4 de junho de 2026

Mineração de bitcoin deixa de ser lucrativa após queda de 26% no ano

Receita por unidade de mineração cai abaixo de 3 centavos e pressiona empresas; setor migra para computação de alto desempenho (HPC)
Foto de Ales Nesetril na Unsplash

Mineração de bitcoin perde lucratividade com queda dos preços, hash price caiu para menos de 3 centavos por tera-hash.
Bitcoin acumula queda de 26% em 2026, cotado em torno de US$ 64 mil, impactando diretamente a rentabilidade da mineração.
Mineradoras migram para computação de alto desempenho (HPC), buscando receitas mais estáveis e diversificação dos negócios.

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Resumo gerado por Inteligência artificial

A mineração de bitcoin deixou de ser lucrativa para a maioria das empresas do setor após a nova rodada de queda dos preços das criptomoedas.

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Segundo análise do banco Rosenblatt divulgada pela emissora norte-americana CNBC, a receita obtida por unidade de poder computacional — o chamado hash price — caiu para menos de 3 centavos de dólar, patamar considerado inviável para quase todas as operações, exceto as mais eficientes.

O valor de negociação do bitcoin acumula queda de aproximadamente 26% no ano, sendo negociado na faixa de US$ 64 mil, após tocar níveis próximos a US$ 63 mil nos últimos dias.

A desvalorização pressionou diretamente a rentabilidade da mineração, atividade que depende tanto do preço do ativo quanto do custo de energia e da eficiência dos equipamentos.

O que é hash price e por que ele importa

O hash price mede a receita gerada por tera-hash por segundo — basicamente, o retorno que o minerador obtém por sua capacidade computacional. Segundo dados do Hashrate Index citados na reportagem, o indicador caiu cerca de 30% nos últimos três meses, refletindo o enfraquecimento do mercado cripto.

Na prática, isso significa que muitas empresas estão operando abaixo do ponto de equilíbrio. A economia da mineração, que já vinha pressionada desde o halving anterior e do aumento de custos energéticos, agora enfrenta novo ciclo de estresse.

Apesar do cenário negativo, o índice setorial do Rosenblatt apresenta retração de 2% no ano — sinal de que o mercado já precifica uma mudança estrutural no modelo de negócios.

Migração para HPC: nova tábua de salvação?

Algumas mineradoras estão acelerando a transição para serviços de computação de alto desempenho (HPC) ao redirecionar infraestrutura energética e data centers para atender à crescente demanda por processamento intensivo de dados — especialmente de grandes empresas de tecnologia e inteligência artificial.

A lógica é simples: enquanto a mineração depende da volatilidade do bitcoin, contratos de HPC oferecem receitas mais previsíveis e margens potencialmente mais estáveis.

A crise atual expõe a vulnerabilidade estrutural da mineração de bitcoin diante de ciclos de baixa. Se a cotação da criptomoeda permanecer pressionada, o setor pode enfrentar consolidação, com sobrevivência restrita a operações altamente eficientes ou diversificadas.

Ao mesmo tempo, a migração para HPC indica uma transformação mais ampla: data centers originalmente criados para mineração podem se tornar peças estratégicas na infraestrutura global de computação.

Tatiane Correia

Jornalista, MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Com passagens pela revista Executivos Financeiros e Agência Dinheiro Vivo. Repórter do GGN desde 2019.

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