O Brasil avançou no Global Soft Power Index 2026, elaborado pela consultoria internacional Brand Finance, subindo duas posições na classificação geral entre 193 países e alcançando o 29º lugar no ranking global de influência internacional por meio de atração e reputação.
O índice, divulgado em 20 de janeiro em Davos, na Suíça, durante evento paralelo ao Fórum Econômico Mundial, é baseado em uma pesquisa com mais de 150 mil pessoas em mais de 100 países, e considera 55 indicadores relacionados à cultura, governança, economia, relações internacionais e valores sociais.
Além da melhora na classificação geral, o país obteve desempenhos expressivos em áreas estratégicas. Nos pilares de Esportes e Diversão, o Brasil conquistou duas medalhas de ouro, reforçando sua projeção cultural e capacidade de atração no exterior. No eixo Cultura e Patrimônio, a ascensão foi ainda mais significativa: o país subiu quatro posições e passou a ocupar o 11º lugar entre as nações avaliadas, um resultado que destaca a força da cultura brasileira no cenário internacional.
Outros pilares que registraram crescimento incluem Relações Internacionais (+5 posições), Futuro Sustentável (+9) e Impacto Positivo (+7). Os demais indicadores apresentaram estabilidade em relação ao levantamento de 2025.
Apesar dos avanços, o relatório aponta desafios estruturais. O Brasil ainda apresenta desempenho limitado nos pilares de Governança, Negócios e Comércio e Reputação Institucional, considerados essenciais para transformar reconhecimento cultural em influência duradoura no plano global.
Segundo Eduardo Chaves, diretor-geral da Brand Finance Brasil, “o Brasil continua sendo uma potência cultural e relacional, mas o desafio central é converter simpatia e visibilidade em confiança institucional e influência de longo prazo.”
O estudo também destacou iniciativas voltadas à projeção internacional do país, como o programa Brasil Para o Mundo (BPOM), que busca fortalecer a presença e a narrativa brasileira no exterior, valorizando a cultura, a criatividade e os valores nacionais como ativos estratégicos de influência global.
Fonte: Federação de Convention & Visitor Bureaux do Estado do Rio de Janeiro.
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