10 de junho de 2026

Lula e Macron defendem a ONU e reagem ao Conselho da Paz de Trump

Em telefonema de uma hora, líderes reforçam papel das Nações Unidas contra fórum paralelo e tratam de crise na Venezuela e Mercosul
(Imagem: Ricardo Stuckert/PR)

▸ Lula e Macron formam frente diplomática para defender a ONU contra o Conselho da Paz proposto por Trump.

▸ Ambos reforçam que segurança internacional deve seguir mandatos do Conselho de Segurança da ONU.

▸ Líderes condenam intervenção militar dos EUA na Venezuela e discutem avanços no acordo Mercosul-UE.

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Resumo gerado por Inteligência artificial

O presidente Lula (PT) e o homólogo francês, Emmanuel Macron, fecharam uma frente diplomática em defesa das Nações Unidas durante conversa telefônica na manhã desta terça-feira (27). O movimento ocorre em resposta direta à criação do Conselho da Paz, órgão idealizado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para gerir a reconstrução da Faixa de Gaza e atuar em conflitos globais.

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No diálogo, que durou cerca de uma hora, os dois líderes reforçaram que qualquer iniciativa de segurança internacional deve estar rigorosamente alinhada aos mandatos do Conselho de Segurança e aos princípios da Carta da ONU. A posição conjunta sinaliza uma barreira à tentativa de Washington de estabelecer fóruns paralelos de governança global.

Resistência ao fórum de Trump

A ligação ocorreu apenas um dia após Lula ter conversado diretamente com Trump. Na ocasião, o brasileiro sugeriu que o novo conselho se limitasse a questões humanitárias em Gaza e incluísse um assento para a Palestina.

Enquanto a França já recusou formalmente o convite para integrar o grupo, o Brasil mantém a cautela e ainda não respondeu oficialmente, embora Lula tenha criticado publicamente a proposta, afirmando que o republicano busca criar uma “nova ONU” sob seu controle pessoal.

O Planalto informou que, além da questão institucional, os presidentes reafirmaram a necessidade de fortalecer as instâncias multilaterais já existentes, em vez de esvaziá-las com novas estruturas.

Crise na Venezuela e Mercosul

O cenário sul-americano também pautou o encontro virtual. Lula e Macron manifestaram condenação ao uso da força na Venezuela, onde a intervenção militar dos Estados Unidos resultou na captura de Nicolás Maduro no início deste mês. Ambos concordaram com a urgência de preservar a estabilidade regional diante da violação do direito internacional.

Sobre o acordo Mercosul-União Europeia, o tom foi de pragmatismo técnico. Apesar da histórica resistência francesa e do atual impasse jurídico no Parlamento Europeu, Lula reiterou que o pacto é fundamental para o comércio baseado em regras. Os líderes orientaram suas equipes a destravar negociações bilaterais em áreas de defesa, energia e tecnologia, com o objetivo de assinar novos acordos ainda no primeiro semestre de 2026.

Lula embarcou ontem para o Panamá, onde inicia sua agenda internacional de 2026 participando de fóruns econômicos voltados à integração da América Latina.

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Ana Gabriela Sales

Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

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Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É...

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Carla Castanho é repórter no Jornal GGN e produtora no canal TVGGN

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