19 de junho de 2026

O caso Campos Neto e o dossiê do GGN

Aqui, você confere todas as reportagens publicadas pelo jornalista Luís Nassif sobre o tema

1. Jornalista Luís Nassif é intimado por reportagens sobre irregularidades no sistema financeiro envolvendo ex-presidente do BC, Roberto Campos Neto.

2. Acordo entre Campos Neto e BC levanta suspeitas de favorecimento a bancos investigados por lavagem de dinheiro e evasão de divisas.

3. Falha institucional expõe fragilidade dos mecanismos de controle do sistema financeiro no Brasil, destacando conflito de interesses e falta de transparência.

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Resumo gerado por Inteligência artificial

Nos últimos dias, o jornalista Luís Nassif, fundador do Jornal GGN e do Projeto Brasil, foi intimado judicialmente. A ação partiu de Roberto Campos Neto, ex-presidente do Banco Central com passagem pelo Santander e, atualmente, executivo do Nubank.

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O motivo? Uma série de reportagens que revelam, em primeira mão, possíveis irregularidades no sistema financeiro, incluindo conflitos de interesse, operações suspeitas de lavagem de dinheiro para facções criminosas e decisões que beneficiaram os bancos investigados.

Campos Neto fechou um acordo com o BC e saiu ileso. O sistema permitiu que uma pessoa com evidente conflito de interesses comandasse o órgão regulador, alterasse regras em benefício do setor de onde veio, e depois se beneficiasse dessas mesmas mudanças. Isso não é apenas uma falha individual.

É uma falha institucional que expõe a fragilidade dos mecanismos de controle sobre o sistema financeiro no Brasil. E enquanto essas brechas existirem, casos como esse continuarão acontecendo — protegidos pelo silêncio e pela complexidade técnica que afasta o escrutínio público.

A seguir, você confere todas as matérias publicadas pelo jornalista:

Esta reportagem detalha como o Banco Central, sob a gestão de Campos Neto, firmou um Termo de Compromisso (TC) com o então ex-diretor, mediante o pagamento de uma multa de R$ 300 mil, livrando-o de acusações de envolvimento em um esquema de evasão de divisas. O caso refere-se a irregularidades de controle e compliance no Santander entre 2015 e 2017 e, segundo a análise, o acordo de leniência, fechado sem transparência, atuou como um “presente de Natal”, encerrando a investigação de forma questionável.

O artigo revela que duas resoluções elaboradas durante a gestão de Campos Neto no BC, sob a justificativa de “modernização”, acabaram por blindar instituições financeiras de processos criminais relacionados a operações cambiais. Especificamente, a Resolução 277 teria anistiado bancos como Santander, Master, Genial, Travelex e Haitong de investigações, como a Operação Colossus, que apurava um esquema bilionário de evasão de divisas e lavagem de dinheiro com supostos elos com o PCC e o Hezbollah, ao transferir a responsabilidade da classificação das operações de câmbio inteiramente para o cliente.

Neste texto, Nassif expõe como o Banco Central dispensou a obrigação legal de realizar a Análise de Impacto Regulatório (AIR) para a Resolução 277 do Novo Marco Cambial, alegando que se tratava apenas de uma norma “consolidatória”, embora ela redefinisse operações de câmbio e afetasse o preço final (VET) e o compliance de bancos, corretoras e fintechs. O drible à AIR permitiu que uma norma complexa, que favorece fintechs e bancos médios ao reduzir barreiras de entrada e que redesenha riscos de Prevenção à Lavagem de Dinheiro (PLD/FT), fosse aprovada sem a obrigação de provar seus benefícios, custos ou que não haveria alternativas menos restritivas.

A matéria reforça a situação de conflito de interesses e o suposto tratamento privilegiado dado ao Santander, antigo empregador de Campos Neto, no âmbito da investigação de irregularidades no mercado de câmbio. O texto levanta a crítica sobre a transição de Campos Neto para o Nubank, destacando o movimento de “porta giratória” entre o setor regulado e o regulador, e sugere que a digitalização do mercado não eliminou a fraude, mas a tornou mais eficiente, cobrando uma regulamentação mais rigorosa para mitigar a venda de “produtos tóxicos” e evitar a criação de pirâmides financeiras.

Em resposta à falta de transparência e aos questionamentos sobre o caso, esta coluna exige que o Banco Central, em especial seu presidente e o diretor de fiscalização, esclareçam publicamente as principais suspeitas levantadas. Nassif critica a ausência de justificativas sólidas para o arquivamento das investigações contra Campos Neto e o Santander, especialmente considerando que as operações cambiais sob suspeita envolviam possíveis clientes ligados ao crime organizado, questionando a decisão do comitê técnico do BC de não classificar as infrações como “falta grave”.

Confira também, no canal da TV GGN no YouTube, as explicações do jornalista:

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6 Comentários
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  1. Jane Brandao

    29 de novembro de 2025 2:35 pm

    Pena que o GGN é voz solitária nessas investigações. Sou vítima desses bandidos acobertados por esse sistema. Meu fundo de pensão foi ROUBADO, sou obrigada a contribuir para recompor a fraude, e todos saíram ilesos. E os golpes continuam

  2. Fábio de Oliveira Ribeiro

    29 de novembro de 2025 3:12 pm

    Campos Netto comete o mesmo erro que Sérgio Moro cometeu. Ao tentar abafar com ameaças o escândalo da Lava Jato o Ministro da Justiça do seu Jair colocou em movimento as engrenagens da destruição total da Lava Jato e da reputação dele e de Dentan Dellagnol. Quem cairá em desgraça junto com Campos Netto?

  3. Anônimo

    30 de novembro de 2025 6:09 pm

    Entendi a democracia d vcs , só colocam comentários favoráveis, hummm ,,,,, mentirosos

  4. Sandra

    1 de dezembro de 2025 11:22 am

    Em lugar de atitude de transparência com os devidos esclarecimentos, o ex presidente do BC recorre a medida judicial. Típico de quem nadou livremente pelos canais do erário público.

  5. Paulo

    1 de dezembro de 2025 12:53 pm

    Aqui o Brasil o crime compensa!!

  6. Paulo

    1 de dezembro de 2025 12:57 pm

    Aqui no Brasil o time compensa!!

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