5 de junho de 2026

Defesa de Tânia Mandarino pede suspeição de juíza ligada a Dallagnol

Magistrada que analisa processo de Diogo Castor contra Tania Mandarino é casada com antigo colega do ex-procurador em Curitiba

▸ Defesa de Tânia Mandarino deve arguir suspeição da juíza Sibele Lustosa em ação de indenização em Curitiba.

▸ Juíza é casada com ex-colega de Castor de Mattos na Lava Jato, gerando questionamentos sobre imparcialidade.

▸ Audiência de conciliação fracassou; processo segue para instrução após acusações de ataques pessoais e misoginia.

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Resumo gerado por Inteligência artificial

A defesa da advogada Tânia Mandarino, integrante do Coletivo Advogadas e Advogados pela Democracia (CAAD), deve arguir nos próximos dias a suspeição da juíza Sibele Lustosa Coimbra. A magistrada é a responsável por conduzir, no 6º Juizado Especial Cível de Curitiba, uma ação de indenização por danos morais movida pelo ex-procurador da República Diogo Castor de Mattos.

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O conflito de imparcialidade apontado pelos advogados baseia-se no vínculo familiar da juíza: Sibele é casada com Daniel Holzman Coimbra, que foi colega de Castor de Mattos na força-tarefa da Operação Lava Jato e é publicamente reconhecido como amigo próximo de Deltan Dallagnol.

Histórico de controvérsias

Esta não é a primeira vez que a atuação de Sibele Lustosa em casos envolvendo expoentes da Lava Jato é questionada. Em 2020, a magistrada condenou o jornalista Reinaldo Azevedo a indenizar Dallagnol em R$ 35 mil. Na ocasião, a defesa do jornalista também apontou o ferimento ao Código de Processo Civil, que estabelece a suspeição do juiz quando este for “amigo íntimo ou inimigo de qualquer das partes“.

Não descarto que a juíza Sibele possa estar convencida de que sou culpado e de que o parceiro e amigo de seu marido tem razão na sua demanda. Mas o Código de Processo Civil protege querelantes, querelados e juízes dessa situação vexatória“, afirmou Azevedo à época, em sua coluna na Folha de S.Paulo.

Ausência de conciliação e embate técnico

O processo atual decorre da atuação de Tânia Mandarino no Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP), onde ela representou contra Castor de Mattos no episódio do “outdoor da Lava Jato“. A representação culminou na demissão administrativa do procurador, decisão que foi posteriormente revertida pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4).

No dia 6 de fevereiro, uma tentativa de audiência de conciliação terminou sem acordo. Mandarino, representada por uma banca de 24 advogados, incluindo Antônio Carlos de Almeida Castro, o Kakay, manifestou formalmente que “não existe conciliação possível” diante do que classifica como ataques de natureza pessoal e misógina na petição inicial do ex-procurador.

O coletivo que apoia a advogada argumenta que Castor de Mattos utiliza termos que extrapolam a técnica jurídica para desqualificar a atuação profissional de Mandarino. A petição do ex-procurador descreve a conduta da advogada como “perseguição implacável e obsessiva” e sugere que ela teria perdido os “únicos freios morais que lhe restavam“.

Para a Rede Lawfare Nunca Mais, que acompanha o caso, a estratégia configura violência política de gênero ao associar a firmeza técnica de uma mulher a um suposto descontrole emocional ou “alucinação“. Com a recusa do acordo, a juíza Sibele Lustosa determinou a continuidade do feito, que agora segue para a fase de instrução e julgamento.

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Ana Gabriela Sales

Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

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Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É...

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Carla Castanho é repórter no Jornal GGN e produtora no canal TVGGN

1 Comentário
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  1. Aristóteles Cardona

    22 de fevereiro de 2026 10:22 am

    Existe alguém neste país que dê fim nesta máfia incrustada na justiça?
    Ou combatem essa gangue, ou o Brasil perecerá de vez!

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