A decisão da Suprema Corte dos Estados Unidos em barrar a política tarifária imposta pelo presidente norte-americano Donald Trump não apenas posiciona o Estado de Direito como árbitro de uma política desastrosa, como afirma que as políticas norte-americanas não podem ser personalizadas por um aspirante a autocrata vingativo e mal informado.
A afirmação é do economista Stephen Roach, professor da Yale University, em artigo publicado no site Project Syndicate, onde reitera que a International Emergency Economic Powers Act (IEEPA) não autoriza o presidente a impor tarifas.
A decisão reforça o princípio da separação de poderes: apenas o Congresso tem autoridade para criar impostos — e tarifas são, juridicamente, impostos sobre importadores americanos.
O voto majoritário foi liderado pelo presidente da Corte, John Roberts, que rejeitou o que chamou de “expansão transformadora” do poder executivo. Na prática, o tribunal delimitou o alcance da política comercial da Casa Branca.
Além disso, o articulista destaca que o julgamento reforça o papel do Estado de Direito como limite institucional ao Executivo e recoloca no centro do debate questões estruturais da economia americana: déficit fiscal, poupança doméstica e competitividade industrial.
O argumento econômico
Roach destaca que o fundamento econômico da política tarifária de Trump já era frágil, uma vez que o déficit comercial americano não seria uma “emergência”, mas consequência estrutural da baixa taxa de poupança doméstica e dos elevados déficits fiscais.
Dados recentes indicam que o déficit comercial de bens atingiu US$ 1,2 trilhão, mesmo após a escalada tarifária. Além disso, pesquisas do Federal Reserve Bank of New York apontam que cerca de 90% do custo das tarifas foi absorvido por consumidores e empresas americanas — não por exportadores estrangeiros.
A decisão também reverbera no sistema internacional. A política “America First” tensionou relações com aliados estratégicos, como membros da OTAN e parceiros do acordo USMCA. Cerca de 54% do comércio de manufaturados dos EUA ocorre com Europa, Canadá e México — o que evidencia a interdependência econômica.
Mesmo após o revés judicial, Trump anunciou nova tarifa global temporária de 10%, elevada posteriormente para 15%, reacendendo incertezas nos mercados.
Rui Ribeiro
25 de fevereiro de 2026 11:15 amO Rato Trump quer ser o dominus da América.
“CARTA ABERTA AO MUNDO: DESDE CUBA, UMA MULHER DO POVO DENUNCIA O CRIME QUE NÃO QUEREM VER
À humanidade inteira, às mães do mundo, aos médicos sem fronteiras, aos jornalistas com dignidade, aos governos que ainda acreditam na justiça:
Meu nome é como o de milhões. Não tenho sobrenomes conhecidos nem cargos importantes. Sou uma cubana do povo. Uma filha, uma irmã, uma patriota. E escrevo isto com a alma dilacerada e as mãos tremendo, porque o que meu povo vive hoje não é uma crise. É um assassinato lento, calculado, friamente executado desde Washington.
E o mundo olha para o outro lado….”
Rato Trump, eu faço minhas as palavras de Proudhon: “Aquele que colocar as mão sobre mim, para me governar, é um usurpador, um tirano. Eu o declaro meu inimigo”.
De pé, Famélicos da Terra