4 de junho de 2026

Mídia ignora escândalos de corrupção de Flávio Bolsonaro em tentativa de forjar opositor a Lula, diz analista

Coordenador do Manchetômetro, João Feres Jr analisa movimentação da extrema-direita pelas eleições 2026 e candidatura de Haddad em SP

Setores da grande mídia estão ignorando o histórico de escândalos de corrupção do senador Flávio Bolsonaro numa tentativa de forjar um opositor para Lula nas eleições presidenciais de 2026. Segundo o cientista político João Feres Jr, a cobertura da imprensa mais uma vez denota que os magnatas dos jornais preferem Flávio a ver a continuidade de Lula, que deve buscar a reeleição para um quarto mandato.

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Feres é coordenador do projeto Manchetômetro, um laboratório que faz análises sistemática da cobertura de alguns jornais da grande mídia no intuito de compreender o viés adotado pelos veículos mais influentes em relação ao governo. Para ele, “a mídia já está, de novo, incensando algum tipo de opositor ao Lula. Boa parte dela prefere até o Flávio Bolsonaro do que o a continuidade do Lula, infelizmente, a despeito de todas essas coisas que a gente sabe sobre ele”, disparou Feres.

Filho de Jair Bolsonaro, Flávio foi alvo de investigações no caso das “rachadinhas” quando era deputado estadual na Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro, sob suspeita de desvio de salários de assessores em seu gabinete para enriquecimento ilícito. Em outra frente, ele também foi investigado por supostas irregularidades na compra e venda de imóveis. Flávio nega as acusações, e parte dos processos foi anulada ou arquivada por decisões judiciais. Hoje, é o candidato virtual da extrema-direita na corrida pelo Palácio do Planalto em 2026, com apoio de Jair, que está preso após ser condenado por tentativa de golpe de Estado;

Na entrevista concedida ao jornalista Luís Nassif, na noite de terça (3), Feres avaliou que a extrema-direita deve chegar com uma nova estratégia para as próximas eleições. Ainda não se sabe se terão o mesmo poder de mobilização nas redes sociais desde que o chamado gabinete do ódio foi desarticulado. Além disso, a direita deverá ir rachada para a disputa eleitoral, o que pode favorecer a Lula. Feres não descarta, no entanto, que as Big Tech possam se alinhar à extrema-direita como fizeram com Donald Trump. Ele também levantou a preocupação com o fato de o Tribunal Superior Eleitoral dispor de muitos juízes bolsonaristas neste ano.

Sobre a candidatura de Fernando Haddad ao governo de São Paulo, Feres analisou que é importante para que o ministro de Lula tenha “recall” junto ao eleitorado, apesar de o desafio de vencer no Estado historicamente governado pela direita seja enorme.

Assista abaixo a entrevista completa:

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Cintia Alves

Cintia Alves é jornalista especializada em Gestão de Mídias Digitais e editora do GGN.

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Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

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Carla Castanho é repórter no Jornal GGN e produtora no canal TVGGN

2 Comentários
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  1. BETO AMORIM

    4 de março de 2026 3:27 pm

    digo sem medo, o grande problema do brasil é a carência de veiculos de imprensa antenados com a realidade dos fatos, e compromissados com a informação. Não temos hoje, ainda respiramos um pouco de informação real na midia alternativa mas ainda é muito pouco para alcançar todo o brasil. Se a vida pregressa do opositor de lula fosse desnudada sem paixao, apenas jornalisticamente, o mesmo ja teria retirado a candidatura, mas aqui ao contrario o mesmo transita com desenvoltura nos principais veiculos de imprensa enquanto esta mesma imprensa se recusar a publicizar os ganhos do governo LULA

  2. Rui Ribeiro

    5 de março de 2026 9:22 am

    Sr. Beto Amorim, foi veiculada uma notícia com o seguinte teor:

    Dirceu já viu a Globo como uma ‘TV do governo’
    História foi contada pelo senador Roberto Requião (PMDB-PR), que, no passado, tentou convencer o ex-ministro da Casa Civil a investir numa televisão pública; “Requião foi ao quarto andar do Palácio e enquanto contava ao ex-ministro sobre o quanto a TV Educativa estaria sendo importante para o governo, Zé Dirceu teria lhe interrompido e dito: ‘Requião, mas o governo também tem uma TV’. Isso aconteceu antes da criação da TV Brasil, que se deu no segundo mandato de Lula. Requião teria ficado surpreso e perguntou: ‘mas que TV, Zé?’. Ao que o então ministro, respondeu: “A Globo, Requião’”, escreveu Renato Rovai

    https://www.brasil247.com/midia/dirceu-ja-viu-a-globo-como-uma-tv-do-governo#google_vignette

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