4 de junho de 2026

O cinema como memória contra a ditadura: TVGGN entrevista a documentarista Anita Leandro sobre “Anistia 79”

Obra revela registros inéditos de exilados na Itália e analisa o papel do cinema na preservação da memória política brasileira

Anita Leandro é documentarista e professora de cinema na Universidade Federal do Rio de Janeiro. Foi também coordenadora do máster profissional “Realização de documentários e valorização dos arquivos” da Universidade de Bordeaux-Montaigne, em parceria com o INA, o instituto nacional do audiovisual da França.

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Sua pesquisa em torno dos acervos fotográficos das agências de repressão brasileiras do período ditatorial deu origem ao filme Retratos de Identificação (Brasil, 2014, 73 min.), selecionado em vários festivais nacionais e internacionais, entre eles o Cachoeira.Doc, na Bahia, onde obteve o prêmio do júri oficial, e o Festival del Cinema Latino Americano de Trieste, na Itália, onde recebeu o prêmio Arcoiris.

Seu novo filme, Anistia 79, é o resultado de uma pesquisa em torno de imagens de exilados iniciada em 2016, em arquivos da França, Itália e Alemanha. Desde 2006, Anita Leandro filma narradores de textos literários no sertão mineiro, um trabalho voluntário de constituição de um acervo de narrações de textos rosianos para o Museu Casa Guimarães Rosa.

Em entrevista para o canal TVGGN, a cineasta fala seu documentário Anistia 79, que resgata registros inéditos de uma conferência histórica realizada em Roma por exilados brasileiros. A obra utiliza imagens gravadas há quase cinquenta anos por Hamilton Lopes dos Santos, revelando a intensa mobilização internacional pela redemocratização e pelo retorno dos banidos ao país.

Durante o diálogo, destaca-se como o cinema serve de suporte para a memória, permitindo que sobreviventes e novas gerações processem os traumas da ditadura militar. O debate também estabelece um paralelo crítico com o cenário político atual, denunciando o uso distorcido do termo anistia como estratégia para garantir a impunidade de criminosos de Estado.

Por fim, reforça-se a importância de preservar esses vestígios históricos para enfrentar o apagamento sistemático do passado e fortalecer o compromisso democrático no Brasil.

Assista abaixo:

Redação

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Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

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Carla Castanho é repórter no Jornal GGN e produtora no canal TVGGN

1 Comentário
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  1. Gaspar Alencar

    23 de março de 2026 11:10 am

    Sempre oportuno trazer a tona com uma visão atualizado. Sobre período de escuridão de nosso país!

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