O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou na tarde deste sábado (21) uma elevação nas tarifas globais de importação para 15%. A medida ocorre menos de 24 horas após a Suprema Corte do país derrubar o chamado “tarifaço” imposto no ano passado, em um movimento que sinaliza um confronto direto entre o Executivo e o Judiciário americano.
O anúncio foi feito por meio da rede social Truth Social. Na sexta-feira (20), o republicano já havia indicado que utilizaria novos instrumentos legais para aplicar uma taxa de 10% com efeito imediato. No entanto, em nova atualização, o percentual foi ampliado. Segundo o presidente, a decisão visa corrigir “décadas de práticas comerciais injustas” que teriam prejudicado a economia dos EUA.
O “Plano B” da Casa Branca
A nova ofensiva tarifária é uma resposta à decisão do presidente da Suprema Corte, John Roberts, que liderou a maioria dos votos contra a política anterior. O tribunal entendeu que o governo extrapolou sua autoridade ao utilizar a Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional (IEEPA, na sigla em inglês), de 1977, sem autorização clara do Congresso.
Trump afirmou que, após uma “análise completa e detalhada” do veredito, identificou brechas que permitem a elevação. “…como Presidente dos Estados Unidos da América, estarei, com efeito imediato, elevando a tarifa mundial de 10% sobre os países (…) para o nível legalmente permitido de 15%”, publicou o mandatário.
Nas próximas semanas, a administração deve detalhar como essas “novas tarifas legais e permissíveis” serão aplicadas globalmente. O presidente reforçou que a medida é parte central da estratégia “Making America Great Again”, a MAGA.
Críticas ao Judiciário
O tom adotado pelo presidente foi de forte hostilidade aos magistrados que votaram contra o governo, incluindo nomes indicados por conservadores, como os juízes Amy Coney Barrett e Neil Gorsuch. Trump descreveu a decisão da Corte como “uma vergonha” e disse estar “absolutamente envergonhado” por membros do tribunal não terem tido “coragem de fazer o que é certo“.
“Eles são contra tudo o que torna os EUA fortes. Eles também são, francamente, uma vergonha para a nossa nação“, declarou Trump durante coletiva na Casa Branca. Por outro lado, o republicano elogiou os votos vencidos dos juízes Clarence Thomas, Samuel Alito e Brett Kavanaugh, citando sua “sabedoria e amor pelo país“.
Histórico e Impacto
A disputa jurídica começou em meados de 2025, impulsionada por uma coalizão de empresas impactadas e 12 estados americanos, a maioria sob gestão democrata. Eles argumentam que a imposição unilateral de taxas prejudica a cadeia de suprimentos e eleva custos para o consumidor final.
Com o novo anúncio de 15%, o governo americano tenta contornar as limitações impostas pela Suprema Corte, apostando em uma interpretação mais agressiva de outros instrumentos jurídicos. O mercado internacional aguarda agora a formalização das taxas, que podem desencadear novas retaliações comerciais e instabilidade nas bolsas globais.
JOSE OLIVEIRA DE ARAUJO
22 de fevereiro de 2026 7:25 amO agente laranja usa a palavra vergonha. apenas para efeito retórico. Portanto ele vai continuar desavergonhadamente praticando sua política suicida de tarifação sem nenhum critério razoável.
Mário Mendonça
22 de fevereiro de 2026 9:38 amDetesto esse déspota, que comprou a política ianque, mas as tarifas não são ilegais, porquê ninguém escreve sobre isso?
Anônimo
22 de fevereiro de 2026 10:07 amA verdade é que os juízes, em questão, são contra tudo que sinalize com tirania, abuso do poder, tentativa de chantagem, tratamento seletivo, ameaças contra soberanas e uma tendência de similaridade com as ambições de conquistas do nazismo.
Que exemplo de legado Trump quer deixar para a sociedade norte-americana? Quer incentivar o desrespeito às leis, no país que encantou o mundo como símbolo da democracia e do rigoroso e venerável respeito ao Poder Judiciário?
Quer insinuar algum recado para os
+almeida
22 de fevereiro de 2026 10:15 amA verdade é que os juízes, em questão, são contra tudo que sinalize com tirania, abuso do poder, tentativa de chantagem, tratamento seletivo, ameaças contra soberanas e uma tendência de similaridade com as ambições de conquistas do nazismo.
Que exemplo de legado Trump quer deixar para a sociedade norte-americana? Quer incentivar o desrespeito às leis, no país que encantou o mundo como símbolo da democracia e do rigoroso e venerável respeito ao Poder Judiciário?
Quer insinuar algum recado para quem prática a desobediência civil?
A gravidade dessa truculenta desobediência, pode ser o estopim de um período tenebroso para os EUA e o mundo.
Rui Ribeiro
22 de fevereiro de 2026 12:33 pmA fim de desviar o foco nos arquivos epsteinianos, o ex-amigo do autor dos arquivos manda divulgar arquivos sobre alienígenas. Me compra um bode, Ulianov. Leva um feixe de feno de brinde
Rui Ribeiro
23 de fevereiro de 2026 8:12 am“Derrubada de sobretaxas criadas por Donald Trump deixou uma conta de US$ 133 bilhões que podem ser reembolsados aos importadores”.
“O Tribunal não se pronuncia hoje sobre se, e em caso afirmativo, como o governo deve proceder para devolver os bilhões de dólares que arrecadou dos importadores”.
https://www.correiobraziliense.com.br/economia/2026/02/7359875-decisao-da-suprema-corte-deve-gerar-corrida-por-reembolsos.html
O governo estadunidense vai devolver aos importadores o que deles arrecadou. Se os consumidores finais não reembolsarem dos importadores os custos dos tarifaços que lhe foram repassados pelos importadores, vai haver enriquecimento sem causa destes in the Land of the Free.
Rui Ribeiro
23 de fevereiro de 2026 9:54 amO governo estadunidense vai devolver aos importadores o que deles arrecadou através do tarifaço. Se os importadores não reembolsarem os consumidores finais aos quais eles repassaram pelo menos parte das super-tarifas, haverá enriquecimento sem causa dos importadores in the Land of the Free e, consequentemente, empobrecimento seu causa dos consumidores finais. Resumindo: roubo dos trabalhadores/consumidores