Os preços dos principais metais registraram forte alta em meio ao aumento das incertezas geopolíticas e à perda de confiança no dólar norte-americano como ativo de proteção. O movimento foi liderado pelo cobre, que avançou 6% e chegou a ultrapassar US$ 14 mil por tonelada, um nível inédito.
O rali também impulsionou o ouro e a prata: o ouro atingiu novo recorde, próximo de US$ 5.600 por onça troy, acumulando alta de quase 30% desde o início de 2026. A prata estendeu sua valorização e alcançou US$ 120 por onça, refletindo a migração de investidores para ativos considerados mais seguros.
Segundo analistas ouvidos pelo Financial Times, a recente valorização do cobre tem sido sustentada pela entrada de investidores financeiros e por um aumento nos aportes em fundos negociados em bolsa (ETFs) lastreados no metal – apenas nos Estados Unidos, esses fundos já registraram entradas superiores a US$ 1,2 bilhão em 2026.
A escalada dos metais ocorre em um ambiente marcado por tensões internacionais, riscos políticos e questionamentos sobre a política monetária dos Estados Unidos. Dentro desse cenário, investidores buscam proteger o capital por meio de ativos físicos, o que também impulsionou outros metais como níquel, alumínio, zinco e chumbo.
Mário Mendonça
30 de janeiro de 2026 8:59 amNassif precisa fazer um artigo a respeito dos preços dos metais, aprofundando à analise por períodos de crises! Aguardando.