As operações militares em regiões estratégicas para produção e transporte de petróleo podem abrir uma brecha para lucratividade das petroleiras do Ocidente.
Em análise, a Al Jazeera destaca dois pontos importantes: o ataque militar dos Estados Unidos e Israel contra infraestrutura de energia nos países do Golfo, e o bloqueio do transporte marítimo por meio do Estreito de Ormuz.
O Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica do Irã (IRGC) destacou na última segunda-feira que o estreito estava “fechado” e que qualquer embarcação que tentasse passar pela hidrovia seria “incendiada”. Até o momento, pelo menos cinco navios-tanque foram danificados, dois funcionários mortos e cerca de 150 navios presos ao redor do estreito.
O bloqueio do transporte na região fez com que os preços dos contratos futuros de petróleo e gás natural dispararem nas bolsas de commodities, com as cotações dos futuros de petróleo bruto do Brent subindo até 13%.
Atualmente, cerca de 10% dos navios de contêineres do mundo estão envolvidos nos backups mais amplos, e a carga pode em breve começar a se acumular em portos e centros de distribuição na Europa e na Ásia, enquanto navios-tanque estão nas costas dos grandes produtores de petróleo do Golfo.
O Estreito de Ormuz responde pelo transporte de um quinto do petróleo e GNL consumidos globalmente de produtores do Golfo como Arábia Saudita, Iraque, Emirados Árabes Unidos, Kuwait e Catar. Os mercados de gás na Ásia e na Europa são diretamente afetados pelo bloqueio.
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