O governo federal oficializou nesta terça-feira (24) o estado de calamidade pública em Juiz de Fora (MG), após o temporal histórico que atingiu a Zona da Mata mineira. A decisão foi anunciada pelo presidente Lula (PT), que cumpre agenda internacional. A cidade contabiliza 16 mortos, 440 desabrigados e ao menos 45 desaparecidos, no que já é o fevereiro mais chuvoso da história do município, com 584 milímetros acumulados.
Em escala de viagem em Abu Dhabi, o presidente informou ter acionado a pronta mobilização de ministérios e órgãos de socorro. Lula relatou ter entrado em contato direto com a prefeita Margarida Salomão (PT) para oferecer suporte técnico e financeiro.
“Durante escala de viagem em Abu Dhabi, tomei conhecimento da situação das famílias da Zona da Mata Mineira após as fortes chuvas das últimas horas. E determinei pronta mobilização do Governo do Brasil para auxiliar a população da região. Uma equipe de coordenação da Força Nacional do SUS já está a caminho. E a Defesa Civil Nacional, além de já ter enviado profissionais à Zona da Mata, trabalha em regime de alerta máximo e em permanente contato com a Defesa Civil Mineira”, afirmou o presidente, por meio das redes sociais.
Resgates e soterramentos na Zona da Mata
As equipes de socorro concentram esforços no bairro Parque Burnier, onde há 17 desaparecidos, incluindo cinco crianças. O transbordamento do Rio Paraibuna e de córregos adjacentes isolou bairros e interditou acessos centrais. No total, a prefeitura registra ao menos 20 ocorrências de soterramento.
O presidente reforçou que o reconhecimento federal da calamidade será publicado ainda hoje em Diário Oficial, acelerando o repasse de verbas.
“Nas próximas horas – e dias – seguiremos de prontidão para agir com a velocidade e a força que o momento exige. Nosso foco é garantir a assistência humanitária, o restabelecimento dos serviços básicos, o auxílio às pessoas desabrigadas e o suporte à reconstrução”, declarou Lula, que também prestou solidariedade às famílias das vítimas.
Crise regional e óbitos em São Paulo
A tragédia se estende por estados vizinhos. Em Ubá (MG), o transbordamento de um ribeirão causou quatro mortes.
Já no estado de São Paulo, a Defesa Civil confirmou que o total de óbitos subiu para 19 desde o início de dezembro. As ocorrências mais recentes envolvem a morte de um bebê de 11 meses em Pirassununga e de um idoso em Natividade da Serra.
O governo paulista mantém um gabinete de crise ativo no Centro de Gerenciamento de Emergências (CGE), monitorando o litoral, que segue sob alerta vermelho para novos deslizamentos e inundações.
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