21 de maio de 2026

Trump impõe controle total sobre Gaza em resolução do Conselho da Paz

Documento obtido pelo colunista Jamil Chade, revela que EUA terão poder absoluto no território, sem participação palestina
Foto de Gage Skidmore - Flickr

▸ Os EUA, via Conselho da Paz, assumem controle exclusivo da Faixa de Gaza, sem participação palestina ou fiscalização externa.

▸ Gaza será governada por indicados de Trump, com poderes legislativos, executivos e militares concentrados num único órgão.

▸ Lula propõe limitar mandato do Conselho à reconstrução de Gaza e incluir Autoridade Palestina, mantendo diálogo econômico com EUA.

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Resumo gerado por Inteligência artificial

O governo de Donald Trump deu o passo mais decisivo para redesenhar o tabuleiro geopolítico do Oriente Médio. A primeira resolução do recém-criado Conselho da Paz estabelece um domínio irrestrito dos Estados Unidos sobre a Faixa de Gaza. O plano, que ignora a participação de autoridades palestinas e mecanismos de monitoramento externo, converte o território em uma zona governada por indicados diretos da Casa Branca, isentos de órgãos independentes de fiscalização.

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Estrutura de poder e exclusão palestina

O documento, obtido pela coluna de Jamil Chade, do ICL Notícias, detalha que Gaza será governada por autoridades indicadas exclusivamente por Trump, com poderes legislativos, executivos, militares e judiciais reunidos em um único organismo, sem previsão de eleições, mecanismos de responsabilização ou participação popular palestina.

Toda a autoridade legislativa e executiva transitória, os poderes de emergência e a administração da justiça são conferidos ao Conselho de Paz“. Na prática, o órgão atuará como um governo provisório para implementar o chamado Plano Abrangente, visando uma Gaza “desradicalizada e desmilitarizada“.

A lista de nomes que devem compor o Conselho Executivo reflete a influência direta de Trump, incluindo figuras como Marco Rubio, Jared Kushner e o ex-premiê britânico Tony Blair. Para a função de Alto Representante para Gaza, o braço operacional do projeto, foi escolhido o búlgaro Nickolay Mladenov, cuja nomeação é vista com desconfiança por líderes palestinos.

Segurança sob comando americano

A resolução institui a criação de uma Força Internacional de Estabilização (FIE), que terá os EUA como “nação líder inaugural“. Embora o texto mencione a formação de um comitê de “palestinos competentes” para funções técnicas, o poder de decisão final permanece centralizado.

O Presidente detém a autoridade exclusiva para aprovar a nomeação de qualquer nação para Comandante da Força e para substituir o Comandante da Força a seu critério”, estipula o documento.

Qualquer decisão tomada pelo Conselho ou pelo Alto Representante poderá ser suspensa por Trump em “casos urgentes“. Além disso, as diretrizes serão publicadas exclusivamente em inglês, sem previsão de tradução oficial para o árabe.

A cautela diplomática de Lula

Em meio ao avanço da proposta americana, o presidente Lula (PT) manteve uma conversa telefônica de 50 minutos com Trump nesta segunda-feira (26). O petista utilizou uma manobra diplomática para evitar atritos diretos: sugeriu que o Conselho da Paz restrinja seu mandato apenas à reconstrução de Gaza e inclua obrigatoriamente a Autoridade Palestina.

A postura brasileira é de cautela. Embora tenha sido convidado a integrar o órgão, o Planalto avalia que não há condições de adesão ao modelo atual, que concede a Trump poderes para atuar em qualquer parte do mundo. Lula reiterou a defesa de uma reforma na Organização das Nações Unidas (ONU), buscando fortalecer o multilateralismo em vez de estruturas unilaterais.

Economia e visita a Washington

Apesar das divergências sobre Gaza, o tom entre Brasília e Washington no campo econômico permanece positivo. Os líderes celebraram a suspensão de tarifas sobre produtos brasileiros e discutiram cooperação no combate ao crime organizado. Ao fim do diálogo, ficou acertada uma visita oficial de Lula à Casa Branca, prevista para março, após as viagens do brasileiro à Índia e à Coreia do Sul.

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Ana Gabriela Sales

Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

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Carla Castanho é repórter no Jornal GGN e produtora no canal TVGGN

1 Comentário
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  1. Guilherme Souto

    27 de janeiro de 2026 11:18 am

    Gaza será entreposto militar norte-americano, é, talvez vejamos tempos bem sombrios. No outro artigo postado o Nassif sugere uma guinada para esforço na segurança nacional, pitaco, tem que ver se os nossos militares irão se preocupar com algo além das suas mordomias e cargos no governo.

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