Na última coluna procurei sintetizar o que seriam as linhas permanentes da economia brasileira: um capitalismo social, distributivista, mas mantendo os pilares da estabilidade macroeconômica (equilíbrio fiscal, controle da inflação e câmbio flutuante).
Se estão dadas as bases, falta muito ainda para se desenvolver um modelo de crescimento que dê sustentabilidade à distribuição de renda.
Salário é renda e é custo. O distributivismo gera mercado de consumo forte, via melhoria de renda, e empresas menos competitivas, via aumento de custos. Sem um salto de competitividade, que permita agregar valor aos produtos – e, por aí, absorver o aumento de renda – o modelo não se sustenta. Daí que a próxima etapa da política econômica será a de assegurar condições para uma melhoria do ambiente econômica para essa nova fase do capitalismo.
Mercadistas e desenvolvimentistas têm suas fórmulas, seus modelos, sua visão crítica. O desafio consiste em selecionar as melhores sugestões de lado a lado sem o dogmatismo que caracteriza as escolas acadêmicas fechadas. E, da combinação delas, conseguir a síntese virtuosa.
***
Não é desafio fácil.
Do lado do ambiente econômico, terá que se avançar em medidas de desburocratização, radicalizar nas políticas de inovação, avançar na integração de cadeias produtivas. Do lado das políticas de Estado, aprimorar os processos de compras públicas, definir um modelo de industrialização factível, no qual se enquadrem as políticas do BNDES, Finep, as compras da Saúde, da Educação , os projetos de infraestrutura e a atração de capital internacional produtivo, mas com contrapartida de transferência de tecnologia e de produção.
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Sem o conceito, o desenho lógico, claro, que permita a cada ator saber qual seu papel, pouco se avançará.
Um dos pontos de dificuldade é a ausência de âncoras conceituais na área acadêmica.
Nos anos 60, o industrialismo paulista encontrou na FIPE (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas da USP) sua melhor tradução. A Fundação Getúlio Vargas forneceu o aparato intelectual para a linha macroeconômica e para a consolidação das instituições monetárias e de mercado, enquanto a Unicamp (Universidade Estadual de Campinas) e a UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro) desenvolviam linhas de pensamento desenvolvimentistas.
***
Agora, criou-se um vácuo. A Casa das Garças e o Insper assumiram a liderança mercadista, que desde os anos 90 estava com a PUC-Rio, mas sem acrescentar ideias novas após a crise de 2008. A Unicamp enveredou por linhas de economia social e por estudos pontuais de industrialização.
Anos atrás, supunha-se que a Escola de Economia da Fundação Getúlio Vargas, de São Paulo, pudesse ser a síntese do mercadismo da PUC-Rio com o desenvolvimentismo da Unicamp. Mas a segunda geração que veio atrás dos mestres Yoshiaki Nakano e Luiz Carlos Bresser Pereira não logrou – até agora – avançar nos caminhos abertos.
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Assim, a discussão sobre o novo modelo de desenvolvimento não se escora mais em um centro de pensamento econômico, mas em vozes individuais.
Há um vácuo de pensamento econômico para sustentar a próxima etapa do desenvolvimento.
Ivan de Union
28 de janeiro de 2014 9:59 am“Nos anos 60, o
“Nos anos 60, o industrialismo paulista encontrou na FIPE (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas da USP) sua melhor tradução. A Fundação Getúlio Vargas forneceu o aparato intelectual para a linha macroeconômica e para a consolidação das instituições monetárias e de mercado, enquanto a Unicamp (Universidade Estadual de Campinas) e a UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro) desenvolviam linhas de pensamento desenvolvimentistas.
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Agora, criou-se um vácuo.(…)”:
Nao sei se entendi direito. Foi nos anos 60 que o Brasil inteirinho comecou a ser economica e industrialmente sabotado em prol do bem de Sao Paulo e Rio -TODOS os outros estados se deram muito mal, sem excessao, e so os estados, uh, menos brasileiros conseguiram se equilibrar (Parana, por exemplo). Ate mesmo o “investimento” na ZF de Manaus era golpe pois os mutiroes de compradores do Brasil inteiro eram parados na fronteira pra pagar taxas sobre suas compras. Se hoje ta mais facil ir fazer compra em Miami ate pra sacoleirxs, nao eh acidente nenhum.
Sim, ha vacuo de pensamento economicista no Brasil, mas o pais eh bem outro. O “vacuo” do pensamento economico que voce ta pensando que existe, Nassif, vem da perda de posicao de Sao Paulo, vitimado por… por si mesmo.
RONALD
28 de janeiro de 2014 10:28 amREFORMAS
Pois é NASSIF.
Não adianta o pensamento economico encontrar as melhores soluções não somente para o país, mas também para o povo brasileiro se não temos partidos políticos dispostos a implementar essas soluções e que defendam realmente os interesses do país e do povo.
Sem reforma política, dificilmente alguma ideia que seja boa para o país mas que gere algum impacto nos interesses economicos da minoria dono do capital sera implementada.
Um exemplo é a reforma tributária. Farinha pouca meu pirão primeiro. Esse é o primeiro assunto colocado em pauta quando se tenta discutir a reforma tributária, e não tem boas idéias que avancem com essa mentalidade.
Rui Daher
28 de janeiro de 2014 10:45 amVácuo
“Salário é renda e é custo. O distributivismo gera mercado de consumo forte, via melhoria de renda, e empresas menos competitivas, via aumento de custos. Sem um salto de competitividade, que permita agregar valor aos produtos – e, por aí, absorver o aumento de renda – o modelo não se sustenta”.
Tudo muito certo, tudo muito bem, Nassif, mas nesse raciocínio a variável taxa de lucro aplicada aos preços não ficou de fora? Basta ver a evolução dos salários e dos resultados das 50 empresas que fazem brutal a concentração na economia brasileira.
alexandre a.moreira
28 de janeiro de 2014 12:09 pmVácuo de pensamento ou Velha Oligárquia com Shopping Novo
Exatamente
Nassif as vezes parece cair na falácia do aumento salarial neo liberal.
Claro que salário é custo, mas qual é seu peso real na formação dos lucros ?
Concordo que falte um pensamento de ponta que demonstre que repetir nesta concentração absurda de renda não vai nos levar a marte mas cristalizar-nos em novo patamar de exploração selvagem ao som do Funk de ostentação.
Chegou a hora da distribuição de renda dos mais ricos e este nó é pura guerra como se viu no IPTU de São Paulo e nas leis sobre trabalho escravo.
DanielQuireza
28 de janeiro de 2014 1:53 pmVaria muito, mas dependendo
Varia muito, mas dependendo do setor o custo salarial é altíssimo. Na construção civil, por exemplo.
W K
28 de janeiro de 2014 11:03 amNão acho que exista
propriamente um vácuo, e sim uma incapacidade de esses teóricos entenderem que o mundo de hoje não é mais o mundo dantanho, tal como era quando se formaram.
Alguns exemplos:
a “segunda orelha” na telefonia móvel no Brasil: hoje temos praticamente um celular por habitante, isto é, um celular para uma orelha. Com o advento de celulares em equipamentos, brevemente poderemos ter dois celulares por habitante no Brasil, isto é, na segunda orelha.
o avanço internético, pelo qual podemos resolver inúmeros problemas pessoais, financeiros, administrativos, etc. (inclusive trabalhar) sem sair de casa.
a facilidade maior de se fazer um curso superior,
etc. etc. etc.
Em suma esses pensadores ainda se preocupam com carroças, enquanto o povão já procura ter seu carro próprio.
wagner aparecido nogueira
28 de janeiro de 2014 11:10 amvácuo pensamento econômico
Enquanto tivermos taxas de juros distorcidas, o setor financeiro absorverá, isto é, haverá sempre a tranferência de renda do setor produtivo e dos salários para o setor financeiro.
O volume de recursos que isto significa é exatemente o que falta para o salto que precisamos, maior poder de compra dos salários e maior poder de investimentos para os empresários, não importa o tamanho, que necessitam de empréstimos para suas operações e investimentos.
JUROS SÃO PREJUDICIAIS À SAÚDE! O que se deixa de investir ou consumir é o que precisamos para dar o salto, ex: compra-se um carro e paga-se dois, sem se falar em taxas e impostos. Qual o montante que essa diferença deixaria para o consumidor e a permeabilidade desse montante?
Fala-se em risco Brasil, quais compromissos o governo deixa de honrar? Desde a moratória do Sarney a liquidez do mercado é visível e neste intermeio o fhc abusou com as taxas de juros da Selic, chegando a 42 % ao ano e assim mesmo sempre se honraram os pagamentos.
José Almir
28 de janeiro de 2014 11:23 amNassif
Realmente existe um
Nassif
Realmente existe um vácuo no pensamento econômico. Mas o Brasil esta com um comportamento curioso, se nossas instituições não produzem tecnologia suficiente para as nossas necessidade, vamos usar nosso poder de compra estatal ou qualquer outro mecanismo para importar tecnologia. Hoje isso é a moda do momento.
Pena que em se tratando de política economica não da para importar, pelo menas ao nivel filosofico que voce esta falando.
drigoeira
28 de janeiro de 2014 11:54 amVácuo?
O vácuo ficou para trás. O Brasil acelerou com o governo do PT e os pensadores ainda estão discutindo a “rebiboca da parafuseta”.
Em outras palavras, o economiscismo perdeu. É só fazer um compêndio das publicações do Delfin Neto para ver que estão ultrapassadas.
Podemos afirmar também que: só se cria na crise!
E, “a crise de 2008 foi somente uma marolinha”.
Fernando68
28 de janeiro de 2014 11:57 amContinua-se
Continua-se tentando manter o moribundo ligado aos tubos e aparelhos e ficam com aquela conversa apoiando o cotolvelo com um braço e a outra mão no queixo, discutindo se não teria remédios mais eficazes para manter a criatura viva e melhor de saúde, quem sabe mudando a dieta, mudando a roupagem, sempre com as mesmas receitas já manjadas. O capitalismo como sistema econômico é isso mesmo, um cadáver ligado aos aparelhos e um monte de gente querendo que ele se mantenha saudável em cima de uma lógica autofágica que o consome e leva junto imensas massas de trabalhadores, num processo ilusório de satisfação e que logo ali na esquina se desfaz. O capitalismo é um sistema de subtração constante dos mais fracos pelos mais fortes, não existe estabilidade alguma nunca, pois sua lógica é tirar do outro sempre e por isso jamais terá condições de se sustentar sem imensas contradições dolorosas na sociedade. Não tirem disso o recorte do bem estar social criado nos países nórdicos de forma artificial a fim de evitar a influência soviética e que hoje apesar de sua grande qualidade de vida, estão diante de uma sociedade velha, pesada em tributos, maquiando o capitalismo de forma a mantê-lo nesta dieta que não é a sua. O Brasil precisa buscar um caminho autônomo e aberto, que tenha participação popular efetiva nas decisões e que consiga traga a sociedade novas formas de organização econômica, sem isso estaremos fazendo o mais do mesmo e isso todos sabemos onde irá parar.
Motta Araujo
28 de janeiro de 2014 1:42 pmO capitalismo é um cadaver? O
O capitalismo é um cadaver? O capitalismo vive há 400 anos, sem o dinamismo da economia de mercado o mundo estaria vivendo na miseria geral do Seculo XVI, o capitalismo é dominante em todo o planeta, conquistou a Russia, a China, a Europa do Leste, o Vietnam, está conquistando Cuba, cadê o cadaver?
Trotsky, o profeta culto co comunismo, previu em 1929 o fim do capitalismo e o comunismo triunfante em todo o planeta.
Fez a mesma confusão dos esquerdoides de hoje, crise conjuntural é inerente ao capitalismo, que se recicla após as crises e volta revigorado, os EUA este ano vão crescer mais que o Brasil, que ainda não se livrou do estatismo.
aliancaliberal
28 de janeiro de 2014 2:54 pm” o capitalismo é dominante
” o capitalismo é dominante em todo o planeta,” não Motta o capitalismo não esta infelizmente em todo o mundo.
Fernando68
28 de janeiro de 2014 5:52 pmQuando se diz
Quando se diz aqui que vivemos um vácuo do pensamento econômico, os comentários vem apenas corroborar isso, sempre as mesmas desculpas e alegações de que o sistema se auto regula e que a maravilha da vida segue sempre tranzendo satisfação a todos. Primeiro o capitalismo é sim um moribundo, um cadáver insepulto que teimam em manter fedendo e apodrecendo as relações humanas com guerras e fome, doenças e competições absurdas calcadas numa fantasiosa liberdade que pertence a meia duzia e querem falar de governos socialistas??? com as mesma cantilena de sempre pegando por base a moral e a ética capitalista querendo que ela se insira num sistema socialista e se este não for possível de dar ao povo tudo que o capitalismo diz dar não serve, é no mínimo ridículo. O socialismo não precisa de iates, carros de luxo, frescuras absurdas, luxos esnobes e nem de reis do camarote para fazer as pessoas felizes consigo mesmas, o que o socialismo precisa é de pessoas dispostas a serem humanas de verdade, coisa que o capitalismo não faz a minima questão, pois se alimenta da sandice humana para sobreviver, sem ela e sem a anarquia na produção não estaria mais no mundo, onde 80 famílias controlam a economia mundial e nécios acham isso o máximo da competência capitalista sem se preguntar onde há justiça nisso. Não há apenas um vácuo no pensamento econômico, há um buraco negro imenso sugando a capacidade dos homens pensarem a vida no futuro. Acham mesmo que manteremos ad infinitum esse modo de procução??? sejam honestos por favor.
Fábio de Oliveira Ribeiro
28 de janeiro de 2014 12:04 pmDiscordo. Esta semana, ao
Discordo. Esta semana, ao bater boca com a dona do Magazine Luiza provocando a subsequente valorização das ações daquela companhia, o Diogo Mainardi (que acredita na existência de uma crise no varejo) formulou uma excelente nova equação não linear econômica:
v – m = c
em que “v” é a representação matemática dos fatos econômicos tal como se apresentam, “m” é a versão dos fatos econômicos tal como divulgados pelos analistas neoliberais da imprensa e “c” é o crescimento que resulta da equação.
Ha, ha, ha… economia não linear é uma coisa tão fácil, que até o Mainardi é capaz de provocar uma substancial inovação teórica neste campo. Ele merece um Nobel de Economia pelo seu grande feito. Ha, ha, ha…
josé adailton
28 de janeiro de 2014 12:19 pmSIMPLES
Na última coluna procurei sintetizar o que seriam as linhas permanentes da economia brasileira: um capitalismo social, distributivista, mas mantendo os pilares da estabilidade macroeconômica (equilíbrio fiscal, controle da inflação e câmbio flutuante).
“… problemas que a própria dinâmica da democracia brasileira tratará se acertar.”
Rodrigo Queluz
28 de janeiro de 2014 12:30 pmNassif ministro?
Eae Nassif?
Se Dilma chamasse para Ministro, tu toparia? Eu, e acredito que muitos aqui, adoraríamos ver isto acontecer!!
aliancaliberal
28 de janeiro de 2014 10:30 pmMinistro que nada
Ministro que nada presidente.
Os petistas não iam deixar, iriam virar inimigos, deixa quieto..
Joel Miranda
28 de janeiro de 2014 12:42 pmEconomia capitalista
Nassif, o capitalismo é predador, ele criou a cultura da concentração, o mais forte quer comer o mais fraco sem pena sem piedade. A cultura de levar vantagem, de acreditar no ganho desonesto, na corrupção!
Intriga-me se achar normal uma empresa ir para uma concorrência com duas propostas, lá decidir qual vai entregar!Falar em capitalismo social é besteira pura, ele não quer distribuição, ele quer o monopólio, se difícil, ele tenta engendrar uma parceria, quase sempre dosonesta.
Ou temos um estado forte, uma sociedade organizada, sem isto, o capital será concentrador, como este que está sendo mostrado, em que 1% da população detem 50% da riqueza global!
Isto é o inferno!
Elicleiton Wander
28 de janeiro de 2014 1:54 pmJoel Miranda, você está
Joel Miranda, você está equivocado, meu caro. TODOS, eu digo TODOS os países de política econômica socialista, estão infestados de corrupção e péssima distribuição de renda. Você é capaz de perceber pelo menos este ponto para podermos avançar? Se sim, então tenta provar que os cidadãos que vivem em países capitalistas estão em piores condições de renda que seus pares comunistas ou socialistas. Veja bem que no ano de 2013, das 20 mais caras aquisições feitas por bilionários, no mundo todo, 18 foram super-iates comprados por Russos!!!! Que lindo! Os caras pregam divisão de renda, estado forte, com rígido controle sobre a produção e 90% da população vivendo em estado de miséria, enquanto os bilionários comunistas tiram onda nos luxuosos super-iates. Veja também o caso daquele moleque diabético, que controla a Coreia do Norte com mão de ferro. O comunistinha de caviar foi educado nos piores infernos capitalistas, como Suiça e Japão, passou a adolescência viajando o mundo, passeando pela Disney, etc, acaba de adquirir um brinquedinho para fazer farra no mar, enquando a população, controlada por um estado forte, vive fazendo de tudo para fugir para o vizinho de baixo, para não morrer de fome. Agora, me diga uma coisa, o estado em que sobrevivemos, quase onipresente, controlando tudo, gordo, chupando altíssima e insuportável carga tributária, roubando de quem produz, com a desculpa de distribuir a quem não produz – muitas vezes, porque não quer – canoniza a corrupção, o roubo e a falcatrua, e vossa majestado vem dizer que ainda precisamos de um estado forte, com mais controle de economia? Só uma perguntinha: você defeca pela boca, ou pelos dedos??
winchester
28 de janeiro de 2014 12:53 pmhá vácuo no pensamento desenvolvimentista no mundo
Há vácuo no pensamento desenvolvimentista no mundo. Afinal como tirar 2 bilhões de chineses e indianos da pobreza sem destruir nosso globo? até agora ninguém sabe
Briguilino
28 de janeiro de 2014 12:58 pmSíntese
Distribuir Renda – Dilma Roussef – é desenvolvimento. Portanto a questão não é economica. É política.
Colocar isso em prática é que são outros 500.
http://blogdobriguilino.blogspot.com.br/
VL
28 de janeiro de 2014 12:58 pmPrenúncio de ataque especulativo
Análise publicada na Reuters.
“Mercados Emergentes sofrerão ataques especulativos de investidores (financeiros de curto prazo). Os mercados emergentes estão tão vulneráveis como sempre foram” devido às questões econômicas globais e questões políticas locais já discutidas neste espaço.
Um dado interessante (pouco realçado) é que para investidores (produtivos) de médio/longo prazo, o cenário é bom.
Acredito que :
1) já está na hora de uma regulamentação mundial mais rígida em relação aos fluxos de transações de capital especulativo
2) uma grande falha do Governo Dilma é a comunicação. Não é possível que um país com uma demanda reprimida de infra-estrutura, produção e serviços acompanhada de uma classe social emergente ávida por consumo não seja capaz de atrair investimentos produtivos.
É claro que por ser ano eleitoral, a mídia vai realçar o lado negativo da análise. Entretanto, falta ao Governo Dilma um contraponto mais eficaz.
Acho que parte do vácuo de pensamento econômico no Brasil tem como causa a “postura defensiva” do Governo Dilma
http://www.reuters.com/article/2014/01/27/us-emerging-contagion-analysis-idUSBREA0Q1G420140127
Samuel Rodrigues
28 de janeiro de 2014 1:17 pmCentralismo.
O Brasil sempre foi marcado por forte centralização da política e da economia. A política de investimentos sempre privilegiou o eixo Rio-São Paulo-Minas, o que gerou um desequilíbrio monumental no desenvolvimento do País, e trouxe todas as consequências que bem sabemos.
A política e a visão econômica dos governos desde a redemocratização, têm tido a mesma inclinação para o eixo centralizador, talvez esteja na hora de buscar novas ideias fora do ambiente poluído do centro do País.
Motta Araujo
28 de janeiro de 2014 1:34 pmOs espaços geopoliticos tem
Os espaços geopoliticos tem uma razão historica e não são produto de voluntarismo. Porque todos os maiores bancos privados do Pais, as empreiteiras, os grandes grupos, com poucas exceções, tem sua sede ou centro operacional em São Paulo e não no Maranhão? É peloa logica economica, não por decreto.
SErgiopet
28 de janeiro de 2014 1:36 pmvácuo do pensamento econômico
Tem um problem aí: os tais bons pensadores econômicos foram forjados na crise, nas décadas perdidas. Esses economistas servem como formadores de outros economistas em situação completamente diferente è por isso que o pensamento é um vácuo. O paradigma é outro, mas os preceptores são os fa crise das décadas perdidas.
Paulo F.
28 de janeiro de 2014 1:42 pmEspelho
O vácuo é reflexo da distorção no ensino de ciencias econômicas no Brasil. Enquanto a música dominante for monocórdica, não havera pluralidade e sem esta a criatividade necessária estará em falta. Esta na hora de mandar nossos economistas estudararem em Beijing ao inves da LSE ou em Chicago.
ArthurTaguti
28 de janeiro de 2014 1:48 pmExiste uma forma muito
Existe uma forma muito “simples” de resolver este problema da produtividade: investindo em educação básica.
Por isso, não vamos cobrar muito dos nossos acadêmicos.
Economista não é músico virtuoso em jam session para se especializar em improviso, penduricalho, arremedo para um ambiente econômico que possui base mal planejada.
Imagine se, num dos Saraus do Nassif, for convidado ao palco um sujeito que é versado no dó, ré, mi, fá, sol, lá, si, mas se embanana todo se falarem para ele de sustenido e bemol. Sem caderninho de cifras, e fugindo das peças já decoradas, vai ficar a ver navios, não conseguindo mandar ver no chorinho.
Enquanto a educação pública nossa não conseguir formar mais do que analfabetos funcionais, cheia de progressões continuadas e orçamento eternamente insuficiente, não há Unicamp, Casa das Garças, Prouni e cotas que resolva.
Estes dois últimos têm um valor social interessante (a filha da empregada doméstica vai para a Gama Filho com bolsa integral, sai de lá arquiteta, ou advogada, aumentando sua auto-estima, conseguindo algo que nunca imaginaria), mas não pode ser a esperança que nossos planejadores públicos possuem para a salvação da economia brasileira. Tanto que, a despeito do incremento da educação superior (e número de formados) desde a era Paulo Renato, o quesito produtividade ficou quase que estagnado.
É muito comum, nesse contexto, encontrar gente formada em faculdade fundo de quintal que depois parte para o setor de serviços, por não ter conseguido se firmar num mercado altamente competitivo.
Até porque a maioria dos empregos criados sob Lula, segundo Pochmann, são de qualificação baixa, no setor de serviços, de salário de até 1,5 salário mínimo, mesmo com os milhões de recém formados pelas privadas.
Se nosso colégio público fornecesse oportunidade para a molecada aprender não só a ler, mas também a interpretar textos e escrever de uma forma que as outras pessoas entendam, bem como realizar operações matemáticas de complexidade média, não há dúvidas que um curso técnico do Senai ou o Pronatec já seria o suficiente para formar mão de obra qualificadíssima. Algo parecido com o que se vê na Alemanha, com mão de obra altamente produtiva (e bem remunerada) sem ensino superior, apenas técnico.
O ensino superior seria destinado aos mais preparados, ou criativos, ou (infelizmente) mais ricos, igual se vê em países desenvolvidos, pois são eles os que desenvolveriam pesquisas, criariam tecnologias, e fariam nosso país dar o salto que precisamos para o mundo desenvolvido.
Advogado que não gosta de ler, engenheiro que não sabe escrever relatório, e arquiteto que não aprendeu no colégio a calcular bem, pode até trazer algum tipo de satisfação pessoal para uma pessoa componente de uma sociedade bacharelesca (?), mas não vai contribuir muita coisa para o nosso desenvolvimento econômico.
Marcelo Sav
28 de janeiro de 2014 3:01 pmA educação prática e a tecnocrática
O Pensamento foi expresso muito adequadamente. Muito se muda no Brasil em educação, mas são mudanças superficiais e para estatísticas. Tem havido “ganho” em escala, mas mudanças pensadas para médio e longo prazo com objetivos concretos em mudar o ensino para um país “superior” é muito difícil. Nossa realidade é avessa ao sacrifício, avessa à ciência, avessa à disciplina, sem alguns requisitos como esse não se formam cientistas. Mesmo quando surge algum notável, ele logo é captado por “olheiros” que o recrutam para estudar e trabalhar em algum outro país. Precisaria mudar o Brasil em sua essência natural, isso é difícil. Os pais precisam parar de acreditar em país do futebol, da música, das artes, isso não é pra todos. Pais os filhos hoje devem desde pequenos fazer cursos extra-curriculares em tecnologia, programação. Em poucos anos todo e qualquer setor da atividade humana terão comandos programados, não queremos acreditar nisso, não queremos enxergar isso, no Brasil sempre achamos que isso vai demorar, e por isso mesmo estamos sempre atrasados e pagando caro $$$ por ter de importar TUDO. Quanto às humanas, nossa! Quanta papelada e burocracia. Quantos burrocratas. A política então?! Cheia de pessoas não suficientemente preparadas. Porque os administradores não inserem-se no setor político. Pasme! Ensino de administração Pública ? Diriam isso é desnecessário… Então, aturemos a má administração pública, forjada há séculos por administradores políticos e apadrinhados “de confiança”. Estamos a 500 anos assim, nesse modelo. Mudar vai levar mais 500 anos. Planejamento, infelizmente não se faz isso no Brasil, aqui a administração não tem valor: planejar, organizar, executar, colher feedback, replanejar. Aqui é tudo apaga o fogo, quando pega fogo, conserta quando estraga etc.
Clever Mendes de Oliveira
28 de janeiro de 2014 10:47 pmGrande quantidade de lugares comuns também gera qualidade
ArthurTaguti (terça-feira, 28/01/2014 às11:48),
Às vezes eu conto aqui um “elogio” que eu recebi de um professor. Disse ele: “Seu trabalho é uma obra prima de tautologia enriquecida de pérolas de truísmo”. Lembro deste “elogio” com frequência quando vejo um comentário que parece cheio de tautologias. No seu caso, entretanto, não é nem mesmo truísmos o que você diz. Trata-se mais de lugares comuns repetidos a exaustão, mas sem muita correspondência a realidade. Não significa esta minha crítica que eu queira que eles sejam descartados. Torço para que o acúmulo deles possa ser de algum proveito.
Na sua primeira frase você diz:
“Existe uma forma muito “simples” de resolver este problema da produtividade: investindo em educação básica”.
Felizmente você colocou “simples” entre parêntese porque, com um mínimo de entendimento da realidade brasileira, reconhecendo o grau de desigualdade existente neste país que é ao mesmo tempo rico, como países desenvolvidos, e pobre, como os países mais atrasados do planeta, é possível concluir que a forma para resolver o problema da produtividade no Brasil é muito complicada. E é demorada. E como se trata de algo óbvio, é o que o país está fazendo. Para fazer mais teríamos que ter quase uma ditadura capaz de impor que todos tenham que estudar em escolas de mesmo nível educacional em dedicação integral.
Talvez você não seja “Advogado que não gosta de ler”, ou não seja “engenheiro que não saiba escrever relatório”, e não seja “arquiteto que não aprendeu no colégio a calcular bem”, mas pode ter certeza que se você for como eles, você, como eles, contribuem para o nosso desenvolvimento econômico, pelo menos mais do que se tivessem feito só o ensino médio. O caminho da qualidade passa antes pela quantidade. No Brasil e em qualquer lugar do mundo.
Clever Mendes de Oliveira
BH, 28/01/2014
Roberto São Paulo-SP 2014
28 de janeiro de 2014 1:56 pmAumento da escala de produção e redução do desemprego
Além da desoneração da folha de pagamento, da redução da tarifa de energia elétrica e da correção gradual da taxa de câmbio, o aumento da escala de produção será um importante fator para a melhoria da competitividade das empresas instaladas no Brasil, em tese quanto maior a escala de produção, menor o custo dos investimentos e menor o custo operacional.
Creio que com o pleno emprego e a menor disponibilidade de mão-de-obra no mercado de trabalho, haverá uma corrida para a melhoria dos processos de produção, com um aumento significativo do investimento em máquinas e equipamentos, principalmente em robótica, o que certamente proporcionará um salto na competitividade das empresas instaladas no Brasil.
Daytona
29 de janeiro de 2014 1:40 amNão tinha visto seu
Não tinha visto seu comentário, disse a mesma coisa acima. Acho que há também a questão acerca das indústrias intensivas de mão-de-obra e as intensivas de capital.
Um problema que vejo é que muitos incorrem no erro de analisar tudo pela ótica simplista da “luta de classes”, na qual há um suposto antagonismo entre capital e trabalho.
Alexandre Weber - Santos -SP
28 de janeiro de 2014 1:58 pmOusadia
Seja qual for o seu sonho, comece. Ousadia tem genialidade, poder e magia.
Goethe
Nossa maior fraqueza está em desistir. O caminho mais certo de vencer é tentar mais uma vez
Thomas Edison
Não importa o que você seja, quem você seja, ou que deseja na vida, a ousadia em ser diferente reflete na sua personalidade, no seu caráter, naquilo que você é. E é assim que as pessoas lembrarão de você um dia.
– “A verdade é que todo mundo vai te machucar,você só tem que escolher por quem vale a pena sofrer.”
“Bom mesmo é ir à luta com determinação, abraçar a vida com paixão, perder com classe e vencer com ousadia, pois o mundo pertence a quem se atreve, e a vida é MUITO pra ser insignificante”
Charles Chaplin
Nas grandes batalhas da vida, o primeiro passo para a vitória é o desejo de vencer!
Mahatma Gandhi
Apesar de todos os medos, escolho a ousadia.Apesar dos ferros, construo a dura liberdade.
Prefiro a loucura à realidade, e um par de asas tortas aos limites da comprovação e da segurança.
Eu, (……….), sou assim.
Pelo menos assim quero fazer: a que explode o ponto e arqueia a linha, e traça o contorno que ela mesma há de romper.
A máscara do Arlequim não serve apenas para o proteger quando espreita a vida, mas concede-lhe o espaço de a reinventar.
Desculpem, mas preciso lhes dizer:
EU quero o delírio.
Lya Luft
Assegurar-se contra os inimigos, ganhar amigos, vencer por força ou por fraude, faze-se amar a e temer pelo povo, ser seguido e respeitado pelos soldados, destruir os que podem ou devem causar dano, inovar com propostas novas as instituições antigas, ser severo e agradável, magnânimo e liberal, destruir a milícia infiel e criar uma nova, manter as amizades de reis e príncipes, de modo que lhe devam beneficiar com cortesia ou combater com respeito, não encontrará exemplos mais atuais do que as ações do duque.
Maquiavel
Eu sou de uma terra que o povo padece
Mas não esmorece e procura vencer.
Da terra querida, que a linda cabocla
De riso na boca zomba no sofrer
Não nego meu sangue, não nego meu nome
Olho para a fome, pergunto o que há?
Eu sou brasileiro, filho do Nordeste,
Sou cabra da Peste, sou do Ceará.
Patativa do Assaré
Aos olhos do artista, o público é um mal necessário; é preciso vencê-lo, nada mais.
Fiodor Dostoievski
Ferruccio Gobbo
28 de janeiro de 2014 2:07 pmMercados vs inclusão social
Qualquer plano de desenvolvimento do governo que ignore a lógica de funcionamento dos mercados financeiros terá pouca chance de sucesso. E a lógica dos mercados é simples: os mercados exigem um determinado superávit primário.
A presidente Dilma contrariou os mercados financeiros ao reduzir os juros básicos. Mais, desafiou os bancos brasileiros ao tentar reduzir os juros na ponta usando os bancos públicos. Isso os bancos nunca irão perdoar. E, pecado imperdoável, reduziu o superávit primário.
O governo teve que voltar atrás na questão dos juros e do superávit primário. Aprendeu a lição: não se desafia impunemente os mercados financeiros.
Agora a Dilma corre atrás dos investidores estrangeiros, como fez em Davos. E está preste a se comprometer com um superávit fiscal, como quer o mercado. Informalmente, está assinando uma nova Carta ao Povo Brasileiro (na verdade, um compromisso com os investidores estrangeiros).
Me parece que o desafio é conciliar as exigências dos mercados financeiros , que querem menos gastos públicos, com as exigências da inclusão social, que vão no sentido contrário, de mais gastos públicos.
Miguel A. E. Corgosinho
28 de janeiro de 2014 2:08 pmEm termos de questões
Em termos de questões fundamentais da sociedade, a ciência da economia é sinônimo de jardim de infância, caída nos mitos de importar o preço de valores especulativos, para aquele tipo de riqueza que lhe compete orientar por uma sede de valores científicos.
Fundamento da sociedade: Valor matemático = Custo.
Miguel A. E. Corgosinho
28 de janeiro de 2014 2:26 pmPara o economista o
Para o economista o investimento é como a mágica da terapia: TER A PIA.
Miguel A. E. Corgosinho
28 de janeiro de 2014 2:58 pmÓ psite da estrelinha solitária:
Quero ver vc ter peito para me refutar.
Mogisenio
28 de janeiro de 2014 2:33 pm????
Com o devido respeito aos economistas mas quando foi mesmo que tivemos algum pensamento econômico?
Ora, ora, ora meus caros sem esse agora né? Esse território aqui é rico em recursos naturais e junto deles sempre tivemos excelentes indicadores para aplicação de diversos PARADIGMAS econômicos.( alienígenas, é claro)
Nossa importante participação como “players” ou plaiaris no “mercado” internacional de “poupanças” privadas( clube de paris e “seitas” do tipo) parece ter sido e ainda sendo: X-M<zero, ou PIB>PNB, etc ( isso para os que defendem este paradigma keynesiano) . Curiosamente, tem correntes radicalmente opostas a essa “macroeconomia” ,limitando-se apenas e tão somente à curva microeconômica da oferta e da procura. Em suma, deixe que o indivíduo, consumidor, racional, um Dr. Spock da vida, resolva as “suas necessidades”.
Dentres os importantes “indicadores” que possuímos( de posse e não de propriedade) podemos elencar alguns que se destacam, a saber:
Escravismo, analfabetismo, patrimonialismo, cafeiculturismo e/ou leitismo, monoculturismo, agronegocismo, agrotoxismo, falta de reforma agrarismo, ditatorialismo, copismo( de cópia de “modelos” e de copo mesmo), bolismo ( de crescimento de bolo e de bola de futebol) inflacionismo, futebolismo, novelismo, bigbrodismo ( desde o big brother SAM, até os dias atuais), sensacionalismo, corrupcionalismo ( passivo, mas, sobretudo, ATIVO), piguismo ( de PIG) entre diversos outros indicadores importantes, amplamente divulgados por “importantes” agências internacionais de risco em conjunto com importantes meios de “comunicação” internacionais e suas “surcusais” locais.
Num passado recente, tivemos “novas” inovações econômicas/jurídicas/culturais tais como: Margaretatismo, e/ou Ronald reaganismo, privatarianismo, mais ainda, publicizaçãozismo, quebra cambialismo, monetarismo e dealers ismo”.(1999), e fugitivismo.
É certo que tivemos uma pausa no “farrismo” a partir da década passada.
Todavia, num futuro próximo, com essa nova onda de globalização ( outrora invasões do tipo mercantilismo, colonialismo, sangue suguismo ) teremos o outsourcing, visando o devida flexibilização de normas para que possamos adaptar ao mundo repleto de mudanças e , a partir daí, alcançarmos a felicidade. Portanto, sugere-se os novos modelos: OutsourcingISMO, adapatismo, mudancismo, consumismo, recolonialismo, re – neo….. ismo.
Diante destas e de outras premissas acredito que uma boa síntese , conclusiva, com todo o “ar de exaustiva” , seria a de que deveriamos voltar com a tal economia política. E política com p maiúsculo hem!
Ao que tudo indica e , de novo, com a maxima venia, mormente, aos cepalistas, a ciencia economica aqui não passa de “modelos” copiados que tentam , recorrentemente sem êxito, encontrar fórmulas matemáticas para explicar fenômenos históricos, sociais, culturais, do devir , do humano, este buscando constantemente saciar suas necessidades ( que nem sempre são tão necessárias assim) através de recursos que para quase todos são finitos, ou melhor, nem tiveram um começo e para outros parecem ser infinitos – do tamanho o universo.
A ciencia da administração – do taylorismo, fayolismo, fordismo, toyotismo – também aqui aplicada administra os conflitos de divisão, ops subtração do trabalho. Mas, não se preocupem. O direito ou a amiga da sabedoria – do tocquevilleismo , dentre outros, endireita tudo isso dai.
Saudações
Motta Araujo
28 de janeiro de 2014 7:01 pmTivemos um pensamento
Tivemos um pensamento economico consistente e sofisticado com Eugenio Gudin e na linha adversa um Celso Furtado, ambos produziram uma grande obra teorica, Gudin fundou os estudos de economia no Brasil.
Mogisenio
29 de janeiro de 2014 2:04 amAh não meu caro, fala sério
Em que pese a sabedoria de ambos, o primeiro que v. mencionou talvez seja o pai da liberalismo nacional. Portanto, nada original.
O segundo, eu até cheguei a citar , pedindo desculpas à CEPAL.
Creio ser mais sensato compreender que o Celso foi Furtado pelo Roberto grandes Campos latifundiários. E o genial simonsen gostava mesmo – dizem as más linguas – de uma boa e inercial dose de uisque .
Desculpe-me, mas economia por aqui ainda é uma farsa.
Saudaçoes
jc.pompeu
28 de janeiro de 2014 2:37 pmHá um vácuo de pensamento
Há um vácuo de pensamento econômico no Brasil
é ótimo auspicioso esse vácuo de pensamento econômico porque daí ocorrem duas condições de sucesso para o país como um todo:
1. economia e economistas sem ar para respirar e no sufoco desespero: morrem! todos… com suas “pulp fiction” e contos-da-carochinha dos mitos ideológico-religiosos da economia burguesa do mercado da vida besta a crédito pra cima dos rebanhos fiéis explorados iludidos enganados de sempre…
2. o vácuo de pensamento econômico poderá ser ocupado ou preenchido por coisas bem melhores e mais úteis e mais inteligentes e mais saudáveis e mais reais do que a ficção econômica de “mercado viciado fraudado”, para o sucesso do país como um todo… finalmente, estaremos livres libertos desse tal mainstream de ponzi do pensamento econômico único: onde tudo tem preço tudo é mercadoria e nada tem valor: valor humano, valor de vida.
vida longa! ao vácuo de pensamento econômico!
aliancaliberal
28 de janeiro de 2014 3:15 pm“O distributivismo gera
“O distributivismo gera mercado de consumo forte, via melhoria de renda, e empresas menos competitivas, via aumento de custos.”
Isso só é verdade em uma economia com muita intervenção estatal, caso contrário salários vão representar a produtividade marginal do trabalho, e por isso o aumento de renda real só será possivel com aumento da produtividade da mão de obra, mas como se existe uma cultura anti meritocrática no país.
Daytona
29 de janeiro de 2014 1:24 amMais uma vez, o analfabeto em
Mais uma vez, o analfabeto em economia repetindo mantras da teoria neoclássica(sem saber que é isso que está fazendo)já há muito refutadas pelos fatos e por teortias mais modernas.
Segundo WALTER BLOCK, professor do INSTITUTO MISES, antro que orienta as “ideias” de Aliança, os salários são definidos pelo fato dos negros serem geneticamente menos inteligentes que os brancos e, assim, devem receber salários inferiores.
Essa pseudo-ciência RACISTA é o que Aliança entende por “meritocracia”.
renato arthur
28 de janeiro de 2014 3:24 pmDizem que há tres formas de
Dizem que há tres formas de perder dinheiro: A mais prazeirosa com as mulheres, a mais divertida com o jogo, mas a mais certeira é ouvindo conselho de economista. Como dizia o Lula como é bom ser economista como sabem tudo como fazem previsões….. ( quase nunca acertam nada, mas não há problema de incompetencia, sendo contra o governo serão chamados pela Globonews). Uns são esperto como agora , o banco Americano que depois de derrubar as ações da Petrobras( que estava endivididada) comprou milhares de suas ações.
Motta Araujo
28 de janeiro de 2014 6:57 pmPapo nivel de padaria ,
Papo nivel de padaria , economista não é conselheiro de aplicação, tampouco é cartomante prara advinhar o futuro,
economista é um pesquisador para analisar causas e efeitos da macro economia.
Mariana B
2 de fevereiro de 2014 3:32 amPapo nível de padaria
Há, há, há, há…
*Papo nível de padaria:
– Bom dia, Sr. João, quanto custa o quilo do pão?
– U$$ 96,00
– Como é? Quer dizer que o preço do pão é tipo, mais ou menos R$ 192,00.
– É isso mesmo dona Maria! O pão é meu, vendo pelo preço que quiser e se achar caro pode comprar em outro estabelecimento! Ou reclama pro procon, se quiser, pode reclamar do preço da farinha de trigo também, do combústivel, do frete da transportadora e do salário do Zé, meu funcionário que faz o pão, ou quem sabe do salário da dona Joana que cuida da limpeza e da manutenção do estabelecimento… Pode reclamar também do governo que fecha todo ano com recorde de arrecadação de impostos…. A senhora conhece aquele site do impostômetro? Sabe como é que é dona Maria, é economia, conversa para os iniciados, nada que a senhora seja capaz de entender, sabe? É uma coisa muito complicada, que mesmo que a senhora estude muito nunca vai entender, sabe como é que é, nem os economistas se entendem…
hc.coelho
28 de janeiro de 2014 3:30 pmPensamento econômico?
Não há vácuo nenhum. Basta ler qualquer do pig. O “pensamento econômico” está meio sem jeito, tentando o máximo, mas depois desta onda de que “estamos muito mal” eles pedirão um sufoco nas contas, uma redução drástica nos “gastos imcompreesniveis” com projetos sociais e um novo proer para sanar os bancos. Sem falar em uma redução drástica nos salários, redução do salário mínimo (Robert Fields), e medidas para causar um maior desemprego, que anda muito baixo e, sabem todos, isto é um problema. O próprio Nassif chama a atenção para o “perigo” do aumento da renda da população, “não se sustenta”. Ah, e uma imediata subida dos juros da selic, porque assim ninguem aguenta! E vender a petrobrás mesmo a preço de banana para “ajustar as contas pública”. Sempre fizeram isso.
Sua fonte de sabedoria é ainda o fmi e o banco mundial. E a europa atual é sua meta, está seguindo a “receita”. Seu ideal é injetar mais alguns trilhões para sanar mais uma vez o setor bancário tão importante.
A casa grande está aí.
Infelizmente não como sair deste desastroso “pensmanto econômico”. As próprias escolas de economia estão totalmente engajadas nele.
Marcos Antônio
28 de janeiro de 2014 3:59 pmDesafio que vale um NOBEL
Desafio que vale um NOBEL
Diogo Costa
28 de janeiro de 2014 4:00 pmHá um projeto econômico em plena marcha (querem destruí-lo…)
1) A verdadeira razão das críticas (da direita neoliberal) e o festival de platitudes
NEOLIBERAIS AFIAM AS GARRAS – Há um nítido projeto econômico em marcha no Brasil. As críticas neoliberais a esse projeto desenvolvimentista em curso também são para lá de conhecidas. Senão, vejamos:
Guido Mantega é Ministro da Fazenda desde o dia 27 de março de 2006. Ou seja, desde o primeiro mandato de Luiz Inácio Lula da Silva. Sua chegada ao Ministério da Fazenda foi efusivamente saudada pelos desenvolvimentistas, afinal de contas, o antecessor, Antonio Palloci, era um entrave completo à política econômica do governo Lula.
Palloci era um Pedro Malan que usava barba. Por isso a saída deste, para a chegada de Guido Mantega, marcou a benéfica e fundamental inflexão na economia política do governo Lula.
Desde 27 de março de 2006, passando pela reeleição de Lula e pelo Crash de 15 de setembro de 2008 (maior crise econômica existente desde o Crash de outubro de 1929), até chegar ao fatídico ano de 2013, Guido Mantega foi festejado em todos os círculos econômicos desenvolvimentistas de Pindorama.
Apenas agora, a partir de 2013, e sem nenhuma razão factível para tanto, Guido Mantega passou a ser o alvo preferencial dos críticos neoliberais. Ora, onde já se viu um Ministro da Fazenda que expressa publicamente as suas preocupações com relação aos empregos de tais ou quais categorias?
Mas é preciso ir mais além, afinal de contas as platitudes, apesar de serem apenas platitudes, quase sempre encontram eco junto aos inocentes úteis. Passemos ao caso de Arno Augustin, atual Secretário do Tesouro Nacional, violentamente atacado pelo setor financeiro e pelos neoliberais saudosos dos tempos tenebrosos do tucanato.
Fica parecendo que Arno Augustin fora nomeado Secretário do Tesouro Nacional em 2013, e que em função disso o caos cataclísmico está definitivamente instaurado em Pindorama! Só que não. Arno Augustin é Secretário do Tesouro Nacional desde o mês de junho de 2007. Ou seja, é Secretário desde o início do segundo mandato de Lula!
Da mesma forma que Guido Mantega, Arno Augustin nunca foi contestado desde a sua nomeação, feita por Lula em junho de 2007, até o fatídico ano de 2013. Ele e Guido, junto com Dilma (e mais o lançamento do PAC em fevereiro de 2007), foram os responsáveis diretos pela inflexão desenvolvimentista operada no governo Lula. Isso qualquer observador mais atento conhece desde sempre.
Foram eles que varreram do Ministério da Fazenda os restos mortais do neoliberalismo fracassado dos idos tempos tucanos, representados por Pedro Malan e Antônio Palloci, e também por Fabio Barbosa e Joaquim Levy. Prestaram e prestam um enorme e indesmentível serviço ao Brasil por terem mandado para bem longe as teses fracassadas que deram origem ao Crash de setembro de 2008!
A urubologia reinante que se verifica atualmente no Brasil nada tem a ver com o ‘perfil’ deste ou daquele ministro. Tem a ver com a sanha do neoliberalismo, que não admite e quer absoluta distância da atual política econômica calcada no pleno emprego, nos aumentos reais do salário mínimo e na distribuição de renda, além da criação de um robusto e invejável mercado interno de massas.
É por isso que Guido Mantega e Arno Augustin são tão odiados pelas viúvas do tucanato neoliberal e pelo capital financeiro. Sofrem pela correção das políticas públicas que estão implementando, com absoluto sucesso, desde o final do primeiro mandato de Lula (Guido Mantega) e desde o início do segundo mandato de Lula (Arno Augustin).
Os neoliberais, acostumados a fartura de suculentos pernis, agora reclamam da Política Nacional de Valorização do Salário Mínimo… Querem a volta da concentração de renda, um país farto para apenas 20% de seus habitantes e a volta da falida tese que defende o ‘crescimento do bolo’ antes de reparti-lo com as classes laborais.
A disputa econômica no Brasil atual não tem nada a ver com a economia em si. É uma disputa eminentemente política, onde a banca e os neoliberais procuram retornar aos tempos de arrocho salarial e de desinvestimento público e privado, tudo isto para que o Brasil retorne, triunfante, a ser um satélite menor dos países centrais.
A disputa sobre a economia política é esta, o resto é firula para encher páginas de jornais.
Ulisses s
28 de janeiro de 2014 7:17 pmParabens Diogo
Você tem o dom de expressar em palavras o que eu tenho em pensamento. Esta tchurma quer Guido Mantega longe pelo sucesso desenvolvimentista e social que o Brasil alcançou na era Lula. A queda de Palloci foi o maior tiro no pé que a mídia deu. Devem lembrar até hoje o maldito dia que publicaram aquela nota sobre o caseiro, os trinta mil do suposto pai e a casa de prostituição de luxo em Brasilia. Aquilo provocou o segundo madato do Lula. Aquilo gerou o PAC, e a melhor época de desenvolvimento do Brasil de sua história. Eles morrem de inveja do Mantega!
aliancaliberal
28 de janeiro de 2014 8:08 pmDiogo é facil criar e bater
Diogo é facil criar e bater num espantalho.
Filipe Rodrigues
28 de janeiro de 2014 4:32 pmDo lado das políticas de estado o BNDES deveria ter um foco:
Há bons projetos em andamento no ministério da Saúde e da Defesa para aumentar o grau de nacionalização da indústria que deveriam expandir para o restante do governo.
Em relação aos setores defasados da indústria pouca coisa foi feita, o exemplo da recuperação da indústria naval deveria ser seguido pelos demais.
Rafael
28 de janeiro de 2014 4:49 pmNão é um problema só de economistas
Eu não sei se existe realmente um problema de vácuo no pensamento econômico. As diversas instituições continuam a trabalhar e publicar artigos nas mais diversas linhas: neo-clássica, keynesianos, pós-keynesianos, monetaristas…
Acredito que o verdadeiro “vácuo” apontado pelo Nassif ocorre justamente porque questões de gestão pública, inovação, ou logística de integração de cadeias produtivas são tratadas tipicamente por profissionais que não são economistas. Assim como não adianta esperar grandes contribuições à economia monetária vindas de engenheiros de produção sem formação específica, também não devemos esperar grandes contribuições à gestão de cadeias de suprimentos complexas vindas de economistas sem a experiência e formação adequadas.
O debate deveria ser expandido e os Ministérios da Indústria e Comércio, Planejamento bem como Ciência & Tecnologia poderiam ouvir as comunidades de engenharia de produção e administração para ver o que os profissionais têm a dizer sobre as questões apontadas. Economistas sempre deram grandes contribuições às políticas governamentais, mas nem sempre possuem respostas a todos os problemas.
gentilhomme
29 de janeiro de 2014 1:31 amouvidos bem abertos
Rafael, o MDIC e o MCTI, mas não apenas, ouvem especialistas das mais diversas áreas o tempo inteiro. Ademais, grnade parte das pessoas que ingressam nas carreiras top desses e de outros ministérios são oriundas desses e de outros cursos afins.
Não é por falta de inteligência e de audiência que as coisas não andam mais. Simplesmente o Brasil é muito complexo e a maior parte das saídas apontada ou já estão sendo tratadas – tudo o que o nassif sugere e mais um pouco, exceção feita, talvez, à questão (no meu entender de importãncia secundária) da desburocratização – ou encontram dificuldades políticas e institucionais notáveis.
Grosso modo, o país constituiu um sistema de checks and balances complexíssimo, com diversos grupos de interesse podendo a todo momento travar uma solução que lhe pareça – “pareça”, não necessariamente “seja” – desvantajosa. Os avanços são a passos de bebê e não raro os próprios interesses dos burocratas encarregados de executar uma inovação os impedem.
Pedro Penido dos Anjos
28 de janeiro de 2014 5:01 pmQuem me dera!
Vamos começar a
Quem me dera!
Vamos começar a pensar na natureza da ilusão e nos ilhusonistas.
Sugiro papiro de hora em hora, corrente, matutino e verspetino.
Á cada hora, anúncio e preço.
O clinping está datato para o insucesso, a questão é meramente lógica, pois não?
Agora, um cara comentando todas matérias, just in time, se for bom estará fadado a um tremendo samba, pois sim?
Miguel A. E. Corgosinho
28 de janeiro de 2014 5:04 pmAcho que há o vácuo de um marido para Dilma
A introdução de convicções formuladas podem dissipar os boatos de exclusões antes delas acontecerem.
Leia a tradução da carta que Michelle Obama escreveu a respeito do marido, e imagine o quanto faz falta ter um conjuge racional do seu lado para preencher o vácuo em que se encontra a comunicação do nosso governo frente aos grandes problemas nacionais:
“Hoje à noite, Barack vai entregar o seu quinto discurso do Estado da União.
Você pode pensar que este discurso nasceu de uma pilha de papéis ou de uma longa série de reuniões. Mas, na verdade , as motivações reais – ea substância real – por trás do discurso de hoje vem de aqueles momentos de silêncio , tarde da noite , quando Barack está em sua mesa lendo suas letras. Ele lê , pelo menos, 10 por dia, a partir de pessoas em todo o país . Você escreve -lhe para dizer obrigado, ou para pesar sobre uma questão política . Diga-lhe sobre suas famílias , eo que está acontecendo em suas vidas. E ele ouve . Estas cartas se transformam em ação real. Eu já vi isso acontecer : Ele vai escrever nas margens “Este é que estamos lutando “, e então ele vai passá-los para sua equipe sênior . Dê uma olhada neste vídeo – você verá o que quero dizer . Em seguida, certifique-se de deixá-lo saber que você vai estar assistindo esta noite. Barack é sempre acordado até tarde antes de grandes discursos como este . E durante todo o dia de hoje, eu sei que ele vai estar fazendo alterações na linguagem correta , até a última hora . Não é só porque ele quer que versão final apenas para a direita . É porque ele se preocupa profundamente com suas histórias e seus sonhos e esperanças. Isso é o que o mantém indo todos os dias. Nós esperamos que você vai estar assistindo”
Monday, January 27th, 2014
Wsobrinho
28 de janeiro de 2014 6:19 pmComente sobre isso LN.
Banco ataca e depois ‘enche o carrinho’ de Petrobras
Pivô da crise financeira global de 2008, banco de investimentos dos EUA continua fazendo das suas; agora assimilado pelo Bank of America, Merrill Lynch soltou relatório de críticas à Petrobras em outubro do ano passado; “A empresa mais endividada do mundo”, calculou, com ampla repercussão na mídia familiar brasileira; mas agora em janeiro, quando os papéis da estatal brasileira, empurrados para baixo por avaliações como o do próprio Merrill Lynch, chegaram a R$ 15, o que fez o banco americano? Comprou, é claro, milhões de ações da própria Petrobras; primeiro ajudou a derrubar o valor da companhia e, quando de fato ele caiu, comprou para saborear os lucros; a Comissão de Valores Mobiliários vai se manifestar sobre a manobra ?
Motta Araujo
28 de janeiro de 2014 6:52 pmA CVM não tem jurisdição
A CVM não tem jurisdição sobre os EUA e nada tem a ver um departamento de pesquisa de um banco emitir uma analise e um fundo do mesmo banco comprar ações da empresa analisada, acontece todo o dia em todo o mundo, não há nenhuma ilegalidade.
Eduardo B
29 de janeiro de 2014 3:35 amA compra das ações foi no
A compra das ações foi no Brasil. Não importa que a publicação da empresa tenha se dado na Lua. A multa vai direto no caixa da filial brasileira.
Motta Araujo
29 de janeiro de 2014 12:40 pmA Petrobras é listada na
A Petrobras é listada na Bolsa de Nova York, a Merry Lynch é americana e tem contabilidade em dolar, a logica de uma corretora americana é comprar em Nova York.
E multa referente a que? Qual é a infração?
Desde a crise de 1929 existe regualção conhecida como “”Chinese Wall” que permite a corretoras e bancos ter departamentos de analises que tenham uma posição independente da mesa de operações, desde que as pessoas sejam diferentes..
Não há infração alguma e acontece todo dia, a pesquisa manda vender e a mesa compra para sua tesouraria ou para cliente, a presunção é de que o departamento de pesquisa é autonomo em relação à mesa.
Mariana B
2 de fevereiro de 2014 3:12 amEsse comentário deveria estar na página inicial
Nassif ,
Como fica a análise contida na postagem “O fim do superpoder nos novos tempos” quando nos deparamos com a interferência direta de agentes – externos -, extremamente poderosos, diga-se de passagem, nos ativos preciosos da petroleira de Pindorama?
josé adailton
28 de janeiro de 2014 7:22 pmE NÓS?
DA FOLHA – 28012014
TONY ABBOTT – primeiro-ministro da Austrália
TENDÊNCIAS/DEBATES
Os pontos cruciais para o G20
Seria um grande passo se os líderes dos países que geram 85% do PIB mundial concordassem com uma cobrança de impostos justa
Apesar da lenta recuperação da crise financeira global, o mundo está em uma situação melhor do que frequentemente imaginamos.
Nos Estados Unidos, o crescimento econômico tende a aumentar quase 3% em 2014. Na China, o crescimento tem sido moderado, mas deve se manter acima de 7%. Até mesmo a zona do euro está crescendo.
Sabemos que a recuperação ainda é frágil, mas este início de ano nos traz otimismo.
A renda per capita no mundo cresceu mais de 60% na última década e prevê-se que a classe média mundial cresça de 1,8 bilhão para 3,2 bilhões de pessoas em dez anos. Em países populosos como China, Índia e Indonésia, muitas centenas de milhões de pessoas saíram da pobreza.
Esses índices resultam de nossa forma de pensar: a convicção de que um comércio livre e governos menores fortalecerão a prosperidade; o instinto de que os cidadãos com os meios adequados podem fazer mais por eles mesmos do que qualquer governo. O progresso real é construído sempre com base em fundamentos claros. Você não pode gastar o que não ganhou; nenhum país até hoje tributou ou subsidiou o seu caminho até a prosperidade; você não resolve débitos contraindo mais débitos; lucro não é uma palavra ruim –ao contrário, o sucesso é motivo de orgulho.
Neste ano, como presidente do G20 (grupo das grandes potências globais), a Austrália se encontra em uma posição única na promoção do crescimento global. Nossa agenda focará os assuntos que extrapolam a competência dos Estados, nos quais a ação coordenada internacional pode agregar valor.
Como sempre, o comércio vem em primeiro lugar. O G20 deverá, minimamente, renovar a sua determinação contra o protecionismo. Cada país deverá se comprometer com a liberalização do comércio bilateral, plurilateral e multilateral e com reformas domésticas que auxiliem as empresas nesse sentido.
Um efeito colateral da globalização é a maior capacidade de se aproveitar de diferentes regimes de tributação. O G20 lidará com a problemática que envolve as empresas que buscam se beneficiar das oportunidades provenientes dos impostos e não daquelas advindas do mercado. O princípio a ser seguido é que se deve pagar impostos no país em que se obtém a receita.
Seria um grande passo se os líderes dos países que geram 85% do PIB mundial concordassem com os princípios necessários para que a cobrança de impostos seja justa. Espero ter uma discussão franca no G20 sobre questões como a digitalização e suas implicações nos impostos, no comércio e na integração global.
Quase todos os países têm uma infraestrutura deficitária e estão lutando para conseguir financiar o seu aprimoramento. A Organização para Cooperação Econômica e Desenvolvimento (OCDE) estima que mais de U$ 50 trilhões em investimentos serão necessários até 2030.
Deveria ser mais fácil conseguir que os projetos fossem iniciados. Precisamos atrair capital privado com políticas sensatas de preços e práticas regulatórias melhores. Pretendo reunir-me com os “policy makers”, financiadores e construtores para identificar caminhos práticos para aumentar o financiamento a longo prazo em infraestrutura.
O G20 assumiu a sua forma atual em resposta à crise desencadeada por práticas financeiras ruins. Trabalhamos pela resiliência do sistema financeiro, ou seja, procuramos ajudar a prevenir e gerenciar a falha de instituições financeiras importantes, tornar os mercados derivados mais seguros e melhorar a fiscalização do sistema bancário paralelo.
A regulação do sistema financeiro será sempre um trabalho em curso. O desafio para as autoridades é se manter a par do desenvolvimento e não se deixar ser ultrapassada por ele, como ocorrido antes da crise. Até onde cabe à Austrália, a tarefa do G20 será facilitar a vida das pessoas. O G20 não é sobre nós, que estamos no governo, mas sim sobre os cidadãos, nossos mestres.
TONY ABBOTT, 56, é primeiro-ministro da Austrália
Clever Mendes de Oliveira
28 de janeiro de 2014 11:10 pmProvavelmente Tony Abbott não sabe o que diz
José Adailton (terça-feira, 28/01/2014 às 17:22),
Tony Abbott é do partido conservador australiano. A frase que transcrevo a seguir foi tirada do texto dele intitulado “Os pontos cruciais para o G20” e publicado na Folha de S. Paulo de hoje, terça-feira, 28/01/2014, e que você reproduz neste seu comentário. Trata-se de frase mais própria de quem não sabe o que está dizendo e se sabe prefere que a humanidade volte para o início do século XX quando a carga tributária era de cerca de 10% dos PIBs. Diz ele do alto da sapiência dele, sobre os índices de crescimento mundial na última década:
“Esses índices resultam de nossa forma de pensar: a convicção de que um comércio livre e governos menores fortalecerão a prosperidade; o instinto de que os cidadãos com os meios adequados podem fazer mais por eles mesmos do que qualquer governo”.
Desde o início do século XX, o mundo inteiro, entretanto, tem feito o contrário e os governos ficam cada vez maiores com uma carga tributária média que se aproxima de 30% do PIB (no caso do G20 o total das despesas deve aproximar de 40% do PIB) e talvez por isso estejam enfrentando com mais competência a crise de 2008 quando se compara com o modo que se enfrentou a crise de 1930.
De todo modo com 56 anos Tony Abbott é razoavelmente jovem e terá muita oportunidade para aprender e se capacitar a dizer algo mais consequente.
Clever Mendes de Oliveira
BH, 28/01/2014
Davi Sensu
28 de janeiro de 2014 8:17 pmBurocracia?
Nassif, você vai me desculpar mas isso de ficar medindo competitividade do Brasil pela régua da burocratização é muito simplista. A burocracia atrapalha um pouco mas está longe de ser um obstáculo de competitividade. Os economistas precisam sair das planilhas, como você tanto fala, e se entrosar mais com o mercado e não sair publicando fofoquinhas de empresários. Os empresários tem objetivos que nem sempre casam com os do país, por isso o economista tem que fazer um pouco até de trabalho investigativo pra conseguir extrair dados concretos e fazer esse tipo de inferência, se depender de depoimento de executivo a gente tá perdido. Gostaria que você pudesse trazer artigos acadêmicos que tentem inferir o impacto da burocracia na competitividade do Brasil pra que a gente possa criticar esses artigos. O problema de competitividade das empresas brasileiras parece estar muito mais relacionado com os impostos indiretos. O problema é que o empresário não está lá muito interessado nessa mudança, com os impostos indiretos os donos das empresas dividem os impostos de forma pouco transparente com toda a população. Eles que deveriam dividir com a união um pedaço dos lucros muito mais expressivo do que o atual, principalmente quando se paga lucro aos acionistas, são prejudicados por um lado, com relação a competitividade, e beneficiados com essa diluição dos impostos que deveriam ser pagos de forma muito mais expressiva conforme a renda, e principalmente o patrimônio de cada um. Espertamente os empresários contornam o problema de competitividade com altos impostos de importação garantindo grande reserva de mercado, e não é por outra razão que os preços de produtos industrializados no Brasil são muito mais altos do que na maioria dos países desenvolvidos, enquanto a concentração de renda custa a cair mesmo com os sucessivos reajustes acima da inflação do salário mínimo. O problema não é a carga tributária mas a distribuição. Da mesma forma, os impostos trabalhistas são outro entrave, não tem que tirar direito nenhum do trabalhar mas não precisa arrecadar diretamente com o emprego, assim o empresário que sempre faz tudo o que pode pra maximizar seu lucro evidentemente, vai fazer o diabo pra contratar menos funcionários. Isso é ruim pro país. Assim no final do jogo os empresários começam a inventar moinhos de vento como “grande burocratização”, “produtividade do trabalhador”, “corrupção”, “elevada carga tributária” e muitas outras desculpas, pois assim seu modelo de exploração continua intacto, diluir o pagamento dos impostos na população e contar com reserva de mercado é um ótimo negócio. Pode dar a impressão que se você muda a forma de tributar a competitividade e o preço acabam ficando estáticos porque o empresário vai querer manter seu lucro liquido e da mesma forma repassar para o consumidor, mas isso não é verdade. Um dos aspectos envolvidos nessa mudança posso exemplificar da seguinte maneira: se você tributa com base no lucro e com aliquotas progressivas, quando você tem duas empresas por exemplo, as duas competem entre si, esse ano uma foi muito bem e lucrou muito a outra lucrou pouco, uma empresa vai pagar muito imposto e a outra muito menos, de forma que se mantenha a arrecadação total no mesmo nivel. Entretanto da forma como estamos, como os tributos são em grande parte fixos, a empresa que lucrou pouco fecha as portas porque não consegue pagar os impostos que não levam em conta suas receitas, ou demite muitos funcionários, causando um grande dano pra sociedade, e debilitando a empresa para que ela possa competir no futuro. Assim, uma empresa que tem um capital maior por exemplo, que aguente mais firma oscilações de mercado, grandes empresas, multinacionais, tem uma vantagem competitiva enorme que não é compensada pelo imposto de renda que pj que é por faixas. Enfim, acabou meu tempo pra escrever sobre o assunto mas acho que já dá pra cada um imaginar todos os desdobramentos de você tributar funcionário e produto, deixando o imposto de renda apenas como complementar e por isso com uma aliquota ridícula. Agora, quem vai mexer nisso aí?
Fulvia
28 de janeiro de 2014 8:32 pm(Sem título)
Clever Mendes de Oliveira
28 de janeiro de 2014 10:03 pmOpinião de leigo, mas sou descrente do ecletismo na economia
Luis Nassif,
Primeiro eu vi o post “As visões conflitantes de país, entre mercadistas e desenvolvimentistas, por Luiz Martins” de terça-feira, 28/01/2014 às 12:34, aqui no seu blog e que teria originado de um comentário de Luiz Martins de Melo endereçado para você. O endereço do post “As visões conflitantes de país, entre mercadistas e desenvolvimentistas, por Luiz Martins” é:
https://jornalggn.com.br/noticia/as-visoes-conflitantes-de-pais-entre-mercadistas-e-desenvolvimentistas-por-luiz-martins
Gostei do post “As visões conflitantes de país, entre mercadistas e desenvolvimentistas, por Luiz Martins”, embora houvesse nele algumas falhas de redação que dificultam o entendimento. Para um leigo são só essas falhas que se podem constatar. Uma dessas falhas é simples e sem importância. Logo de início Luiz Martins de Melo rebate a idéia sua de fazer combinação das melhores sugestões de cada corrente econômica, e logo em seguida abre aspas para transcrever a sua seguinte frase:
“O desafio consiste em selecionar as melhores sugestões de lado a lado sem o dogmatismo que caracteriza as escolas acadêmicas fechadas. E, da combinação delas, conseguir a síntese virtuosa.”
Ele abriu aspas, mas não a fechou. E assim o parágrafo em que ele faz a crítica a você não ficou bem claro, como se pode ver da transcrição que faço abaixo, colocando a frase entre pontilhado e sem deixa-la em itálico, reproduzindo-a sem alteração. Diz ele lá:
– – – – – – – – -:
Porém, não creio que se possa fazer uma combinação das melhores sugestões.” O desafio consiste em selecionar as melhores sugestões de lado a lado sem o dogmatismo que caracteriza as escolas acadêmicas fechadas. E, da combinação delas, conseguir a síntese virtuosa.
– – – – – – – – – –
Depois o comentário dele ganha consistência ao trazer a justificativa para ele não considerar possível “fazer uma combinação das melhores sugestões” de cada corrente econômica. A afirmação dele assemelha-se a crítica que eu também faço com certa frequência a você e a vejo também ser feita por outros comentaristas. Eu considero que as suas análises são fundamentadas em um ecletismo que não me parece ter consistência para prevalecer.
Pretendo enviar um comentário mais extenso para junto do post “As discussões sobre a taxa Selic” de quinta-feira, 05/12/2013 às 07:00, originado de um comentário de conteúdo mais técnico feito pelo Henrique O. M. Reis Jr. que questionara bastante afirmações suas junto ao post “Como o mercado enredou o Banco Central”. Um dos pontos que eu comento é o que chamo de seu ecletismo na busca por soluções para a economia brasileira. O endereço do post “As discussões sobre a taxa Selic” é:
https://jornalggn.com.br/noticia/as-discussoes-sobre-a-taxa-selic
E voltando ao comentário de Luiz Martins de Melo, outro problema, que provavelmente foi fruto de pressa na redação do texto dele, pode ser visto no penúltimo parágrafo quando ele diz:
“Esses são os dois sistemas de inovação no mundo que formam a base da produtividade e competitividade. Os desenvolvimentistas propõe a sus expansão e os mercadistas a sua compressão”.
Para mim não ficou compreensível de quem ou de que é a expansão que os desenvolvimentistas propõem ou de que ou de quem é a compressão que os mercadistas propõem.
Por coincidência, fui atrás do seu post para o qual o comentário de Luiz Martins de Melo teria sido enviado. O mais provável seria este post “Há um vácuo de pensamento econômico no Brasil” de ontem, segunda-feira, 27/01/2014 às 15:51. No entanto não vi entre os mais de 50 comentários nenhum que fosse de Luiz Martins de Melo.
Deixo então aqui o meu comentário que imagino não ficará muito fora do lugar, pois além de indicar o bom post “As visões conflitantes de país, entre mercadistas e desenvolvimentistas, por Luiz Martins” permite que eu dê destaque a crítica que gostaria de fazer aqui, utilizando a crítica que Luiz Martins de Melo já houvera feito.
Clever Mendes de Oliveira
BH, 28/01/2014
Daytona
28 de janeiro de 2014 10:23 pm“Salário é renda e é custo. O
“Salário é renda e é custo. O distributivismo gera mercado de consumo forte, via melhoria de renda, e empresas menos competitivas, via aumento de custos. Sem um salto de competitividade, que permita agregar valor aos produtos – e, por aí, absorver o aumento de renda – o modelo não se sustenta. Daí que a próxima etapa da política econômica será a de assegurar condições para uma melhoria do ambiente econômica para essa nova fase do capitalismo.”
Gera também um mercado consumidor amplo, que permite às empresas nacionais desenvolver economias de escala, tornando-se, assim, mais competitivas nos mercados globais. O modelo é amplamente sustentável, desde que consiga alavancar economias de escala suficientes. Os EUA é um exemplo de uma economia que, antes de se lançar globalmente, se isolou e ampliou seu mercado interno, fortalecendo suas empresas.
Miguel A. E. Corgosinho
29 de janeiro de 2014 1:16 am“Salário é renda e é custo. O
“Salário é renda e é custo. O distributivismo gera mercado de consumo forte, via melhoria de renda, e empresas menos competitivas, via aumento de custos. Sem um salto de competitividade, que permita agregar valor aos produtos”
Tripé da economia real: Salário é valor e produção. O distributivo gera valor de consumo, via melhora da produção, e Estado não endividado, via aumento de valor temporal.
Toninho do PT
29 de janeiro de 2014 12:49 amVácuo Total
Ora meus caros,
estamos com um Débito de mais de 100 BILHÕES de U$$ com o exterior,
e alguem em sã conciencia acha essa atual política sustentavel.
Gostava muito mais do NASSIF, quando ele criticava a política ERRATICA de FHC.
o governo atual está apenas FOMENTANDO o monopólio PRIVADO como o da PETROQUIMICA, com a ODEBRETCH
via emprestimos subsidiados do BNDS.
ou seja, o dinheiro de nossos impostos um grupo privado AMIGO do Governo, compra todas as PETROQUIMICAS nacionais e tem de fato o monopólio da resina de polietileno no BRASIL.
e quando vamos importar, pois lá fora é bem mais barato, o governo aumenta o imposto de importação…
e ainda segundo muitos desinformados, o empresário BRASILEIRO é esplorador de empregado, vagabundo e perdulário.
Creio que a maioria nunca trabalhou na iniciativa privada, e vive de cargos públicos….
aqui fora, é dificil sobreviver…..
poucos conseguem…
Filipe Rodrigues
29 de janeiro de 2014 1:40 amGoverno prefere monopolizar o
Governo prefere monopolizar o setor via iniciativa privada em vez de fortalecer as estatais, tem medo de ser acusado pela mídia de estatizante.
Para o Mantega, estado afasta investidores, já o monopólio não…
Espero que mude com o Mercadante, que é mais keynesiano que o Mantega.
Marcelo Sav
4 de fevereiro de 2014 3:54 pmÉ isso mesmo !
Sobreviver na competitiva iniciativa privada não é fácil, ter um cnpj é como declarar a própria escravidão, a subsrviência ao estado regulador e taxador. Não fomos, não somos e caminhamos agora para um modelo econômico-social-democrático nada promissor. Estamos entrando na área nebulosa do capitalismo-comunista? Parece.
Reagir como? A democracia brasileira não é livre. É procrastinadora, reguladora e escravista. Monopólios e Oligopólios a olhos vistos. Empresas multinacionais não são um problema, so contrário seriam uma bênção, promovendo mais competição e melhores preços de mercadorias e serviços. Por que isto não ocorre? Por que as leis de Mercado não funcionam? A base de todas as relações comerciais nacionais e internacionais são reguladas fortemente pelo estado e aí está a causa. Se as políticas forem salutares, reguladas de forma equilibrada, permitindo o lucro, exigindo os tributos, impedindo a especulação voraz. Enfim, penso, com tantos intelectuais e especialistas, com farta história e experiência com os solavancos econômicos e políticos, o país Brasil e seus administradores, parece-me a eles, não ser mais permitido se dar o privilégio de errar. É no mínimo muito estranho. E até a pessoa cidadã de pouco conhecimento vive o dia a dia e sente que “já deu”. Não é mais aceitável acreditar nos simples erros estratégicos dos governos de todos níveis. É descompromisso, é desplanejamento, é desorientação, desorganização. Quanto mais bagunça, melhor. O brasileiro parece que cansou do sonho de um país melhor. Vive hoje da realidade. E busca de toda forma sobreviver. Alguns mais ambiciosos, por sua vez usam os métodos dos superiores, tentam tudo, seja bom ou mal.
E quem não está mamando nas tetas dos setores públicos? Está pagando caro e sofrendo bastante pra manter a máquina paquidérmica e ineficiente. A máquina públca que só faz crescer nos últimos 15 anos, não atende aos príncipios que ela mesmo prega. Não atende aos interesses públicos mais básicos.
Enfim, o brasileiro sobrevivente vai viver ainda muitos solavancos. Estabilidade na verdade, a muitos não interessa, pois sabemos que se ganha muito mais nas altas e baixas, na volatilidade, nas bagunças.
Viva a bagunça ! Para poucos é uma delícia ! Cabe à maioria pagar seus impostos, pois se não pagar o estado vem e lhe toma o pouco que tiver . E vá pra debaixo da ponte (geralmente inacabada).
Alexandre Weber - Santos -SP
29 de janeiro de 2014 1:10 amPara Financial Times, Brasil é o ‘perdedor’ de Davos © 2000 – 2
SÃO PAULO – O Brasil saiu como o grande “perdedor” do encontro de Davos, a despeito das tentativas da presidente Dilma Rousseff de resgatar a imagem do país entre investidores estrangeiros. Já o México seria o grande “vencedor” entre as nações participantes. A avaliação foi feita pelo blog “Beyond Brics”, do jornal britânico “Financial Times”.De acordo com a publicação, “não era fácil ouvir algo de positivo sobre o Brasil” em Davos. A falta de investimentos estruturais e o excesso da participação do consumo no crescimento do país foram os fatores citados para o pessimismo dos presentes com a economia brasileira.Na ponta oposta, o FT elegeu o México como o “vencedor” de Davos. Para o diário econômico, a confiança de investidores na presidência do país se reflete nos investimentos de companhias internacionais anunciados ao longo do evento. Entre eles estão a Cisco, que investirá US$ 1,3 bilhão, a Nestlé, com US$ 1 bilhão e a PepsiCo, com outros US$ 5,3 bilhões.O FT também elegeu países africanos em crescimento, como a Nigéria, Tanzânia e Quênia, como os que chegaram mais próximos de competir com o México pela preferência dos presentes. As percepções sobre China foram consideradas “neutras”, embora pendessem mais para o otimismo. Já a Índia despertou pouco entusiasmo entre os presentes e foi classificada como “de neutra a negativa” em termos de percepção.
Leia mais em:
http://www.valor.com.br/internacional/3411058/para-financial-times-brasil-e-o-perdedor-de-davos#ixzz2rkHPE2x5
Acorda, Dilma!
Filipe Rodrigues
29 de janeiro de 2014 1:33 amSer elogiado pelo FT não é
Ser elogiado pelo FT não é vantagem, Paul Krugman que o diga (ele criticava o Brasil quando era o queridinho dos mercados, deve ter mudado de opinião agora que o Brasil virou vidraça).
México enfrenta um grave processo de concentração de renda (Davos convidou o Papa apenas para fazer uma média com o Vaticano).
No início dos anos 2000 Brasil era criticado por ter um salário médio e mínimo abaixo do México
Alexandre Weber - Santos -SP
29 de janeiro de 2014 1:16 amEsquisito
Não fosse os quase 10 Bilhões de lucro das empresas que operam o dinheiro eletrônico no Brasil, o problema orçamentário estaria em primeiro lugar.
Por que o governo dá este privilégio as empresas operadoras dos pagamentos eletrônicos? mentes curiosas querem saber.
Animal esquisito… – ANTÔNIO DELFIM NETO
VALOR ECONÔMICO – 28/01
Quando se olha a economia brasileira comparando-a com o resto do mundo, saltam à vista dois fatos intrigantes e, francamente, preocupantes. Sugerem uma disfuncionalidade muito séria – iniciada com a Constituição de 1988 -, que sobreviveu porque os poderes incumbentes (Sarney, Collor, Itamar, Fernando Henrique, Lula e Dilma) nunca enfrentaram seriamente a mudança fiscal que compatibilize os recursos finitos de que dispomos para atender ao processo civilizatório que nos propomos: um aumento continuado da igualdade de oportunidade para todo o cidadão, independentemente de sua origem, cor ou credo.
Sem dúvida tivemos um pouco mais de sucesso do que outros países emergentes na integração social e na redução das desigualdades, mas à custa de uma herança difícil de carregar. Os sinais vitais do Brasil parecem indicar uma sociedade madura ( avançada ) incompatível com a nossa renda per capita.
O gráfico 1, abaixo, mostra isso com clareza. O consumo do governo em 2000 estava junto à média dos países desenvolvidos e em 2011 ligeiramente acima, muito longe dos países emergentes. O nível de investimento público do Brasil é inferior à média dos desenvolvidos e muito menor do que o dos emergentes. Um animal esquisito, cujo fenótipo sugere um país avançado , mas cujo genótipo é emergente …
A explicação mais plausível para tal curiosidade é dada pelo gráfico 2, onde se vê a brutalidade da rigidez orçamentária imposta pelo equivocado sistema de fixar gastos setoriais como porcentagem do Orçamento ou vinculados ao PIB, técnica com a qual cada corporação marca o seu gado para proteger-se de uma possível boa gestão do poder incumbente.
O problema orçamentário brasileiro é de tal monta, que nada menos do que um Orçamento de base zero será necessário para rever os milhares de programas que subsistem só por inércia histórica, corrigir os desperdícios que se eternizam pela acomodação natural dos mecanismos de controle e superar a prevalência de interesses paroquiais.
A grande oportunidade de fazer-se o aperfeiçoamento do sistema de receita e despesa do governo foi perdida no momento político de alto sucesso do brilhante plano de estabilização de 1994/95 (Itamar-FHC). E não foi por falta de insistência dos seus economistas! A rigidez orçamentária voltada às despesas de consumo do governo, a política de combate à inflação apoiada na valorização nominal do real e a exagerada pressão distributivista produziram uma valorização do câmbio real (a maior do mundo entre 2002-12) que subtraiu US$ 320 bilhões da demanda do nosso setor industrial no período.
A relação entre a política fiscal (qualidade dos gastos; consumo ou investimento) e a taxa de câmbio real é um problema controverso entre os economistas. O FMI acaba de divulgar um trabalho sobre o assunto com atenção especial ao Brasil, escrito por Badia e Segura-Ubiergo, que vale a pena ler pelo reconhecimento das dificuldades (teóricas e empíricas) do problema e pelo pragmatismo das recomendações. Dele foi extraído o gráfico
Como aperitivo transcrevemos uma das conclusões do trabalho: A política fiscal pode ter efeitos substanciais sobre a taxa de câmbio real efetiva nos mercados emergentes, operando, provavelmente, através de dois canais inter-relacionados. Primeiro, o aumento na poupança pública (isto é, um resultado fiscal estrutural mais robusto) pode reduzir a apreciação real da taxa de câmbio no longo prazo e, portanto, pode ser um importante instrumento para garantir maior competitividade. Segundo, a estrutura do gasto governamental importa. Os aumentos no investimento público levam, também, à redução das pressões de apreciação cambial. Esse último resultado tem importantes implicações para o Brasil, uma vez que o gasto corrente representa cerca de 90% do gasto total. Em particular, o artigo revela que há escopo para a melhora da composição do gasto público de forma a criar mais espaço para o investimento público. Uma ressalva importante, no entanto, é que ambos os canais têm aproximadamente o mesmo impacto sobre o câmbio real efetivo. Isso significa, na prática, que aumentos no investimento público que não forem acompanhados de medidas equivalentes de redução do gasto público corrente, provavelmente, terão pouco efeito sobre a taxa de câmbio real efetiva.
Filipe Rodrigues
29 de janeiro de 2014 1:51 amO salário do trabalhador virou a Geni…
Quanto aos lucros abusivos, certeza que não é só a industria automobilística que é assim:
Montadoras voltam a ser campeãs em envio de lucros ao exterior
Pedro Kutney
Especial para o UOL
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Linha de montagem automotiva em SP; investimento prometido é de US$ 30 bilhões em cinco anos
As fabricantes de veículos instaladas no Brasil voltaram a ser campeãs de remessas de lucros ao exterior, à frente de empresas de todos os outros setores econômicos. Segundo dados consolidados divulgados pelo Banco Central (BC) na última sexta-feira (24), em 2013 as montadoras enviaram US$ 3,3 bilhões para pagar dividendos às suas matrizes. O valor é 35% superior ao de 2012, quando remeteu US$ 2,44 bilhões e ficou na segunda posição — naquele ano, perdeu por pouco para o setor de bebidas, que mandou US$ 2,49 bilhões.
As remessas de 2013 (13,8% de todos os pagamentos registrados pelo BC na categoria) ainda estão longe de atingir o recorde de 2011, quando as montadoras pagaram US$ 5,6 bilhões em lucros, depois dos US$ 4,1 bilhões de 2010. Mas a cifra obtida no ano passado continua expressiva e voltou a crescer, comprovando que o setor vem conseguindo construir resultados consistentes no Brasil — a despeito de todas as reclamações sobre margens apertadas.
Há mais de dez anos o setor automotivo sempre fica entre os que mais remetem lucros. Apenas nos últimos quatro anos, os dividendos pagos pelas fabricantes de veículos no Brasil às matrizes atingem US$ 15,4 bilhões, levando em conta só os registros oficiais do BC. Esse valor já é quase a metade do que os fabricantes prometem investir no Brasil até 2017.
No sentido contrário, na conta do investimento estrangeiro direto (IED), as matrizes das montadoras injetaram no Brasil em 2013 o total de US$ 1,87 bilhão, valor 48,6% maior que o US$ 1,25 bilhão de 2012. Embora a expansão seja grande, o setor é apenas o oitavo que mais recebeu IED no Brasil no ano passado (responsável por 3,8% do total investido). Mesmo que o IED das montadoras no país chegasse a US$ 2 bilhões por ano, e assim se mantivesse nos próximos anos, não fecharia a conta do montante que prometem investir no Brasil — segundo a Anfavea (associação das fabricantes), este chega a R$ 75 bilhões de 2013 até 2017, ou cerca de US$ 30 bilhões pelo câmbio atual.
Portanto, para sustentar esse investimento, as montadoras deveriam aportar mais de US$ 6 bilhões por ano no período proposto. Como não fazem isso, ou estão investindo menos do que dizem, ou se valendo de outras formas de captação de capital, especialmente de recursos subsidiados pelo governo federal na forma de empréstimos do BNDES e outras instituições de fomento, além de incentivos fiscais estaduais e federais.
Alexandre Weber - Santos -SP
29 de janeiro de 2014 12:43 pmCarry Trade
Com a diminuição das remessas pelo Carry Trade, foi a forma que encontraram para continuar a lesar o povo e a nação surrupiando suas riquezas.
Agora, com a Selic alta, voltam às arbitragens.
Carlos Lima
29 de janeiro de 2014 2:19 amNassif, artigo FT disse que
Nassif, artigo FT disse que um diretor do Banco Itaú desclassificou o Brasil perante o mundo ecônomico, segundo o jornal o México e seus carteis de drogas agora é que é o lugar de investir, além de Gana e etc. Nenhum blog progressista até agora citou nada. Será que a minha ideia de que deveriamos mudar a bandeira do Brasil que ao invéz de ter estrelas passaria a ter logomarcas dos bancos, pois a meu ver os bancos já governam o Brasil a anos. O governo de fato não reage – O FT classificou a DILMA de “DERROTADA” pela as palavras do diretor do BANCO ITAÚ. Como uma instituição que ganhou bilhões nos últimos anos neste país pode colocar em risco os empregos de uma nação sem ao menos uma resposta do BANCO CENTRAL BRASILEIRO, nem do Governo e nem de ninguém, a vaca já foi para o brejo mesmo ou o BANCO ITAÚ mandou um aviso que já é um partido de oposição ao governo e sua REDE fará tudo para sabotar a economia do BRASIL para assumirem de vez o saque aos bolsos nacionai? O que não estamos vendo e que parece ser perigoso, pois conglomerados financeiros e políticos traficantes estão assumindo a política do BRASIL nas barbas do TREs sem nenhum constrangimento. Hilicóptero sendo abastecidos com dinheiro público assim como seu piloto funcionário de políticos e agora Bancos assimilados aos seus investidores que a sede sangrenta dos Cartéis, o México como sendo a opção de investidores em quanto o governo brasileiro leva calote de impostos dessas instituições. O que esta havendo mesmo?
Marcos K
2 de fevereiro de 2014 8:39 amO problema é de simples
O problema é de simples solução, mas se insiste em usar vendas: a reforma do sistema educacional. Enquanto não se resolver este problema pode-se esquecer todo o resto. Sem mão-de-obra qualificada e cidadãos minimamante conscientes, capazes de pensar por si podemos esquecer todo o resto. Enquanto não for construída uma cultura da responsabilidade, do trabalho, da inovaçãoe da ética em substituição ao famigerado “jeitinho” pouco faremos e pouco podemos esperar. Também não adianta importar grandes modelos teóricos ou mesmo forjar novos porque igualmente não vai adiantar nada. Claro que só isso não resolve, mas o que começo é aqui e não adianta nem sonhar com outro caminho.