5 de junho de 2026

Parlamento Europeu aprova medidas para proteger agricultores no acordo com o Mercosul

Salvaguardas permitem que a UE suspenda os benefícios tarifários concedidos a produtos agrícolas sul-americanos caso o aumento das importações cause prejuízos aos agricultores europeus
Agência Lusa

Parlamento Europeu aprovou medidas para proteger produtores rurais da UE contra impactos do acordo com Mercosul.
Salvaguardas permitem suspender benefícios tarifários se importações causarem prejuízo aos agricultores europeus.
Mecanismo depende da ratificação do acordo pelo Parlamento Europeu e países do Mercosul para entrar em vigor.

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Resumo gerado por Inteligência artificial

O Parlamento Europeu aprovou nesta terça-feira (10) um conjunto de medidas destinadas a proteger os produtores rurais da União Europeia diante dos efeitos do acordo comercial firmado com o Mercosul, bloco que reúne Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai.

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As chamadas salvaguardas permitem que a União Europeia suspenda temporariamente benefícios tarifários concedidos a produtos agrícolas sul-americanos caso o aumento das importações cause prejuízos aos agricultores europeus. A proposta já havia sido aprovada pela Comissão Europeia no fim de 2025 e agora segue para análise do Conselho da UE.

Caso receba aval do Conselho, o mecanismo só entrará em vigor quando o acordo comercial entre a União Europeia e o Mercosul passar a valer. O tratado foi assinado em 17 de janeiro deste ano, mas ainda depende da ratificação do Parlamento Europeu e dos congressos nacionais dos quatro países do Mercosul.

Quatro dias após a assinatura, o Parlamento encaminhou o acordo ao Tribunal de Justiça da União Europeia para análise jurídica, o que pode atrasar sua implementação por pelo menos seis meses. Enquanto o processo estiver em andamento, a Casa não poderá ratificar os textos. Ainda assim, a Comissão Europeia pode aplicar o acordo de forma provisória caso ao menos um dos países do Mercosul conclua sua ratificação.

As medidas de proteção foram aprovadas por ampla maioria: 483 votos favoráveis, 102 contrários e 67 abstenções. Pelas novas regras, a Comissão Europeia poderá abrir uma investigação sempre que as importações de produtos agrícolas considerados sensíveis crescerem 5% na média de três anos, percentual inferior aos 10% anuais previstos inicialmente. Além disso, será necessário que os preços desses produtos estejam ao menos 5% abaixo dos praticados no mercado europeu.

Entre os itens classificados como sensíveis estão carnes bovina e de frango, ovos, frutas cítricas e açúcar. A abertura de investigações também poderá ser solicitada por Estados-membros, por representantes do setor afetado ou por associações industriais, sempre que houver risco de prejuízo grave.

O texto aprovado determina ainda que a Comissão Europeia apresente ao Parlamento, no mínimo a cada seis meses, relatórios sobre o impacto das importações desses produtos no mercado europeu.

Relator permanente do Parlamento para o Mercosul, o eurodeputado espanhol Gabriel Mato afirmou que as salvaguardas garantem que o acordo seja acompanhado por um mecanismo de proteção “equilibrado e confiável” para a agricultura europeia. Segundo ele, as medidas reforçam o monitoramento do mercado, estabelecem critérios objetivos para identificar distorções e permitem respostas mais rápidas diante de possíveis danos aos produtores, assegurando estabilidade e previsibilidade ao setor sem comprometer o equilíbrio geral do acordo.

*Com informações do g1.

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Camila Bezerra

Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É repórter do GGN desde 2022.

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