno. Segundo a economista, documentos do próprio Congresso dos EUA reconhecem que o Irã é alvo do conjunto de sanções mais amplo mantido por Washington.
Furno ressalta ainda que relatórios da ONU apontam uma correlação direta entre sanções e inflação no país, além do encolhimento acelerado da classe média e da dificuldade de acesso a medicamentos essenciais. A crise iraniana, portanto, não pode ser compreendida sem considerar o papel central dos Estados Unidos e do sistema internacional de bloqueios econômicos.
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