10 de junho de 2026

Trump rebate Suprema Corte com tarifa global de 10%

Taxação estabelecida pelo presidente dos EUA foi emitida por autoridade diferente daquela barrada pela Justiça; cobrança pode durar 150 dias
Official White House Photo by Daniel Torok

Suprema Corte dos EUA barra tarifas de Trump baseadas na Lei IEEPA por 6 votos a 3 nesta sexta-feira.
Trump anuncia tarifa global de 10% sob Seção 122 e mantém tarifas existentes das Seções 232 e 301.
Medida permite manter tarifas por 150 dias, com restrições e necessidade de aprovação do Congresso.

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Resumo gerado por Inteligência artificial

O presidente dos Estados Unidos Donald Trump rebateu a decisão da Suprema Corte norte-americana de barrar a cobrança de tarifas com uma nova tarifa global de 10%.

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Em coletiva de imprensa, Trump afirmou que manterá muitas das tarifas existentes e irá estabelecer as novas taxas com base em outro estatuto legal.

Nesta sexta-feira, a Suprema Corte norte-americana barrou por seis votos a três a autoridade federal de implementar tarifas comerciais com base na Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional (International Emergency Economic Powers Act — IEEPA).

“Com efeito imediato, todas as tarifas de segurança nacional sob a Seção 232, e as tarifas existentes da Seção 301 — elas já existem, estão em vigor — permanecem em vigor, totalmente em vigor e com pleno efeito”, disse Trump

“Hoje, assinarei uma ordem para impor uma tarifa global de 10% sob a Seção 122, além das tarifas normais já cobradas. E também estamos iniciando várias investigações sob a Seção 301 e outras, para proteger nosso país de práticas comerciais desleais de outros países e empresas.”

Manobra para manter arrecadação

Embora Trump pudesse elevar a alíquota até 15% sob a Seção 122, a medida permitirá que ele reimponha suas amplas tarifas globais por 150 dias, e o Congresso deveria aprovar uma renovação para além desse período.

Essa operação pode permitir a Trump recompor parte das tarifas barradas pelo Supremo, mas não vai permitir o mesmo grau de flexibilidade inicialmente visto pois, por estatuto, a tarifa deve ser “não discriminatória”, o que significa que os Estados Unidos não podem conceder isenções a determinados parceiros comerciais e não a outros.

Vale lembrar que as tarifas eram o principal mecanismo para compensação os cortes de impostos estabelecidos pelo One Big Beautiful Bill Act, sancionado pelo presidente no ano passado. Existia a expectativa de geração de pouco menos de US$ 1,4 trilhão em receita ao longo de uma década, segundo a Tax Foundation, um think tank de orientação conservadora.

No total, o “big, beautiful bill” deve reduzir a arrecadação em US$ 4,1 trilhões nos próximos 10 anos, enquanto as tarifas compensariam cerca de US$ 3 trilhões desse valor, segundo o Congressional Budget Office.

Com informações da CNN e Politico

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Tatiane Correia

Jornalista, MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Com passagens pela revista Executivos Financeiros e Agência Dinheiro Vivo. Repórter do GGN desde 2019.

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1 Comentário
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  1. emerson57

    21 de fevereiro de 2026 9:10 am

    Trumpe indica o caminho para o sul global:
    -Esqueçam a América, negociem entre si! (em moedas locais).
    No que deveria ser prontamente e radicalmente atendido.
    Deixem a América para os americanos (brancos e ricos).
    MAGA!

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