A CPI do Crime Organizado aprovou, nesta quinta-feira (26), a convocação do ex-presidente do Banco Central Roberto Campos Neto e do ex-ministro da Economia Paulo Guedes. As medidas integram uma nova etapa das investigações sobre o Banco Master.
A comissão também convocou o controlador do banco, Daniel Vorcaro, seu ex-sócio Augusto Lima e ex-ministros do governo Bolsonaro, como João Roma e Ronaldo Bento.
Além disso, foi aprovada a quebra de sigilo bancário, fiscal, telefônico e telemático da empresa Maridt Participações S.A., ligada ao ministro do STF Dias Toffoli. A comissão também aprovou a convocação dos irmãos do magistrado. As informações são do jornal Folha de S.Paulo.
O pedido para ouvir Campos Neto foi apresentado pelo senador Jaques Wagner, que defende esclarecimentos sobre a atuação do Banco Central entre 2019 e 2024. “A integridade do Sistema Financeiro Nacional é uma barreira fundamental contra a lavagem de dinheiro e o financiamento de atividades ilícitas”, afirmou.
Já a convocação de Guedes, justificada pelo senador Randolfe Rodrigues, foi aprovada sob o argumento de que é necessário apurar o ambiente regulatório durante sua gestão no Ministério da Economia, entre 2019 e 2022.
No caso da Maridt Participações, a CPI determinou a transferência de dados ao Coaf e o envio de Relatório de Inteligência Financeira (RIF), abrangendo o período de janeiro de 2022 a fevereiro de 2026.
Foram ainda aprovados convites, de comparecimento facultativo, ao atual presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, ao ex-ministro da Fazenda Guido Mantega, ao ministro da Casa Civil, Rui Costa, ao ministro do STF Alexandre de Moraes, à advogada Viviane Barci de Moraes e ao próprio Dias Toffoli.
O presidente da CPI, senador Fabiano Contarato, afirmou que a comissão inicia uma fase “decisiva” das investigações. Segundo ele, os requerimentos aprovados permitirão aprofundar a apuração sobre as conexões e responsabilidades relacionadas ao caso. Ao todo, 63 requerimentos foram aprovados na sessão.
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